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ORÇAMENTOS, PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE OBRAS

 
Revista EngWhere   
    Ano 05 .  nº 49 . 01/02/2006
Nesta Edição

Auto-Ajuda: O Sucesso sem Dor (receitas diet em doses homeopáticas)
Marketing Empresarial: O Marketing Malvisto
3 Dicas e Macetes de Obras e Projetos
Valorização Profissional: Luzes e Instalações
Educação: Ensino Fundamental

  Auto-Ajuda . E OUTROS DESENXOFRAMENTOS

O Sucesso sem Dor

"Se você pode ser uma pessoa melhor, para que ser você mesmo?"
Richard Bandler

"O bom negócio só é bom negócio quando os dois lados ganham. Quando só um dos lados leva vantagem, o bom negócio acaba." Benjamin Franklin“Pode-se enganar a alguns durante muito tempo; pode-se enganar a muitos durante algum tempo; mas não se pode enganar a todos durante todo o tempo.”
Abraham Lincoln

Faça o tempo render
1. Planeje (diariamente);
2. Aprenda a concentrar-se;
3. Faça uma coisa de cada vez;
4. Faça pausas (poucas);
5. Organize-se;
6. Não adie;
7. Elimine atividades não produtivas;
8. Delegue;
9. Evite o trabalho em excesso;
10. Tire um tempo para atividades físicas.


Tenha idéias consistentes
(Seleções Reader´s Digest)
1. Exerça o esforço necessário;
2. Evite se perder em pormenores;
3. Adote uma atitude inquisitiva;
4. Procure muitas alternativas;
5. Não descarte idéias radicais;
6. Não rejeite as possibilidades;
7. Evite a satisfação prematura;
8. Procure idéias em problemas análogos;
9. Consulte outras pessoas;
10. Tente dissociar o pensamento da solução presente;
11. Reúna-se com mais pessoas para falar sobre o problema (“brainstorming”);
12. Mantenha-se cônscio de suas limitações mentais.

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Ricardo Reis
"Bem-aventurados os mansos, os delicados e os gentis que sabem viver sem provocar antipatias e descontentamentos, mantendo os pontos de vista que lhes são peculiares, conferindo, ao próximo, o mesmo direito de pensar, opinar e experimentar de que se sentem detentores, porque, respeitando cada pessoa e cada coisa em seu lugar, tempo e condição, equilibram o corpo e a alma, no seio da harmonia, herdando longa permanência e valiosas lições na Terra."
Humberto de Campos

Seja mais confiável (Revista Bolsa)
1. Cumpra o que promete;
2. Faça o que diz;
3. Diga o que pensa sem preocupar em agradar;
4. Descreva os fatos sem enfeitá-los;
5. Não mude suas convicções a três por quatro;
6. Não esconda o jogo;
7. Mantenha-se disponível.

 

Encurte caminhos
1. O mundo trata melhor quem se veste bem, e sabe dizer com licença, desculpe, por favor e obrigado.
2. Lazer: 1 hora de Machado de Assis vale por 10 na pescaria ou 30 jogando sinuca.
3. Regra de ouro: tome banho, escove os dentes, durma bem e alimente-se leve.
4. Coma devagar e saboreie, para ser saboreado (na hora do sexo).


Computador esclerosado?
(Suporte Rápido do EngWhere)
1. Dê um tempo;
2. Digite CTRL + ALT + Del e depois clique em Cancelar;
3. Feche as janelas não utilizadas;
4. Verifique as conexões dos cabos;
5. Faça a limpeza do disco (Iniciar > Programas > Acessórios > Ferramentas do Sistema > Limpeza de disco);
6. Use o Scandisk (Iniciar > Programas > Acessórios > Ferramentas do Sistema > Scan Disk);
7. Use o Desfragmentador de disco (Iniciar > Programas > Acessórios > Ferramentas do Sistema > Desfragmentador de disco;
8. Desative o protetor de tela e, provisoriamente, o antivírus;
9. Instale mais memória;
10. Inicie os programas através do botão Iniciar > Executar > Nome do programa, e não pelo Explorer;
11. No painel de controle clique em Vídeo, depois em Configurações, e reduza a Área da Tela e/ou a especificação de cores;
12. Reinicie a máquina.

"Nas questões essenciais, unidade; nas não-essenciais, liberdade; em tudo, o amor."
Peter Meiderlin.
Não julgueis para não serdes julgados.

Alcance o sucesso, e vença de uma vez por todas
1. Acorde cedo;
2. Estabeleça metas para curto e longo prazo;
3. Troque idéias;
4. Pense claro e grande;
5. Persiga um objetivo maior;
7. Sonhe (acredite e aja);
8. Persista sem perder o foco.
9. Crie sólidas parcerias (ou, conforme os antigos: Una-se aos bons e serás um deles!);
10. Atualize-se permanentemente.

Elimine azias e gastrites (e cure-se de uma vez por todas em 3 dias)
1. Evite molhos e temperos;
2. Evite bebidas alcoólicas, refrigerantes e água com gás;
3. Prefira lanches com chá de erva-doce, ou cidreira, e bolachas de água-e-sal
4. Evite chá preto e café;
5. Evite frutas cítricas e tomates verdes;
6. Prefira mamão;
7. Prefira bife grelhado com pouco óleo;
8. Prefira batatas cozidas e amassadas (sem manteiga);
9. Evite massas em geral;
10. Coma menos (sempre).

O bem não está nos objetos externos e, sim, na sabedoria e domínio que nos permite afastarmo-nos das paixões (da Ética Estóica). As quatro virtudes cardeais são sabedoria, valor, justiça e temperança (idem).

Técnicas de Memorização
1. Decore apenas os títulos;
2. Sincronize-se no assunto;
3. Procure interessar-se pelo assunto;
4. Leia novamente;
5. Faça associações;
6. Faça uso de tabelas ou outra condensação;
7. Livre-se do hábito de postergar;
8. Faça apontamentos (e mantenha sua agenda organizada);
9. Pense uma coisa de cada vez;
10. Crie suas próprias técnicas inteligentes.

Negocie melhor
1. Planeje a negociação. Não improvise;
2. Ouça com atenção e demonstrando interesse;
3. Não aceite a primeira oferta;
4. Valorize o que tiver que ceder;
5. Peça muito e ofereça pouco (sendo ligeiro);
6. Não feche as portas com suas propostas;
7. Não responda as agressões com novas agressões;
8. Nunca aplique truques ou artimanhas;
9. Reserve algumas cartadas para o final.

Palavras-chave

programa, perdas, construção civil, controle de mão de obra, cronograma físico financeiro de obra, custo de obra residencial, orçamento e controle de custos, planilha de custo de obras, planilhas de planejamento financeiro
  Ênio Padilha . MARKETING EMPRESARIAL

O Marketing Malvisto

Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do país.
eniopadilha@uol.com.br

Haverá compatibilidade entre marketing profissional e ética profissional?
É possível ter um bom marketing e, ao mesmo tempo, ter um bom produto?
Ter um bom marketing não seria um indicativo de que o produto tem algum defeito (que precisa ser maquilado)?
As perguntas são tolas. Desculpe, leitor, se elas fizeram algum sentido pra você. São tolas ! Não resistem à leitura de um manual básico de marketing. Estão reproduzidas aqui apenas porque são muito comuns.
Uma das principais dificuldades para convencer um engenheiro ou um arquiteto de que ele deve lançar mão das práticas (conceitos e técnicas) de marketing para melhorar o seu desempenho no mercado é justamente o fato de que a maioria dos profissionais entende que não existe compatibilidade entre marketing e ética.
Muitos ainda consideram que o marketing é um recurso desonroso. Algo utilizado por quem tem um produto sem qualidade.
Há um conceito que, infelizmente, ainda é dominante: "quem produz com eficiência e qualidade não precisa de marketing. O marketing serve apenas para dourar pílulas, esconder defeitos do produto... enganar os clientes !".
Esta linha de pensamento, que produz resultados desastrosos, decorre de dois fatores:
1. O desconhecimento do verdadeiro significado do marketing (O que é? Como se aplica? Para o que serve?)
2. A visão da Engenharia e da Arquitetura (por seus praticantes) apenas como "uma atividade profissional" e não como "um negócio".

O Desconhecimento do Marketing
A maioria dos profissionais entende o marketing apenas como “um conjunto de técnicas, dicas e truques para transformar um produto (qualquer produto) em um sucesso de VENDAS”. Pensa no marketing como algo que faz um produto ser mais VENDIDO.
Eu costumo dizer que o melhor marketing não é o que faz o produto ser o mais VENDIDO e sim o que faz o seu produto ser o mais COMPRADO. (há uma sutil, porém dramática, diferença entre essas duas coisas)
As técnicas de promoção (que envolvem a propaganda, a publicidade e o merchandising, entre outras coisas) que, geralmente são confundidas com o marketing, sozinhas, não garantem o sucesso de nenhum produto ou empreendimento. Para que uma organização possa usufruir os benefícios do marketing, é preciso que ela desenvolva estratégias e ações em muitas outras políticas (DE MARKETING) como, por exemplo, a política de Produto (o que vai ser vendido, com que nível de qualidade...), a política de Preços (quanto vai custar, se existe ou não negociação de preços, critérios para descontos, condições de pagamento...), a política de Ponto Comercial (região geográfica a ser atendida, forma de distribuição do produto, canais de acesso do cliente à empresa...), a política de Pessoal (treinamento, autonomia, cargos e funções, horários de trabalho...), a política de Procedimentos (como as coisas são feitas, sistematização para a qualidade permanente, manuais internos...), a política de Parcerias (com quem, pra quê, o que buscar nos parceiros, o que oferecer aos parceiros...) e muitas outras políticas que têm como objetivos viabilizar a relação produtiva (leia-se "resultados") entre a organização e seu mercado.
O marketing, portanto, não deve ser encarado como um atalho para o sucesso. Um caminho fácil. Pelo contrário, o marketing é um caminho sério, científico, que incorpora conhecimentos, estratégias e muito, muito trabalho. Trabalho honesto, diga-se de passagem.
Portanto, não há incompatibilidade entre marketing e ética.

Engenharia e Arquitetura. Um NEGÓCIO.

Engenharia e Arquitetura são atividades profissionais muito nobres. Mas não é só isso. É preciso (aos profissionais de engenharia e arquitetura) ver nessas atividades um NEGÓCIO.]
A atividade profissional segue regras estabelecidas nas técnicas e nas normas. O negócio segue as leis do mercado. As Leis do Marketing (leia o livro “As 22 Consagradas Leis do Marketing” de All Ries & Jack Trout). Um negócio precisa ser lucrativo. Um negócio precisa progredir.
Não há nenhuma desonra em ter lucro e progredir. E é possível alcançar esses resultados com marketing.
Sem mentiras, sem omissões, sem exageros, sem, enfim, nada que tire da Engenharia e da Arquitetura sua aura de grandeza e dignidade.

Leia outros artigos no site do Especialista: http://www.eniopadilha.com.br

  Roberto Magnani . OBRAS & PROJETOS

3 Dicas e Mecetes de Obras e Projetos

Roberto Magnani
Engenheiro Civil pela Escola de Engenharia de São Carlos – USP
Calculista de concreto armado, estruturas metálicas, programador Delphi e Lisp para AutoCAD.
Araraquara - SP (016) 3324-3634
roberto.magnani@bol.com.br

. Nas lajes e vigas em balanço, a armadura principal de flexão é negativa, isto é, colocada próxima à face superior para absorver os esforços de tração. Observamos que após a concretagem da peça, a retirada das formas, escoramentos ou cimbramentos deve ser iniciada próxima à extremidade livre do balanço e avançar em direção ao engastamento, pois do contrário a peça fica bi-apoiada e sujeita a uma flexão positiva, e não contando com a armadura adequada na face inferior para os esforços de tração que aí aparecem, pode romper-se bruscamente.

. Quando dimensionamos escadas, aplicamos a relação de Blondell (1680):
p + 2.e = 62 a 64 cm onde p = passo e e = espelho da escada, com no máximo 16 degraus entre cada patamar de descanso.
A escada residencial mais comum, é aquela que tem o espelho igual a 18 cm, e o passo p = 63 - 2.18 = 63 - 36 = 27 cm.
Observe que em uma escada vertical, p = 0, resultando o espelho variando de 31 a 32 cm.

. Um chute inicial para a altura de vigas de concreto armado é de 8% de seu vão. Assim, uma viga de 5,00 m de vão deve ter uma altura de 40 cm.

Leia outras dicas no site do Calculista: http://rmagnani.tripod.com/

 
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  Geraldo Cogorno . VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

Luzes e Instalações

Engº Geraldo Cogorno
Coordenador e Professor da Faculdade de Engenharia Civil de Ponta Porã,
nas disciplinas 'Materiais de Construção' e 'Construção Civil'.
Engenheiro Civil pela Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie em 1977.
gcogorno@terra.com.br

O mês de dezembro tem como uma de suas principais características as decorações natalinas, principalmente as luminosas.
E que mal há nisso?
Nenhum, se os cuidados com as ligações elétricas forem tomados.
Mas como bem sabemos, não é isso o que acontece. Normalmente as ligações são executadas sem o controle de nenhum especialista (engenheiro eletricista). E muitas vezes o resultado pode ser grave, quando não desastroso. Não falamos das iluminações decorativas familiares, aquelas simples que são vendidas a preços irrisórios no comércio, mas das iluminações decorativas de maior porte e, portanto, com amplas possibilidades de algum defeito.
São esses defeitos que devem ser prevenidos para evitar acidentes. E isso só é possível com o acompanhamento de um profissional especializado, que se responsabilizará pela instalação e montagem da fiação.
De igual forma a montagem das instalações de espetáculos, sejam elas de som ou de simples assistência, merecem um cuidado todo especial, pois além de receber uma alta carga de energia elétrica para o sistema de luz e sonorização, também precisa suportar o peso de uma platéia muitas vezes entusiasmada e vibrante.
É por essas razões que o CREA fiscaliza esses eventos e exige o preenchimento de uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) do responsável habilitado. Sobre este profissional recairá toda a responsabilidade de qualquer defeito ou acidente. Caso contrário quem será o responsável por algum sinistro que por ventura venha a acontecer? A montadora ou instaladora? A Prefeitura que autorizou a montagem? O promotor do evento? O proprietário do local?
Então, para evitar qualquer inconveniente, qualquer dissabor, opte pela segurança. Contrate um profissional legalmente habilitado pelo CREA e durma tranqüilo.

  Adilson Luiz Gonçalves . EDUCAÇÃO

Ensino Fundamental


Adilson Luiz Gonçalves
Engenheiro, Professor Universitário e Articulista.
algbr@ig.com.br

Sou do tempo em que as quatro primeiras séries do, hoje, Ensino Fundamental eram conhecidas como Curso Primário e, na área pública, eram ministradas numa unidade conhecida como Grupo Escolar.
Minha primeira professora, Dna. Olga, era, de fato, uma segunda mãe! Não me lembro de vê-la alterada ou transtornada, para ser atendida pelo animado grupo de, aproximadamente, quarenta meninos de sete anos que, até um ano antes, não sabia o que era usar uniforme, formar fila, subir escadas "andando", fazer lição de casa, cantar o Hino Nacional e levantar, respeitosamente, sempre que o diretor entrava na sala de aula.
Hoje, sei que não é fácil receber tantas formas de criação diferentes, mas, Dna. Olga tinha um jeito todo especial para tocar a "tropa"! Digamos que tinha "a manha", para contornar as manhas... Assim, conseguia com poucas palavras e muitos sorrisos ensinar bem de acordo com a cartilha que usávamos: "Caminho Suave". Mas, suas maiores virtudes eram: tratar todos igualmente, ensinar com paciência e, principalmente, observar o resultado do que ensinava. Com isso, o ambiente era tão agradável, que não me recordo de brigas. Talvez por isso, brincar e estudar eram tão divertidos!
Um dia numa na primeira aula de caligrafia, ela notou que eu já sabia ler e escrever. Na aula seguinte, ela me chamou e levou-me até uma sala do pré-primário, onde me apresentou à professora... Virei assistente dela! Ajudava nas tarefas e ensinava aos alunos de seis anos minha especialidade: desenhar o Robô, da série "Perdidos no Espaço". Pena que não teve registro em carteira... Dna. Olga só me chamou de volta quando terminou a fase de alfabetização.
Além de excelente professora, ela também gostava de organizar brincadeiras e apresentações. O "Dia das Crianças", naquele 1967, foi inesquecível: Ela formou um conjunto de alunos para dublar um grupo da "Jovem Guarda". Todos trouxeram ou improvisaram instrumentos musicais de brinquedo - o meu era uma corneta de papelão -, e nossas mães costuraram babados em camisas brancas, bem ao estilo artístico da época... Parecíamos "Os Incríveis", o melhor grupo de "Iê-Iê-Iê" da época! E lá fomos nós, fazer o nosso incrível show...
Todos eram extrovertidos e comunicativos, e o primeiro ano foi uma grande e produtiva festa!
A segunda série veio cheia de expectativas: A primeira novidade foi a unificação de classes: meninos e meninas - aquelas criaturas que não sabiam jogar bola, nem botão – passaram a estudar juntos!
Estávamos todos na sala de aula quando a nova professora chegou... Ficamos de pé, esperando por um sorriso, mas, suas primeiras palavras foram: "Meu nome é fulana de tal, e não quero ninguém me chamando de tia, pois não sou tia de ninguém aqui!". Esse foi o início, para mim, de um anticlímax do primeiro ano. Ela parecia lidar mal com a unificação, tanto que criou animosidades entre meninos e meninas. As palavras de incentivo deram lugar ao mau-humor, às broncas e aos castigos. Suas faltas eram comemoradas e passamos a torcer para ter aula com aquelas figuras maravilhosas: as professoras substitutas!
O terceiro e quarto anos não foram diferentes, infelizmente... A professora que lecionou nesse período vivia "pegando no meu pé". Reconheço que eu era um "matraca", mas, mesmo sendo criança, dava para perceber que ela anunciava minhas boas notas com um certo inconformismo.
Essas duas professoras quase destruíram meu entusiasmo e vontade de aprender. A escola tornou-se um fardo! A simples menção de seus nomes já causava calafrios! Quando concluí o quarto ano cheguei a dizer a meus pais que não queria mais estudar! Obviamente, eles me ignoraram, e a quinta série chegou, com seus vários professores. Havia os detestáveis, mas tínhamos, também, os bons! Mas muitos pais, menos atentos e instruídos, em situações semelhantes, chegavam à conclusão que "seus filhos não serviam para o estudo", e resolviam pô-los para trabalhar – o que era normal, na época -, ou deixá-los na rua, para aprenderem o que não deviam.
Hoje, eu percebo a importância do Ensino Fundamental, como instrumento cidadania duplamente fundamental: pelo aprendizado formal, mas, sobretudo, por ser a base de tudo o que virá pela frente, numa faixa etária em que o "pepino ainda pode ser torcido" sem violência psicológica ou física.
Mesmo os maiores cientistas e pensadores lembram, com carinho e respeito, esses primeiros mestres, não pelo que sabiam, mas, pelo que ensinavam! As más experiências também são lembradas, mas, como exemplos do que evitar! Vivemos tempos difíceis. Os governos lutam para que toda a criança tenha escola, mas, pouco se vê prazer, no ensino, ou no aprendizado. O resultado reflete pelo resto da vida!
É preciso resgatar a paixão, a dignidade e a eficiência do Ensino Fundamental, como instrumento de alcance educacional e social, capaz de plantar conhecimento e sonho nas mentes de nossas crianças, antes que a aversão ao estudo e a alienação tomem conta de suas mentes.
Se a semente não for bem cultivada, aí, não haverá PhD ou sistema repressor que dê jeito, depois...

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