Revista EngWhereEngenharia, Arquitetura e Construção de Obra

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Sistemas de Custos, Gerenciamento de Custos, Custos abc
Revista EngWhere
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ORÇAMENTOS, PLANEJAMENTOS
E CANTEIROS DE OBRAS
 
    Ano 05 •  nº 38 •  01/01/2005
Edição de Lançamento do Boletim da Revista EngWhere

Orçamento de Obra: BDI para Catedráticos
Marketing Empresarial: Intangibilidade e Credibilidade
Coluna do Borduna: Lançamento Oficial do Boletim da Revista EngWhere
Escreve o Leitor - Trabalho: Sobrevivência ou Evolução?
Qualidade Total: Administração da Garantia da Qualidade
Esportes: Pelé é Eterno... e Universal!
Ética e Educação : Tendências Estruturais nas Organizações
Comunicação Ambiental - Caso Paiakâ: Prêmio Má Fé do Jornalismo Brasileiro

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Calcule o BDI de sua Obra

Entre com os custos diretos e indiretos de sua obra e preencha as colunas Máximo e Mínimo para calcular o valor de venda da mesma.
Após todos os lançamento concluídos, clique no botão Totalizar para processar a tabela.
Todos as taxas, inclusive as sugeridas, poderão ser alteradas a critério do Usuário.

OBS:
1. Mantenha o 0 (zero) não havendo valor a lançar.
2. A Tabela é uma das ferramentas exclusivas do EngWhere.

Lançamentos
Total dos Custos Diretos
Total dos Custos Indiretos

Taxas do BDI
Mínimas
Máximas
%
%
Taxas que incidem sobre o Custo
  Despesas Financeiras  
  ISS
  Taxa de Risco  
  Diferença de Reajuste  
  Reajuste  
  Outras  
Soma (A)  
 
Taxas que incidem sobre o Faturamento      
  Rateio do Escritório Central  
  Bonificação (Lucro)  
  Imposto de Renda
  Despesas com Caução e Retenção  
  Negociação / Despesas Comerciais  
  Taxa de Desenvolvimento da Empresa / outras que não incidem o IR De certa forma complemento da Bonificação
  PIS / PASEP / COFINS
Soma (B)  
 
Conversão para equalização da Taxa B (a incidir sobre o Custo)  
Total das Taxas do BDI (A + B convertida) Incide s/ as CPUs para gerar a planilha de venda
Custos Diretos + Indiretos  
Preço de Venda Optar pelo melhor valor

Observações
Observar que obtido o Preço de Venda, este deverá ser dividido pelos Custos Diretos para se obter o BDI que será aplicado na totalidade das Composições de Preços (através do formulário Dados Comuns, automaticamente). Após isto gere a Planilha de Venda, para, se for o caso, apresentá-la ao Cliente:

BDI (%) = 100 * [(Preço de Venda / Custos Diretos) - 1]


     

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  Ênio Padilha . MARKETING EMPRESARIAL

Intangibilidade e Credibilidade

Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do país.
eniopadilha@uol.com.br

Serviços são, essencialmente, INTANGÍVEIS. Esta é, provavelmente, a mais forte e determinante de suas características.
Não podem ser vistos, tocados, cheirados, ouvidos ou sentidos antes de serem comprados.
Durante a negociação de uma mercadoria (uma roupa, um eletrodoméstico, um equipamento industrial ou um automóvel) uma das coisas que mais influenciam o processo de decisão (que se dá na cabeça do cliente) é a existência física do produto como parte da “força de argumentação” do fornecedor.
A existência do produto permite ao potencial cliente ver, tocar, sentir, ouvir, cheirar... enfim, experimentar o produto.
Ao experimentar o produto, durante o processo de negociação, o cliente reduz o RISCO PERCEBIDO em relação à compra.
Isto é muito importante pois “Quanto menor é o risco percebido pelo cliente maior é a possibilidade de ele comprar o produto”.
No caso de serviços, ao contrário, não há nada para ser mostrado ao cliente durante a negociação. O fornecedor do serviço somente irá produzir se (e depois de) ser contratado.
Ou seja: o produto só irá ser produzido depois de comprado.
Observe que é isso que acontece cada vez que compramos um serviço:
Quando o dentista inicia o tratamento odontológico o serviço já foi negociado e comprado;
Quando o cabeleireiro começa a trabalhar, quando um mecânico inicia o conserto do automóvel ou quando um jardineiro liga sua máquina de cortar grama...
... o produto já foi negociado e vendido. (e não existia, até então)

Podemos afirmar que o fornecedor de serviços negocia e vende coisas que não existem, a não ser sob a forma de uma promessa.
Em outras palavras, “Quem fornece serviços vende esperança”.
Quando uma pessoa vende uma mercadoria a outra, a concretização da compra se dá imediatamente. Se alguém compra uma cadeira de escritório, ele recebe o bem no momento em que efetua a compra.
Quem vende serviços, no entanto, vende esperança, pois vende uma promessa de que aquilo que está sendo negociado será realmente executado conforme está sendo combinado.
Existe, portanto, uma necessidade muito grande de confiança do cliente no fornecedor. Se o potencial comprador não ACREDITAR no que o fornecedor promete, não tem negócio.
Em outras palavras, “Quem compra Mercadorias acredita no que está vendo. Quem compra serviços acredita em quem está vendendo”.
Portanto, sem CREDIBILIDADE um fornecedor de serviços não se estabelece nem obtém crescimento profissional ou empresarial.
Isto explica porque o fornecedor de serviços demora algum tempo no processo de “mostrar serviço” ao seu público-alvo.
Um fornecedor de Serviços, um engenheiro civil, por exemplo, mesmo que execute projetos com a mais perfeita qualidade; no momento em que ele entra no mercado ele não é conhecido. Não representa nada para o cliente. A sua história profissional ainda não existe. A sua reputação está para ser construída.
Dependendo do ramo de atividade, gasta-se muitos anos nesse processo de obtenção de credibilidade. Um advogado leva, em média, dez anos para se estabelecer profissionalmente. Um cabeleireiro leva um ano ou dois.
A intangibilidade que caracteriza a prestação de serviços pode ser minimizada se o fornecedor de serviços tiver plena consciência do problema e enfrentar com criatividade e competência o problema de construir e sustentar sua CREDIBILIDADE.

Leia outros artigos no site do Especialista: http://www.eniopadilha.com.br

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Você sabia que, com um pouquinho de imaginação, será possível calcular, também com rapidez e precisão, o volume de argamassa para assentamento de alvenaria, o volume de asfalto para juntas em quadras de basquete, o peso de cimento branco no rejuntamento de azulejos, e até a quantidade de pregos para fixação de tacos, usando esta mesma ferramenta?

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  Coluna do Pimpão
Não tento dançar melhor do que ninguém. Tento apenas dançar melhor do que eu mesmo. - Baryshnikov
  • Boletim da Revista do EngWhere
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Caros Amigos
Esta semana recebi um arquivo em PowerPoint da obra do viaduto em construção da Estrada Paris Barcelona, e resolvi vos reenviar por ser uma bela apresentação.
Sou um Engenheiro Brasileiro com a modesta experiência em orçamentos e construção de estradas, pontes e viadutos.
Entre grandes projetos participei pela (BPC) ODEBRECHT do consórcio construtor da ponte Vasco da Gama em Lisboa, uma grande obra da qual me orgulho de ter contribuído.
Finalizo com os meus parabéns pelo conteúdo de vosso Site EngWhere.
Engº Salim Ibrahim Levi
salimrj@superig.com.br
021 81299655 - Rio de Janeiro

Prezado Engº Salim Ibrahim Levi
Obrigado pelo arquivo e por suas palavras. Deveremos, com sua dica, fazer um link para ele em uma das próximas revistas.
Com certeza faremos referência também, como todo engenheiro megalomaníaco de obras grandes e de megaconstrutoras que se preza, à ponte mais sólida do mundo, menos conhecida e ainda que uma ponte de serviços é, talvez, tão importante.
Implantada no canteiro de Itaipu e projetada para o trânsito de 14 caminhões fora de estrada carregados em um sentido e outros 14 sem carga no outro, contou conosco, como engenheiros de campo, comandando o espetáculo.
Abraços
Amado

Site da Azevedo & Travassos

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Janela do Vaticano
-<o>-<o>-<o>-
Espaço para mensagens relevantes
que no geral não são levadas a sério.

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Poema de Natal

Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

  Coluna do Borduna
Lançamento Oficial do Boletim da Revista EngWhere

"O orçamentista municipal
discute com o orçamentista estadual
qual deles é capaz de bater o orçamentista federal.
Enquanto isso o orçamentista federal
tira ouro do nariz." (Parodiando Drummond).

Prezado Gato
Estávamos ansiosos pela chegada do Ano-Bom, quando é permitido, e de praxe, jogar confetes uns nos outros, para noticiarmos as novidades que estamos preparando para as próximas 38 edições.

Nesta virada de ano, com a distribuição da Revista em Grupos e Sites de Amigos (quem tem parceiro é boi carreiro), com os 7.000 assinantes angariados, com a publicação de artigos avulsos em várias páginas da Internet, atingimos a casa dos 15.000 leitores.
Possivelmente haverá na área da Construção algum jornal ou revista com tiragem maior, mas, pelo que se observa, não são tão lidas assim. Sentimo-nos seguros em reafirmar, mesmo sem indicar as fontes, que a Coluna do Pimpão é a mais assiduamente lida de todo o Setor.

É, pois, com a força de líderes, que resolvemos mudar alguns conceitos que correm à boca pequena em nossa Área.
A primeira delas é a de sermos indistintamente, todos os que lidamos com obra, chamados de gatos. Não estamos satisfeitos com isto e achamos que poderemos, com a nossa penetração, mudar este estado de coisa.
Aproveitando a matéria inicial desta Edição, com assunto que poucos privilegiados conhecem, eis a hora oportuna para iniciarmos nossa campanha.
Na verdade o cálculo exato do BDI que apresentamos, pelo menos nas 148 empresas que conseguimos aturar e nos 78 cursos de orçamento de obra que já freqüentamos, além da Escola, pouquíssimos ou ninguém conhece, pratica ou sequer sabe para que serve.
O fato é gravíssimo. As contas misteriosas aqui expostas, se não praticadas corretamente, poderão causar erros nos orçamentos superiores a 20%, ou seja, só sabe orçar obras quem sabe calcular corretamente o BDI, e são pouquíssimos os gatos pingados que sabem, e entre estes poucos, os usuários do EngWhere.

Assim, e para mudar esta insuportável situação, achamos por bem classificarmos devidamente os felinos, subdividindo-os em Gatos Pingados (melhor nome impossível) e o resto dos gatos, os gatos de madame, etc.
Só será considerado Gato Pingado, a inteligência superior, aquele que se distingue por saber orçar, calcular o DI sem chute, e dispõe de ferramentas adequadas para agilizar os orçamentos e os planejamentos de obras, ou, pelo menos, mostra interesse em aprender.
Será preciso, inclusive, que fiquem bem claras as primazias dos que dispõem de um software de orçamento de obra desenvolvido por quem entende de orçamento de obra, justificação maior para o status que reivindicamos.

Nossas principais providências para a consecução desses objetivos, serão:
a) A partir de agora será distribuído, anexo à Revista e exclusivamente ao Usuário do Software, o Boletim do Gato Pingado, com as dicas, macetes e técnicas mais preciosas que nossos 35 anos de experiência apreenderam, mormente as raridades como esta.
b) Disponibilizaremos, sem restrições, nossas próprias ferramentas de orçar e planejar obra, para distinguir cada vez mais o Orçamentista do mero estimador de preços.
c) A Consultoria Gratuita em Orçamentos e Planejamentos de Obras será prestada, a partir deste mês, exclusivamente ao Usuário do Software.

Regra 1: ao solicitar-nos, por uma única vez, resposta a uma das dicas sugeridas, o Usuário estará assinando o Boletim e recebendo automaticamente seus próximos números. Não haverá, por desnecessário, o dispositivo automático para o cancelamento do Boletim.
Regra 2: o Boletim poderá veicular matéria tanto de orçamento, planejamento, operação do Software, tabelas, modelos e ferramentas em Excel, como de matemática avançada e pouco conhecida, como o seguinte probleminha-exemplo de regra de três, que, aliás, todo orçamentista precisaria dominar para elaborar uma composição de preço, e somente nós, os usuários avançados do EngWhere, sabemos tirar de letra:

Uma torneirinha enche um tonel em 1 hora. Outra torneirinha enche o mesmo tonel em 2 horas e uma terceira em 3 horas. Em quanto tempo as 3 torneirinhas juntas encherão o deleitante tonel?
Sendo você um Gato Pingado (e somente neste caso) e na eventualidade de ter se esquecido da fórmula, clique aqui para saber como se faz.

Justitiae veni et illumina! Nos próximos boletins A Matriz de Risco dos Orçamentos, que todos acham que sabem ou pensam que não é preciso. Em outra Você Sabia que é assim que se Programa Obra? e depois Chega de passar vergonha e aprenda a Controlar a Obra.
Basta! Acabemos com esta classificação gratuita que nos deprecia. Doravante que continue o rótulo, mas o nosso com estirpe régia.

A todos os felinos, indistintamente, e aos seus familiares, nossos votos de um Ano-Novo repleto de orçamentos bem-sucedidos.

  Arlete Menezes . ESCREVE O LEITOR

Trabalho: Sobrevivência ou Evolução?

Arlete Menezes
29 anos, SP
Instrutora de curso de Eletrotécnica - Senai
Técnica Orçamentista /Depto.: Engenharia - Empresa: Engemig Engenharia e
Montagens Ltda.
10 anos de experiência na área de Eletrotécnica
Universitária do Curso de Engenharia Elétrica
arletemenezes@engemig.com.br / arlettemenezes@universiabrasil.net

Dia desses acordei com uma vontade enorme de ficar na cama, não queria ir para o escritório trabalhar. Definitivamente e consciente não queria ir para o meu trabalho.
Nesse mesmo dia, recebi por e-mail, um artigo muito interessante que me "caiu como uma luva", o tema: Trabalho - Meio de sobrevivência ou Meio de Evolução? Fiquei pensando: qual seria a resposta mais adequada? Bem, se eu tivesse recebido esse artigo, logo pela manhã ao me acordar, responderia de imediato e sem dúvida nenhuma: Trabalho = Meio de Sobrevivência! Mas, a medida em que lia o artigo, absorvi a importância de sabermos a diferença de um meio para o outro.
Quem de nós já não foi abordado, com aquelas perguntas indiscretas como: qual o teu meio de renda? O que você faz pra ganhar dinheiro? O que você faz dá dinheiro? Dá a entender que o trabalho é meramente um meio das pessoas sobreviverem, ganhar dinheiro, ou o único meio que temos para não
morrermos de fome, parece que o trabalho serve apenas para isso, não morrermos de fome e pagarmos nossas contas... contas materiais.
Tem até aquele que diz: meu trabalho é um saco, não gosto dele, mas fazer o quê? Tenho que comer e pagar as contas! Mas será que tem que ser assim? Pensar no Trabalho apenas como um meio de sobrevivência? ou apenas como modo de pagar as despesas e adquirir bens? Pensando assim faz com que busquemos somente a remuneração e ganhos materiais, deixando para trás e ficando cada vez mais distante da verdadeira meta interior de cada um, que é a satisfação pessoal e a evolução. Alguns de nós, até estão satisfeitos com teu trabalho, no entanto basta ter algumas mudanças, que vêem o trabalho
como um fardo. Cumprem o horário, mas não cumprem a tarefa, ou vice-versa.
A pergunta é: quantos de nós estamos motivados a trabalhar em plena segunda-feira? ou como está nosso ânimo no primeiro dia de trabalho, após alguns dias de descanso? Ou será que já começamos o dia, esperando a hora de ir embora, ou a semana, esperando pela sexta-feira? É importante refletir e encontrar a resposta de cada pergunta dessa dentro da gente mesmo, e avaliar como encaramos nosso trabalho. Por outro lado, temos a opção de enxergá-lo como um meio de melhorar, como um meio de evolução, e
evoluir em todos os aspectos.
Podemos aprender a todo instante com o nosso trabalho, como por exemplo: a nos relacionar melhor com os nossos colegas, trocar experiências, ir em busca de novos conhecimentos, se preparar para enfrentar e superar desafios com maneiras mais criativas e dinâmicas, conscientizar as pessoas de sua capacidade, de sua força interior, agir e resolver as questões do dia-a-dia com mais tranqüilidade e tolerância, aprender a trabalhar em conjunto. E é verdade, o trabalho é um meio de evolução, e não vale a pena viver grande parte da vida, fazendo ou encarando o trabalho como algo que não queríamos estar fazendo, que não
nos dá prazer, que não nos possibilita aprender ou se desenvolver profissionalmente e principalmente como pessoa, isso sim é frustrante.
Antes de encarar nosso trabalho como um fardo, ou de querer mudar de trabalho toda vez que algo não nos agrada, é interessante descobrir, quais são as vantagens e desvantagens que o trabalho nos proporciona, e refletir o que pesa mais. Na maior parte das vezes o nosso trabalho, nos oferece muitas oportunidades para nosso crescimento integral.
O importante é saber diferenciar as coisas, e que temos a opção de termos nosso trabalho, nossa profissão, como um meio de evolução, um meio de adquirir a satisfação pessoal, há uma frase que diz: "A maior recompensa do trabalho do homem, não é o que ele ganha com isso, mas sim o que ele se
torna com isso".

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  Luís Renato Vieira . QUALIDADE REAL
Administração da Garantia da Qualidade
Luís Renato Vieira
Diretor da empresa Qualidadereal Cons. e Assessoria S/C Ltda.
Empresa especializada em implantação de sistemas da qualidade e gestão ambiental.
qualidadereal@ig.com.br

As empresas existem para gerar lucros para seus donos, porém, sem clientes para servir, não há lucros, então a razão de ser de uma empresa é satisfazer seus clientes de uma forma contínua para que a empresa sempre tenha lucro e sobreviva, mantendo seus colaboradores também satisfeitos, não só com a manutenção dos seus empregos, mas também com salários dignos.
Relembrando "produto com qualidade é aquele que satisfaz as necessidades do cliente de forma explícita e implícita".
Os seres humanos possuem necessidades que estão mudando constantemente e os concorrentes sabem disso, eles estão sempre desenvolvendo novos produtos e/ou os produtos atuais. Nós como empresa não podemos ficar atrás do concorrente, devemos produzir melhor, produtos mais baratos, mais seguros, entregar no prazo combinado e produtos de fácil manutenção. Para produzir estes novos produtos com as características acima é preciso produzir administrando a qualidade.
A administração da garantia qualidade está diretamente relacionada com uma política da qualidade da empresa que deve contemplar um plano da qualidade com metas tangíveis para satisfazer as necessidades do cliente, garantir a segurança do usuário do produto e ter o envolvimento de todos os empregados no ciclo de vida do produto.
Um programa da qualidade deve ter alguns objetivos básicos, entre eles:
• Capacidade de atendimento pelo atual sistema de produção;
• Satisfazer as necessidades dos clientes com relação a quantidade e qualidade requerida;
• Programas de melhoria contínua;
• Reduzir os indicadores de produtos não-conforme;
• Redução no número de reclamação de clientes;
• Melhorar os indicadores de produtividade (redução de custo);
• Melhorar o sistema de compra avaliando os fornecedores e os critérios de recebimento;
• Programas de manutenção preventiva das máquinas e equipamentos;
• Rever constantemente os itens relativos a segurança do produto;
• Divulgar ao público em geral as melhorias conseguidas;
• Manter programas de treinamento;
• Manter programas de auditorias internas.
Para este programa funcionar adequadamente é necessário o comprometimento de todos na empresas, principalmente da alta administração e cada gerente e/ou encarregado deve estabelecer e manter padrões para sua área. Estes mesmos gerentes e/ou encarregados devem treinar seus subordinados para compreenderem e seguirem os padrões estabelecidos.
Desta forma uma organização pode manter uma administração eficaz do seu sistema de garantia da qualidade.

Leia outros artigos sobre Qualidade no site do Especialista: ww.milenio.com.br/qualidadereal
Fone/Fax.: (41) 336-0921

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  Adilson Luiz Gonçalves . ESPORTES
Pelé Eterno... e Universal!
Adilson Luiz Gonçalves
Engenheiro, Professor Universitário e Articulista.
algbr@ig.com.br

Quem o vê ainda acredita que ele possa entrar em campo e exercer sua majestade irreverente. O porte atlético, o sorriso aberto, o jeito mineiro – a pedra mais preciosa extraída das Minas Gerais -, o sotaque santista – onde a pedra foi lapidada - e o inconfundível “entende?” ainda são os mesmos. Por onde ele passa, mesmo os que não assistiram seu reinado espalham pétalas de sorrisos amigáveis e agradecidos.

Quem diria que ele nasceu numa época em que algumas cidades brasileiras ainda tinham as calçadas para brancos e as para negros...

Tive a felicidade de vê-lo jogar quando mingau de aveia ainda era minha comida favorita e não via motivos para distinguir pessoas, por qualquer razão que fosse. Só havia as boas e as más. Graças a Pelé, quando mais tarde alguém tentou justificar o preconceito, aquilo me pareceu tão sem propósito e coerência, que passei a nutrir um profundo desprezo, sim, mas pelos preconceituosos.

Pelé surtiu esse efeito em muitas pessoas, no Brasil e no mundo.

Até as torcidas adversárias, quando o atiçavam ou ofendiam, não era por preconceito, mas para extrair dele um novo momento mágico, uma nova obra-prima. Tanto que os mesmos que xingavam, aplaudiam de pé seus prodígios, agradecidos e deslumbrados. A dor do adverso existia, mas o fascínio era um bálsamo que aliviava seus efeitos. A sabedoria popular sabe que não há arte sem inspiração!

A paixão de Pelé pela bola foi tão grande, que até goleiro ele foi para poder abraçar sua maior amada! Mas sua ascensão ao Olimpo não foi fácil: Pelé foi caçado, às vezes abatido de forma covarde e desleal, mas nunca se abateu perante os desafios do esporte e da vida. O físico extraordinário, a visão privilegiada – apesar da miopia mínima -, a percepção quase premonitória, a orientação - no tempo certo – dos mais experientes e a imprevisibilidade do gênio foram complementados pela a malícia do revide preciso e pedagógico.

Quando eu e meu filho, de dez anos, vimos “Pelé Eterno” foi um festival de emoções e gargalhadas incontidas. Em dado momento ele olhou para mim, com um largo sorriso do rosto, e comemorou: “- E ele jogou no nosso time!”.

Pelé tem essa aura de eternidade, que expõe sorrisos espontâneos, que parou guerras e curvou poderosos. Só ele era capaz de lotar estádios com pessoa de todas as raças, etnias, credos, ideologias e nacionalidades sem que isso fizesse a menor diferença para uns ou outros. Mais que isso, fez com que trocassem sorrisos e abraços, e gritassem, em uníssono, a mesma palavra: Goooool!

Que grande embaixador do ecumenismo e da paz universal! Que grande maestro de platéias, que ao seu comando, preciso, gritavam ou calavam. Pensando bem, existe uma divina coerência e propriedade no nome dos dois times que Pelé defendeu profissionalmente: Santos e Cosmos!

Defeitos? Vão encontrar muitos! Mas quem não os tem? Como figura pública, o peso de seus atos e palavras é muito maior. Mas pouquíssimas personalidades souberam conduzir sua carreira de forma tão sóbria e correta, apesar do assédio selvagem a que sempre esteve sujeito, desde a adolescência. Consciente de seu papel foi um operário de sua arte: exercendo-a, dentro do campo, e aperfeiçoando-a, fora dele. E nunca deixou de agradecer a Deus por ela!

O que mais surpreende é que Pelé veio de uma família humilde, mas sólida. Graças a esse diferencial ele pôde ascender ao estrelado, com a velocidade da luz, para transformar-se na estrela de maior grandeza do esporte mundial, sem sair da órbita de si próprio e sem perder a noção de seu papel. Luz negra, que realçou todos os detalhes da grande festa do futebol e foi cortejado por grandes líderes e artistas. Mas era nos braços do povo que encontrava o carinho ideal!

Será lembrado pela história que construiu, pelas 1281 vezes que balançou, oficialmente, as redes adversárias, pelos gols que não fez, pelos “gols de bandeja”, pela quantidade imbatível de títulos, pelas tabelinhas, pelos dribles improváveis – que faziam a alegria dos ortopedistas -, pelas arrancadas fulminantes e pelos socos no ar, mas também por ter suportado as pressões e dores sem recorrer ou sucumbir ao vício. Por tudo isso seu nome jamais ficará perdido, nem na poeira da vida nem na bruma do tempo...

Pelé não precisa de altar, nem da devoção de fanáticos! Só pede que lhe prestem homenagens em vida. Nada mais justo para quem ensinou que o mundo – como a bola - só tem dois lados: o de dentro e o de fora; e que estamos todos dentro dele e devemos trata-lo - e ao próximo - com o mesmo respeito e amor! E não precisa ser de Três Corações para faze-lo... Basta um!

Salve o Craque Café! Salve o Rei do Futebol! Salve o Atleta do Século...

... Que jogou no meu time e na minha seleção!


Leia outros artigos sobre no site do Professor:
Fones: (13) 32614929 / 97723538
  Paulo Sertek . ÉTICA E EDUCAÇÃO

Tendências Estruturais nas Organizações- I

Engº Paulo Sertek
Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento
Engenheiro Mecânico e Professor de Cursos de Pós-Graduação em Ética nas Organizações e Liderança
Pesquisador em Gestão de Mudanças e Comportamento Ético nas Organizações
Assessor empresarial para desenvolvimento organizacional
psertek@xmail.com.br

Novas estruturas organizacionais em ambientes de mudança
As organizações contam com elementos facilitadores para a implantação de modelos, mais ágeis para dar respostas ao contexto de mudanças atuais. As novas tecnologias de informação abrem horizontes amplos, possibilitam formatos de organizações extremamente interativos. À medida que o valor necessário é o "conhecimento" agregado às atividades, as ferramentas das tecnologias de informação são extremamente úteis para o desenvolvimento da aprendizagem organizacional. A difusão de conhecimentos é um elemento facilitador, mas evidentemente realça ainda mais a necessidade da capacidade de aprender a aprender e a necessidade de maior envolvimento das pessoas na vida da empresa.
Sem sombra de dúvida nas organizações inteligentes cada vez mais seguem a conclusão lúcida de FITTE (1):
"As pessoas conseguem um autêntico desenvolvimento pessoal só quando encontram os espaços de liberdade necessários para poder desenvolver-se através do exercício da sua liberdade. Os homens, de acordo com o princípio personalista• , são <<respeitados>> e <<promovidos>> como pessoas quando se permite atuar com responsabilidade. Na empresa personalista haverá uma busca de equilíbrio entre a maior liberdade possível e o menor controle necessário".
O desenvolvimento de culturas organizacionais onde se valoriza o ser humano comporta a possibilidade de trabalhos em equipes autogerenciáveis, onde há cada vez mais responsabilidade compartilhada pelo resultado das tarefas. Neste sistema ocorre de forma natural a supervisão entre pares, praticamente tornando supérfluo o controle formal.
Quando se assume a necessidade de desenvolver as atividades buscando resultados para o cliente, em alguns casos os próprios clientes são incorporados à gestão da empresa onde ele exercita o controle interno, ele passa a ser o pivô da gestão moderna.
As empresas inteligentes modernas introduzem conceitos novos, apoiados em sistemas de tecnologia de informação onde se elimina a necessidade de controles burocráticos. Substitui-se o controle formal pela maior transparência, qualidade e rapidez informativa. Apoiados em STONER E FREEMAN (1): "A comunicação é a chave para a coordenação eficaz. A coordenação depende diretamente da aquisição, da transmissão e do processamento de informações. Quanto maior a incerteza com relação às tarefas a serem coordenadas, maior a necessidade de informação. Por isso é útil pensar na coordenação essencialmente como uma tarefa de processamento de informação".
Como característica ou tendência geral, verifica-se que as organizações são mais planas, com menos níveis hierárquicos. Também se deduz disto a necessidade de ter maior capacidade potencial de coordenação de atividades dentro da organização. Há maior demanda de capacidades de gestão de pequenos grupos e o conhecimento e habilidades para desenvolver trabalhos em equipe.
Os modelos de gestão e de estrutura devem contribuir para a flexibilidade e envolvimento dos funcionários. Atender ao requisito de minimização de controles e maximização da responsabilidade pessoal. O grau de necessidade coordenação dentro da organização depende segundo os autores já citados (3):
"da natureza e dos requisitos de comunicação das tarefas realizadas e do grau de interdependência entre as várias unidades que as realizam. Quando essas tarefas exigem ou podem se beneficiar do fluxo de informações entre unidades, o ótimo é ter um alto grau de coordenação. [...] Um alto grau de comunicação provavelmente será benéfico para trabalhos não rotineiros e imprevisíveis, para trabalhos em que os fatores no ambiente estejam mudando e para trabalhos em que seja alta a interdependência entre as tarefas".
Uma solução para aumentar o envolvimento dos funcionários é o desenvolvimento de uma cultura do trabalho em equipe adequado ao tipo de atividade da organização, mercado, necessidades, formação das pessoas, etc. As equipes são as que ultrapassam os limites interfuncionais, geram sinergias em trabalhos multidisciplinares.
Nas novas configurações de empresa a responsabilidade compartilhada, exige maiores e melhores níveis de formação técnica e humana. O exercício da autoridade vai sendo menos determinado por posição hierárquica e cada vez mais por domínios de conhecimento.
Os elementos chaves para a integração das pessoas na organização são: a inserção numa cultura de empresa, visão de futuro, visão compartilhada de objetivos e metas, os valores éticos, etc. De acordo com COVEY:
"Uma das melhores maneiras de promover essa visão compartilhada é criando uma declaração de missão. Não estou me referindo a uma declaração de missão produzida em série durante um fim de semana na casa de campo de um executivo, mas a uma declaração que seja produto do esforço e observação de cada nível da empresa. [...] Em um mundo de fantásticas mudanças globais, é necessário que haja uma bússola nas mãos da cada funcionário. Uma declaração de missão que seja produto de uma ampla participação e baseada em princípios é essa bússola"(1).

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(1) FITTE, Hernan, La primacia de las personas en el gobierno de la empresa, In DOMÈNEC MELÉ, Ética en el gobierno de la empresa. Eunsa, Barcelona, 1996, p. 40
• personalismo significa uma concepção de empresa voltada para o crescimento da pessoa como um todo, da-se ênfase ao crescimento das virtudes pessoais através do uso pessoal da liberdade com responsabilidade.
(2) FITTE, Hernan, La primacia de las personas en el gobierno de la empresa, In DOMÈNEC MELÉ, Ética en el gobierno de la empresa. Eunsa, Barcelona, 1996, p. 40
(3) STONER, John. A. F,. e FREEMAN, Edward, Administração, LTC, Rio de Janeiro, RJ, 1999, p.238.

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  Vilmar Berna . MEIO AMBIENTE
Caso Paiakâ: Prêmio Má Fé do Jornalismo Brasileiro

Jornalista Vilmar Berna
Ambientalista de renome internacional e único brasileiro homenageado pela ONU
com o Prêmio Global 500 Para o Meio Ambiente, no ano de 1999.
Fundador do
Jornal do Meio Ambiente.
www.jornaldomeioambiente.com.br

Às vésperas de comemorarmos 500 anos do Descobrimento, já imaginávamos que todas as agressões aos índios já haviam sido praticadas, até descobrirmos o caso Paiakã.
Quem ainda lembra daquela capa da Veja, em pleno clima da Eco 92 (a edição de 10/06 que chegou às bancas em 07 de junho, com foto do Cacique Paiakã e a manchete "O Selvagem - O Cacique símbolo da pureza ecológica tortura e estupra uma estudante branca e foge em seguida para sua tribo"? Na edição anterior, de 3 de junho de 92, quando todos os holofotes se concentravam no Fórum Paralelo das ONGs e nas declarações oficiais dos quase 200 chefes de Estado presentes à Eco 92, a Veja apresenta matéria carregada de ironias sobre o movimento ambientalista mundial, afirmando que "está na hora de corrigir erros dos estrangeiros que falam de índios, queimadas e Amazônia".
Para Tito Rosemberg, que conhecia Paiakã bem de perto, o cacique foi vítima de uma armadilha, cujos autores, até hoje ocultos, não precisavam ver Paiakã preso, bastando para eles apagar o brilho da abertura da Eco 92 e ao mesmo tempo desacreditar um ícone dos ambientalistas no mundo inteiro. Uma vez isto feito, o resto não era importante, e conseguiram seus objetivos. E o momento que escolheram para fazer isso não poderia ter sido mais próprio, tanto que a vergonhosa capa da Veja, talvez parte da armadilha, mesmo inconscientemente, foi para as bancas "coincidentemente" poucas semanas antes da abertura da conferência.
Por três semanas consecutivas, a revista Veja condenou Paiakã e levantou dúvidas sobre os interesses dos ambientalistas na Amazônia. Tratou o Caso Paiakã como 'fato consumado', quando o inquérito policial tinha sido instaurado a apenas dois dias. O inquérito se baseava no laudo médico do Dr. Édereson Silva e afirmava, por exemplo, que a vítima teve o bico do seio arrancado com mordida. Este mesmo médico, muito influente e ligado aos políticos do local, estava sendo processado por Paiakã, pois teria resolvido por conta própria ligar as trompas de Irekã, sem pedir autorização nem à ela nem ao seu marido (OESP, 06/03/91). A partir daí a mulher de Paiakã, que já tinha três filhas com ele, ficou sem poder ter mais filhos, e Paiakã sem ter o filho homem que precisa para seguir como chefe de sua aldeia. A partir deste incidente, Paiakã teria perdido o interesse na mulher e ela teria se tornado quase alcoólatra.
Um segundo laudo foi solicitado pelos advogados da Funai, e os médicos constataram que os seios de Sílvia Letícia estavam perfeitos. Segundo os peritos a moça apresentava apenas "lesões abrasivas e contundentes", ou seja, arranhões em todo o corpo, além de braços e joelhos ralados (JB 14/06/92).
O delegado José Barbosa de Souza, que instaurou o inquérito, disse que ouviu quatro testemunhas que assistiram o crime, mas só apresentou Hélio Silva, caseiro de Paiakã, que mentiu no depoimento. O caseiro disse que viu o cacique de pé com um pedaço de arame tentando estrangular Letícia, mas, conforme apurou o Jornal do Brasil, os médicos não encontraram qualquer sinal de estrangulamento no pescoço da vítima. Meses depois, este mesmo delegado foi preso, acusado de chefiar uma quadrilha especializada em roubar cargas de caminhão e em assassinatos (OESP, 05/11/92).
Mas a Veja não esteve sozinha neste episódio. Contou com a participação da TV Globo que, em Jornal Nacional, exibiu entrevista com Paiakã, onde ele culpa a bebida pelo episódio, respondendo uma pergunta suprimida na edição, disse Paiakã: "Realmente aconteceu. A gente bebendo, eu bebendo, a minha mulher bebendo, a menina que chama Letícia bebendo e as pessoas que estavam acompanhando bebendo. Tudo ocorreu por causa da bebida. Agora, eu não estou com medo nem me escondendo aqui" (OESP, 11/06/92). Em entrevista gravada em vídeo, em 11/06/92 e divulgada pelo NDI, Paiakã nega que tenha mantido relação sexual com Silvia Letícia e acusa a TV Globo de ter montado as imagens em que "confirmou" o estupro. "A Globo fez uma montagem. Ela não mostrou na televisão a pergunta que me fez. Eu confessei apenas que havia bebido muito e que houve uma briga de Irekã com a menina" (OESP, 18/06/92).
A esposa de Paiakã disse à CPI da Câmara dos Deputados que praticou agressão sexual contra Sílvia Letícia (enfiou a mão em sua vagina) por que estava enciumada e pediu à deputada Sandra Sterling que providenciasse sua acareação com Silvia Letícia (Diário Popular 17/07/92). Paiakã e Irekã prestaram depoimento no Fórum de Redenção e mantiveram a versão de que "Silvia Letícia não foi estuprada, mas agredida por Irekã", num acesso de ciúmes (JB e FSP 30/07/92). Quem já viu uma briga entre índias sabe como costumam ser violentas quando enciumadas e é comum agredirem a oponente que tenta seduzir o marido enfiando a mão em sua vagina.
Quase um ano depois de ser vítima do suposto estupro, Sílvia Letícia, 19 anos, casou-se com o agricultor Roberto Afonso Cruz, 21 anos (FSP, 06/05/93). Aos 21 anos, Sílvia Letícia foi presa na delegacia de Redenção, acusada de tentar passar "instrumento de fuga" para seu marido, Roberto Cruz, preso no local, condenado por homicídio (FSP, 03/07/95)
Julgado e condenado sumariamente pela Veja e TV Globo, talvez nem aja mais conserto para o mal que os cara-pálidas da imprensa fizeram a Paiakã agora que sua reputação foi jogada na lama, e junto com ela todo um passado de luta dos povos indígenas do Brasil. Sem falar na perda que o Brasil sofreu com o silenciar de uma voz simples mas coerente, um dos raros brasileiros nativos brilhante em suas postulações. Mas, e o papel dos profissionais de imprensa neste episódio? Até quando permanecerão impunes os jornalistas apressados que, sem investigarem direito, transformam suspeitas e indícios em provas e se dão ao direito de acusarem pessoas de bem?
Só consigo pensar num jeito: lançar a própria opinião pública contra os maus veículos e maus profissionais através de uma espécie de Prêmio para más reportagens, assim como os ambientalistas fazem com os poluidores. Lanço desde já a indicação das reportagens da Veja e da TV Globo, no episódio Paiakã, como candidatos ao Prêmio Má Fé do Jornalismo Brasileiro, para que situações deste tipo não se repitam, e se se repetirem, Prêmio Má Fé neles, a ser concedido pelos próprios jornalistas, após debates nas faculdades de comunicação com AM-PLÍS-SI-MO espaço de defesa e debates para os profissionais que participaram destas imundícies travestidas de jornalismo.

Extrato do livro O Cidadão de Sandálias do Autor .
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