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Engenharia, Meio Ambiente, Marketing e Arquitetura
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EDIÇÃO DE LANÇAMENTO DO MAGMA REPÓRTER.
Ano 09 • nº 80 • 01/06/2011
ORÇAMENTOS, PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE OBRAS
Nesta Edição Vinícius de Moraes Precisa-se de um amigo Meio Ambiente O Planeta Sobreviverá...
Editorial Lançamento do inovador Magma Repórter Marketing Afinal, de quem é o problema... Comunicação A Difícil Arte de Escrever

Brilhe ou sabuje
Não há como um bajulador ser um bom profissional. Para ter valor o profissional precisa de dignidade.
- Lei Pimpão n° 147.

Lançamento do Magma Repórter
10
MAIO
2011

Editorial

Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
- Luis Fernando Verissimo

Prezado profissional

É com prazer que colocamos à sua apreciação o Magma Repórter, uma experiência do EngWhere que usará a internet para automatizar 90% de suas matérias.
Uma inovação - embora não muito convictos do dispositivo ser único na Internet - é difícil de ser explicada. Mal sabemos se a traquitana deverá ser rotulada de automática, eletrônica, instantânea ou se simplesmente deveríamos rotulá-la com uma de suas caracterírticas, como, por exemplo, os Raios do EngWhere.

Assim, quase a totalidade de suas matérias serão coletadas automática e instantâneamente do site do EngWhere, de sites de parceiros ou de qualquer outro site ou blog que autorize.
Sua maior particularidade é dar-nos pouco trabalho, forma que na Internet tem aberto portas tanto para os extrondosos casos de sucesso, quando, em qualquer setor, para os retumbantes fracassos.
Além de focar assuntos de Engenharia e Arquitetura, procurará adentrar também em campos como educação, meio-ambiente, conhecimentos gerais, arte, literatura, etc.

Estaremos torcendo para acabar com esta e afundar também muitas outras revistas, de menor serventia, do Setor.
Pelo caráter underground da publicação (as seções, os autores, os textos e até o nome Magma Repórter, poderão, em caso de apuros, serem alterados aqui de nosso computador num piscar de olhos) poderá deixar mais à vontade, tanto os redatores quanto os leitores que quiserem participar. O conteúdo não será exibido na internet.

Usaremos nossos 9,5 anos de experiência com a Revista EngWhere.
Ainda esta semana Carta Capital publicou uma matéria que diz que uma das maiores beneficiárias dos repasses do Mensalão, o maior escândalo político brasileiro - que, diferentemente do matraqueado, começou no governo anterior ao de Lula - foi, quem diria, a própria Globo, não por acaso também a mais bem informada sobre o assunto.
Podemos dizer, pois, que de notícias confiáveis estamos carentes, embora em momento particularmente feliz: qualquer blog hoje, pode filtrar melhor as informações, sem distorcê-las, do que as centenas de telejornais, telefofocas e telecrimes brasileiros há décadas têm feito.

Queremos ir fundo nessas ingresias e só por isso lançamos este folhetinesco Magma Repórter, talvez o primeiro blog underground da internet.
Venha conosco para ter muito mais luz, e tiroteios, no fim deste túnel!


Equipe do Magma Repórter

Início
Vinícius de Moraes
MAIO
2011

Precisa-se de um amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa.

Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.

Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar.

Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.

Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância.

Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.

Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

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A Revista nas Redes Sociais

Acompanhe-nos

As novidades e os textos mais importantes já veiculados na Revista EngWhere estão sendo lançados nas Redes Sociais.

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Português para engenheiro

Cartaz Para uma Feira do Livro
Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.

Mario Quintana (Caderno H)

Errado

Correto

Anel em ouro...

Anel de ouro...

30% das mulheres receberam o salário. Outras 30% não...

30% das mulheres receberam o salário. Outros 30% não...

Cerca de 3,1416 m...

Cerca de 3 m...

Na medida em que o tempo passa...

À medida que o tempo passa...

Terremoto há milhares de quilômetros de distância...

Terremoto a milhares de quilômetros de distância...

São cerca de 1,8 milhão de volumes...

E cerca de 1,8 milhão de volumes...

A somatória das parcelas é de...

O somatório das parcelas é de.....

João e Maria pagaram R$ 500,00 cada.

João e Maria pagaram R$ 500,00 cada um.

Extraídas parcialmente de: http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/index9.jhtm

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Ênio Padilha . MARKETING EMPRESARIAL
15
FEVEREIRO
2011

Afinal, de quem é o problema da falta de engenheiros no Brasil?

Tenho acompanhado, há alguns anos, os estudos, pesquisas, análises e declarações de autoridades sobre o problema da falta de Engenheiros no Brasil.
Em 2008 escrevi um artigo com o título DEVAGAR COM O ANDOR reconhecendo o tema como atual e objeto da grande atenção da mídia. Mas fazendo algumas perguntas que me pareciam importantes na época: O que nos levou a isto? O que levou o Brasil a, "de repente" ficar sem engenheiros? Que parcela da responsabilidade cabe aos próprios engenheiros? Como esta questão será resolvida? O que vai acontecer quando essa questão for resolvida? A quem interessa resolver essa questão?
No artigo apresento a situação não apenas como uma oportunidade, mas também como uma ameaça. Não se pode reproduzir o comportamento adotado no último período de bonança pelo qual os engenheiros passaram (da década de 1920 até o final da década de 1970).

Hoje gostaria de discutir outro aspecto da questão: tenho visto o Confea, os Creas, as entidades de classe e até os sindicatos entrarem nessa discussão como se coubesse a eles resolver o problema da falta de engenheiros no país.
O meu entendimento é outro. Esse é um problema do país, do governo do país. Os engenheiros, enquanto cidadãos podem (e devem) contribuir para a solução. Porém, na minha fraca opinião, as entidades de engenharia têm de se preocupar com outras coisas. Antes de encontrarmos soluções para a formação de mais engenheiros, é importante pressionar os governos e as empresas a garantir condições de trabalho e remuneraração adequada a esses profissionais. Senão continuaremos formando engenheiros para trabalhar no sistema financeiro!

Aliás, há menos de duas semanas escrevi outro artigo chamado COMO ASSIM, CBIC? COMO ASSIM, FOLHA? questionando o título de uma matéria da Folha (reproduzida no site do Confea) que apontava como solução para o problema justamente a entrada de profissionais estrangeiros no mercado da prestação de serviços de Engenharia no Brasil.

É preciso ficarmos atentos pois, nessa questão da falta de engenheiros no Brasil os interesses do governo e dos empresários não são, necessariamente, os mesmos interesses dos engenheiros brasileiros.

É preciso formar mais e melhores profissionais. Mas é necessário dar a esses profissionais uma vida digna. Bons empregos, bons contratos e boas perspectivas

Trazer engenheiros de fora resolve o problema de uns, mas não resolve o problema de outros (e, nessa dança, nós somos os outros!).
Nossas instituições representativas são lideradas por colegas que foram eleitos (escolhidos) para nos representar. Para representar e defenter os nossos interesses. E não os interesses dos governos e dos empresários.

Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do país.
Leia outros artigos no site do Especialista: www.eniopadilha.com.br eniopadilha@uol.com.br
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E-mails Recebidos
01 a 30
MAIO
2011

Meu caro Engº Amado
Receba um abraço pelo "Papo com o Leitor" de Dezembro/10.
A Dilma fará um excelente governo, tenho fé em Deus, independentemente da torcida de alguns (pouquíssimos).
C. de B.


R ecife, 04 de maio de 2011.
Sr. Engenheiro Amado.
Meu nome é Eduardo, Carlos Eduardo. Tenho 34 anos, sou estudante de Engenharia de Produção e estou iniciando minha trajetória como empresário no ramo de construção, em especial instalações.
Quero não só parabenizá-lo pela sua empresa mas lhe informar sobre algo que talvez passe despercebido aos seus olhos. Percorrendo o site do EngWhere não só descubro de forma clara, direta e séria o quanto seus produtos são importantes, interessantes e nescessários, como tiro lições e apontamentos dos quais uso em meu dia a dia, apenas lendo o material exposto. Uso como referências pessoas como Eike Batista, Betinho, Leonel Brisola, Amado e Jesus Cristo.
Obrigado por seus ensinamentos.
Que Deus lhe abençoe, lhe proteja e lhe guarde!
(enviado ao Blog do Eng Amado)


Prezado Carlos Eduardo
Obrigado pelas palavras.
Você deve ter lido na Revista EngWhere a importância que damos ao elogio, por ligá-lo à coragem e ao despreendimento, características, senão condições básicas, da competência e de sua irmã maior e também rara na Engenharia, a generosidade.
Por não ser nosso blog o melhor local que criamos para a troca de mensagens, estamos respondendo-lhe deste espaço, buscando usar suas palavras de estagiário não só como júbilo ou combustível, mas principalmente como lição de vida aos demais leitores com quilometragem mais avançada, como, aliás, nós mesmos.
Certamente que muitos que lerem seu texto e se tocarem (ainda que nem tão profundamente como em todos nós do EngWhere), irão resmungar coisas do gênero: "é viver para aprender".
Abraços
Amado


Feliz 2011!
É um mistério ou não?

1. Este ano iremos observar quatro datas incomuns: 1/1/11, 1/11/11, 11/1/11, 11/11/11 e tem mais!!!

2. Pegue os últimos 2 dígitos do ano em que você nasceu mais a idade que você vai ter este ano. A soma será sempre igual a 111. Para todos!
Por exemplo, quem nasceu em 1981: soma 81 + 30 anos = 111.
Alguém pode explicar? É o Ano do dinheiro!

3. Este ano outubro terá 5 domingos, 5 segunda feira e 5 sábados.
Isto acontece uma vez a cada 823 anos. Estes anos são conhecidos como 'moneybags'.


Meus amigos
Engenheiro cair nesta pegadinha é indesculpável: Se você somar o ano em que você nasceu com sua idade voce terá sempre o ano em curso... assim o ano passado a soma dava 110 e ano que vem dará 112. Cadê o raciocínio matemático?
Abraços


Sobre o Magma Repórter

Valeu, Amado, muito legal! Parabéns pela iniciativa!
Um abração do

Vilmar.

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Você sabia...

A versão atual do EngWhere Magma permite exportar planilhas para o Excel (4 opções), Word (DOC e RTF), MS Project (MPP), HTML, XML, TXT, Power Point (MPP), Previso (agora 2 opções), GerCon, CSV, DIF, RPT, MDB, ODBC (15x), MAPI e TSV, diretamente, com as extensões de cada software.

Reengenharia . RECEBIDO NO E-MAIL
01
MAIO
2011

As duas pulgas

Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento. O que lembra a história das duas pulgas.

Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:

- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
E elas contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:

- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.
E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê:

- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen.
Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:

- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?

- Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.

- E por que é que estão com cara de famintas?

- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?

- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:

- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?

- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.

- O que as lesmas têm a ver com pulgas?

- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me deu o diagnóstico.

- E o que a lesma sugeriu fazer?

- “Não mude nada. Apenas sente no cocuruto do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança”.

Moral: você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, a grande mudança é uma simples questão de reposicionamento.


Autor desconhecido

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Adilson Luiz Gonçalves . COMPORTAMENTO
30
NOVEMBRO
2009

A Difícil Arte de Escrever
(Projeto de Cidadania)

Um dos principais diferenciais, em qualquer profissão, é a capacidade de escrever textos fluentes e objetivos.

O indivíduo pode ser extrovertido, carismático, ter um excelente "marketing" pessoal, mas se não souber transcrever suas idéias, o alcance das mesmas será limitado aos que o vêem ou ouvem.

Mas o que é preciso para escrever assim?

Bem, para tanto é preciso aprender, pois ninguém nasce sabendo falar, ler ou escrever.

Os antigos primeiro usaram a voz, depois desenharam, em seguida associaram sons a símbolos e, assim, surgiu a escrita. A "Babel" das distâncias fez surgir múltiplos idiomas. O estabelecimento de regras e a expansão das culturas os difundiram. Com isso, saber ler e escrever passou a ser imprescindível para a aprendizagem e o congraçamento entre os povos.

Os regionalismos, os termos técnicos e científicos, e as gírias dão o tom dinâmico às línguas. O intercâmbio entre culturas levou ao estabelecimento de convenções internacionais, universalizando códigos. Assim, fórmulas e expressões científicas passaram a ser escritas da mesma forma, universalmente.

Mas, nesse universo da expressão, nem tudo é dito claramente, tanto que novos "dialetos" são criados a cada dia, com os mais diversos objetivos: no campo estratégico existe a criptografia; a Internet também têm os seus, corruptelas dos idiomas de cada país. Os sinais de fumaça e luz, os tambores, certos toques físicos também servem para comunicar. O código Morse, a Libras e o Braille também são exemplos elaborados e difusos de ferramentas de comunicação.

Para ter acesso a todo esse conhecimento acumulado pela civilização ou, simplesmente, para intercomunicar, basta ao indivíduo aprender esses códigos gráficos.

No caso idiomático e da formação básica em ciências, nos dias de hoje isso ocorre, normalmente, ao longo da formação acadêmica do indivíduo. No Brasil, isso inclui, basicamente, os Ensinos: Fundamental e Médio.

Na etapa seguinte, o Ensino Superior, espera-se que o aluno saiba expressar-se adequada e logicamente nas formas escrita e verbal, e que saiba ler e compreender um texto, para que seja dada continuidade à sua formação. Mas o que se vê freqüentemente é uma sensível dificuldade nesses âmbitos. Os textos produzidos carecem de pontuação, as frases são desconexas, incoerentes; a grafia das palavras é incorreta, as expressões matemáticas são mal apresentadas, as unidades de medidas são incoerentes e por aí vai... As "pérolas" do ENEM nos fazem rir, mas são tristes sinais.

Será que não estão ensinando? Será que não estão aprendendo?

No entanto, os mesmos alunos que se expressam mal na linguagem formal são extremamente fluentes e objetivos nos "dialetos" verbais ou digitais. Nesse ambiente, eles lêem e escrevem com desenvoltura!

Qual o motivo, ou motivos, deles não o fazerem com a mesma desenvoltura na linguagem formal?

A postura do professor, nesse sentido, é fundamental!

Inicialmente, é preciso realizar que saber muito não implica ensinar bem, e que comportamento arrogante, esnobe ou extremamente rigoroso, tende a criar barreiras, em vez de ajudar a transpô-las.

O grande desafio dos professores talvez esteja não em ensinar os currículos, mas em fazê-lo de forma dinâmica e prazerosa. Os contextos devem ser considerados, a aprendizagem deve ter sentido, opções devem ser apresentadas e o professor deve ser qual uma ponte. Além disso, ele deve estar disposto a ensinar, mas, igualmente, a aprender, inclusive com suas próprias experiências e dos alunos!

O incentivo à leitura é outro caminho, pois a leitura de bons textos contribui para fixação de formas adequadas de expressão escrita. A produção individual e coletiva de textos, manuscrita e em meio digital, também é útil. Mas existem os currículos e as leituras obrigatórias...

Como conciliar o exigido e o prazeroso? Bem, esse é o desafio do professor. Mas ele não pode nem deve estar estático ou sozinho nesse processo.

A criatividade, a reflexão e a formação continuada sempre devem estar presentes. Afinal, quem ensina não pode ter medo de aprender.

O governo e a sociedade devem estar atentos a esse processo, fundamental para assegurar o desenvolvimento nacional. Isso inclui não apenas a questão das políticas educacionais e a participação ativa dos pais, mas, também, especial atenção com o que os meios de comunicação oferecem.

Não se trata de censurar músicas e programas de baixa qualidade ou gosto duvidoso, mas de oferecer opções culturais em larga escala, para todas as faixas etárias, pois a aprendizagem acontece de forma contínua, não apenas no âmbito acadêmico.

As questões da saúde e da segurança, dentro e fora das escolas, também precisam ser tratadas de forma adequada, pois a "escola da vida" também precisa melhorar!

"Popular" precisa deixar de ser sinônimo de subdesenvolvimento intelectual, que às vezes é estimulado por elites arrogantes e insensíveis, que querem o povo ignorante para reinar! Tampouco pode ser um arreio, que a falta de mobilidade social faz alguns colocarem em si próprios.

Formar analfabetos funcionais não resolve: é preciso que a aprendizagem transforme vidas para melhor!

Dificuldades existem sempre que um caminho é iniciado. É assim para andar, falar, ler, escrever, em suma, para viver!

Assim, pais não devem desistir dos filhos; nem professores, dos alunos ou de si mesmos; nem o país, de seus cidadãos: professores e alunos, que todos sempre seremos!

Adilson Luiz Gonçalves
Engenheiro, Professor Universitário e Articulista.
Leia muitos outros artigos no site do Professor
Fones: (13) 32614929 / 97723538
algbr@ig.com.br
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Propaganda (não leia!)
15
MAIO
2011

Ossos do ofício

O pior das ditaduras nem são os ditadores matando e torturando inocentes a três por quatro. Não são os carrascos subservientes, a liberdade tolhida, o sangue-frio nos porões, a cínica ilegalidade, a prepotência doentia, o desrespeito ao humano.
O pior, que nem mesmo os ditadores toleram, são os bajuladores, apoiando e querendo validar o que não se valida, passando-se por indispensáveis, para tirar suas casquinhas.

- Extraído de "Os Puxa-sacos na Engenharia", a ser oportunamente escrito e lançado em edição underground do Magma Repórter.

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Vilmar Berna . PARA O JORNAL DO MEIO AMBIENTE
03
JUNHO
2010

O Planeta Sobreviverá, a Questão é se Sobreviveremos com Ele

"Não é a terra que é frágil. Nós é que somos frágeis.
A natureza tem resistido a catástrofes muito piores do que as que produzimos.
Nada do que fazemos destruirá a natureza.
Mas podemos facilmente nos destruir."
- James Lovelok

Não resta a menor dúvida que nosso estilo de vida sobre o Planeta é insustentável e está avançando sobre os estoques naturais da Terra, comprometendo as gerações atuais e futuras. De acordo com Relatório Planeta Vivo 2002, elaborado pelo WWF, o ser humano usa 20% a mais do que a terra pode repor.

Além disso, é preciso considerar que este avanço sobre os recursos do Planeta não se dá de maneira igual para todos. Existe um enorme desequilíbrio entre África e Ásia, que usam os recursos do Planeta em torno de 1,4 hectares por pessoa, enquanto na Europa Ocidental este uso chega a 5,0 hectares e a dos norte-americanos, a 9,6 hectares. Os brasileiros usam em média 2,3 hectares.

O grito de alerta já foi dado há algum tempo e, durante a RIO 92, no Rio de Janeiro, quando estabeleceu-se uma espécie de novo pacto social que passou a incluir com real seriedade a componente ambiental. Dez anos depois, os governantes reuniram-se novamente em Johannesburgo, na África do Sul, para avaliar o que foi realmente realizado nos 10 anos e tentarem reverter algumas das tendências negativas e colocar a humanidade no caminho do desenvolvimento sustentável.

O que está em discussão é um novo modelo de valores e princípios que deverá nortear nossa ação no mundo. A grosso modo existem duas grandes visões em confronto. Uma visão economicista não solidária, que transforma tudo em mercadoria, incluindo a força de trabalho e a inteligência humana e todo o planeta junto, para o fortalecimento e enriquecimento de um pequeno grupo de nações e grandes empresas. Esta é a visão dominante, que nos trouxe até aqui. E outra visão, de uma economia solidária não só com as pessoas, exigindo melhor justiça social e distribuição de riquezas, mas também mais respeito ao Planeta e todas as suas formas de vida.

Entretanto, não devemos apostar muito no triunfo de uma visão contra a outra, pois os privilegiados de sempre tenderão a fazer como os monarcas do passado: liberar alguns anéis para não perder os dedos. E isso já começou se observamos os discursos dos poderosos que incluem sempre que podem a necessidade de combate à pobreza e a preservação ambiental. Não deixa de ser irônico ver os representantes das superpotências defendendo o fim da pobreza quando são eles os representantes de uma situação de exploração dos estados-nações em desenvolvimento, via juros impagáveis de dívidas externas e apoio a administrações corruptas que contraem tais dívidas para o enriquecimento de uma minoria, além de darem abrigo a mega empresas multinacionais, que se colocam acima das nações, das pessoas e do meio ambiente em suas metas de lucros crescentes.

Soa falso, diante de exemplos como o dos EUA que sozinho gasta cerca de 1 bilhão de dólares por dia em armamentos ou quando se recusam a assinar o Protocolo de Kyoto para não reduzir seus enormes índices de poluição para todo o Planeta, mostrando ao mundo que coloca seus interesses econômicos acima dos interesses coletivos de toda a Humanidade.

Quando pensamos em mudanças, precisamos enfrentar um fato objetivo: de onde vem o poder dos poderosos? Da força das armas e de seus exércitos? Claro que não. Vem do povo. É o povo quem dá força aos poderosos. É o povo quem elege e deselege políticos e é quem compra ou deixa de comprar produtos e serviços que criam ou destróem as mega empresas. Só que o povo não tem a consciência dessa sua força, como um enorme elefante que permanece prisioneiro numa corrente que agora é fraquinha, mas não era quando ele era pequeno e tentava se libertar.

Será que o povo deseja mesmo uma economia solidária, como se fôssemos uma enorme colméia de abelhas onde cada um faz a sua parte para o bem de todos, ou no fundo no fundo, que vença o melhor e o mais forte? O que está em discussão, é o grau de civilidade que a Humanidade como um todo está disposta a adotar. Precisamos nos olhar diante do espelho para saber se nossas palavras, pensamentos, valores, desejos, não contradizem nossos atos. Como agimos no nosso dia a dia? Quais são os valores e princípios que nos movem em nosso cotidiano? O que sonhamos para os nossos filhos no futuro e que futuro é esse que estamos construindo para nossos filhos e netos? Enfim, qual é a nossa idéia de felicidade, para nós e para os que dependem de nossos atos aqui e agora para ter qualidade de vida no futuro?

Galileu provou que a Terra não era o centro do Universo - e sofreu por pensar diferente. A ecologia veio mostrar que nossa espécie não é a mais importante da Criação, pois dependemos tanto da natureza quanto a mais comum das bactérias. Tão simples assim. Sem planeta, não há espécie humana, justiça social, riqueza, democracia.

Nossa rota sobre o planeta será insustentável, enquanto nossa idéia de felicidade for baseada na posse de bens materiais e na acumulação de riquezas, enquanto ter for mais importante que ser. Então, se pretendemos que os poderosos do mundo mudem, precisamos também saber se estamos mudando a nós próprios, para não continuarmos a criar poderosos com nossos falsos sonhos e perspectivas de felicidade.

Vilmar Sidnei Demamam Berna: Escritor e jornalista ambiental
- Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente e Prêmio Verde das Américas
- Editor da Revista do Meio Ambiente, do www.portaldomeioambiente.org.br e do boletim Notícias do Meio Ambiente publicados pela REBIA
- Rede Brasileira de Informação Ambiental
vilmar@rebia.org.br
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