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ORÇAMENTOS,
PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE OBRAS: LOGÍSTICA
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Ano 02 • nº 12
• 01/10/2002
NESTA EDIÇÃO
Obra Digital: O
A-B-C do Recém Formado
Novo Parceiro: o Escritor e Poeta (e Engenheiro)
Jorge Elias Fonseca disserta sobre Gestão
Impacto das Mudanças nas Configurações do Trabalho
Meio Ambiente: Problemas Ambientais |
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As
pessoas são a razão de tudo. São a essência do negócio.
Tudo é feito pelas pessoas e para as pessoas. -
Da Constituição do EngWhere. |
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OBRA DIGITAL:
LOGÍSTICA E PRODUÇÃO
DE OBRA |
O A-B-C DO RECÉM FORMADO (ENGENHARIA,
ARQUITETURA. LOGÍSTICA)
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• REATERRO
Com o tempo chuvoso não haverá reaterro.
| • SARRAFO
Ao se subdividir longitudinalmente uma
tábua de 30cm de largura em 2, 3 ou 4
partes, obtém-se os famigerados sarrafos
de 15, 10 ou 7,5cm respectivamente (medidas
nominais). Por extensão, o sarrafo é qualquer
pedaço de tábua com menos de 30cm de largura.
A nomenclatura pode variar conforme a
obra e diferentes dimensões: se tiver
20cm poderá se chamar sarrafão, caso sua
largura seja de 5cm poderá ser, simplesmente,
uma ripa, independente de ser ou não destinado
à cobertura.
• SERVIÇOS NOTURNOS
Havendo serviços noturnos, é de lei: deverá
acompanhá-los pelo menos uma pessoa de
cada setor da administração. E ser mantido
veículo com motorista à disposição, para
o caso de eventuais acidentes.
• TABELAS
Habitue-se, desde bem cedo, a trabalhar
com tabelas em todos seus lançamentos,
levantamentos, compilações, comparativos,
cálculos, memórias de cálculos e medições.
Só as prescinda em último caso. Oferecem
uma apresentação mais compacta, inteligível
e organizada, e são menos sujeitas a erros,
além de oferecerem condições de se detectar
eventuais falhas muito mais facilmente.
• TAREFAS
A adoção de tarefas durante longos períodos
faz com que o operário, evidentemente,
se acomode com elas. As tarefas, outrossim,
parecem prestar-se mais é para a chefia
sentir-se poderosa, distribuindo-as a
torto e a direito. Depois de algum tempo
a obra só irá trabalhar mediante uma tarefa
prometida e alguns a exigirão até para
ir beber água.
• TRABALHO PARA
NÃO SE FAZER EM CASA
O hábito de diariamente carregar pastas,
maletas, ou malas, da casa para o escritório
e depois do escritório para a casa, está
ligado à vontade de mostrar serviço e,
mais intimamente, ao medo de se desligar
do trabalho. É aconselhado somente para
pessoas com vocação frustrada para caixeiro-viajante
que em dia de chuva deverão evitar os
lamaçais muito grandes para não atolar
com a carga.
• TRAÇOS DAS ARGAMASSAS
A matéria que menos se entende em obra
é a que diz respeito aos Traços das Argamassas.
Até que você encontre instruções ou literatura
apropriada estes continuarão ficando por
conta dos Mestres de Obras.
• VESTINDO A CAMISA DA EMPRESA
Empunhe a bandeira e vista incondicionalmente
a camisa de sua Empresa construindo a
obra como se fosse propriedade sua. Não
se esqueça, entretanto, de vestir também
sua própria camisetinha de malha sob a
outra.
• VIAS DE CIRCULAÇÃO
DO CANTEIRO
Deverão, na medida do possível, coincidirem
com as vias definitivas na obra. Raciocine,
e responda a si mesmo a razão.
• XÍCARAS
Ao comprá-las para uso em sua obra
dê preferência às de cores bem claras,
para certificar-se que realmente
estão sendo lavadas antes do uso.
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CONSTRUÇÃO PESSOAL:
UM DESAFIO
O homem atual, considerado moderno
pelas correntes da história, através
de sua evolução não passa de um mito.
Enquanto evoluímos em diversos aspectos
tecnológicos como: comunicação digital,
internet, intranet, telefonia fixa
e móvel, GPS e outras novidades desta
era tecnológica que atravessamos,
por outro lado, esfriamos os contatos
pessoais, tornando-os impessoais e
formais ao extremo de nos prendermos
a uma comunicação muitas vezes sem
sentido.
Apesar de toda a evolução tecnológica,
é preciso que o homem reaprenda a
dialogar, a aproximar-se do outro
como um companheiro, amigo, parceiro
e não apenas com o único objetivo
de acrescentar mais um nome à sua
rede de negócios. A questão comercial
é muito defendida hoje, seja pelos
teóricos da administração e do marketing,
seja pelas grandes corporações que,
na maior parte das vezes, em vez de
valorizar o ser humano como um todo,
o tolhe de qualquer senso e capacidade
crítica.
Urge que o homem redescubra no simples
relacionamento interpessoal a sua
capacidade de criar, não uma rede
simplesmente geradora de lucro (financeiro
ou mesmo pessoal), porém uma rede
direcionada ao seu próprio crescimento
enquanto pessoa e profissional, permitindo
ao outro que também se utilize destes
recursos para o seu crescimento total.
Só assim, estaremos criando uma verdadeira
rede, baseada nos preceitos éticos
de relacionamentos completos, em qualquer
campo que o profissional atue.
Às empresas, espera-se que elas se
preparem para o futuro criando estruturas
capazes de favorecer o crescimento
pessoal e profissional de seus funcionários
e não apenas se preocupem com o lucro.
O lucro deve ser uma conseqüência
de um trabalho voltado para o perfeito
atendimento de seus clientes e também
da satisfação de seus funcionários
e colaboradores. Com esta premissa
básica toda a administração desta
empresa estará completamente voltada
para a valorização de seu potencial
humano que vem sendo desprezado através
da história capitalista (até mesmo
alguns países comunistas estão internalizando
estes padrões).
Uma das formas de incentivar a comunicação
interpessoal dentro das empresas é
fazer pequenos intervalos de trabalho
onde os funcionários possam estabelecer
relações pessoais com mais freqüência.
O absurdo do mundo dito moderno é
não possibilitar ao trabalhador um
mínimo de condições para se livrar
da carga de stress que atravessa todo
o seu horário de trabalho; horários
cada vez mais loucos, imersão total
em sua atividade, são inimigos do
crescimento pessoal e interpessoal.
Ao profissional caberá a internalização
destes novos valores, aproveitando-os
para o seu próprio crescimento pessoal,
interpessoal e profissional, transformando-o
num novo homem, isto é, conduzindo-o
ao seu verdadeiro papel na história,
não como simples ator mas, responsável
pela execução e obra de sua própria
história. O homem precisa resgatar
seu direito de escrever sua própria
história, assim também escrevendo
a história maior da humanidade.
Temos certeza de que desta maneira
estaremos criando um futuro diferente,
onde os homens possam ser felizes
e realizados e as empresas possam
se orgulhar de seu quadro de pessoal.
Neste ponto, o funcionário passa a
ser um colaborador e não mais um empregado
subalterno, ele estará totalmente
engajado no crescimento de sua empresa.
Jorge Elias Fonseca
Vice-presidente do Instituto Brasileiro
de Gestão - IBG
gestaoibg@yahoo.com.br
joelfons@zipmail.com.br
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AGENDA, MEMOS & CI's |
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PRÓXIMO
NÚMERO |
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01/11/02 |
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O
que é logística
A Internet como ferramento
do Orçamentista
O Permanente e o Mutável na
Educação
Problemas Ambientais
(cont.) | | Revista EngWhere
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Coluna do Pimpão |

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GAMBIARRA
Pelos dicionários sérios gambiarra é a lâmpada
instalada na extremidade dum comprido
cabo elétrico para poder ser utilizada
numa área relativamente grande;
e por extensão um rosário de lâmpadas
em um mesmo par de fios com que
se iluminam fortemente determinados
locais.
As obras, alheias à seriedade
dos dicionários, estenderam mais
ainda o termo para tudo aquilo
que é improvisado com a finalidade
de substituir uma construção tida
como definitiva porém mais demorada
ou cara.
A Prática da gambiarra obteve
uma quantidade enorme de adeptos,
amantes, concordantes, e até os
que apenas fazem vista grossa.
São os chamados gambiarreiros.
Esses ditos-cujos...
(Nota do Ombudsman: por ser este
um assunto muito extenso e polêmico
e não podermos opinar muito rápido
e favoravelmente e sermos mal
compreendidos, e muito menos desfavoravelmente
e arriscarmos desagradar leitores
da Revista, complementaremos o
assunto em seção mais apropriada).
A
MEGALOMANIA
Nós os engenheiros de obra somos todos megalomaníacos.
Talvez por coordenarmos ou comandarmos
centenas e às vezes milhares de outros
indivíduos, antes que por vocação adquirimos
esta firme convicção de sermos mesmo
maiorais. Insuperáveis!
Para as empresas é salutar que
seja assim. Imagine aquele sujeito que ao visitar um
desses hospitais Pinel é abordado por um dos internos que,
indignado, lhe confidencia: - Está vendo aquele lá? Acha
que é Napoleão... e criticando o colega girando o dedo em
volta da orelha, placidamente arremata: Napoleão
Bonaparte sou eu!
Desde bem cedo será preciso controlar
e administrar esta sua doença, que poderá se
alastrar cada vez mais.
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| Coluna do
Borduna |
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ESTATÍSTICAS
A palavra que mais se fala em
obras é fiscalização e a que
mais se escreve é pasalisação. O
que muitos não sabem é como paralisar
direito (com s) e que a Fiscalização
é incompetente, mas soberana.
Já logística pouco se fala.
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NOSSOS PARCEIROS | |
IMPACTO DAS
MUDANÇAS NA CONFIGURAÇÃO DO TRABALHO
Engº Paulo Sertek
Engenheiro Mecânico, Licenciado em Mecânica
e Especialista em Gestão de Tecnologia e Desenvolvimento
Professor de Cursos de Pós-Graduação em Ética
nas Organizações e Liderança
Pesquisador em Gestão de Mudanças e Comportamento
Ético nas Organizações
Assessor empresarial para desenvolvimento organizacional
psertek@xmail.com.br
Portal educativo
É fato;
há menos trabalho repetitivo. Mais máquinas
e computadores substituindo o homem. Há maior
concentração de pessoas na área de serviços.
Desloca-se gente do campo para a cidade. Cresce
a concentração urbana. O setor de serviços é
o carro chefe, gera mais empregos que os outros.
No setor de serviços é preciso o conhecimento
simbólico. Utilizar sistemas de informação e
linguagens para operar sistemas. Necessita-se
de conhecimentos cada vez mais sofisticados.
Menos gente é necessária na extração de matéria
prima e nos processos de transformação básica.
A execução dos artefatos torna-se cada vez mais
sofisticada nos tempos atuais.
Há mais desemprego porque a "velocidade"
de adaptação, capacitação e aprendizagem é menor
que a "velocidade" com que ocorrem as
mudanças e avanços tecnológicos.
Hoje é absolutamente necessária uma cruzada
de capacitação profissional e desenvolvimento
de pessoas. Estamos necessitando de uma revolução
de lideranças no nosso país para conduzir este
contingente enorme de mudanças tremendamente
necessárias.
Valor agregado. Palavra mágica? O empresário
precisa repensar sua atividade. Está liderando?
Isto é, conduzindo mudanças e vencendo resistências?
Se não! Mau negócio! Para um barco sem destino
todos os ventos são contrários!
Há maior utilização de produtos descartáveis,
obsolescência mais rápida dos produtos: produzimos
muito lixo. O homem é um ser que produz lixo!
Que fazer? A nossa sociedade é de contrastes:
muita produção, fraca distribuição. Cada vez
mais se concentra a riqueza no topo. Lastimável!
Insolúvel? Maior individualismo!
O trabalho configura-se com um agregado maior
de tecnologia sofisticada. O profissional ou
se prepara ou se marginaliza. Trabalho é feito
de conhecimento produtivo. Cada vez mais se
valoriza o genuíno humano; a inteligência criadora,
a inovação e a capacidade de conduzir mudanças.
Há maior demanda de líderes em todos os níveis.
Áreas de destaque: turismo, telecomunicações,
informática, manipulação de medicamentos, tecnologia
de produção agrícola e animal. Chave! Distribuição
e logística.
A tecnologia da informação impacta na configuração
do trabalho. O local já não é decisivo para
alguns trabalhos. Desenvolvem-se redes de relacionamento,
os escritórios e empresas virtuais.
Impacto social: a tecnologia sem alma não resolve
problemas de ordem social. A técnica deve estar
a serviço do homem. Uma técnica por ser sofisticada
não pode ganhar por isso um salvo conduto.
Um piloto de formula um poderia argumentar que,
se pelo fato da sua técnica lhe permitir andar
a 400 km/h na estrada, por que razão não poderia
fazê-lo? A justiça e a ordem da sociedade lhe
diz que não seria sensato que pretendesse dirigir
atendo-se somente a aspectos técnicos do seu
automóvel ou do projeto da estrada, mas essencialmente
deve mover-se por critérios: de justiça,
de segurança das pessoas e fundamentalmente
de bem comum.
Hoje precisamos de profissionais conscientes
do impacto das técnicas na vida social e não
utilizar critérios puramente técnico-financeiros
na tomada de decisão. Antes de tudo o homem
deve humanizar-se e não se materializar dando
culto à técnica sem mais!
Nem tudo que se pode fazer tecnicamente devemos
fazê-lo!
Leia outros
textos sobre Ética e Educação no
site do Professor:
PROBLEMAS
AMBIENTAIS - II/IV
Jornalista Vilmar
Berna Ambientalista de renome internacional
e único brasileiro homenageado pela ONU com o Prêmio
Global 500 Para o Meio Ambiente, no ano de
1999.
Fundador do Jornal do Meio Ambiente.
http://www.jornaldomeioambiente.com.br
5. A ecologia da miséria
Cuidar do meio ambiente
é um desafio permanente num Pais como o Brasil,
onde crianças ainda morrem de fome ou vítimas
de doenças perfeitamente evitáveis, causadas
por falta de saneamento ou poluições ambientais.
O município de São Gonçalo, localizado na Região
Metropolitana do Estado do rio de Janeiro, com
uma população estimada de 1.3 milhão de pessoas,
é bem um exemplo dessa realidade. Segundo a
Secretaria Municipal de Saúde, em seu Plano
Plurianual para cada mil criança antes de completar
o primeiro ano. Este índice de mortalidade compara-se
ao das cidade do interior do Nordeste braseiro.
Acontece que São Gonçalo fica aqui no Estado
do Rio de Janeiro, vizinho à cidade Maravilhosa,
capital cultural do Brasil.
São Gonçalo, entretanto, não é muito
diferente dos outros municípios da Região Metropolitana. Conhecer
um pouco de sua realidade ambiental é como tirar uma fotografia de
qualquer cidade do Estado, onde o planejamento foi substituído
pelo voluntarismo e subordinado a política de investimentos que
nunca levam em conta as vocações sócio-econômicas locais. Nesse
quadro, o município de São Gonçalo, foi destinado a se tornar
cidade dormitório de Niterói e Rio de Janeiro, a despeito de sua
vocação industrial, que já colocou o município entre os mais
industrializados na década de 50, chegando a ser denominado a
Manchester Fluminense. Importante, também a vocação agrícola de
São Gonçalo – já foi um dos maiores produtores municipais de
laranja lima, sem falar em suas estâncias hidrominerais e no
potencial turistíco-ecológico de seu enorme manguezal,
representando 12% do território .
São Gonçalo não conseguiu
resistir à política pos-anos 50, que concentrou nas cidades, 94%
da sua população restando apenas 6% na zona rural. Não é de se
estranhar que o nosso Estado importe 80% do alimento que como. Não
sobrou ninguém no campo para plantar e as terras abandonadas, ou
estão virando desertos ou loteamentos. Todo esse fluxo migratório
veio se concentrar nos 12 município da Região Metropolitana, que
abriga hoje 80% da população de todo o Estado do Rio. São milhares
de pessoas vivendo em condições sócio-ambientais de extrema
penúria.
Na falta de uma política habitacional voltada para
as populações de baixa renda a principal alternativa para os pobre
é invadir leitos de rios, margens de lagoas e manguezais, desmatar
encostar e áreas de vegetação protegida. Logo, não basta aumentar
o aparelho repressor do órgãos ambientais para combater esses
invasores, é preciso investir urgentemente numa política
habitacional par populações de baixa renda.
Este é só um
exemplo da complexidade da questão ambiental num País pobre, onde
se observa que a solução para problemas ecológicos depende menos
da políticas restritivas e mais de políticas de investimentos.
Também se deve observar que as soluções para o meio ambiente não
passam apenas pelo aparelhamento dos órgãos de meio ambiente, mas
dependem muito mais de uma política geral de governo, que
economize seus órgãos, políticas e funções. É preciso evitar
definitivamente, o desperdício de recursos públicos não se criando
mais órgãos de proteção ambiental nas administrações públicas
apenas para iludir ecologistas, enquanto dezenas de outros órgãos
da mesma administração pouco se importam com o meio ambiente. O
exemplo da Feema multando ônibus poluidores CTC é bastante
ilustrativo.
Outro grande desafio para os administradores
de nosso Estado é a necessidade urgente de conter o fluxo
migratório para a Região Metropolitana, já saturada de população e
atividades poluidoras que fornam muito difíceis medidas de
controle de poluição ou planejamento do uso do solo. Torna-se
necessário desenvolver uma política de investimento voltada para o
interior do Estado do Rio de Janeiro, especialmente dedicada às
atividades não-poluidoras, como o turismo, pesca, agricultura,
indústrias de ponta e informática, sem no entanto deixar de
investir na Região Metropolitana, especialmente em infra-estrutura
básica para sua população. Sem dúvida, um grande desafio para um
Estado como o nosso, que vem sofrendo um perverso esvaziamento
econômico desde o inicio do século. Mas é para enfrentar esses
desafios que os políticos postulam-se candidatos e são
eleitos.
6. Lixo
maior problema ambiental dos municípios
Na sociedade compartimentalizada em que
vivemos, coube aos ecologistas o papel de responsáveis
pela fauna e flora. Saindo disso, qualquer outro
assunto pode parecer intromissão e cara alheia.
Os ecologistas, entretanto, recusam este gucto,
pois os problemas ambientais acabam permeando
todas as atividades humanas e de qualquer administrativas
públicas. Afinal, as agressões ambientais podem
ser dividias em dois grandes blocos interrelacionados
entre si: o do conjunto das poluições e agressões
à fauna, flora e ao planeta como um todo –
onde é pacífica a atuação a atuação dos ecologistas;
e o do conjunto de agressões que a espécie humana
prática entre seus próprios indíviduos –
onde a atuação dos enologistas costuma ser questionada.
Relaciona-se entre as
agressões que cometemos contra nós próprios as diversas poluições
do ar, das águas, do solo, dos alimentos do som, da paisagem em
nossas cidades. Elas atingem diretamente a pessoa humana, sua
saúde, seu bem-estar. Nesse sentido, a defesa da ecologia é
fundamentalmente uma defesa da qualidade de vida. Afinal, nossa
espécie também faz parte da natureza.
Dentre os problemas
ambientais mais graves enfrentados pelas prefeituras, o saneamento
e o lixo são dos mais sérios, urgentes e os que causam maiores
seqüelas, tanto para o meio ambiente quanto para a saúde da
população. Em boa parte dos municípios, o tratamento de água e as
redes de esgoto são de responsabilidade do estado, o que não tira
do município o dever de zelar pela saúde o bem-estar dos cidadãos.
É obrigação do Município cobrar do estado o cumprimento de suas
tarefas, paralelamente à elaboração de programas alternativos de
abastecimento e tratamento de água e sistemas alternativos de
coleta e tratamento de esgotos, enquanto não chega as obras
definitivas a serem realizada pelo estado.
O lixo já é
outro caso , cabendo geralmente às prefeituras a responsabilidade
pela limpeza urbana, a coleta domiciliar a destinação final. Cada
uma dessas fases envolve muito funcionários e equipamento,
acabando por se deficitário o serviço, devido a falta de
recursos.
Entretanto, mais que um problema técnico, existe
uma questão filosófica com relação ao lixo que produzimos. A
população considera lixo como uma coisa suja e que deve ser
colocada no lugar mais longe possível, num canto qualquer distante
de tudo. Acontece que lugares assim não existem, e o vazadouros e
aterros sanitários acabam agredindo a natureza e a própria
população.
Por outro lado, a população não colabora com a
limpeza da cidade, pois costuma achar que as ruas e praças são
terra de ninguém, não têm dono, e portanto pode-se jogar papel de
bala de sorvete no chão sem nenhum problema. As pessoas não
percebem que as ruas e praças, ao contrário do que se pensa, têm
muitos donos, pois pertencem a todos os cidadãos e contribuintes
da cidade.
O que os ecologistas defendem é que o lixo não
é coisa imprestável a ser jogada fora num canto
escuro qualquer, mas, ao contrário, ode e deve
ser reaproveitado, reciclando materiais como
papel, metal, vidro, plástico e produzindo composto
com o material orgânico. Claro que isso envolve
diversas mudanças, não só nos equipamentos,
pessoas e operação do serviço, como também com
relação à mentalidade da população e dos administradores
públicos. Não é à toa que é tão difícil mudar
as coisas. A coleta seletiva do lixo pode ser
um bom exemplo dessa nova filosofia. Após um
trabalho prévio de divulgação e educação ambiental
numa das rotas da coleta, a prefeitura pode
coletar num dia apenas o material reciclável
e, em outro, o material orgânico. O morador
que não separasse o seu lixo não receberia a
coleta. Aos poucos o serviço de coleta seletiva
seria estendido às outras rotas até abranger
todo o serviço. O material reciclável seria
separado e vendido, e o material orgânico transformado
em adubo. Com isso, a vida útil dos aterros
sanitário seria multiplicada.
Leia
o texto completo no Site do Ambientalista.
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