Administração em Dose
Tripla: Obras Industriais, Pontes
e Edificações Crea No Coração. O Troféu!
Marketing Empresarial: Se-ren-di-pi-ti-a ! Qualidade Real: Plano de Ação
para Melhoria Contínua Ética e Educação: PDEV Ambientalismo: Ética Ambiental
Mudar o mundo é difícil
porque nele sempre tem um do contra empurrando para o outro lado.
Pontes
& Edificações . ENSAIO
Mudaria a Engenharia ou mudei eu?
Introdução
Comparar-se-á 3 distintas (uma nem tanto) visões
de administração de obra.
Serão confrontadas 2 obras bastante similares e de
mesmo porte executadas com 20 exatos anos de diferença
mas com uma particularidade que abaliza o trabalho como absolutamente
imparcial e diferenciado de muitos outros que defendem estas
teses: ambas foram executadas pelo mesmo engenheiro que, assim,
poude prever uma terceira, para 20 anos depois, também
muito mais embasado e argumentado que qualquer futurólogo
de esquina.
A minudência já nos permite deduzir, de quebra,
não terem os engenheiros tanto poder de fogo quanto
se fala já que os procedimentos diferem tanto, no decorrer
do tempo, que até se conflitam.
É natural, pois é preciso sempre estar na moda.
Napoleão, por exemplo, não faria nenhum sucesso
nos dias atuais se teimasse em não se modernizar.
Isto posto, que se frise, não se falará do desgastado
Como era... mas do indefectível Como foi!
Ou, se preferírem à Aristóteles, na Poética:
"Há diferença entre o historiador (que
conta o que aconteceu) e o narrador (o que poderia ter acontecido)".
Os fatos são verídicos e não os carregaremos
com exageros ou saudosismos, próprios dos desocupados,
e no final questionaremos o leitor (como teste de assimilação
do texto), e reconfirmando nossa imparcialidade deixaremos
para ele próprio as respostas.
As
Coincidências As obras de arte foram executadas para órgãos
públicos, por empreiteiras de médio para grande
porte conhecidas e igualmente falidas (que não revelaremos
para evitar desentendimentos), e implantadas no litoral de
São Paulo.
Ou, para os mais detalhistas, foram pontes com cerca de 240m,
ou equivalentes em porte, nas praias do Guarujá (1973)
e de Iguape (1993). Cozinhas e refeitórios na obra
e os coordenadores em São Paulo, incomodando pouco.
As previsões para 2013 basearam-se em extrapolações,
proporcionalidades, tendências, leis da Inércia
e de Murph, pareceres de funcionários públicos
aposentados, e incansáveis debates com, entre outros,
pescadores, caçadores e estagiários.
1973
1993
2013
O Corpo Administrativo
1 Engenheiro (1 ano de formado), 1 Administrativo
e 1 Mestre bom de serviço.
3 engenheiros (21+15+6=42 anos de experiência), 1 Administrativo,
1 Encarregado de Almoxarifado, 1 Topógrafo e 1 Nivelador,
1 Encarregado de Medições, 1 Encarregado de DP,
1 Auxiliar Técnico, 1 Caixa, 1 Encarregado de Apropriação
e 1 Mestre bom de serviço.
Um consultor de protensão e equipe.
O Residente da próxima década estará
mais para espião que para técnico. Trabalhará
camuflado ora como carpinteiro, ora como copeira em fiscalização
ferrenha das demais funções. Todas serão
ocupadas por engenheiros (pelo baixo salário) que deverão
se manter atentos e despertos.
O demitido adquire o direito à eutanásia e a um
comprimidozinho de efeito rápido disfarçado no
fundo do envelope com o aviso prévio.
Almoxarifado e Pequenas Compras
Um cadeado de 2" era a vedete do Almoxarifado. Somente
o Mestre dispunha da chave.
De manhã abria para entregar as ferramentas e, quando
necessário, a emprestava a um feitor para retirar os
materiais que precisava.
O Residente cuidava dos levantamentos e da requisição
dos materiais para compra, enquanto o Administrativo pagava
as despesas.
Além do Encarregado compunha-se a equipe de 1 Comprador
(para pequenas aquisições), 2 almoxarifes, 1 Ferramenteiro,
2 ajudantes e 2 vigias.
Dispunham de 1 Kombi para aquisições emergências
e outras dificuldades.
Pelo menos um funcionário de cada setor é mantido
de prontidão quando os serviços se prolongavam
em horários extraordinários.
Os levantamentos ficavam a cargo do Planejamento da Obra.
O Engenheiro-Almoxarife deverá ser um expert
em administração de materiais e em compras. Será
desejável possuir pós-graduação
em ferramentarias e rasgar fluentemente o inglês.
18 guardas armados revezarão diuturnamente para garantir
os bens e o patrimônio armazenados.
Copa
/ Faxina
O próprio Ajudante Cantineiro preparava
e servia o café (em xícaras com pires), e limpava
o banheiro.
Além da Copeira (café em copinhos
pláticos para se ganhar tempo) uma Faxineira cuidava
para manter sempre limpos os escritórios e os 4 sanitários.
Os sanitários de campo tinham seu próprio faxineiro
(leia mais sobre este Faxineiro na Seção
seguinte).
Recrudesce a campanha dos não-fumantes e o cafezinho
é proibido no ambiente de trabalho.
A construção e faxina dos sanitários serão
terceirizadas a empresas especializadas em higiene pública.
As fezes do peão serão analisadas e demitidos
os que fizerem uso de anabolizantes e outros ardís.
Medições
O Residente se incumbia das medições com o Cliente.
O Setor de Medições se incumbia das medições
com o Cliente e com as dos subempreiteiros.
O Setor de Informática submeterá
as medições ao Setor de Medição
da Obra (SMO) para apreciação e apresentação
aos envolvidos.
Os dados serão confrontados pelos próprios computadores
que serão interligados para o embate, e vencerá
a pendenga o de maior memória RAM.
Planejamento
A vontade do Dono da Empresa definia o Caminho Crítico
da obra
A
apresentação do planejamento supera em importância
o conteúdo.
A impressora colorida é a grande arma do Planejador.
Centenas de cronogramas, redes pert, organogramas, curvas
e dimensionamentos, serão pré-elaborados em computadores
e escolhidos os que mais se adequam às características
da obra.
Caixa / Finanças
O Administrativo da Obra cuidava do caixinha e das contas
a pagar.
Incumbiam-se pelo fluxo de caixa e contas a pagar uma Encarregada
com seu auxiliar.
O Engenheiro Caixa do futuro será recrutado com base
em sua experiência em captação de recursos
a baixos juros e em rolamento de dívidas junto às
instituições financeiras.
Controle da Obra
Controlava-se o Faturamento que deveria bater com a previsão
apresentada ao Dono da Empresa no início da obra.
O Controle era feito pintando-se quadradinhos coloridos na
parede.
Em 2013 ainda não se saberá fazer adequadamente
o Controle de Obra.
Estudiosos sérios começam a sugerir que se pare
de controlar penugens nas cascas dos ovos e os ciscos nas bundas
dos santos.
Serviços de Protensão
Assessorado pelo Projetista, o apontamento dos esforços
e alongamentos dos cabos era feito pelo próprio Residente
e pelo Apontador da obra.
Empresa especializada cuidava da protensão.
Após constantes e súbitos desabamentos (iniciados
com o Parque São Jorge) das estruturas protendidas
mais antigas, devido fadiga do aço em contínuo
esforço, o CP é preterido pelo alumínio
e ligas mais leves.
Outras
atribuições do Residente
Em obra organizada o Residente trabalha pouco, ou quase nada,
e alguma coisa precisa fazer em paralelo.
Haviam outras obras menores para serem simultaneamente
tocadas: uma outra ponte de 180m, uma oficina
para locomotivas (edificações)
e as fundações de 2 viadutos
na Imigrantes, que iniciara.
Nestas outras frentes o Corpo Administrativo se reduzia, sendo
mantidos fixos no local tão somente um Auxiliar Administrativo
e um Mestre bom de serviço. Uma passadinha rápida
diariamente era suficiente para o Residente se inteirar da obra
e coletar dados para as medições.
Ajudar o Departamento Comercial, na Matriz, elaborando as
Propostas Técnicas para suas concorrências é
uma excelente opção para sair da monotonia.
Para complementar o salário o Engenheiro deverá
manter pelo menos uma atividade paralela,
como tirar fotografias, ser dono de açougue,
desenvolver software, etc.
Avaliação
da interpretação do texto
1. O que funcionaria melhor: 1 engenheiro tocando 5 obras ou
5 engenheiros cuidando de 1?
2. Sabendo-se que as megaconstrutoras sempre extrapolam os dimensionamentos,
o que foi previsto para 2013 seria mesmo suficiente?
3. O que é moderno em Gerenciamento de Obra?
4. Quem aprendeu mais, o recém-formado ou o engenheiro
com 20 anos de experiência?
Engolir sapos não
é aprendizado, e com humilhação
não se transmite conhecimentos. Comparando as
atuações dos 2 coordenadores, e classificando-os
com base na experiência e ensinamento transmitidos,
e na simpatia e amizade angariadas que afinal é
o que contam, e pela enorme diferença dessas
atuações, o Dr. Jarbas acabou ficando
com o primeiro e com o segundo lugares, sozinho. Além
de se incumbir de missão muito mais difícil,
que é ensinar para quem acha que já sabe.
Só por isso que abrimos excessão para
falar bem de um Chefe em público, e não
no particular.
Atrás da fatídica
mesa está sentado Você!
Seu André - o Faxineiro
- um peão humilde e amigo de todos, mora sozinho
em um precário casebre de 1 cômodo próximo
à obra.
De olho na madeira de umas embalagens que estão dando
sopa, e meio aborrecido com sua moradia, apronta uma armação
com um moleque da vizinhança e faz incendiar o próprio
barraco 1 hora após chegar para o trabalho.
Embora não sabendo mentir, e traindo-se feio com
a tentativa de golpe, chegam o Peão e o Mestre em
sua sala pedindo-lhe madeira para construir um novo barraco.
Qual será, então, sua decisão?
a) Generoso e de coração mole, você
não apenas cede-lhe a madeira como autoriza 2 dos
melhores carpinteiros a construir, no horário do
expediente, um outro barraco novinho e de 2 cômodos
para ele, ou
b) Expõe seus sentimentos com o ocorrido mas informa-lhe
que infelizmente a madeira não lhe pertence pois,
se assim fosse, teria enorme prazer em ceder-lhe, e o faria
de coração.
Crea no Coração
Excelentíssimo Sr. Presidente do
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do
Espírito Santo
Engº Eletricista Silvio Roberto Ramos
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do
Mato Grosso
Engº Civil Sátyro Pohl Moreira de Castilho
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do
Mato Grosso do Sul
Engº Civil Amarildo Miranda Melo
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agonomia do
Rio Grande do Sul
Engº Agrônomo Gustavo André Lange
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de
Santa Catarina
Engº Civil Rogério Novaes
CC:
Excelentíssimo Sr. Presidente do
Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
Engº Civil Wilson Lang
Senhor Presidente
Prazerosamente informamos-lhe que este CREA, juntamente com
outros 4 Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura brasileiros,
foram contemplados pela Revista EngWhere com o troféu
CAPACETE DE OURO, criado nessa ocasião natalina para
homenagear os Creas que durante o ano de 2003 contribuíram
para que nossa Revista atingisse a casa dos 7.000 leitores
(dez/03), a grande maioria afiliada a estas instituições.
Embora ainda muito recente o Troféu, estamos convictos
que a escolha representou a vontade do Profissional de Engenharia,
e a homenagem é uma iniciativa também nossa.
Parabenizamos-lhe em particular pela solidariedade de sua
equipe de Imprensa e Comunicação que soube entender
o "compartilhamento de experiências" que propusemos,
o humor, e, apoiando-nos através de links em seus sites,
parcerias, disponibilização da Revista, notas
e anúncios em seus jornais e newslettters, foi decisiva
na formação desta comunidade. Sua diferenciada
atenção, seu interesse em participar dos assuntos
correlacionados à Engenharia, e o acolhimento que nos
dispensaram são, certamente, motivo de orgulho ao Profissional
afiliado à esta Casa.
A Revista EngWhere, como foi batizada a Newsletter do Site
do EngWhere, tem distribuição e colaboração
especializada gratuitas e é voltada aos profissionais
engenheiros, arquitetos, tecnólogos, estudantes e professores,
todos internautas e profissionais da área. Em nome
de todos eles passamos-lhe às mãos este Troféu
Virtual.
Aos laureados serão concedidas ainda as seguintes
distinções:
a) A publicação deste email na Revista EngWhere
do mês de dezembro e, então, sua exposição
também no Site;
b) A criação da Página Crea no Coração
no Site do EngWhere e em sites de eventuais parceiros, com
destaque para os endereços eletrônicos dos agora
Creas Capacete de Ouro, durante o ano de 2004 (www.engwhere.com.br/engenharia/crea.htm).
A publicação deste email pelo Crea, ou uma
referência ao mesmo, lhe garantirá idêntica
láurea no próximo ano, e os que receberem
o prêmio por 3 anos consecutivos terão merecido
descanso e não serão mais importunados por
nossa equipe de Marketing.
A Revista, que tem por bandeira o Engenheiro Brasileiro,
busca, dentro de suas possibilidades, engrandecer o nome da
Engenharia Nacional, e um bom relacionamento e cooperação
entre suas Instituições, mormente com a Instituição
Engenheiro Brasileiro, é passo fundamental.
Agradecemos a este Conselho pela esperança de serem
concretizados estes sonhos e pelo incentivo para continuarmos
lutando por eles.
Parabéns! E votos de um Feliz 2004 à toda equipe
deste Crea Capacete de Ouro.
Revista EngWhere
Engº Amado Gabriel da Silva
Minas / Crea SP
Como parte das homenagens e distinções da Campanha Crea
no Coração, durante o mês de dezembro serão
oferecidos descontos e facilidades para a compra do EngWhere
e do Programa de Desenvolvimento da Ética das Virtudes - PDEV
ao Leitor da Revista e aos afiliados aos Creas Capacete de Ouro: Crea-ES,
Crea-MS, Crea-MT, Crea-RS, Crea-RO e Crea-SC. Maiores detalhes abaixo.
Porto Velho, Urgente!
Poucas horas antes do fechamento da Edição firmamos promissora
parceria com o Crea-RO que assim entra também no time dos laureados
e com idênticas distinções. A exceção é a última que abrimos pois se
todos começassem a nos incentivar e apoiar, o que seria do Prêmio?
Ênio Padilha
. MARKETING EMPRESARIAL
Se-ren-di-pi-ti-a
!
Ênio Padilha Engenheiro,
escritor e palestrante. Formado pela UFSC, em 1986,
especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em
1996/97. Escreve regularmente e seus artigos são
publicados, todas as semanas, em diversos jornais do
país. eniopadilha@uol.com.br
Serendipitia é
o nome de uma das muitas técnicas de desenvolvimento
do potencial criativo de uma pessoa adulta.
É também tomada como uma forma especial de criatividade
que consiste em "descobrir uma coisa enquanto tenta descobrir
uma outra".
Aplica-se à descobertas "casuais" como a eletricidade
animal (Galvani), a pilha elétrica (Volta)
ou o famoso caso do Post It (3M).
A palavra serendipitia foi inventada por Horace Walpole
(escritor inglês do século XVII) depois que ele
leu um pequeno texto antigo, relatando as façanhas
dos "Três Príncipes de Serendip"
Consta que Serendip era um reino oriental exótico e
que, segundo os antigos, era uma ilha que mais tarde se chamou
Ceilão e hoje se conhece como Sri Lanka.
Do reino de Serendip conta-se muitas e fantásticas
histórias. Uma delas é a história dos
três príncipes que eram privilegiados não
apenas pela ascendência nobre mas também, e principalmente,
pelo "dom" para os descobrimentos fortuitos.
Conta a história que esses três personagens encontravam,
sem procurar, a resposta para problemas que não haviam
sido propostos.
E que, graças a capacidade de observação
e sagacidade descobriam, "acidentalmente" a solução
para dilemas impensados. E isto os tornava muito especiais
e muito importantes.
Na verdade, hoje sabemos que eles tinham não apenas
um DOM especial mas sim inteligência e preparo,
além de uma mente aberta para as múltiplas
possibilidades de qualquer coisa. A essas características
damos o nome de Serendipitia.
É, na minha opinião, uma das formas mais expressivas
da criatividade, pois as descobertas por serendipitia são
sempre uma combinação de "acidente" e "sagacidade".
As descobertas científicas são, quase sempre,
resultado da soma de inteligência, perseverança,
espírito crítico e senso de observação.
Já o desenvolvimento tecnológico (que é
a aplicação da ciência em coisas prática
e úteis) é quase sempre resultado de alguma
forma de serendipitia: encontrar novas utilidades para uma
coisa que tenha sido concebida para outro fim (ou para coisas
que não tenham funcionado direito para o fim a que
se destinavam originalmente). Um exemplo foi a descoberta
do Pyrex (vidro resistente ao fogo direto). Os técnicos
da empresa Corning Glass (EUA) procuravam, na verdade fabricar
globos de vidro resistente, destinados à iluminação
pública demoraram para conseguir chegar aos tais globos.
Mas, no meio do caminho, descobriram o Pyrex.
Muitas outras coisas com as quais convivemos diariamente são
resultados da serendipitia:
O tubo de raios catódicos não foi inventado
para ser "tubo de imagem de televisão". A linha telefônica
não foi inventada para transmitir informações
de computador. O próprio computador não foi
inventado para ser uma mídia poderosa como a que está
se tornando.
A importância da serendipitia é que ela permite
perceber que resultados aparentemente errados ou inadequados
para a solução de um problema, podem ser absolutamente
revolucionários se aplicados a outro problema ou em
outra circunstância.
Desenvolver a serendipitia significa abrir a mente. Tentar
ver aquilo que os outros não estão vendo. Buscar
aplicações alternativas para qualquer coisa.
É não se conformar, nunca, com as "verdades"
estabelecidas.
Leia outros artigos no site
do Especialista: http://www.eniopadilha.com.br
QUINTA EDIÇÃO
O livro "Marketing para Engenharia, Arquitetura e
Agronomia" terá sua quinta edição
lançada em março de 2004.
Será, praticamente, um livro novo. Da edição
atual vai sobrar pouco mais que o título e a intenção
de ser uma importante ferramenta à serviço de
engenheiros, arquitetos e agrônomos interessados em
transformar suas profissões em bons negócios.
TODOS os capítulos estão sendo reescritos, capítulos
novos serão introduzidos e novas ilustrações
serão incluídas. Todos os conceitos serão
revistos para que o produto final (a quinta edição)
seja um trabalho absolutamente atual e plenamente sintonizado
com toda a literatura sobre marketing de serviços no
mundo.
Tudo isso sem perder a linguagem simples de um profissional
que conhece profundamente o dia-a-dia da Engenharia, Arquitetura
e Agronomia e já vivenciou os principais problemas
enfrentados por todos os colegas, em todo o país. Portanto,
já percorreu os labirintos da gestão empresarial
no setor.
AGUARDE. Em março, a quinta edição, totalmente
revista e atualizada do livro "Marketing para Engenharia,
Arquitetura e Agronomia", de Ênio Padilha.
Coluna do
Pimpão
CREA NO CORAÇÃO No Site do EngWhere singular página contendo
os endereços dos Creas.
Para facilitar as buscas foram subdivididos Creas "Capacete
de Ouro" e Outros Creas.
Os 6 Creas foram laureados com a comenda máxima,
e única, da Revista devido à paciência
de seu pessoal em suportar nossos inúmeros telefonemas
e emails com pedidos de apoio, publicidade grátis
em seus jornais, links em seus sites, parcerias, e dinheiro
emprestado.
Mesmo tendo tudo a ver com a sobrevivência da Revista,
a deferência não agradou muito ao Bonifácio...
Se Conselho fosse bom não precisava
pagar!
Correspondência
Recebida
O Churrasco em que não deveria ter ido
Primeiro quero agradecer, pelo retorno dado por esta revista
ao e-mail que mandei, e parabenizá-los pelas matérias,
onde descobri ao navegar na internet, essa, que quando bem
explorada encontramos informações e boa cultura.
Vocês estão de parabéns!
Ao ler a matéria, Atrás da fatídica
mesa está sentado Você! Dei boa gargalhada.
Que há coisas absurdas, não resta a menor dúvida,
principalmente em áreas de periferia e cidades do interior.
Será que não é hora dos Conselhos, Sindicatos,
Prefeituras e outros mais do gênero, se unirem e traçarem
uma política voltada para o assunto, com mais informação,
tentando conscientizar e aproximar mais a população,
com medidas menos burocráticas, com menos papeis, taxas,
e certidões? Tudo isso, acaba contribuindo, para os
absurdos que vemos por ai. Mas sobre isso se tiver oportunidade,
eu quero falar mais tarde.
Infelizmente existe e vai perdurar por muito tempo ainda aquela
cultura de que procurar um profissional à obra vai
sair mais caro. Quando isso pelo contrário gera economia,
e como já ouvi muito: O dinheiro que eu vou gastar
com um projeto, eu compro de cimento, fico quieto.
Mas o pior são aqueles convites em final de semana,
para um churrasco na casa do amigo do cunhado. Você
pode desconfiar, pois ao chegar e ser apresentado, você
acaba dando um expediente, que às vezes não
acaba bem, sempre tem aquelas histórias: eu to fazendo
um quarto aqui, uma varanda ali, vou levantar pra cima, fazer
um sobradinho igualzinho ao que a minha mulher viu na revista.
Será que agüenta? Pois esse radier eu usei
vergalhão bem grosso, e muito cimento dois pra um.
Tudo isso eu chamo de consulta fácil. Você torna-se
um balconista de farmácia, que vai até o doente.
E assim, a cerveja vai esquentando, o churrasco esfriando,
você cada vez mais com a garganta seca não consegue
nem sentar.
Certa vez ao participar de um desses convites, tive que dar
opinião para o anfitrião sobre a construção
de uma fossa, que estava quase concluída, sem tubo
de limpeza chicanas e etc. Ao verificar o sumidouro, estava
com o fundo concretado, e a alvenaria fechada. Comentei então
que tinha algumas coisas erradas. O anfitrião gritou:
ou Zé baixinho! - que pra meu azar estava no churrasco
e já tinha tomado todas - ele aqui, ta falando que
está tudo errado. Olha só em que fria eu me
meti. E o Zé após completar o copo de cerveja,
pegar mais um pedaço de lingüiça, e acender
um cigarro, chegou e foi logo se defendendo: aí não
tem nada de errado, pois eu trabalho desde pequeno (e continuava,
pois não tinha mais de 1,50 m), tenho mais de quarenta
ano de obra, e já fiz mais de mil fossa e sumidori.
Bom, com uma experiência dessa quem era eu para contradizer?
Imagine se eu começasse a falar sobre percolagem, bactérias
anaeróbias, lodo, e etc. Foi aí que eu tive
uma idéia para que o baixinho se acalmasse. Entramos
num acordo: Zé você está certinho, mas
vai fazer o seu primeiro sumidouro errado, todo mundo erra.
Então sugeri: quebre o concreto do fundo, tire alguns
tijolos, coloque uma camada de xecho, e pode falar
que o seu milésimo primeiro sumidori saiu errado,
porque um palpiteiro que não tinha nada a ver com a
historia, chegou dando opinião no serviço dos
outros.
E demos um aperto de mão, daqueles que você
fica xingando que filho da... direcionamos para a mesa, quando
o anfitrião falou: a cerveja acabou, mas já
estou providenciando.
Enquanto a cerveja não chegava, o Zé não
desistiu e me deu uma grande informação: "você
sabia que tem uns caras ai na cidade com um carro que limpa
fossa? É só chamar ele vem na hora". Com
certeza, e você paga também na hora.
Não tenho nada contra as empresas que limpam fossa,
mas é um quinhão de mercado que tem crescido
muito graças aos Zés, e tem que cobrar caro.
Prestam grande serviço à população
e afinal de contas mexer com a cocôlândia não
deve ser fácil.
Como a cerveja não chegava, lembrei do jogo e arrumei
uma boa desculpa para ir tomar umas no boteco da esquina,
com meu cunhado. Logicamente que ele pagou a conta.
Zadock Amaral Garcês - MA
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(01/01/04)
. Edificações
- Os Subterrâneos do Marketing
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Coluna do
Borduna
PENICO DE LATA
A idéia inicial das condecorações
não foi aceita.
Aqui em São Paulo há 30 anos que só
deixam conversar com a menina da boqueta do caixa, para
pagar as anuidades, e com mais ninguém.
Luís Renato Vieira . QUALIDADE
REAL
Plano
de Ação para Melhoria Contínua
Luís Renato
Vieira Diretor da empresa Qualidadereal Cons. e
Assessoria S/C Ltda. Empresa especializada em implantação
de sistemas da qualidade e gestão ambiental. qualidadereal@ig.com.br
Entre as ferramentas utilizadas
nas diversas fases na implantação e manutenção
de Sistemas da Qualidade, podemos citar o ciclo de melhoria
contínua "PDCA". Inclusive já
comentamos a respeito disso neste espaço.
A seguir vamos descrever um roteiro para implantar um
plano de melhoria contínua:
1. Defina a Meta de Melhoria (Levante todas as informações
necessárias);
2. Reúna todos os profissionais que conheçam
do assunto e que possam contribuir para o processo de
melhoria contínua;
3. Na reunião com os profissionais coloque a
meta de longo prazo (preferencialmente superar o melhor
do mundo) e depois coloque a meta para ser atingida
num período máximo de 1 ano. Explique
claramente os benefícios da organização
quando a meta for atingida;
4. Defina os problemas que a organização
precisa vencer para atingir a meta;
5. Faça um levantamento com o grupo como serão
solucionados os problemas;
6. Após a definição e a solução
dos problemas elabore um plano de ação
tipo 5W 1H, conforme modelo abaixo:
Problema - Contramedida (what/que) - responsável
(who/quem) - prazo (whem/quando) - local (where/onde)
- justificativa (why/porque) - procedimento (how/como).
As contrapartidas são as ações
para combater o problema, sem esquecer que será
o responsável pela contrapartida, quando será
executada esta ação, onde executar a ação,
porque executar a ação e finalmente como
executar a ação.
O gerente do processo também pode estabelecer
um orçamento aprovado pela alta administração
da organização (altamente recomendável).
Leia outros artigos sobre Qualidade no
site do Especialista: http://www.milenio.com.br/qualidadereal
Fone/Fax.: (41) 336-0921
Paulo Sertek . ÉTICA
E EDUCAÇÃO
Programa de Desenvolvimento
da Ética das Virtudes - PDEV
APRESENTAÇÃO DO INSTITUTO O IEF - Instituto de Ensino e Fomento, instituição
sem fins lucrativos, vem cumprindo sua missão de
promover o desenvolvimento da pessoa humana através
de atividades formativas e culturais, oferecendo à
sociedade programas de formação, cursos,
palestras, seminários, e eventos culturais.
JUSTIFICATIVA Num ambiente de crescente instabilidade e acirrada
competição, onde tanto o profissional como
a organização são fustigados por
todo tipo de tensões, é imprescindível
a consciência e o comprometimento de todos os agentes
envolvidos na produção. Esta consciência
e comprometimento, no entanto, só passarão
à prática e se sustentarão se estiverem
fundamentados num compromisso pessoal de mudança
e melhoria, campo específico da ética e
das virtudes.
OBJETIVO O objetivo do Programa de Desenvolvimento da Ética
das Virtudes é propor ao profissional um projeto
de melhoria pessoal a partir do desenvolvimento das qualidade
humanas, conferindo à ele e à organização
um método de análise e acompanhamento que
permita sua evolução.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Contextualização do Ambiente de Mudanças
e do Desafio Empreendedor/Inovador
Análise do Modelo Industrial e dos Modelos Motivacionais
predominantes
Construção da Liderança Fundamentada
nos Princípios e na Hierarquia de Valores
Análise e Aplicação das Competências
Pessoais de:
Profissionais Responsáveis pelo Curso
Paulo Sertek
Engenheiro Mecânico, Licenciado em Mecânica,
Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pelo PPGTE/CEFET-PR;
Professor de Cursos de Graduação e Pós-Graduação
em Administração de Empresas (FAESP, DOMBOSCO,
FACINTER); Consultor empresarial.
Paulo Luccas
Economista, Especialista em Estratégia Econômica
de Empresas pelo Centro de Desenvolvimento Empresarial
de Curitiba, Professor de Ética Empresarial e História
Econômica, Superintendente do IEF, e Consultor Empresarial
em Gestão de Pessoas.
PÚBLICO ESPECÍFICO
Profissionais de todas as áreas e níveis
hierárquicos.
FORMA DE APLICAÇÃO
O programa é aplicado em duas etapas. Numa primeira
é realizada uma imersão de doze horas com
três módulos de quatro horas ou quatro módulos
de três horas. A segunda é composta de duas
oficinas de trabalho de quatro horas cada, realizadas
após o intervalo de três ou quatro meses
da imersão visando a manutenção e
acompanhamento do programa.
LOCAL
Nas instalações do IEF ou na própria
Organização interessada.
INVESTIMENTO (COM O DESCONTO)
R$ 3.000,00 (três mil reais) pelo programa, incluído
o material de apoio e certificado, pagos proporcionalmente
após a imersão e depois de cada oficina
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Vilmar
Berna . MEIO
AMBIENTE
Ambientalismo
Ética Ambiental
Jornalista Vilmar Berna Ambientalista de renome internacional e único
brasileiro homenageado pela ONU
com o Prêmio Global 500 Para o Meio Ambiente,
no ano de 1999.
Fundador do Jornal do Meio Ambiente. http://www.jornaldomeioambiente.com.br
A recente tendência de profissionalização
das ONGs (Organizações Não
Governamentais) ambientalistas tem despertado questões
éticas ainda não resolvidas e sequer
discutidas pelas entidades. As ONGs que optaram
pela profissionalização se defendem
dizendo que têm o direito e o dever de assumir
projetos e tarefas antes reservadas apenas a firmas
de consultorias e empreiteiras. Também argumentam
que os melhores quadros profissionais estão
nas próprias ONGs, pois é aí
que está a vontade de defender o meio ambiente.
O problema é quando a ausência de regras
básicas de conduta acabam gerando conflito
entre as ONGs, como o caso da remuneração
de diretores. Tem ONGs que acham ilegal e antiético.
Outras defendem o princípio sob o argumento
de que não é justo que dirigentes
criem projetos, captem os recursos após meses,
anos de investimento de conhecimento e energia e
de enfrentamento da burocracia, para depois contratar
terceiros, descomprometidos com as lutas da ONG.
Mas tem outro caso ainda mais delicado. Pode a ONG
usar dos instrumentos de pressão para criar
dificuldades e impedir projetos de empresas ou governo?
O senso comum indica que sim. É perfeitamente
ético e lícito que os cidadãos
sejam capazes de se mobilizar contra empreendimentos
que, de alguma forma, possam comprometer a qualidade
de vida ou o meio ambiente. Entretanto, também
é correto criar tais dificuldades para negociar
facilidades em troca de não pressionar mais,
uma espécie de 'cala-boca'? Facilidades do
tipo participar da execução das medidas
compensatórias conseguidas durante a fase
da pressão?
Já é tempo das ONGs aprovarem um Código
de Ética capaz de separar o joio do trigo.
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