Revista EngWhere
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ORÇAMENTOS, PLANEJAMENTOS
E CANTEIROS DE OBRAS
Obras Industriais, Pontes e Edificações
 Ano 03 . nº 26 . 01/12/2003
Revista EngWhere  
Nesta Edição

Administração em Dose Tripla: Obras Industriais, Pontes e Edificações
Crea No Coração. O Troféu!
Marketing Empresarial:  Se-ren-di-pi-ti-a !
Qualidade Real: Plano de Ação para Melhoria Contínua
Ética e Educação:  PDEV
Ambientalismo: Ética Ambiental

Mudar o mundo é difícil porque nele sempre tem um do contra empurrando para o outro lado.
Pontes & Edificações .  ENSAIO     


Edificações Mudaria a Engenharia ou mudei eu?

Introdução
Comparar-se-á 3 distintas (uma nem tanto) visões de administração de obra.
Serão confrontadas 2 obras bastante similares e de mesmo porte executadas com 20 exatos anos de diferença mas com uma particularidade que abaliza o trabalho como absolutamente imparcial e diferenciado de muitos outros que defendem estas teses: ambas foram executadas pelo mesmo engenheiro que, assim, poude prever uma terceira, para 20 anos depois, também muito mais embasado e argumentado que qualquer futurólogo de esquina.
A minudência já nos permite deduzir, de quebra, não terem os engenheiros tanto poder de fogo quanto se fala já que os procedimentos diferem tanto, no decorrer do tempo, que até se conflitam.
É natural, pois é preciso sempre estar na moda. Napoleão, por exemplo, não faria nenhum sucesso nos dias atuais se teimasse em não se modernizar.
Isto posto, que se frise, não se falará do desgastado Como era... mas do indefectível Como foi! Ou, se preferírem à Aristóteles, na Poética: "Há diferença entre o historiador (que conta o que aconteceu) e o narrador (o que poderia ter acontecido)".
Os fatos são verídicos e não os carregaremos com exageros ou saudosismos, próprios dos desocupados, e no final questionaremos o leitor (como teste de assimilação do texto), e reconfirmando nossa imparcialidade deixaremos para ele próprio as respostas.

As Coincidências
As obras de arte foram executadas para órgãos públicos, por empreiteiras de médio para grande porte conhecidas e igualmente falidas (que não revelaremos para evitar desentendimentos), e implantadas no litoral de São Paulo.
Ou, para os mais detalhistas, foram pontes com cerca de 240m, ou equivalentes em porte, nas praias do Guarujá (1973) e de Iguape (1993). Cozinhas e refeitórios na obra e os coordenadores em São Paulo, incomodando pouco.
As previsões para 2013 basearam-se em extrapolações, proporcionalidades, tendências, leis da Inércia e de Murph, pareceres de funcionários públicos aposentados, e incansáveis debates com, entre outros, pescadores, caçadores e estagiários.

1973
1993
2013
O Corpo Administrativo
1 Engenheiro (1 ano de formado), 1 Administrativo e 1 Mestre bom de serviço. 3 engenheiros (21+15+6=42 anos de experiência), 1 Administrativo, 1 Encarregado de Almoxarifado, 1 Topógrafo e 1 Nivelador, 1 Encarregado de Medições, 1 Encarregado de DP, 1 Auxiliar Técnico, 1 Caixa, 1 Encarregado de Apropriação e 1 Mestre bom de serviço.
Um consultor de protensão e equipe.
O Residente da próxima década estará mais para espião que para técnico. Trabalhará camuflado ora como carpinteiro, ora como copeira em fiscalização ferrenha das demais funções. Todas serão ocupadas por engenheiros (pelo baixo salário) que deverão se manter atentos e despertos.
O demitido adquire o direito à eutanásia e a um comprimidozinho de efeito rápido disfarçado no fundo do envelope com o aviso prévio.
Almoxarifado e Pequenas Compras
Um cadeado de 2" era a vedete do Almoxarifado. Somente o Mestre dispunha da chave.
De manhã abria para entregar as ferramentas e, quando necessário, a emprestava a um feitor para retirar os materiais que precisava.
O Residente cuidava dos levantamentos e da requisição dos materiais para compra, enquanto o Administrativo pagava as despesas.
Além do Encarregado compunha-se a equipe de 1 Comprador (para pequenas aquisições), 2 almoxarifes, 1 Ferramenteiro, 2 ajudantes e 2 vigias.
Dispunham de 1 Kombi para aquisições emergências e outras dificuldades.
Pelo menos um funcionário de cada setor é mantido de prontidão quando os serviços se prolongavam em horários extraordinários.
Os levantamentos ficavam a cargo do Planejamento da Obra.
O Engenheiro-Almoxarife deverá ser um expert em administração de materiais e em compras. Será desejável possuir pós-graduação em ferramentarias e rasgar fluentemente o inglês.
18 guardas armados revezarão diuturnamente para garantir os bens e o patrimônio armazenados.
Copa / Faxina
O próprio Ajudante Cantineiro preparava e servia o café (em xícaras com pires), e limpava o banheiro. Além da Copeira (café em copinhos pláticos para se ganhar tempo) uma Faxineira cuidava para manter sempre limpos os escritórios e os 4 sanitários.
Os sanitários de campo tinham seu próprio faxineiro (leia mais sobre este Faxineiro na Seção seguinte).
Recrudesce a campanha dos não-fumantes e o cafezinho é proibido no ambiente de trabalho.
A construção e faxina dos sanitários serão terceirizadas a empresas especializadas em higiene pública. As fezes do peão serão analisadas e demitidos os que fizerem uso de anabolizantes e outros ardís.
Medições
O Residente se incumbia das medições com o Cliente. O Setor de Medições se incumbia das medições com o Cliente e com as dos subempreiteiros. O Setor de Informática submeterá as medições ao Setor de Medição da Obra (SMO) para apreciação e apresentação aos envolvidos.
Os dados serão confrontados pelos próprios computadores que serão interligados para o embate, e vencerá a pendenga o de maior memória RAM.
Planejamento
A vontade do Dono da Empresa definia o Caminho Crítico da obraA apresentação do planejamento supera em importância o conteúdo.
A impressora colorida é a grande arma do Planejador.
Centenas de cronogramas, redes pert, organogramas, curvas e dimensionamentos, serão pré-elaborados em computadores e escolhidos os que mais se adequam às características da obra.
Caixa / Finanças
O Administrativo da Obra cuidava do caixinha e das contas a pagar. Incumbiam-se pelo fluxo de caixa e contas a pagar uma Encarregada com seu auxiliar. O Engenheiro Caixa do futuro será recrutado com base em sua experiência em captação de recursos a baixos juros e em rolamento de dívidas junto às instituições financeiras.
Controle da Obra
Controlava-se o Faturamento que deveria bater com a previsão apresentada ao Dono da Empresa no início da obra. O Controle era feito pintando-se quadradinhos coloridos na parede. Em 2013 ainda não se saberá fazer adequadamente o Controle de Obra.
Estudiosos sérios começam a sugerir que se pare de controlar penugens nas cascas dos ovos e os ciscos nas bundas dos santos.
Serviços de Protensão
Assessorado pelo Projetista, o apontamento dos esforços e alongamentos dos cabos era feito pelo próprio Residente e pelo Apontador da obra. Empresa especializada cuidava da protensão.

Após constantes e súbitos desabamentos (iniciados com o Parque São Jorge) das estruturas protendidas mais antigas, devido fadiga do aço em contínuo esforço, o CP é preterido pelo alumínio e ligas mais leves.

Outras atribuições do Residente
Em obra organizada o Residente trabalha pouco, ou quase nada, e alguma coisa precisa fazer em paralelo.
Haviam outras obras menores para serem simultaneamente tocadas: uma outra ponte de 180m, uma oficina para locomotivas (edificações) e as fundações de 2 viadutos na Imigrantes, que iniciara.
Nestas outras frentes o Corpo Administrativo se reduzia, sendo mantidos fixos no local tão somente um Auxiliar Administrativo e um Mestre bom de serviço. Uma passadinha rápida diariamente era suficiente para o Residente se inteirar da obra e coletar dados para as medições.
Ajudar o Departamento Comercial, na Matriz, elaborando as Propostas Técnicas para suas concorrências é uma excelente opção para sair da monotonia.Para complementar o salário o Engenheiro deverá manter pelo menos uma atividade paralela, como tirar fotografias, ser dono de açougue, desenvolver software, etc.
Avaliação da interpretação do texto
1. O que funcionaria melhor: 1 engenheiro tocando 5 obras ou 5 engenheiros cuidando de 1?
2. Sabendo-se que as megaconstrutoras sempre extrapolam os dimensionamentos, o que foi previsto para 2013 seria mesmo suficiente?
3. O que é moderno em Gerenciamento de Obra?
4. Quem aprendeu mais, o recém-formado ou o engenheiro com 20 anos de experiência?

Engolir sapos não é aprendizado, e com humilhação não se transmite conhecimentos. Comparando as atuações dos 2 coordenadores, e classificando-os com base na experiência e ensinamento transmitidos, e na simpatia e amizade angariadas que afinal é o que contam, e pela enorme diferença dessas atuações, o Dr. Jarbas acabou ficando com o primeiro e com o segundo lugares, sozinho. Além de se incumbir de missão muito mais difícil, que é ensinar para quem acha que já sabe.
Só por isso que abrimos excessão para falar bem de um Chefe em público, e não no particular.

   Atrás da fatídica mesa está sentado Você!

Seu André - o Faxineiro - um peão humilde e amigo de todos, mora sozinho em um precário casebre de 1 cômodo próximo à obra.
De olho na madeira de umas embalagens que estão dando sopa, e meio aborrecido com sua moradia, apronta uma armação com um moleque da vizinhança e faz incendiar o próprio barraco 1 hora após chegar para o trabalho.
Embora não sabendo mentir, e traindo-se feio com a tentativa de golpe, chegam o Peão e o Mestre em sua sala pedindo-lhe madeira para construir um novo barraco.
Qual será, então, sua decisão?

a) Generoso e de coração mole, você não apenas cede-lhe a madeira como autoriza 2 dos melhores carpinteiros a construir, no horário do expediente, um outro barraco novinho e de 2 cômodos para ele, ou
b) Expõe seus sentimentos com o ocorrido mas informa-lhe que infelizmente a madeira não lhe pertence pois, se assim fosse, teria enorme prazer em ceder-lhe, e o faria de coração.

 
 
 
   Crea no Coração

Troféu Capacete de Ouro

Excelentíssimo Sr. Presidente do
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Espírito Santo
Engº Eletricista Silvio Roberto Ramos
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Mato Grosso
Engº Civil Sátyro Pohl Moreira de Castilho
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Mato Grosso do Sul
Engº Civil Amarildo Miranda Melo
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agonomia do Rio Grande do Sul
Engº Agrônomo Gustavo André Lange
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Santa Catarina
Engº Civil Rogério Novaes
CC:
Excelentíssimo Sr. Presidente do
Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
Engº Civil Wilson Lang

Senhor Presidente
Prazerosamente informamos-lhe que este CREA, juntamente com outros 4 Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura brasileiros, foram contemplados pela Revista EngWhere com o troféu CAPACETE DE OURO, criado nessa ocasião natalina para homenagear os Creas que durante o ano de 2003 contribuíram para que nossa Revista atingisse a casa dos 7.000 leitores (dez/03), a grande maioria afiliada a estas instituições.

Embora ainda muito recente o Troféu, estamos convictos que a escolha representou a vontade do Profissional de Engenharia, e a homenagem é uma iniciativa também nossa.

Parabenizamos-lhe em particular pela solidariedade de sua equipe de Imprensa e Comunicação que soube entender o "compartilhamento de experiências" que propusemos, o humor, e, apoiando-nos através de links em seus sites, parcerias, disponibilização da Revista, notas e anúncios em seus jornais e newslettters, foi decisiva na formação desta comunidade. Sua diferenciada atenção, seu interesse em participar dos assuntos correlacionados à Engenharia, e o acolhimento que nos dispensaram são, certamente, motivo de orgulho ao Profissional afiliado à esta Casa.

A Revista EngWhere, como foi batizada a Newsletter do Site do EngWhere, tem distribuição e colaboração especializada gratuitas e é voltada aos profissionais engenheiros, arquitetos, tecnólogos, estudantes e professores, todos internautas e profissionais da área. Em nome de todos eles passamos-lhe às mãos este Troféu Virtual.

Aos laureados serão concedidas ainda as seguintes distinções:
a) A publicação deste email na Revista EngWhere do mês de dezembro e, então, sua exposição também no Site;
b) A criação da Página Crea no Coração no Site do EngWhere e em sites de eventuais parceiros, com destaque para os endereços eletrônicos dos agora Creas Capacete de Ouro, durante o ano de 2004 (www.engwhere.com.br/engenharia/crea.htm).

A publicação deste email pelo Crea, ou uma referência ao mesmo, lhe garantirá idêntica láurea no próximo ano, e os que receberem o prêmio por 3 anos consecutivos terão merecido descanso e não serão mais importunados por nossa equipe de Marketing.

A Revista, que tem por bandeira o Engenheiro Brasileiro, busca, dentro de suas possibilidades, engrandecer o nome da Engenharia Nacional, e um bom relacionamento e cooperação entre suas Instituições, mormente com a Instituição Engenheiro Brasileiro, é passo fundamental.
Agradecemos a este Conselho pela esperança de serem concretizados estes sonhos e pelo incentivo para continuarmos lutando por eles.

Parabéns! E votos de um Feliz 2004 à toda equipe deste Crea Capacete de Ouro.

Revista EngWhere
Engº Amado Gabriel da Silva
Minas / Crea SP

Como parte das homenagens e distinções da Campanha Crea no Coração, durante o mês de dezembro serão oferecidos descontos e facilidades para a compra do EngWhere e do Programa de Desenvolvimento da Ética das Virtudes - PDEV ao Leitor da Revista e aos afiliados aos Creas Capacete de Ouro: Crea-ES, Crea-MS, Crea-MT, Crea-RS, Crea-RO e Crea-SC.
Maiores detalhes abaixo.

Troféu Capacete de Ouro
Porto Velho, Urgente!
Poucas horas antes do fechamento da Edição firmamos promissora parceria com o Crea-RO que assim entra também no time dos laureados e com idênticas distinções.
Crea
A exceção é a última que abrimos pois se todos começassem a nos incentivar e apoiar, o que seria do Prêmio?

Palavras-chave

edificações, pontes, obras industriais, software, construcao, cronogramas exemplos, planilha de custo obra, planilha de custos serviços, planilha de medição
Ênio Padilha . MARKETING EMPRESARIAL   

Construção e Engenharia Civil Se-ren-di-pi-ti-a !

Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do país.
eniopadilha@uol.com.br

Serendipitia é o nome de uma das muitas técnicas de desenvolvimento do potencial criativo de uma pessoa adulta.
É também tomada como uma forma especial de criatividade que consiste em "descobrir uma coisa enquanto tenta descobrir uma outra".
Aplica-se à descobertas "casuais" como a eletricidade animal (Galvani), a pilha elétrica (Volta) ou o famoso caso do Post It (3M).
A palavra serendipitia foi inventada por Horace Walpole (escritor inglês do século XVII) depois que ele leu um pequeno texto antigo, relatando as façanhas dos "Três Príncipes de Serendip"
Consta que Serendip era um reino oriental exótico e que, segundo os antigos, era uma ilha que mais tarde se chamou Ceilão e hoje se conhece como Sri Lanka.
Do reino de Serendip conta-se muitas e fantásticas histórias. Uma delas é a história dos três príncipes que eram privilegiados não apenas pela ascendência nobre mas também, e principalmente, pelo "dom" para os descobrimentos fortuitos.
Conta a história que esses três personagens encontravam, sem procurar, a resposta para problemas que não haviam sido propostos.
E que, graças a capacidade de observação e sagacidade descobriam, "acidentalmente" a solução para dilemas impensados. E isto os tornava muito especiais e muito importantes.
Na verdade, hoje sabemos que eles tinham não apenas um DOM especial mas sim inteligência e preparo, além de uma mente aberta para as múltiplas possibilidades de qualquer coisa. A essas características damos o nome de Serendipitia.
É, na minha opinião, uma das formas mais expressivas da criatividade, pois as descobertas por serendipitia são sempre uma combinação de "acidente" e "sagacidade".
As descobertas científicas são, quase sempre, resultado da soma de inteligência, perseverança, espírito crítico e senso de observação.
Já o desenvolvimento tecnológico (que é a aplicação da ciência em coisas prática e úteis) é quase sempre resultado de alguma forma de serendipitia: encontrar novas utilidades para uma coisa que tenha sido concebida para outro fim (ou para coisas que não tenham funcionado direito para o fim a que se destinavam originalmente). Um exemplo foi a descoberta do Pyrex (vidro resistente ao fogo direto). Os técnicos da empresa Corning Glass (EUA) procuravam, na verdade fabricar globos de vidro resistente, destinados à iluminação pública demoraram para conseguir chegar aos tais globos. Mas, no meio do caminho, descobriram o Pyrex.
Muitas outras coisas com as quais convivemos diariamente são resultados da serendipitia:
O tubo de raios catódicos não foi inventado para ser "tubo de imagem de televisão". A linha telefônica não foi inventada para transmitir informações de computador. O próprio computador não foi inventado para ser uma mídia poderosa como a que está se tornando.
A importância da serendipitia é que ela permite perceber que resultados aparentemente errados ou inadequados para a solução de um problema, podem ser absolutamente revolucionários se aplicados a outro problema ou em outra circunstância.
Desenvolver a serendipitia significa abrir a mente. Tentar ver aquilo que os outros não estão vendo. Buscar aplicações alternativas para qualquer coisa. É não se conformar, nunca, com as "verdades" estabelecidas.

Leia outros artigos no site do Especialista: http://www.eniopadilha.com.br

QUINTA EDIÇÃO
O livro "Marketing para Engenharia, Arquitetura e Agronomia" terá sua quinta edição lançada em março de 2004.
Será, praticamente, um livro novo. Da edição atual vai sobrar pouco mais que o título e a intenção de ser uma importante ferramenta à serviço de engenheiros, arquitetos e agrônomos interessados em transformar suas profissões em bons negócios.
TODOS os capítulos estão sendo reescritos, capítulos novos serão introduzidos e novas ilustrações serão incluídas. Todos os conceitos serão revistos para que o produto final (a quinta edição) seja um trabalho absolutamente atual e plenamente sintonizado com toda a literatura sobre marketing de serviços no mundo.
Tudo isso sem perder a linguagem simples de um profissional que conhece profundamente o dia-a-dia da Engenharia, Arquitetura e Agronomia e já vivenciou os principais problemas enfrentados por todos os colegas, em todo o país. Portanto, já percorreu os labirintos da gestão empresarial no setor.
AGUARDE. Em março, a quinta edição, totalmente revista e atualizada do livro "Marketing para Engenharia, Arquitetura e Agronomia", de Ênio Padilha.

Coluna do Pimpão   
Engenharia Civil

CREA NO CORAÇÃO
No Site do EngWhere singular página contendo os endereços dos Creas.
Para facilitar as buscas foram subdivididos Creas "Capacete de Ouro" e Outros Creas.
Os 6 Creas foram laureados com a comenda máxima, e única, da Revista devido à paciência de seu pessoal em suportar nossos inúmeros telefonemas e emails com pedidos de apoio, publicidade grátis em seus jornais, links em seus sites, parcerias, e dinheiro emprestado.
Mesmo tendo tudo a ver com a sobrevivência da Revista, a deferência não agradou muito ao Bonifácio...

Não basta fugir, é necessário fugir para o lado mais conveniente - Charles-Ferdinand Ramuz

Se Conselho fosse bom não precisava pagar!

Correspondência Recebida     

Edificação O Churrasco em que não deveria ter ido

Primeiro quero agradecer, pelo retorno dado por esta revista ao e-mail que mandei, e parabenizá-los pelas matérias, onde descobri ao navegar na internet, essa, que quando bem explorada encontramos informações e boa cultura. Vocês estão de parabéns!

Ao ler a matéria, Atrás da fatídica mesa está sentado Você! Dei boa gargalhada.

Que há coisas absurdas, não resta a menor dúvida, principalmente em áreas de periferia e cidades do interior. Será que não é hora dos Conselhos, Sindicatos, Prefeituras e outros mais do gênero, se unirem e traçarem uma política voltada para o assunto, com mais informação, tentando conscientizar e aproximar mais a população, com medidas menos burocráticas, com menos papeis, taxas, e certidões? Tudo isso, acaba contribuindo, para os absurdos que vemos por ai. Mas sobre isso se tiver oportunidade, eu quero falar mais tarde.
Infelizmente existe e vai perdurar por muito tempo ainda aquela cultura de que procurar um profissional à obra vai sair mais caro. Quando isso pelo contrário gera economia, e como já ouvi muito: O dinheiro que eu vou gastar com um projeto, eu compro de cimento, fico quieto.
Mas o pior são aqueles convites em final de semana, para um churrasco na casa do amigo do cunhado. Você pode desconfiar, pois ao chegar e ser apresentado, você acaba dando um expediente, que às vezes não acaba bem, sempre tem aquelas histórias: eu to fazendo um quarto aqui, uma varanda ali, vou levantar pra cima, fazer um sobradinho igualzinho ao que a minha mulher viu na revista. Será que agüenta? Pois esse radier eu usei vergalhão bem grosso, e muito cimento dois pra um.
Tudo isso eu chamo de consulta fácil. Você torna-se um balconista de farmácia, que vai até o doente. E assim, a cerveja vai esquentando, o churrasco esfriando, você cada vez mais com a garganta seca não consegue nem sentar.
Certa vez ao participar de um desses convites, tive que dar opinião para o anfitrião sobre a construção de uma fossa, que estava quase concluída, sem tubo de limpeza chicanas e etc. Ao verificar o sumidouro, estava com o fundo concretado, e a alvenaria fechada. Comentei então que tinha algumas coisas erradas. O anfitrião gritou: ou Zé baixinho! - que pra meu azar estava no churrasco e já tinha tomado todas - ele aqui, ta falando que está tudo errado. Olha só em que fria eu me meti. E o Zé após completar o copo de cerveja, pegar mais um pedaço de lingüiça, e acender um cigarro, chegou e foi logo se defendendo: aí não tem nada de errado, pois eu trabalho desde pequeno (e continuava, pois não tinha mais de 1,50 m), tenho mais de quarenta ano de obra, e já fiz mais de mil fossa e sumidori.
Bom, com uma experiência dessa quem era eu para contradizer? Imagine se eu começasse a falar sobre percolagem, bactérias anaeróbias, lodo, e etc. Foi aí que eu tive uma idéia para que o baixinho se acalmasse. Entramos num acordo: Zé você está certinho, mas vai fazer o seu primeiro sumidouro errado, todo mundo erra. Então sugeri: quebre o concreto do fundo, tire alguns tijolos, coloque uma camada de xecho, e pode falar que o seu milésimo primeiro sumidori saiu errado, porque um palpiteiro que não tinha nada a ver com a historia, chegou dando opinião no serviço dos outros.

E demos um aperto de mão, daqueles que você fica xingando que filho da... direcionamos para a mesa, quando o anfitrião falou: a cerveja acabou, mas já estou providenciando.
Enquanto a cerveja não chegava, o Zé não desistiu e me deu uma grande informação: "você sabia que tem uns caras ai na cidade com um carro que limpa fossa? É só chamar ele vem na hora". Com certeza, e você paga também na hora.

Não tenho nada contra as empresas que limpam fossa, mas é um quinhão de mercado que tem crescido muito graças aos Zés, e tem que cobrar caro. Prestam grande serviço à população e afinal de contas mexer com a cocôlândia não deve ser fácil.

Como a cerveja não chegava, lembrei do jogo e arrumei uma boa desculpa para ir tomar umas no boteco da esquina, com meu cunhado. Logicamente que ele pagou a conta.

Zadock Amaral Garcês - MA

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. Edificações - Os Subterrâneos do Marketing
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. Tecnico Edificacoes
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Coluna do Borduna    
Construção Civil
  • PENICO DE LATA
    A idéia inicial das condecorações não foi aceita.
    Aqui em São Paulo há 30 anos que só deixam conversar com a menina da boqueta do caixa, para pagar as anuidades, e com mais ninguém.
Luís Renato Vieira . QUALIDADE REAL   
Construção Civil  Plano de Ação para Melhoria Contínua
 
Luís Renato Vieira
Diretor da empresa Qualidadereal Cons. e Assessoria S/C Ltda.
Empresa especializada em implantação de sistemas da qualidade e gestão ambiental.
qualidadereal@ig.com.br


E
ntre as ferramentas utilizadas nas diversas fases na implantação e manutenção de Sistemas da Qualidade, podemos citar o ciclo de melhoria contínua "PDCA". Inclusive já comentamos a respeito disso neste espaço.
A seguir vamos descrever um roteiro para implantar um plano de melhoria contínua:
1. Defina a Meta de Melhoria (Levante todas as informações necessárias);
2. Reúna todos os profissionais que conheçam do assunto e que possam contribuir para o processo de melhoria contínua;
3. Na reunião com os profissionais coloque a meta de longo prazo (preferencialmente superar o melhor do mundo) e depois coloque a meta para ser atingida num período máximo de 1 ano. Explique claramente os benefícios da organização quando a meta for atingida;
4. Defina os problemas que a organização precisa vencer para atingir a meta;
5. Faça um levantamento com o grupo como serão solucionados os problemas;
6. Após a definição e a solução dos problemas elabore um plano de ação tipo 5W 1H, conforme modelo abaixo:
Problema - Contramedida (what/que) - responsável (who/quem) - prazo (whem/quando) - local (where/onde) - justificativa (why/porque) - procedimento (how/como).
As contrapartidas são as ações para combater o problema, sem esquecer que será o responsável pela contrapartida, quando será executada esta ação, onde executar a ação, porque executar a ação e finalmente como executar a ação.
O gerente do processo também pode estabelecer um orçamento aprovado pela alta administração da organização (altamente recomendável).

Leia outros artigos sobre Qualidade no site do Especialista: http://www.milenio.com.br/qualidadereal
Fone/Fax.: (41) 336-0921
Paulo Sertek . ÉTICA E EDUCAÇÃO   

Edifícios

Programa de Desenvolvimento da Ética das Virtudes - PDEV

APRESENTAÇÃO DO INSTITUTO
O IEF - Instituto de Ensino e Fomento, instituição sem fins lucrativos, vem cumprindo sua missão de promover o desenvolvimento da pessoa humana através de atividades formativas e culturais, oferecendo à sociedade programas de formação, cursos, palestras, seminários, e eventos culturais.

JUSTIFICATIVA
Num ambiente de crescente instabilidade e acirrada competição, onde tanto o profissional como a organização são fustigados por todo tipo de tensões, é imprescindível a consciência e o comprometimento de todos os agentes envolvidos na produção. Esta consciência e comprometimento, no entanto, só passarão à prática e se sustentarão se estiverem fundamentados num compromisso pessoal de mudança e melhoria, campo específico da ética e das virtudes.

OBJETIVO
O objetivo do Programa de Desenvolvimento da Ética das Virtudes é propor ao profissional um projeto de melhoria pessoal a partir do desenvolvimento das qualidade humanas, conferindo à ele e à organização um método de análise e acompanhamento que permita sua evolução.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Contextualização do Ambiente de Mudanças e do Desafio Empreendedor/Inovador
Análise do Modelo Industrial e dos Modelos Motivacionais predominantes
Construção da Liderança Fundamentada nos Princípios e na Hierarquia de Valores
Análise e Aplicação das Competências Pessoais de:

· Decisão
· Relacionamento
· Empreendimento
· Equilíbrio Emocional
· Motivação
· Aprendizagem
· Planejamento
· Liderança

Profissionais Responsáveis pelo Curso
Paulo Sertek
Engenheiro Mecânico, Licenciado em Mecânica, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pelo PPGTE/CEFET-PR; Professor de Cursos de Graduação e Pós-Graduação em Administração de Empresas (FAESP, DOMBOSCO, FACINTER); Consultor empresarial.

Paulo Luccas
Economista, Especialista em Estratégia Econômica de Empresas pelo Centro de Desenvolvimento Empresarial de Curitiba, Professor de Ética Empresarial e História Econômica, Superintendente do IEF, e Consultor Empresarial em Gestão de Pessoas.

PÚBLICO ESPECÍFICO
Profissionais de todas as áreas e níveis hierárquicos.

FORMA DE APLICAÇÃO
O programa é aplicado em duas etapas. Numa primeira é realizada uma imersão de doze horas com três módulos de quatro horas ou quatro módulos de três horas. A segunda é composta de duas oficinas de trabalho de quatro horas cada, realizadas após o intervalo de três ou quatro meses da imersão visando a manutenção e acompanhamento do programa.

LOCAL
Nas instalações do IEF ou na própria Organização interessada.

INVESTIMENTO (COM O DESCONTO)
R$ 3.000,00 (três mil reais) pelo programa, incluído o material de apoio e certificado, pagos proporcionalmente após a imersão e depois de cada oficina de trabalho.
Para um bom desempenho do trabalho, pede-se um mínimo de 20 e um máximo de 40 participantes por grupo.
Em domicílios fora de Curitiba serão acrescentadas as despesas de deslocamento e hospedagem.
Quando a aplicação do Programa for in Company, ficará a cargo da Organização providenciar o local adequado.

INFORMAÇÕES
Fone: (41) 233-5676
E-mail: ief@ief.org.br
SITE: www.ief.org.br

Atenção Grupos de Engenheiros e Empresários
Desconto de 10% em dezembro!

Compartilhando com o EngWhere na Campanha Crea no Coração o Programa de Desenvolvimento da Ética das Virtudes - PDEV estará sendo oferecido durante o mês de dezembro com 10% de desconto, tanto aos Leitores da Revista como aos afiliados dos Creas Capacete de Ouro: Crea-ES, Crea-MS, Crea-MT, Crea-RO, Crea-RS e Crea-SC.

Solicitar maiores detalhes (inclusive o programa do curso)
pelo telefone 0**41 233-5776,
referindo-se a este texto no ato da contratação.

Troféu Capacete de Ouro
Vilmar Berna . MEIO AMBIENTE   
Construção Civil  Ambientalismo
Ética Ambiental

Jornalista Vilmar Berna
Ambientalista de renome internacional e único brasileiro homenageado pela ONU
com o Prêmio Global 500 Para o Meio Ambiente, no ano de 1999.
Fundador do Jornal do Meio Ambiente.
http://www.jornaldomeioambiente.com.br

A recente tendência de profissionalização das ONGs (Organizações Não Governamentais) ambientalistas tem despertado questões éticas ainda não resolvidas e sequer discutidas pelas entidades. As ONGs que optaram pela profissionalização se defendem dizendo que têm o direito e o dever de assumir projetos e tarefas antes reservadas apenas a firmas de consultorias e empreiteiras. Também argumentam que os melhores quadros profissionais estão nas próprias ONGs, pois é aí que está a vontade de defender o meio ambiente.
O problema é quando a ausência de regras básicas de conduta acabam gerando conflito entre as ONGs, como o caso da remuneração de diretores. Tem ONGs que acham ilegal e antiético. Outras defendem o princípio sob o argumento de que não é justo que dirigentes criem projetos, captem os recursos após meses, anos de investimento de conhecimento e energia e de enfrentamento da burocracia, para depois contratar terceiros, descomprometidos com as lutas da ONG.
Mas tem outro caso ainda mais delicado. Pode a ONG usar dos instrumentos de pressão para criar dificuldades e impedir projetos de empresas ou governo? O senso comum indica que sim. É perfeitamente ético e lícito que os cidadãos sejam capazes de se mobilizar contra empreendimentos que, de alguma forma, possam comprometer a qualidade de vida ou o meio ambiente. Entretanto, também é correto criar tais dificuldades para negociar facilidades em troca de não pressionar mais, uma espécie de 'cala-boca'? Facilidades do tipo participar da execução das medidas compensatórias conseguidas durante a fase da pressão?
Já é tempo das ONGs aprovarem um Código de Ética capaz de separar o joio do trigo.

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