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Meio Ambiente e Sustentabilidade: Barragens e Hidrelétricas
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Ano 10 • nº 82 • 12/12/2011
ORÇAMENTOS, PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE OBRAS
Nesta Edição Meio Ambiente Desafios Energéticos
Gestão de Obra Como Tocar Obra Marketing Marketing de Relacionamento e Tecnologia da Informação Comportamento Janelas, Portas e Ditados

O Texto do Mês (Coluna do Joelmir)

ENGENHARIA NO APAGÃO

Em todos os setores da economia, tem-se hoje no país um autêntico apagão da engenharia.
Contamos com 830 mil engenheiros em ativididade, em todos os setores, e vamos precisar de mais meio milhão até 2015. É o que informa Aluizio de Barros Fagundes, presidente do Instituto de Engenharia de São Paulo.
Ocorre que as escolas de engenharia, segundo ele, estão formando apenas 36 mil por ano, para um mercado reaquecido, que agora em novembro tem 130 mil vagas oferecidas. E ainda não preenchidas.

Resultado: grandes empresas e grandes projetos já estão importando engenheiros - mais de 50 mil, desde o ano passado.


Leia o texto completo em...

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Ampliada a Biblioteca de Assuntos Gerais.

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O software encontra-se na versão 286;

Lançadas as planilhas do EMLURB-Recife.

Gestão de Obra
12
DEZEMBRO
2011

Como Tocar Obra

De como o autor, um finório que, por modéstia, prefere não se subscrever, tornou-se o maior tocador de obra de seu tempo e, em raro momento de generosidade, decide contar os segredos para tanto.

A seriedade é obrigatória aos profissionais e a Ética uma condição figadal. Tocar obra é a parte mais difícil da Engenharia. Diferentemente do que se imagina requer mais disposição, presença de espírito, sensibilidade, capacidade de relacionamento e rapidez de raciocínio que qualquer outro ramo.

O Tocador supera, em todos os quesitos, o raquítico Planejador, o jactancioso Orçamentista e o arrogante Calculista. É o anti aspone (assessor de porra nenhuma) por excelência.

Suas 7 (sete) principais armas e diferenciais são:

1. A Programação de Serviços
Não há como bem tocar uma obra sem ter implantada, desde o início, uma rotina para programar semanal ou quinzenalmente os serviços. Em reuniões gerais entre os envolvidos ou isoladamente entre o responsável pela programação e cada um dos envolvidos, separadamente, as tarefas serão distribuídas por dia trabalhado.
O EngWhere, ao disponibilizar em mais de um de seus softwares um modelo de programação quinzenal, com as dicas para sua implantação, extrapola suas funções de desenvolver softwares de orçamento e planejamento de obra.

2. A Adoração ao Peão de Obra
Já foi dito aqui que o engenheiro que tiver medo do peão de obra deverá escolher uma profissão mais apropriada para ostentar sua mediocridade.
Como uma macaca de auditório deverá cultuar ou idolatrar o peão e procurar tratá-lo com o pensamento constante em sua desfavorável condição.

3. O Organizadinho
Limpeza de obra não é frescura, mas fator de produção e respeito ao ambiente de trabalho. De uma maneira geral o capricho deverá ser uma exigência permanente de todos os trabalhadores e influirá na política salarial e de promoções (também obrigatórias ao administrador de fato).

4. A Bajulação
Tocador de obra que se preza evita a bajulação. Sabe que lugar de vedete é no teatro rebolado e quanto maior o salto mais rápido se afunda.

5. A Fiscalização
À Fiscalização deverá ser dispensado um tratamento cordial, sem bajulação e, principalmente, sem receio de cobrar os famigerados serviços adicionais, não previstos em contrato.

6. O Furibundo
Não confunda ‘furibundo’ com tocador de obra. O primeiro faz tudo, inclusive a asneira de gastar ilimitadamente para que a obra seja entregue no prazo. Nada mais errôneo, pois antes que o prazo a obra não poderá extrapolar seu custo.
Proibido também é passar-se por ocupado para inspirar respeito. Além de ser de uma chatice ímpar.

7. O Humor
Humor é característica inconfundível dos competentes. Tudo o mais é desculpa de recalcado.
Aliás, uma cachaça no balcão de um bom boteco vale mais que um compêndio de administração. Saúde!

Teste seu humor
Se você ficou irritado com a irresistível piadinha na introdução deste artigo, tenha como certo que humor não é bem o seu forte. REVISTA ENGWHERE

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Luiz Fernando Veríssimo
DEZEMBRO
2011

Aprenda a chamar a polícia!...

Tenho sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.

Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.

Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali,espiando tranqüilamente.

Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram- me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.

Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:

- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!

Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.

Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado.

Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
- Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.

Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível.

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Ênio Padilha . MARKETING EMPRESARIAL
FEVEREIRO
2010

Marketing de Relacionamento e Tecnologia da Informação

O Marketing de Relacionamento, ou CRM (Customer Relationship Management) é mais um desses conceitos do mundo da gestão que "veio com tudo" no Brasil e que depois ficou meio abandonado, esperando sua hora na esteira da reciclagem.

Já volto a ele. Antes, deixa só eu explicar uma coisa: no Brasil (e talvez não só no Brasil) é assim mesmo. Um novo conhecimento aparece e logo tem alguém que o troca em miudos, para que os empresários analfabetos possam entender. Nesse processo a essência da coisa se perde e fica só o rótulo bonitinho e as aplicações práticas imediatistas. Por isso, depois de algum tempo, ninguém mais sabe de onde veio aquilo e porque está sendo usado. A coisa perde o sentido e é abandonada (geralmente substituída por alguma outra novidade do momento).

Pois bem. Voltemos ao CRM. O que muitos não entenderam é que CRM é mais do que uma técnica de gestão ou uma estratégia de marketing. É uma filosofia de Administração de Mercado. É algo que deve ser incorporado às empresas que tem disposição para a comunicação intensa com o cliente durante todo o tempo: antes de fazer negócio, durante as negociações, durante o processo de compra e consumo e também depois do relacionamento comercial propriamente dito.

Ou seja, quem assume o CRM como filosofia de gestão assume que vai colocar o cliente (todos os clientes) no seu dia-a-dia.

Não é uma coisa fácil. É uma atividade intensa. Muita gente desiste por conta da dificuldade do processo, quando não consegue ver qual é o sentido da coisa.

Primeiro, você (a sua empresa) precisa se equipar. Precisa ter um S.I.M. Um Sistema de Informações de Marketing compatível com os seus objetivos de CRM.

Mas não precisa se apavorar e achar que vai gastar o olha da cara! Como eu disse no meu primeiro livro (Marketing para Engenharia, Arquitetura e Agronomia) o bom e velho caderno de endereços, que todo mundo tinha (e muita gente ainda tem) é um S.I.M. Um Sistema de Informações de Marketing, assim como um moderno sistema de computadores com software especial, utilizado por grandes redes de comércio ou serviço.

Os dois casos (e todas as possibilidades e alternativas intermediárias) podem ser adequados. Depende do tamanho da empresa e do que se objetiva ganhar com a aplicação do CRM. Então a primeira coisa a se fazer é dimensionar os objetivos para utilizar o sistema adequado e não gastar tempo, dinheiro e energia utilizando uma locomotiva para quebrar amendoins.

Não se deixe enganar pelos termos técnicos da informática. Ela, com seu arrastão high tech, construiu, e continua construindo, toda uma linguagem que, às vezes, chega a ser assustadora. Os termos e as expressões criadas pelos profissionais de informática, num primeiro momento, ficam restritas a eles próprios porque dão sempre uma idéia grandiosa de uma coisa inacessível aos não-iniciados. São, na maioria dos casos, termos apropriados da ciência e da tecnologia. Por isso causam tanto impacto inicial.

Lembra a primeira vez em que você ouviu o termo "Multimídia"? Oooohhhh! Parecia uma coisa de filme de ficção científica. Uma coisa que você só teria acesso depois de muito estudo e muito dinheiro para gastar.

Depois você descobriu, como todo mundo, que a tal da multimídia nada mais é do que o computador fazendo aquilo que sempre se esperou dele, nada mais. Mas aí já era tarde, porque outras expressões já estavam no ar e você continuava atrasado...

Bem. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO é uma expressão que foi por esse caminho. Parece uma coisa de outro mundo mas não é.

A velha agenda de nomes e endereços é parte de uma tecnologia de informação. Se você evoluir para um arquivo de fichas (lembra aqueles fichários de acrílico que ficavam sobre as mesas?), você está mudando a tecnologia. Entendeu? Você não precisa pensar que toda vez que se fala em tecnologia está se falando em eletrônica ou computadores de última geração.

Um pequeno salão de beleza de bairro, que atende a uma clientela definida de 150 ou 200 pessoas, não precisa de um computador. Precisa de um bom fichário de acrílico.

Não existe alta tecnologia. O que existe é a tecnologia adequada. Um escritório de engenharia não precisa dispor de computadores com a mesma tecnologia necessária em uma instituição bancária. Mas precisa utilizar programas suficientemente ajustados para a demanda de qualidade e produtividade que o seu mercado apresenta.

Embora poucos tenham coragem de admitir, é preciso que se diga: nem todo mundo precisa de um computador. E, daqueles que precisam, nem todos precisam de um computador de última geração.

Tecnologia tem custo. E qualquer empresário sabe que todo custo precisa gerar alguma receita. Em outras palavras, todo custo precisa ser justificado.

Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do país.
Leia outros artigos no site do Especialista: www.eniopadilha.com.br eniopadilha@uol.com.br
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E-mails Recebidos
01 a 12
DEZEMBRO
2011

Troll (internet)

Um troll, na gíria da internet, designa uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas.

O termo surgiu na Usenet, derivado da expressão trolling for suckers (lançando a isca para os trouxas), identificado e atribuído ao(s) causador(es) das sistemáticas flamewars.

O comportamento do troll pode ser encarado como um teste de ruptura da etiqueta, uma mais-valia das sociedades civilizadas.
Leia mais em...


Falam tanto em ética nesta revista! Porque não atuam eticamente então, parando de fazer política partidária e de endeusamento do Lula, que é só que aparece nesta revista?
Vocês não são sérios! Política partidária, propaganda pessoal e ética são excludentes!

Luiz Fernando de C.
Engº civil - Porto Alegre


Luiz Fernando
Não é fácil falar em ética quando um operário e uma guerrilheira tiram o país da fome e da miséria para colocá-lo entre os maiores do mundo e, mesmo assim, vem esta imprensa nanica querendo mudar a História. Uma mídia que quer denegrir um operário só por ser operário, colocando-o em nível de igualdade com o beócio FHC-Eu-Que-Fiz.
Como engenheiros, e também peões pois convivemos intimamente, é que partimos para o ataque. Se você, como quer a grande imprensa, também odeia peões, convido-o a retirar este engº, que colocou debaixo de seu nome, em minúsculas.
Ainda que seja ingenuidade se influenciar pela Globabão e pela Vejidiota, não é para pessoas assim que abrimos mão de vender para falar de Ética. Na verdade, o que estamos querendo é tirar de vez esta turminha de fresquinhos do DEM da lista dos assinantes da revista. Se souber de mais alguém camuflado, nos avise.
Queremos ficar livres para poder sonhar com um futuro melhor. Dar outro alento quiçá aos seus melequentos netinhos.

Engº AGS

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Adilson Luiz Gonçalves . COMPORTAMENTO
13
FEVEREIRO
2010

Janelas, Portas e Ditados

Diz um ditado: "Quando o diabo fecha uma porta, Deus abre uma janela!".

Ocorre que, de vez em quando, parece que o quarto só tem portas, todas trancadas "às sete chaves". É que o diabo, apesar de viver em meio ao fogo, age melhor na escuridão. Mas nem toda escuridão é necessariamente ausência de luz:

Não raro, ela vem sob forma da tenebrosa falta de perspectiva de múltiplas portas fechadas, que impedem que novos caminhos sejam trilhados; numa escravidão psicológica que mina a autoestima e conduz à apatia, à depressão, àquela sensação de que no fundo do poço ainda pode ter areia movediça ou uma pá; de que a luz no fim do túnel é um trem no contrafluxo.

Aí, dizem: "A esperança é a última que morre". Isso pode querer dizer que a gente morre antes... E mesmo que a gente sobreviva, é preciso ter "paciência de Jó" para suportar o prazer sádico que alguns seres humanos - se é que merecem essa definição - demonstram ao prejudicar profissionalmente, fisicamente, psicologicamente ou até a saúde do semelhante.

É certo que nem tudo na vida é um "mar de rosas", e que algumas rosas têm mais espinhos do que beleza. Afinal, o mal é mestre na dissimulação!

Pessoas assim, diabólicas, transformam a vida dos outros num inferno, pois seu "paraíso" é o caos e a mentira, seu dogma.

"Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe", também nos remete à esperança em dias melhores. No entanto, quão frustrante é constatar que o mal pode vir de onde se esperava o bem! E como é triste saber que existem pessoas que só veem o que querem: juízes de seu bel prazer; ditadores sem medidas, investidos de um poder que não merecem e nunca permitem que seja questionado; pseudo-paradigmas de uma justiça que torna favor o que é de direito; que propala sua "majestade" e "sapiência", mas é literalmente cega, por nada enxergar.

O mundo da mediocridade é assim, cheio de portas trancafiadas, obscuro, sem esperança para quem não se submete a ele. Nele a corrupção reina absoluta e as aparências só enganam quem se deixa iludir. Quem não se engana sofre de várias formas, acorrentado como Prometeu. Esse reino enriquece quem não merece e, para perpetuar-se, fecha as portas e aferrolha as janelas, para tentar cegar e sufocar os que dele querem sair. Ironicamente, seus "reis" e "nobres", diabretes enrustidos ou declarados, quando confrontados com o mal que causam, ainda dizem que "há males que vêm para o bem", como se prejudicar os outros fora um ato de bondade. Embora carrascos, querem que suas vítimas lhes agradeçam!

Paciência tem limites! Perseverança também. As pessoas as têm em medidas diferentes, que quando ultrapassadas são imprevisíveis. Revoluções e contrarrevoluções foram feitas assim e muita coisa boa e má foi destruída em função delas.

Não precisaria ser assim, se as pessoas simplesmente soubessem reconhecer seus limites em vez de só impor restrições aos outros, por medo de expor sua "real" condição.

Mas também há um ditado que diz: "O que é meu a mim há de vir, por força da natureza"! Também dizem que Deus permite que dificuldades - dentre elas esse tipo de pessoas - aconteçam em nossa vida, como forma de testar nossas convicções. Então, que Deus nos dê paciência, perseverança, saúde, meios e força para cavar túneis onde a intolerância e a insensibilidade de outrem insistem em obstruir portas e janelas.

Adilson Luiz Gonçalves
Engenheiro, Professor Universitário e Articulista.
Leia muitos outros artigos no site do Professor
Fones: (13) 32614929 / 97723538
algbr@ig.com.br
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Líbero Badaró / Carta Capital
30
NOVEMBRO
2011

Prostituição no Jornalismo

“Nada há de mais baixo, de mais vil, de mais criminoso, que mereça mais todo o peso do público opróbrio do que aquele que prostitui a sua pena.”

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Vilmar Berna . PARA O JORNAL DO MEIO AMBIENTE
03
JUNHO
2009

Desafios Energéticos

Diante de um grande problema, devemos buscar grandes soluções, certo? Nem sempre, pois os grandes problemas podem ser a soma de pequenos problemas não resolvidos ou resolvidos de forma equivocada. Um exemplo disso é a necessidade de energia para promover o crescimento econômico e garantir a qualidade de vida das pessoas. Sabemos que a energia não brota da parede quando acionamos uma tecla ou tomada, mas vem de algum lugar da natureza. Sempre que há retomada no crescimento econômico existe a necessidade de mais uso de energia, então ressurge o fantasma do 'apagão' e do racionamento de energia. Nesse momento entram em campo os adeptos da energia nuclear que sempre querem mais e mais usinas, como se o lixo atômico que permanece ativo por 25 mil anos pelo menos e a impossibilidade de evacuar decentemente a população em casos da acidentes nucleares fossem riscos aceitáveis.

Opõe-se ao grupo dos pró-usinas nucleares os adeptos das grandes hidrelétricas, como a de Itaipú, na fronteira do Paraguai, ou a de Balbina, na Amazônia, por exemplo, que geram energia, mas a um custo sócio-ambiental tremendo. E não pensem que todo esse esforço de produção de energia é para melhorar o dia-a-dia do cidadão, como diz a propaganda, mas boa parte é desviada para indústrias altamente dependentes de energia.

Afinal, os críticos a estes modelo energético reclamam porque gostam de reclamar? Muito pelo contrário. Eles são a favor. A favor de programas de conservação de energia, que podem economizar até 20% da capacidade já implantada de geração de energia, o que, de cara, evitaria a construção de novas hidrelétricas, usinas nucleares ou termoelétricas insustentáveis e poluidoras por um bom tempo. Também são a favor de se adotarem outras soluções energéticas, que podem não resolver no caso de grandes indústrias e de grandes centros urbanos, mas são perfeitamente viáveis para pequenas comunidades, áreas rurais, ilhas etc, como, por exemplo, a energia produzida a partir da biomassa, da energia solar, da energia eólica, bem menos poluentes e impactantes ambientalmente, além de não ser preciso gastar com grandes linhas de transmissão e permitir sobra de energia nos sistemas tradicionais, permitindo atender ao crescimento dos grandes centros consumidores. Esses críticos também são a favor das mini usinas hidrelétricas que aproveitem melhor as quedas dágua, as calha dos rios, a força das correntezas, a força das marés, etc..
Ainda em relação ao uso da energia nuclear, continuo divergindo dos seus defensores por ser uma opção energética de alto risco ambiental pela dimensão dos impactos no caso de um hipotético, mas não improvável acidente, já que não existe risco zero. Mesmo sabendo que as usinas de Angra 1 e 2 não são nenhuma potencial Chernobil, por se tratar de tecnologia diferente que, mesmo no seu pior cenário, mesmo que alguém deliberadamente pretendesse provocar um acidente, jamais lançaria para o ar, por quilômetros, seu veneno radioativo. Claro que, se fôssemos aplicar esta mesma visão catastrófica, o risco do rompimento da barragem de uma hidrelétrica, apesar de hipótetico, mas não improvável, ou da explosão de um depósito de gás natural, como o do Gasômetro do Rio de Janeiro, também causariam danos seríssimos ao meio ambiente, à vida e ao patrimônio humanos.

Mas seriam danos imediatos, e não por sucessivas gerações, como no caso de um grave acidente nuclear que chegasse ao meio ambiente.

Entretanto, o fato de não concordar, não significa que os críticos tenham que recusar-se ao diálogo. Por outro lado, este diálogo não significa aceitação, mas coerência de cobrar do setor nuclear o mesmo rigor no trato da questão ambiental que se cobram das indústrias siderúrgicas, químicas, de transporte, etc. Afinal, as empresas que compõem o setor nuclear são indústrias e, como tal, devem prestar contas à sociedade da forma como tratam seus efluentes e resíduos, protegem a saúde dos trabalhadores, recuperam área degradas, monitoram o meio ambiente realizam uma política de comunicação transparente, assumem, postura de responsabilidade social e ambiental perante a sociedade, etc.

Vilmar Sidnei Demamam Berna: Escritor e jornalista ambiental
- Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente e Prêmio Verde das Américas
- Editor da Revista do Meio Ambiente, do www.portaldomeioambiente.org.br e do boletim Notícias do Meio Ambiente publicados pela REBIA
- Rede Brasileira de Informação Ambiental
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