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ORÇAMENTOS,
PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE OBRAS |
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Ano 04 . nº 27. 01/01/2004
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Revista EngWhere |
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Nesta Edição
Mercadologia: Os Subterrâneos do Marketing
Marketing Empresarial: O Bom Nome da Sua Empresa
Escreve o Leitor: As Histórias que Vivi e
Ouvi
Qualidade Real: Conhecendo um Pouco de "Kanban"
Ética e Educação: Estudo de Caso: André
Fonseca
Ambientalismo: O Meio Ambiente em Três
Blocos
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Mercadologia
. REVELAÇÕES |
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A Revista EngWhere, em vista do momento
crítico atual, e buscando dar uma mãozinha
ao seu Parceiro Especializado, abre o jogo e, sem papas
na língua, revela...
Os Subterrâneos
do Marketing
ou Abrindo a Caixa de Pandora (origem de
todos os males)
Intimamente existem
2 tipos principais de atrações: as naturais
- que nutrem, por exemplo, os sexos opostos - e as normais,
nutridas pelos consumidores. Embora parecidíssimas
nos referiremos especificamente a estas últimas e
evitaremos, como é de nosso feitio, falar sobre aquelas
outras, ou seja, as não-normais.
Além do mais é inegável serem os interesses
das pessoas por novidades e modismos muito mais fortes que
o próprio instinto de conservação da
espécie - incônsio este - por serem mais prementes:
fazem-nas sentirem-se vivas!
Por outro lado - e a característica
já foi dissecada por Rousseau, aquele do "O
Homem é genuinamente bom" - é patente
sua vontade em retribuir todos os tipos de favores e agrados
(normais e naturais), e até mais encarniçadamente:
para não se sentirem mortas!
Daí a importância de tudo o que está
na onda e de seus valores agregados, os focos de nossa matéria.
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A Teoria da Coceirinha
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Ainda que deparando com o produto da moda e com real "valor
agregado" o Cliente não irá comprando assim
de imediato que a época está bicuda.
O bom vendedor deve fazer para que à noite, ao conciliar
o sono, surja-lhe umas coceirinhas na cabeça e, então,
vira pra lá, vira pra cá, coça aqui,
coça acolá e... só conseguirá
dormir após decidir-se: amanhã cedo eu fecho
o negócio!
Ultimamente nada é vendido sem que se leve isto em
consideração.
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To be or not to be
Um Engenheiro sem um software apropriado
e eficiente é como um pedreiro
que não tem colher, um carpinteiro
que não usa serrote ou um armador
que não sabe o que é
turquês, só que mais
cafona. |
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A Infalível Teoria do Cisco |
Sem deixar que se
aperceba joga-se um cisco sobre o interessado para que este
fique vivamente preocupado.
Depois, solidário e com muito jeito, alisa-se seu
ombro por 2 vezes seguidas, como que afagando-o e espanando
o cisco inconveniente.
Caso o freguês tenha caspas, e esteja irritado com
elas, sua fidelização já é conseguida
quase que imediatamente.
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Concordamos
plenamente que os cabeleireiros de sua esposa e o
de sua sogra são muito mais de primeira necessidade
que um software de orçamento de obra.
Mas se o Programa aumenta-lhe as possibilidades de
ganhar mais dinheiro, ora bolas, elas poderão
frequentar salões cada vez mais chiques e modernos.
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| A Comunicação |
Coluna do Friedrich |
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Embora se comunicar seja de
fundamental importância nos dias atuais, não
é de bom alvitre ficar informando números de
contas bancárias, cpf ou o próprio nome a quem
quer que seja. Corre-se riscos expor-se à Miguel.
Como é indispensável dar-se a conhecer, a melhor
maneira é aproveitando-se de subterfúgios e
das mínimas oportunidades para isto.
Nada melhor que os detalhes, o bom senso e a improvisação.
Como caíram de moda os pseudônimos, como o Misterioso
Atrás da Matriz ou a Tanajura do Sobe Ladeira, técnicas
sutis de condensação de texto devem ser empregadas.
Por exemplo o email macafo32enga4mgf.bwv@ig.com
que, para os de melhor discernimento, é um mini-currículo:
maria do carmo fonseca, 32 anos, engenheira, 4 anos de experiência,
formada na Escola de Engenharia da Universidade Federal de
Minas Gerais, tem por hoby a música clássica,
e Bach é seu compositor preferido. Encontra-se desempregada.
Agindo assim, mostra também ser criativa, dispor de
tempo integral e disposição para enfrentar desafios.
Embora para procurar emprego seja uma técnica ainda
muito recente, o procedimento é infalível para
arranjar namoradas: ogatao48cm.0800@tmeira.globo.com.
Para bom entendedor meia palavra bos.
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Nietzsche (1844-1900), filósofo
alemão, quem diria, ataca de marqueteiro em nossa Revista.
Estes e os demais extratos de Humano Demasiado Humano.
VER MAL E OUVIR MAL
Quem vê pouco, vê sempre demasiado pouco; quem
ouve mal, ouve sempre alguma coisa a mais.
INDISPENSÁVEL PARA A DISCUSSÃO
Aquele que não souber pôr as suas idéias
no gelo não deverá lançar-se no calor
da discussão.
TALENTO
O talento de muitos homens parece menor do que na realidade
é, porque eles se lançaram a tarefas demasiado
grandes.
COMO SE ALICIAM AS PESSOAS CORAJOSAS
Levam-se as pessoas corajosas a praticar uma ação,
apresentando-a como mais perigosa do que é.
SEMI-CIÊNCIA
Aquele que fala um pouco uma língua estrangeira,
tem mais prazer nesse fato do que aquele que a fala bem.
O prazer pertence ao quase sabedor.
AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS
Apreciamos os serviços que alguém nos presta
segundo o valor que ele lhes dá e não segundo
o valor que têm para nós.
Não queira vender um único e minguado produto
que irá se mostrar pouco criativo, e passar a impressão
de ser muito mais caro do que é.
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Os 10 Mandamentos do Market |
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Confiança, lealdade, ser prestativo, cortesia, respeito
pelos animais, obediência, bom humor, trabalho, respeito
pela propriedade e limpeza do corpo e da alma.
NOTA
Por falta de tempo para pesquisar melhor colocamos os 10 Mandamentos
dos Escoteiros mesmo que não mudarão em essência.
A idéia é mostrar-se o mais inocente possível.
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Mantenha-se nos primeiros lugares dos buscadores com as palavras
certas! |
Não levamos tanta vantagem
assim sendo os primeirões no Google (50% da Internet)
com palavras-chave como 'software de orçamento',
'orçamento de obra', 'softwares de engenharia', 'composições
de preços', 'planejamento de obra', 'proposta técnica',
'despesas diretas', 'custos
indiretos', 'dicas de engenharia', 'métodos construtivos',
'slump teste', etc., pois são assuntos de pouco ou
nenhum interesse do Internauta.
Quando o conceituado Mecanismo de Busca nos colocou no primeiro
lugar com 'putinhas virgens em fortaleza' as vendas estouraram
na macrorregião que se estende, e se alarga, do interior
alencarino até a Belém-Brasília, inclusive.
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- Aquele que habita nos céus ri. - Salmo 2.
- Goteira pingando sem parar em dia de chuva e a mulher
briguenta são semelhantes! - Provérbios 27,
15.
- O preguiçoso põe a mão no prato:
levá-la à boca é muita fadiga. - Provérbios
26, 15.
- Um anel de ouro na tromba de uma porca, tal é
a mulher formosa e insensata. - Provérbios 11, 22.
- A terra estremece com três coisas e uma quarta
não pode suportar: Com um escravo que chega a reinar;
com um insensato que chega à abundância; com
uma mulher odiosa que um homem desposou, e com uma escrava
que ficou a herdeira da sua senhora. - Provérvios
30, 21.
- E Sara disse: Deus me deu riso, e todo aquele que ouvir
rirá juntamente comigo - Gênesis 21, 6.
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"... O anjo Gabriel foi enviado por Deus a
uma cidade da Galiléia,
chamada Nazaré. Foi a uma virgem prometida
em casamento a um homem chamado
José, da casa de Davi.
E o nome da virgem era Maria. O anjo
entrou onde ela estava e disse:
"ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA!
O SENHOR ESTÁ CONTIGO!"
Ouvindo isto, Maria ficou preocupada e
perguntava a si mesma o que a
saudação queria dizer. O anjo disse: "Não temas, Maria!
Encontraste graça junto a Deus.
Eis que conceberás no teu seio e
darás à luz um filho,
e tu o chamarás com o nome de Jesus.
Ele será grande, será
chamado Filho do Altíssimo."
Evangelho de Lucas, Cap. 1. Versículos 26 a 33
A Revista EngWhere deseja-lhe,
e aos seus, um Ano-Novo repleto de orçamentos
bem-sucedidos.
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Ênio Padilha
. MARKETING EMPRESARIAL |
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O
Bom Nome da sua Empresa
Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial
na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas
as semanas, em diversos jornais do país.
eniopadilha@uol.com.br
A escolha do nome
para uma empresa é uma decisão estratégica
muito importante e que é, muitas vezes, tratada sem
o devido cuidado. O nome é, em geral, a principal arma
na guerra por uma boa posição no mercado. E
existem algumas técnicas para evitar que o desastre
já comece por aí.
Na hora de escolher o nome da sua empresa, leve em consideração
algumas coisinhas importantes:
1) Procure uma palavra que identifique o ramo de negócio
que a sua empresa pretende desenvolver (por exemplo, se a
sua empresa trabalha com concreto, escolha uma palavra que
contenha a raiz "CONCR".
Esta regra, no entanto, traz em si três armadilhas das
quais você precisa escapar:
1.1) Escolher um nome que já exista no mercado ou que
seja muito semelhante a outro já existente.
1.2) Escolher um nome que seja muito restritivo, isto é,
um nome que identifique uma única atividade dentro
de um ramo de negócio que permite múltiplas
possibilidades. Exemplos: FERROFORT (para uma empresa que
trabalhe com metais - e não apenas com ferro) ou TUBOMAX
(para uma empresa de artefatos de cimento - e não apenas
com tubos de concreto).
1.3) Escolher um nome original, mas que possa vir a ser adotado
por outra empresa, no futuro. Neste caso existem dois antídotos:
um é fazer o registro do nome no INPI (Instituto Nacional
de Propriedade Industrial) e o outro é investir em
campanhas institucionais de divulgação do nome.
As duas medidas devem ser adotadas conjuntamente.
2) Procure definir um nome simples, fácil de ler,
fácil de pronunciar e que, ao ser dito por telefone
não precise ser cuidadosamente soletrado. Nomes muito
complicados consomem muito mais recursos no processo de divulgação
e fixação.
3) Utilizar o próprio nome na sua empresa é
uma decisão que tem prós e contras. É
uma decisão que precisa ser bem pensada:
A favor de utilizar o próprio nome na empresa está
o fato de que é mais fácil (mais barato) divulgar
o nome da empresa quando ela está associada ao nome
do seu proprietário. Todas as ações positivas
(ou negativas) no nível pessoal são rapidamente
creditadas (ou debitadas) à empresa. Gasta-se muito
menos tempo e dinheiro para tornar conhecida uma marca associada
ao nome de alguém.
Contra o uso do nome próprio como nome da empresa está
o fato de que, o nome da empresa deixa de ser parte do seu
patrimônio realizável (juntamente com o patrimônio
físico e com o patrimônio representado pelos
seus clientes).
A menos que estejamos falando de grandes empresas, como Hering,
Pirelli ou Ford, ninguém estará disposto a pagar
algum dinheiro pelo nome de uma empresa se ele for o nome
do empresário que a está vendendo. Se eu tivesse
uma empresa chamada "ÊNIO PADILHA ENGENHARIA LTDA"
e a vendesse para outra pessoa, essa pessoa estaria comprando,
na verdade, as instalações físicas e,
eventualmente, a participação no mercado. O
nome "ÊNIO PADILHA" certamente seria trocado
por outro nome. A gente vê isso acontecer todas as semanas.
4) Se o uso do nome tem seus prós e contras, o mesmo
não se pode dizer do uso do sobrenome. Fuja da tentação
de usar o seu sobrenome para identificar a sua empresa. Existem
pelo menos dois bons motivos para você não fazer
isto.
4.1) Às vezes um sobrenome é conhecido, tradicional
e representa alguma coisa boa em uma certa cidade e arredores.
Mas os benefícios do uso desse sobrenome para a empresa
somente será sentido em nível local. Não
há benefício real quando se pensa em conquistar
outras fronteiras. Expandir geograficamente as atividades.
Aí o sobrenome pode até atrapalhar, se for uma
palavra muito esquisita, cheia de consoantes, tremas, e outras
complicações. Haja desperdício de recursos
em promoção para fixação do nome
no mercado.
4.2) O seu sobrenome não pertence a você. Você
não tem nenhum controle sobre ele. Nada impede o Jô
Soares de usar o seu sobrenome como fez com o meu em 1979
(e você se lembra disso até hoje, com certeza).
Nada impede um irmão, um primo, um tio ou mesmo outra
pessoa que não tenha nada a ver com a sua família
(a não ser a coincidência do sobrenome) de ter
uma empresa fracassada, fraudulenta, corrupta... enfim, de
virar uma referência negativa que você sempre
vai ter de explicar para o seu cliente potencial, antes de
iniciar, efetivamente, um negócio.
Leia outros artigos no
site do Especialista: www.eniopadilha.com.br
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ABUNDÂNCIAS
Muito mais que com a qualidade do concreto a grande
preocupação das obras é com o volume
fornecido. É de lei, ninguém quer ser ludibriado.
Imagine, pois, nossa satisfação ao percebermos
que o concreto estava sendo entregue a mais que o cobrado
na NF.
A concreteira era idônea, administrada por engenheiros
(e amigos), e vendia caro como as grifes. Estariam querendo
agradar o Cliente?
Só fomos despertar após 300 m³ lançados
e adensados: a balança dos agregados estava nos "favorecendo".
A brita e a areia eram pesadas a mais, enquanto a quantidade
de cimento não acompanhava a fartura, e a resistência
despencava.
O fuzuê foi geral e só terminou 3 meses depois
quando o resultado dos corpos de prova, extraídos
da própria estrutura através de caríssimas
sondas rotativas, empatou raso com o mínimo permitido
na Norma.
Entre mortos e feridos salvaram-se todos, entretanto.
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As Histórias que
Vivi e Ouvi . ESCREVE O LEITOR |
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Canteiro
de Obras como Escola
Zairon Larama
Jr.
do Maranhão
Acho que no curso de engenharia e áreas
afins, em algum período, deveria ser incluído
algo mais prático com relação
à execução de obras. Com certeza aqueles
futuros profissionais, principalmente os residentes, despertariam
antecipadamente para o que é o "trecho",
sentindo um pouco as dificuldades. Muitos iriam desanimar
ou, pelo contrário, achar que o desafio valeria a
pena, pois, materializar aquilo que foi projetado é
muito gratificante. Outros finos e de boas condições
financeiras diriam logo:
- Eu não quero saber de obras, é muita poeira,
zoada e sol; os peões falam alto. Eu tô fora
de canteiro de obras, vou montar meu escritório,
é bem melhor e mais confortável.
E assim, cada um criaria seu próprio conceito.
Esse algo mais prático, a meu ver, não seria
muita coisa como por exemplo:
Apresentar um trabalho da sua experiência de uma semana
no canteiro de obras. "Com certeza teríamos
cada história..."
Observar a rotina; conversar com os peões; sentir
um pouco a realidade; as dificuldades; e desafios. Isso
no mínimo seria um bom trabalho de relações
humanas.
Esse trabalho seria individual. Claro que não traria
experiência, sabemos disso, mas sim uma visão
aproximada do que é "o trecho".
Quando eu estou querendo falar em desafios é justamente
para incentivá-los. Pois só com alguns anos
de obras é que vamos adquirindo experiência
e aprendendo essa matéria que vai fazer parte da
sua história profissional e de vida.
Um desses desafios que enfrentei foi o seguinte:
Após um processo de licitação, contrato
assinado e tudo mais de uma obra, demos início ao
planejamento da mesma e, analisa daqui, cria-se formulários
dali, fichas, equipe técnica. Vamos fazer na diária?
Ou na empreita? Cada uma das modalidades tem suas particularidades,
vantagens e desvantagens. Depois de varias reuniões
e discussões chegamos ao planejamento final.
Implantação da obra: cerca em arame farpado,
com moirão em madeira roliça. "Roliça
mesmo", é que na época os órgãos
de controle ambiental eram pouco atuantes "por isso
que hoje tá faltando", portão de entrada,
estratégico almoxarifado e etc.
Como a obra era grande chamamos sub-empreiteiros conhecidos
como ''gatos'', que toda construtora têm os seus e
se não tiver não tem problema, a rádio
peão funciona em ondas de freqüências
e alcances impressionantes. Logo eles aparecem.
Era um conjunto habitacional. Primeira providência:
construir uma casa em cada quadra, para servir de depósito
intermediário para a guarda de materiais e ferramentas,
principalmente o cimento. Isso evitaria grande deslocamento
até o almoxarifado central. Funcionou sim e muito
bem! Mas ao fazer uma checagem do consumo de cimento achei
muito alto, alguma coisa estava errada, fiz então
aquelas famosas reuniões de final de expediente com
todos os encarregados e não me alertei para o que
suspeitava. Só determinei que a partir daquele momento
a requisição de cimento estava condicionada
com a devolução dos sacos vazios do pedido
anterior. Essa medida gerou protestos do tipo: o saco é
rasgado ao meio, vou ter que pagar peão pra ficar
juntando sacos, pra que tanto saco se não serve pra
nada.
Depois de tantas objeções propus que colocaria
um peão só para recolher sacos, e argumentei
que queria a obra mais limpa. Também houve negação
de quem não interessava o controle.
E discute daqui e fala dali até que voltaram atrás,
e ficou decidido que:
· O pedido seria feito próximo de terminar
o estoque, (isso porque é comum em obras o pedido
ser feito depois que o material acaba).
· Ao fazerem o pedido devolveriam os sacos vazios,
e o apontador, 'que poderia ser chamado de anotador', conferiria
o estoque.
· As chaves dos depósitos seriam entregues
pela manhã a cada encarregado e devolvidas no final
do expediente.
Fiquei mais tranqüilo. Só que por pouco tempo...
como comprávamos cimento de um determinado fabricante,
descobri que estavam aparecendo sacos vazios de quase todas
as marcas que existem no mercado. Não tive dúvida:
tem cimento passando por debaixo da cerca. (Vocês
já observaram que na construção de
obra com essas características, logo começam
pequenas obras no seu entorno? Não estou querendo
falar que todos que constroem próximos dessas obras
sejam desonestos, mas, há uma relação
muito grande e desvio de materiais para essas).
Fiz outra reunião, já com outra determinação:
a partir de hoje os sacos vão ser carimbados, com
o nº do pedido e data. Ninguém se manifestou.
E fiquei mais atento com relação ao consumo.
Após alguns dias resolvi fazer uma checagem em todos
os depósitos. Qual não foi minha surpresa:
não batiam os números das fichas de controle
com o estoque de uns encarregados.
Ao apertar o apontador, este não só apontou
os que estavam envolvidos, assim como tudo o que acontecia,
e descobri mais ainda, que era sobrinho de um dos encarregados,
pois ao falar o meu tio não está no meio
fiquei surpreso.
Pura malandragem, conivência, e desonestidade, de
alguns. Em uma das janelas do depósito era retirado
o pino das dobradiças e a noite, com a participação
do vigia da guarita mais próxima, era retirado o
cimento. Na verdade tinha uma quadrilha combinada operando
dentro do canteiro. Logo tive que demitir os envolvidos.
Quando acontecem essas coisas ficam por dias os comentários
do tipo: - Eu já sabia, mas, não queria encrenca.
Frases que já ouvi em canteiro de obras
· O peão passa pela gurita com um galão
de tinta cheio, rodando no dedo, vai sangrando e ele assoviando.
· Peão é imagem do cão, come
sal puro e não bebe água só pra fazer
o mal.
· Peão quando vê mulher bonita no canteiro
dá uma martelada no dedo só pra chamar atenção.
Vai aí umas dicas para os companheiros, ou
melhor, para os colegas
· Com a vigilância faça sempre rodízio
de turnos e vigias.
· Atente para o consumo de cimento da sua obra,
ele é um dos insumos de maior peso "literalmente".
· Tenha um diálogo aberto e franco com seus
comandados sobre desvio de materiais.
Quero que saibam que tenho muitos amigos operários,
pessoas honestas e trabalhadoras, mas como em qualquer
profissão sempre aparecem aqueles de mau caráter
que querem levar vantagem. É aí que vai
parte do lucro das empresas, previsto na tão famosa
e minguada Bonificação e Despesas Indiretas
(BDI).
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Próximo Número |
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01/02/04 |
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. O Custo ABC
. Planilha de Custo
. Cálculo de Custo
. Sistema de Custo
. Custo Construção
Civil | |
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Versão Profissional |
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0**35 3535-1759 |
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FELIZ NATAL
Sobre a costa atlântica
E junto à desembocadura do Potenji,
Os portugueses,
Comandados por Jerônimo de Albuquerque,
Fundaram Natal
Em 25 de dezembro de 1599.
Daí vem seu nome.
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Luís
Renato Vieira . QUALIDADE REAL |
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Conhecendo
um pouco de "Kanban"
Luís Renato Vieira
Diretor da empresa Qualidadereal Cons. e Assessoria S/C
Ltda.
Empresa especializada em implantação de sistemas da qualidade
e gestão ambiental.
qualidadereal@ig.com.br
O "Sistema KANBAN"
teve origem no sistema produtivo da Toyota e criou raízes
no sistema produtivo japonês.
Existem duas características distintas no KANBAN:
A primeira delas a produção "Just
in Time" (insumos necessários, na quantidade
requerida e no momento certo), mantendo estoques administrados
num nível mínimo. A segunda e principal
delas é a plena utilização dos
recursos humanos, gerando uma amplitude nas habilidades
e motivação dos trabalhadores.
Observando as empresas que utilizam o sistema KANBAN
notou-se uma redução no desperdício
em todos sentidos, entre eles citamos: Excesso de produção,
tempo ocioso, fabricação indevida, transporte,
produção rejeitada, atividades improdutivas,
estoque.
No Brasil atual, onde a inflação esta
relativamente estabilizada, o sistema KANBAN cabe perfeitamente
nas empresas integradas a globalização
do comércio. No "Just in Time" a produção
é comanda pelo processo anterior, gerando a necessidade
apenas no insumo e/ou mão-de-obra que será
utilizada no processo posterior, evitando desta forma
a formação de estoques desnecessários
e o balanceamento da produção diária
(vendas realizadas x produção).
Outro conceito básico para o bom funcionamento
do KANBAN é a limpeza e a arrumação,
talvez este conceito seja o grande sucesso da técnica
dos "5S" e do próprio KANBAN. Desta
forma a produção em excesso, a eliminação
completa de matéria-prima e equipamentos fora
de uso e os gargalos da produção são
visualmente identificados, são regras para serem
seguidas e mantidas dentro da organização
com o sistema KANBAN implantado. Imponha a "limpeza
do piso hospitalar" mesmo nos locais de difícil
conservação e limpeza.
Outro fator de sucesso do sistema KANBAN é o
programa regular de manutenção das instalações,
de equipamentos (revisão, pintura, identificação,
treinamento).
Pessoas que se preocupam com a limpeza e arrumação,
estão mais sujeitas a trabalhar com qualidade.
Este assunto terá continuidade nas próximas
matérias desta coluna, aguardem.
Leia outros artigos sobre
Qualidade no site do Especialista: www.milenio.com.br/qualidadereal
Fone/Fax.: (41) 336-0921 | | |
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Paulo Sertek . ÉTICA
E EDUCAÇÃO |
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Estudo de Caso:
André Fonseca
Engº Paulo Sertek
Engenheiro Mecânico, Licenciado em Mecânica
e Especialista em Gestão de Tecnologia e
Desenvolvimento
Professor de Cursos de Pós-Graduação em
Ética nas Organizações e Liderança
Pesquisador em Gestão de Mudanças e Comportamento
Ético nas Organizações
Assessor empresarial para desenvolvimento
organizacional
psertek@xmail.com.br
Levo
vários dias muito preocupado. Devo tomar uma decisão
e não sei o que fazer.
Assim falava André Fonseca, no telefone, com um
professor da Faculdade, com quem fizera amizade durante
a pós graduação. Gostaria de poder
contar com sua opinião. Poderíamos encontrar-nos
para explicar-lhe detalhadamente o problema? Poucas horas
depois, ambos conversavam sobre a situação
em que André se encontrava.
A Turbobyte
Como o senhor sabe, desde que saí da graduação
-faz já dois anos- trabalho numa firma de software,
sou algo assim como um processador de cursos. Meu chefe
sabe sempre convencer-me para aceitar novos desafios.
Atualmente, estou dando um curso no Banco Avanço.
É um conjunto de programas -um Sistema- muito complicado.
Na firma, só eu conheço todas as suas nuances.
O problema que isto se está convertendo numa espiral
sem fim: no mês passado foi outro Banco e outro
Sistema diferente, e no mês anterior, igual... Não
sei mais quando é uma hora decente para ir para
casa e jantar.
Durante o dia me dedico a dar os cursos e, depois das
18.00 até não sei que horas, fico na firma
preparando as próximas aulas e os próximos
cursos para os outros Bancos...
Para cúmulo, às vezes há fins de
semana que o chefe me pede para dar-lhe uma mão
no desenvolvimento de um novo Aplicativo, que ele acredita
que irá estourar no mercado... Lá se vai
meu fim de semana. Bom, para ser franco, já lá
se foram vários fins de semana...
As relações
Não me queixo porque não goste do esquema.
Gosto do lema do meu chefe, quando assobia a música
de Milton Nascimento: É preciso ter gana, sempre.
Desde que comecei a pós no ano passado, percebi
claramente que há dois mundos diferentes, com dois
tempos absolutamente distintos: o mundo acadêmico
da Universidade, com seu passo de tartaruga; e o mundo
real, com seu tempo contado em dólar.
Mas meu problema não é com o dólar,
mas com os que estão ao meu redor, com os que me
querem -ou me queriam- bem: minha mãe, minha namorada,
meus amigos... Minha mãe, até não
faz muito tempo, ainda me esperava para jantar comigo;
agora, desistiu. Minha namorada passa os fins de semana
no escritório comigo, acreditando que vou acabar
logo e que vai dar para ir no cinema; ainda não
desistiu, mas, não sei, não... Meus amigos...
Tem vezes que canso de estar com eles, quando estou. As
pessoas me falam, mas eu não as escuto; eu tenho
o Sistema, o programa rodando na minha cabeça à
procura dos possíveis furos.
Ler? Não leio mais. A pós? Uma piada. Não
sei o que vai acontecer quando comece a escrever a dissertação.
A encruzilhada
O senhor deve estar se perguntando aonde eu quero chegar
com tudo isto? Pois bem, no começo da semana tive
uma conversa com meu chefe. Pedi-lhe que a partir de agora
fixássemos claramente meu horário de saída
às 18.00. Contei-lhe o mesmo que para o senhor.
Inclusive disse-lhe que precisava dumas férias
-faz dois anos que não as tiro- e lembrei-lhe que
uma vez estive a ponto de ter um stress.
- E ele não concordou? - perguntou o professor.
- Em parte. Concordou com tudo, mas disse que esse esforço
não era só meu; que todos estávamos
dando duro na firma; que agora era vital essa dedicação
para não perder fatias do mercado; que agora tudo
estava entrando nos trilhos, pois estamos recebendo propostas
de outras firmas, para desenvolver outros softwares, e
são chances que não podemos perder... Inclusive
comentou sorrindo que mudou de lema. Agora é topar
tudo que tempo a gente sempre arranja.
Quando o chefe viu minha cara de desânimo, ofereceu
50% a mais do que estou ganhando agora. Mas -disse-me-
preciso de você para o que for, agora mais do que
nunca.
Voltei para casa mais indeciso do que estava. Meu esquema
de vida tem que mudar, mas como? preciso de ingressos...
Tenho de pensar em começar a pagar um apartamento,
quero casar-me no próximo ano; preciso trocar de
carro; minha mãe é viúva e seria
ótimo se tivesse o seu carro também...Mas
não sei o que fazer. Tenho medo de que, se continuar
neste ritmo, aconteça algo de errado. O que o senhor
acha?
- Mas é esse todo o problema?
- Não. O problema veio depois. No dia seguinte
ligaram-me da Updata e marcamos uma entrevista. Ofereceram-me
o dobro do que estou ganhando atualmente e quando perguntei
pelo horário e lhes contei minha insatisfação
atual com relação a esse ponto, garantiram-me
que a praxe na Updata é ser muito estritos no horário,
que só em casos verdadeiramente excepcionais será
necessário ficar além do expediente ou em
fins de semana...
-E, então, qual é a dúvida? -perguntou
o professor
- A dúvida é que esse papo de "casos
excepcionais" é o mesmo que me falaram na
Turbobyte. O senhor sabe tão bem quanto eu que
nesta área tudo é caso fora do normal...
Além disso, na hora de encerrar o assunto me chegaram
com outro tipo de conversa que me deixou mais confuso...
- Como é lógico -disse-me o diretor da Updata-,
contamos com toda sua experiência anterior -continuou
contando André-. Vamos entrar na mesma faixa de
mercado da sua ex-firma -se posso me exprimir já
assim- e contamos com as valiosas informações
que o senhor trará consigo para começar
já em pé de igualdade com a Turbobyte...
Basta trazer os últimos programas de software da
Turbobyte do ano passado e, em dois meses, estaremos à
frente.
- Quando o diretor da Updata viu a minha cara, disse-me
que não me preocupasse demasiadamente e ofereceu-me
um livro sobre Desenvolvimento tecnológico e segredo
profissional para que o lesse com calma.
- Conversando com minha namorada fiquei mais confuso ainda.
Ela quer que aceite imediatamente e pensa que é
bobagem preocupar-me com algo que todo mundo sabe que
é praxe normal no mercado de software: todos os
que saem duma firma levam informações para
a outra. E, no meu caso, a maior parte dos sistemas foram
desenvolvidos por mim mesmo... Não sei o quê
fazer. Sempre pensei que há um acordo, nem que
seja tácito, de não revelar os segredos
profissionais pelo menos até dois ou três
anos depois de sair da firma. Minha namorada foi categórica,
acha que isso seria um abuso da firma e que, além
disso, não há nada escrito que me obrigue
a guardar segredo. Entende, agora, por que queria falar
com o senhor? Preciso da sua opinião.
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site do Professor
tel. (41) 252.9500
CETEC -Consultoria
www.ief.org.br
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Vilmar
Berna . MEIO
AMBIENTE |
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Ambientalismo
O Meio Ambiente em Três Blocos
Jornalista Vilmar Berna
Ambientalista de renome internacional e único
brasileiro homenageado pela ONU
com o Prêmio Global 500 Para o Meio Ambiente,
no ano de 1999.
Fundador do Jornal do Meio
Ambiente.
www.jornaldomeioambiente.com.br
O chamado movimento ambientalista não é
homogêneo, mas divide-se em três grandes
blocos: o dos ambientalistas-cidadãos, ambientalistas-profissionais
e ambientalistas-de-resultado. Eventualmente, os
blocos podem interagir diante de algum objetivo
comum, mas não é a regra. O mais comum
tem sido cada setor atuar isoladamente, com objetivos,
metodologias de lutas próprias e independentes.
As principais características dos integrantes
do primeiro bloco são o trabalho voluntário
e sem fins lucrativos, a independência de
opinião, conseqüência do exercício
da cidadania, a facilidade de acesso à mídia.
A parte mais visível e conhecida são
os ambientalistas de combate, que geralmente atuam
através de ONGs (Organizações
Não-Governamentais) ambientalistas sem fins
lucrativos e das federações de ONGs
ambientalistas, como as APEDEMAs (Assembléias
Permanente de Entidades de Meio Ambiente). Ainda
nesta mesma linha, incluem-se os ambientalistas
comunitários e do movimento social, de perfil
semelhante, mas que atuam em ONGs não-ambientalistas,
normalmente através de diretorias de meio
ambiente em associações de moradores,
sindicatos, ONGs do movimento social, etc. O primeiro
bloco inclui ainda os ambientalistas individuais,
constituídos por multiplicadores de opinião
independentes, não filiados a ONGs necessariamente,
mas com grande poder de multiplicação
de opinião, como jornalistas, artistas, deputados
e vereadores, cientistas, etc.
O segundo bloco do segmento de meio ambiente constitue-se
de ambientalistas-profissionais, que podem ser motivados
também pelo exercício da cidadania
ambiental, mas se diferem dos ambientalistas de
combate pela ausência do caráter voluntário
e sem fins lucrativos de suas atividades, o que
os levam a evitar confrontos com empresas e governos
dos quais podem vir a ser - ou são - prestadores
de serviço. É formado por técnicos,
educadores ambientais, administradores públicos
e divide-se em dois setores distintos: os ambientalistas
de ONGs Profissionais e ambientalistas de consultoria.
Os de ONGs especializaram em projetos e modelos
demonstrativos para políticas públicas
e empresariais. Na fase de identificação
de problemas ambientais, as ONGs profissionais podem
se confundir com as ONGs ambientalistas de combate,
o que têm gerado até uma certa confusão
de competência e definições.
Com o amadurecimento do Movimento Ambientalista,
os dois blocos talvez venham a trabalhar de maneira
mais integrada, já que os problemas apontados
pelos ambientalistas de combate, de um lado, podem
ser solucionados pelos ambientalistas profissionais,
do outro. Além disso, a atuação
dos ambientalistas profissionais, através
de ONGs e empresas de consultorias, também
pode ser uma forma de exercício da cidadania,
ao contribuir, entre outras coisas, para municiar
os ambientalistas de combate com informações
técnico-científicas que permita ampliar
a capacidade de luta e o grau de exigência
da Sociedade.
O terceiro bloco é formado pelos ambientalistas-de-resultado,
geralmente alvo de críticas pelos outros
dois blocos. Divide-se em dois setores: público
e privado. Os ambientalistas de governo atuam geralmente
como os secretários de meio ambiente de prefeituras
ou são técnicos ou dirigentes em órgãos
de controle ambiental, nos três níveis
de governo federal, estadual e municipal, tanto
no Executivo quanto no Legislativo. Apesar de sensíveis
à causa ambiental e muitas vezes atuarem
também em ONGs, não são independentes
pois se subordinam às diretrizes dos seus
governos, nem sempre tão ambientalistas,
além de serem movidos por outras lógicas,
como a eleitorial, que promove loteamento de cargos.
O setor da iniciativa privada conta com ambientalistas
de empresa, que reúne empresários
e administradores privados, em especial os diretores
de meio ambiente das empresas. É um setor
que associa os conceitos de qualidade na produção
com preservação de meio ambiente,
procura adequar-se às exigências da
legislação e dos 'selos verdes', tipo
ISO 14.000, discute formas de viabilizar o chamado
desenvolvimento sustentável, debate-se entre
a necessidade de compatibilizar lucros crescentes
e resultados com preservação ambiental.
Apesar de serem vistos com uma certa desconfiança
pelos setores tradicionais dos ambientalistas de
combate, este terceiro bloco pode ser aliado estratégico
dentro das empresas e macro-estruturas públicas
e privadas, se não em todas as lutas, pelo
menos em algumas, o que já justifica o esforço
para o diálogo e as parcerias. | | |
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facilidades
Os
boko-mokos irão ficar com água na boca!
Os pintos loucos poderão tomar banho com o disquete
dentro do bolso e os bicho-grilos até reformatar
distraidamente o winchester, ou pôr fogo no PC,
que ainda irão sobrar "liberações".
Sem alterar os preços e demais condições
de fornecimento, o mais inovador Software de Orçamento
de Obra da atualidade está sendo oferecido a
partir deste janeiro com os seguintes preventivos contra
desastres e punições:
- Versão Profissional: 4
Licenças de Instalação!
- Versão Empresa: 8 Licenças
de Instalação!
Na verdade as liberações de brinde já
vinham sendo oferecidas, debaixo de um quieto, aos praticantes
de esportes radicais ou aos que gostam de correr riscos
e se lixar por aí, porém detestam jogar
dinheiro no ralo.
Agora é oficial, e antecedendo as fatalidades.
Os boko-mokos é que irão morrer de inveja.
Atenção
Engenheiro Eletricista!
Orçamentos de Subestações Elétricas
e Montagens Eletromecânicas através de
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de Baixa, Média, Alta e Extra-alta Tensão.
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Montagem Eletromecânica.
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Predias.
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de dados com lançamentos de composições
do Usuário para Instalações Industriais,
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