Revista EngWhereEngenharia, Arquitetura e Construção de Obra

Você está aqui:

Cursos Técnicos - Cimento, Solo, Concreto
Revista EngWhere
  • A+
  • A-
  • Reset
Revista EngWhere
Na contramão da bajulação.
Ano 08 • nº 79 • 01/12/2010
ORÇAMENTOS, PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE OBRAS
Nesta Edição Poesia Protesto Meio Ambiente Misérias da sociedade de consumo
Construção Os 12 Mandamenos Marketing A Vantagem Competitiva Natal Fé na Humanidade

Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.
- Dilma Rousseff (em seu primeiro pronunciamento como presidenta, quando por 3 vezes se referiu ao sonho de erradicar a miséria de nosso País)

Magma em Evolução!
Atenção usuários: melhorias e acréscimos em novembro e dezembro.

Nova Ajuda padrão Windows. Clique aqui;

Orçamento padrão DNIT (iniciada);

Armazém com 27 colunas de preços: uma por estado, para melhor se adaptar ao Sinapi (iniciado);

O software encontra-se na versão 6.0.267.

Construção de Obra
10
OUTUBRO
2010

Os 12 Mandamentos da Produção de Obra

A Revista EngWhere, sancionada por seus 16.977 leitores inteligentes, instruídos e atentos, além de uns 3 ou 4 nem tanto, e tendo em vista a nova ordem social, com as mulheres tomando conta do pedaço e podendo querer se apossar também das obras, não preparadas para elas, publica a seguinte Lei Maior de produção e moralização de obra:

I. O peão não deve ser tratado como bicho que, com razão, poderá reagir comportando-se como tal.

II. A bajulação, não apenas pelo nojo que provoca, mas como fator de desânimo coletivo, não deve ser praticada em obras.
§ 1º Para efeito deste artigo não se diferencia a bajulação ativa da passiva.
§ 2º Foge do alcance desta Lei a bajulação praticada ostensivamente nos escritórios e nos níveis altos da administração, para os quais se requer redação própria, lá deles, já que limitam-se a negar que a bajulação fere a dignidade profissional e, portanto, o Código de Ética inteiro.

III. O medo ao peão de obra é demonstração de preconceito ou racismo que, por si, sujeita a obra a greves e vandalismos.

IV. Fazer obra é diferente de fazer guerra ou reger orquestra. Nas guerras as honras cabem aos generais e nas regências são dos maestros os aplausos.
Nas obras o destaque cabe aos peões, e ao chefe a incumbência de fazê-los entender isso.

V. A tarefa mais importante do chefe da obra é dar tapinhas nas costas de seus subordinados e tirar ciscos de seus ombros.
§ Principal A recíproca deste artigo não é permitida.

VI. Quem mais sabe se o refeitório está agradando é o peão, acima do chefe da obra, dos economistas e dos nutricionistas de plantão.

VII. Quanto maior o salário do peão mais ele produzirá.
§ Único Revogam-se as disposições contrárias (subentendidas como logro ao peão).

VIII. Por respeito aos poucos que trabalham, o nó cego deverá ser excluído da equipe, independente da posição que ocupa.
§ Único Na eventualidade de ocupar a presidência ou ser o proprietário da empresa, e para o bom funcionamento da mesma, o pinto louco do chefe deverá ser mantido congelado em câmara criogênica.

IX. Diferentemente do pessoal de escritório e de outros lugares mofados, o peão de obra não gosta, não pratica e não entende de picuinhas administrativas para angariar promoções ou aumentos salariais, e de tais aborrecimentos deverá ser poupado.

X. Não se discute sobre quem sabe mais: se o mestre ou o engenheiro. Generalizando, aquele que melhor souber ler e escrever, será considerado o mais hábil.
§ 1º Para efeito deste artigo, saber ler e escrever não significa se expressar rapidamente, através de símbolos, em sites de relacionamento.
§ 2º Conteúdo conta, mas diplomas e títulos não atestam a alfabetização.
Compare-se, por exemplo, o Tiririca, digno de láurea não só por ter aprendido a ler e escrever em 25 dias, mas por ter realçado o termo “abestado” como um dos mais concisos e precisos da realidade atual, com o cavernoso José Nêumanne Pinto, que fala, fala, fala, e não diz absolutamente nada e sequer disfarça ser um genuíno exemplar do esporro do deputado, mesmo sendo membro da Academia Paraibana de Letras.

XI. Reclamações: o peão não chora sem motivo justo.
§ Único Quando sorrir, não será o dentista que definirá o grau de sua sinceridade.

XII. Extrato da lei do cão (em elaboração), que repetimos: ao faminto é dispensável o comportamento ético.

Início
Papo com o leitor
10
DEZEMBRO
2010

Tomada de Posição

I. É inacreditável mas tem quem não se sente bem vendo a bajulação ser espinafrada. Um dito cujo desses resolveu reclamar por termos cometido tal "pecado", e depois, ainda indignado e atirando para todos os lados, reclamou que não assinamos alguns de nossos textos.
Apesar de ser prerrogativa de quem escreve (não estamos enviando cartas anônimas) resolvemos atender, parcialmente, tão rabujentas exigências, subscrevendo o presente papo, não sem antes completar que tanto este como os demais textos não assinados da revista, desde a primeira edição, com os erros (que nos animaram a melhorar) e os acertos (que não passaram de nossa obrigação), são também de mesma autoria.
As matérias seguintes, entretanto, continuarão sem a subscrição, para não ficarmos gastando charme a 3 por 4, ou nos expondo aos olhos gordos de tipos similares, quem é que sabe?
É de regra, porém, não deixar de graça as rabugices. Retribuimos as admoestações, dedicando uma edição inteira para espinafrar a bajulação.
Indomável espírito vingativo? O que se há de fazer, todos os espíritos vingativos são indomáveis.

II. Dissemos na Revista nº 74, de março de 2010, que “O Brasil está prestes a entrar no seleto grupo dos ricos e ser, oxalá, a quarta nação mais desenvolvida do planeta. Pois estaremos aqui pondo o ventilador nesta festa se atrás da gente, nesta relação, estiver um único país passando fome. Não adiantaria o dinheiro mudando de mãos, se deixássemos os pobres onde sempre foram deixados.
Descobrimos, agorinha, um texto diz com muito mais propriedade o que pretendíamos expressar: Protesto, de Neide Barros Rêgo (a Intelectual do Ano 2010, pela Livraria Ideal e Grupo Mônaco de Cultura, de Niterói).
Nada mais atual (inclusive para congratularmos de forma especial com a nova presidenta) e tão próximo da locomotiva que procurávamos para levar nossa Revista a partir de 2011 (não usaremos o termo linha editorial para não nos confundirem com a Veja).
Como nos definiu o ex-leitor Bonel (V. e-mails recebidos) somos Dilma até o pescoço (não entendeu nosso esforço para disfarçar) e iremos torcer os panos por ela (mais pela peãozada que por nós mesmos).
Mas nossa bandeira será a de Neide.
Por isto um poema tão apropriado numa revista que, entre tudo, tenta abordar a Ética na Engenharia.
Daqui para frente nossa torcida será para que, de fato, Dilma possa erradicar a miséria (e ninguém com mais garra e condições), mas que seja no curto prazo, para se dedicar depois à África. Eticamente falando a fome brasileira não é mais nem menos importante que qualquer outra.
Se, agindo assim, estivermos fazendo oposição à Dom Quixote, bom também: há muito não se vê o que é fazer oposição.
Não é por acaso que Neide, como nós, é natural de São Tomás de Aquino, terra de gente sensível, inteligente e, como se deve, modesta.

Eng° Amado Gabriel da Silva

Início
A Revista nas Redes Sociais

Acompanhe-nos

As novidades e os textos mais importantes já veiculados na Revista EngWhere estão sendo lançados nas Redes Sociais.

Início
Neide Barros Rêgo
10
DEZEMBRO
2010

Protesto

Enquanto houver fome e frio
nos lares pobres, nas ruas
– e tantos nem casa têm –,
eu não vou comemorar.

Enquanto a guerra matar
por fanatismo, ambição
– irmão destruindo irmão –,
eu não vou comemorar.

Enquanto houver desemprego,
faltar saúde, lazer,
segurança, educação,
eu não vou comemorar.

Enquanto houver preconceito
de cor, de crença e de raça,
inveja, ódio, vaidade,
eu não vou comemorar.

Enquanto houver desperdício,
egoísmo, indiferença,
seqüestros, crimes e vício,
eu não vou comemorar.

Enquanto houver abandono
de crianças, de idosos,
medo, angústia, sofrimento,
eu não vou comemorar.

Enquanto houver miseráveis,
desprezo ao deficiente
e mendigos nas sarjetas,
eu não vou comemorar.

Mas não perdi a Esperança
– Sonho louco? Utopia? –
de que chegará o dia
em que tudo vai mudar

E eu irei comemorar.


Leia outros poemas da poetisa em
http://www.neide.poeta.ws/ e
http://www.poeta.ws/poesiasdomes/2010-11.htm

Início
Português para engenheiro

Cartaz Para uma Feira do Livro
Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.

Mario Quintana (Caderno H)

Errado

Correto

O relê controla a iluminação...

O relé controla a iluminação...

A investigação corria em paralelo à

A investigação corria em paralelo com a

Cubo massivo

Cubo maciço

Risco eminente

Risco iminente

Prédio com chance de ruir

Prédio com probabilidade de ruir

O evento está previsto para ocorrer hoje

O evento está previsto para hoje

O maior número de normas possíveis

O maior número de normas possível

1,35 milhões

1,35 milhão

O condutor freiou

O condutor freou

Per cápita

Per capita

Preços 39% mais baratos

Preços 39% mais baixos

Tons pastéis

Tons pastel

Extraídas parcialmente de: http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/index9.jhtm

Início
Preconceito ao vivo
10
OUTUBRO
2010

Teste vocacional para engenheiro de obra

Irrite-se, enoje-se, constranja-se.

Sempre com o pensamento em seus peões de obra, deixe-se levar pelo preconceito que escorre pela baba do locutor. Observe o olhar de louco, característico dos racistas, mergulhe de cabeça no ar de superioridade, dos prepotentes, e, depois, com toda a calma do mundo, dê uma nota de 1 a 10 à indignação ou asco que a reportagem lhe provocou.

Não se assuste que é apenas mais uma das muitas reportagens de baixo nível da Globo, que você anda careca de assistir.

O interessante é que a pontuação que der à sua indignação, será a mesma que medirá sua amizade ao peão e, pois, sua vocação para tocador de obra. Clique aqui e veja o vídeo inteiro.

Início
Ênio Padilha . MARKETING EMPRESARIAL
11
JUNHO
2010

A Vantagem Competitiva

Vou retomar a conversa sobre Recursos e Diferencial Competitivo começando pelo fim.
O fim (a finalidade) de se explorar recursos é obter a Vantagem competitiva. Vantagem Competitiva é, em última análise aquilo que toda empresa almeja ter (ou obter).

A Vantagem Competitiva é algo que a empresa conquista através de estratégia concebida e implementada utilizando (combinando) um ou mais diferenciais competitivos.

Pankaj Ghemawat, um indiano, pesquisador de administração, afirma que "uma empresa possui vantagem competitiva quando oferece alguma coisa que é única e valiosa no mercado". Preste atenção no verbo: ele disse "o-fe-re-ce". Não disse "possui". Muita gente confunde essas duas situações. Acha que uma empresa que possui algum diferencial competitivo tem, automaticamente uma vantagem competitiva. Não é bem assim.

Outro autor, David Cravens (no livro Strategic Marketing) diz que "a vantagem competitiva acontece quando as aptidões (capacidades) da empresa excedem as do concorrente em um determinado fator. Ela é alcançada quando se encontra um atributo de produto que os clientes perceberão como de valor superior".
Novamente percebe-se (estando atento) que estamos falando dos "finalmentes", ou seja, dos produtos da empresa. Não interessa aí seus recursos ou seus diferenciais competitivos e sim o que a empresa é capaz de fazer com eles.

Esse é o Xis da questão. A maior confusão que eu tenho percebido entre os participantes dos nossos cursos (engenheiros e arquitetos) é a de achar que ter diferenciais competitivos é suficiente para obter vantagem competitiva. Não percebem que entre os primeiros e a última existe uma coisa chamada ESTRATÉGIA.

Estratégia é, em palavras simples, "aquilo que a sua empresa faz com os recursos que tem".
A Vantagem Competitiva é algo que a empresa obtém como resultado de alguma estratégia sustentada pela existência de seus diferenciais competitivos.

Por exemplo: um Escritório de Arquitetura tem um profissional extremamente criativo e disciplinado (duas qualidades que raramente são encontradas na mesma pessoa). Isto é um recurso valioso, por ser raro e por representar um potencial benefício para os clientes. Portanto, é um diferencial competitivo.

Porém, se este profissional gasta praticamente todo o seu tempo com tarefas rotineiras do escritório (como fazer os pagamentos nos bancos, levar e trazer documentos nos órgãos públicos, preencher ART, negociar o dia-a-dia com os empregados, fazer o controle das contas bancárias, organizar e dar suporte aos computadores, etc) e dedica pouco tempo àquelas atividades que fariam as suas qualidades (criatividade+disciplina) aparecer no produto final do escritório... bom, eu nem preciso dizer que "adeus, vantagem competitiva!".

Um escritório de Engenharia ou de Arquitetura precisa ter Recursos (conhecimentos, habilidades, capacidades, instalações, equipamentos e outros ativos tangíveis ou intangíveis). E é bom que alguns desses recursos sejam recursos valiosos (que constituam vantagem competitiva).

Porém, sem um uso inteligente dos próprios recursos não se chega ao objetivo maior da empresa, que é conquistar a Vantagem Competitiva.

Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do país.
Leia outros artigos no site do Especialista: www.eniopadilha.com.br eniopadilha@uol.com.br
Início
E-mails Recebidos
01 a 30
OUTUBRO
2010

A revista agora parece ter virado cabo eleitoral do PT, uma pena terem misturado políticagem nesta publicação. Cancelem por favor minha assinatura.
Obrigado.
Bonel

Início

Você sabia...

A versão atual do EngWhere Magma permite exportar planilhas para o Excel (4 opções), Word (DOC e RTF), MS Project (MPP), HTML, XML, TXT, Power Point (MPP), Previso (agora 2 opções), GerCon, CSV, DIF, RPT, MDB, ODBC (15x), MAPI e TSV, diretamente, com as extensões de cada software.

Adilson Luiz Gonçalves . NATAL
08
DEZEMBRO
2009

Natal: Fé na Humanidade

As alterações climáticas me preocupam. A insensatez inconsequente da maioria dos governantes e empresários globais, também. Mas o que mais me assusta é a proliferação de arautos do caos, que procuram tirar máximo proveito da fragilidade emocional e ingenuidade de crianças, adolescentes e pessoas simples. Esses indivíduos proclamam o fim de tudo, como se mais nada houvesse a fazer, a não ser cuidar da alma, mas nunca esquecem de "passar a sacolinha", cuja coleta investem em bolsas de valores, paraísos fiscais, redes de TV...

Para que dinheiro e propriedades, se não ficará pedra sobre pedra? Além disso, em tempos atribulados, as pessoas deveriam buscar aproximação com o semelhante, solidariedade, e não o egoísmo de uma salvação exclusiva, pessoal ou sectária, que pregam.

Há, no entanto, sintomas preocupantes nesse contexto:

Será que as pessoas perderam a esperança num mundo melhor? Será que ignoram que tudo de bom e de ruim que a humanidade fez, faz e fará é obra de gente de toda raça, ideologia e religião? Será?

Mas, se não há esperança, porque continuam a trabalhar, estudar, fazer planos, comprar bens materiais e, principalmente, gerar descendentes?

Filhos... Não seria melhor poupá-los física e psicologicamente desses dias de aflição a ranger de dentes?

Parece que alguns acham que não e até dão graças a Deus quando um deles se imola em nome de suas crenças! Será que eles não temem a morte porque a vida lhes é tão cheia de medos e preconceitos, e lhes fazem crer tão profundamente que nada podem fazer para mudar positivamente as coisas, que deixar esse mundo seria uma benção?

Se essa é a lógica do tempo presente, então as mortes deveriam ser vingadas, mas comemoradas, e os nascimentos, pranteados por mil carpideiras!

Mas não é assim: pais amorosos, pelo mundo afora, continuam a desejar o nascimento e cuidar com carinho de seus filhos. Fazem isso porque, apesar de toda a alienação imposta por fanáticos e oportunistas, materialistas ou religiosos, guardam em si a semente divina da esperança na humanidade: máxima criação de Deus!

Esperança... Benção... Nascimento... Renascimento... Transformação!

O ser humano nasceu para viver! A morte é uma certeza, mas nunca deve ser uma meta!

Jesus poderia ter nascido e morrido, pelas condições do parto ou pelas mãos dos infanticidas de Herodes. As portas do céu teriam sido abertas do mesmo jeito, para o Filho de Deus! Mas ele precisava viver para anunciar a esperança a todos os seres humanos, para lembrar-lhes do livre-arbítrio, para dizer-lhes que as bênçãos de Deus eram universais e não um privilégio ou critério de poucos. Graças a Ele, a humanidade renasceu!

Por isso o Natal é um tempo tão importante e sempre bem vindo. E isso, não pelos presentes materiais, às vezes totalmente desprovidos de bons sentimentos, mas pela inexplicável e benfazeja sensação de esperança no futuro, de um renascer constante que contamina quem ainda não deixou esse brilho divino ser apagado em seu coração.

Enquanto houver fé e esperança, consubstanciadas no natal diário de cada pequeno Cristo, não temos o direito de desacreditar do projeto de Deus. Ele nunca desistiu de nós! Até enviou seu filho unigênito para prová-lo!

Assim, em nome Dele, de Seu e de nossos filhos, é preciso crer na humanidade e na vida, em pensamentos, atos e palavras.

Então, filhos de Deus de todas as raças, credos, gêneros e sei lá mais o quê; desejo a todos: felizes, transformadores, renovadores e infinitos Natais!

Adilson Luiz Gonçalves
Engenheiro, Professor Universitário e Articulista.
Leia muitos outros artigos no site do Professor
Fones: (13) 32614929 / 97723538
algbr@ig.com.br
Início

Você sabia...

Algumas possibilidades para lançar os serviços de mão de obra, isolada ou conjuntamente, no Magma (em ordem de facilidade):

  1. Calcule a taxa média dos Encargos Sociais e lance em todas as composições;
  2. Se preferir diferencie os ES por composição;
  3. Lance o serviço na seção Equipam/Subempreiteiros, como subempreiteiro (por unidade de serviço);
  4. Lance a Ajuda de Custo, sem incidência de ES, no DI ou em uma única composição como verba;
  5. Calcule um valor equivalente a horas + encargos padrão e lançe mais de uma função no armazém geral: Carpinteiro (h) e Carpinteiro temporário (h), Ajuda de custo carpinteiro (h), etc.;
  6. Crie uma composição auxiliar do serviço com as despesas totais (por hora ou por unidade de serviço) da função;
  7. Outras, que a imaginação permitir.
Otimismo
10
OUTUBRO
2010

O Brasil Rumo ao Topo do Mundo

Recordes, tendências, extratos de sites especializados, notícias do período, demonstrando a escalada brasileira rumo ao G4.

Relatório da ONU sobre a qualidade da produção de alimentos em 120 países, aponta o Brasil como o campeão mundial da modernização agropecuária nos últimos 20 anos. - Joelmir-07/12. Já a construção pesada, nesta década, deverá formar o segundo maior canteiro de obras do mundo, atrás apenas da China. - Joelmir-10/12.

Início
Conxambranas e chumbregâncias
15
OUTUBRO
1833

Província de Sergipe

Sentença Judicial Datada de 1833

O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.


CONSIDERO:

QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambra, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;

QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;

QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.


CONDENO:

O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa. Nomeio carrasco o carcereiro.
Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.

Manoel Fernandes dos Santos
Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha
Sergipe, 15 de Outubro de 1833.

Fonte: Instituto Histórico de Alagoas

Início
Vilmar Berna . PARA O JORNAL DO MEIO AMBIENTE
24
JUNHO
2010

Misérias da sociedade de consumo

Segundo cientistas, se todos os países adotassem o mesmo estilo de desenvolvimento seriam necessários cerca de quatro planetas terra de recursos naturais e, como só temos um, a conclusão é muito simples: os que podem estão avançando sobre os recursos dos que não tem como impedir o saque. E por que os oprimidos não reagem? Por que estão contentes com a situação e nem pensam em se libertar. Muito pelo contrário! Bombardeados o tempo todo por uma informação comprometida com o consumo, as pessoas passaram a acreditar que não há nada de errado com a Sociedade de Consumo, onde se diz que as oportunidades são iguais para todos. Se a pessoa se esforçar mais, trabalhar mais e melhor, se endividar e pagar as prestações, então alcançará os mesmos patamares de consumo e de qualidade de vida dos ricos e famosos!

Ninguém gosta da pobreza muito menos apóia desigualdades, mas é graças à existência de tais misérias em nossas sociedades que uns podem acumular mais que os outros. Gandhi alertou que existem recursos no planeta para todos, mas não para a ganância de uns poucos e que a paz é fruto da justiça.

Paulo Freire afirmava que o grande papel da educação deveria ser o de libertar as pessoas da escravidão do consumismo. Entretanto, somos estimulados o tempo todo, desde criancinhas, e por todos os meios a consumir sem parar! Ao invés de tentarmos nos libertar, ou de questionarmos este modelo, queremos consumir mais e mais, num padrão tão elevado quanto o dos ricos e famosos, incensados pela mídia para que os tomemos como modelo a serem seguidos e invejados.

Os shoppings tornaram-se templos de consumo do deus Mercado, verdadeiras ilhas da fantasia onde até o ar que se respira tem a temperatura controlada. A moda, a propaganda e a informação - comprometidas com este modelo - são os principais carros-chefe dessa nova religião e cumprem o papel de dar velocidade e legitimidade ao consumo, criando novos desejos e necessidades, tornando o novo já ultrapassado e obsoleto assim que o consumidor sair da loja.

Somos levados a confundir a posse de bens com felicidade e reconhecimento social, e a nos avaliarmos não pelo que somos, mas pelo que possuímos. Somos induzidos a consumir não por que precisamos, mas por que merecemos, desejamos, podemos. A falta de dinheiro, que deveria funcionar com um limitador, é superada rapidamente pelo crédito fácil e prestações a perder de vista que beiram a irresponsabilidade. Os consumidores acabam escravizados as suas dívidas, obrigando-se a dedicarem as melhores horas de suas vidas ao trabalho, para gerar os excedentes que os permitam pagar suas dívidas e adquirirem logo novas modernidades muitas das vezes nem tão necessárias assim. Um dos resultados perversos deste modelo é que perdemos nossa liberdade.

O tempo passou a ser o bem mais precioso e as pessoas passaram a dedicá-lo quase todo ao trabalho e mal conseguem ter tempo para elas próprias, para suas famílias, para cultivar uma arte, um esporte, um lazer, ler um livro, ouvir uma música, dançar, reunir com os amigos. Tendemos a passar mais tempo com os colegas do trabalho que com nossa família, filhos ou a pessoa amada. Não temos mais tempo para comer com calma, e comer virou uma forma de tentar preencher o vazio e a ansiedade. As cidades estão cada vez mais cheias de gente solitária que tentam preencher este vazio com mais consumo.

A tarefa de educar os filhos acabou transferida para os professores e as empregadas domésticas - quando existem-, e confia-se cada vez mais na babá-televisão e mais recentemente na babá-videogame para entreter e compensar as crianças pela ausência dos pais. Alguns pais tentam administrar os filhos e a vida doméstica através do celular, e é comum trocarem o afeto e a presença por brinquedos, mesada em dinheiro, presentes, que poderão acabar corrompendo o espírito das crianças transformando-as em consumidoras vorazes no futuro como forma de tentar superar frustrações e tristezas.

Cada vez mais as pessoas estão sendo levadas a perseguir um modelo de consumo inalcançável e que só fará manter os pobres mais pobres e escravizados à necessidade de trabalhar sem descanso a vida toda, deixando atrás de si famílias desestruturadas, pessoas ansiosas, e um planeta arrasado.

Vilmar Sidnei Demamam Berna: Escritor e jornalista ambiental
- Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente e Prêmio Verde das Américas
- Editor da Revista do Meio Ambiente, do www.portaldomeioambiente.org.br e do boletim Notícias do Meio Ambiente publicados pela REBIA
- Rede Brasileira de Informação Ambiental
vilmar@rebia.org.br
Início
 
todo o site
EngWhere Orçamentos Ltda ® - Todos os direitos reservados