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Pert;

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Custos indiretos;

Cronograma de obra.

Planiilha de gastos, Pert, Orçamentistas
Revista EngWhere
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ORÇAMENTO, PLANEJAMENTO
E CANTEIROS DE OBRAS
Revista EngWhere   
    Ano 05 .  nº 50 .  01/03/06
Nesta Edição

Comportamento: Uma Mensagem a Garcia
Marketing Empresarial: Dez Coisas que Aborrecem o Cliente do Engenheiro e do Arquiteto
3 Dicas e Macetes de Obras e Projetos
Escreve o Leitor: O Projeto e o Analista
Valorização Profissional: Gostar da Profissão
Engenharia: Marquises e Sacadas

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O Pedido de Compra O Pedido
(em 8 atos)

1. O que necessitava construir
2. O que foi projetado
3. O que foi contratado
4. O que o Empreiteiro construiu
5. O que a Fiscalização queria
6. O que o Empreiteiro cobrou
7. O que foi medido
8. Como a Operação acha que deveria ser

Sem registros do autor.

  Comportamento . CLÁSSICO

Uma Mensagem a Garcia

Helbert Hubbard
East Aurora, dezembro 1, 1913

Em todo este caso cubano, um homem se destaca no horizonte de minha memória como o planeta Marte no seu periélio. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se rapidamente com o chefe dos insurretos, Garcia, que se sabia encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse precisar exatamente onde. Era impossível comunicar-se com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, o Presidente tinha que tratar de assegurar-se da sua colaboração, e isto o quanto antes. Que fazer?
Alguém lembrou ao Presidente: "Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan ".
Rowan foi trazido à presença do Presidente, que lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. De como este homem, Rowan, tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a sobre o peito, e, após quatro dias, saltou, de um barco sem coberta, alta noite, nas costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão, para depois de três semanas, surgir do outro . lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregando a carta a Garcia - são cousas que não vêm ao caso narrar aqui pormenorizadamente. O ponto que desejo frisar é este: Mac Kinley deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan pegou da carta e nem sequer perguntou: "Onde é que ele está?"
Hosannah! Eis aí um homem cujo busto merecia ser fundido em bronze imarcescível e sua estátua colocada em cada escola do país. Não é de sabedoria livresca que a juventude precisa, nem instrução sobre isto ou aquilo. Precisa, sim, de um endurecimento das vértebras, para poder mostrar-se altivo no exercício de um cargo; para atuar com diligência, para dar conta do recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia.
O General Garcia já não é deste mundo, mas há outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma empresa, em que a ajuda de muitos se torne precisa, têm sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de grande número de homens, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada cousa e fazê-la.
Assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal feito parecem ser a regra geral. Nenhum homem pode ser verdadeiramente bem sucedido, salvo se lançar mão de todos os meios ao seu alcance, quer da força, quer do suborno, para obrigar outros homens a ajudá-lo, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia, faça um milagre enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz.
Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova. Estás sentado no teu escritório, rodeado de meia dúzia de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: "Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e de me fazer uma descrição sucinta da vida de Corrégio ".
Dar-se-á o caso do empregado dizer calmamente: "Sim, Senhor" e executar o que se lhe pediu?
Nada disso! Olhar-te-á perplexo e de soslaio para fazer uma ou mais das seguintes perguntas:
Quem é ele?
Que enciclopédia?
Onde é que está a enciclopédia? Fui eu acaso contratado para fazer isso ?
Não quer dizer Bismark?
E se Carlos o fizesse?
Já morreu?
Precisa disso com urgência?
Não será melhor que eu traga o livro para que o senhor mesmo procure o que quer?
Para que quer saber isso?
E aposto dez contra um que, depois de haveres respondido a tais perguntas, e explicado a maneira de procurar os dados pedidos e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar Garcia, e, depois voltará para te dizer que tal homem não existe. Evidentemente, pode ser que eu perca a aposta; mas, segundo a lei das médias, jogo na certa. Ora, se fores prudente, não te darás ao trabalho de explicar ao teu "ajudante" que Corrégio se escreve com "C" e não com "K ", mas limitar-te-ás a dizer meigamente, esboçando o melhor sorriso.` "Não faz mal; não se incomode ", e, dito isto, levantar-te-ás e procurarás tu mesmo. E esta incapacidade de atuar independentemente, esta inépcia moral, esta invalidez da vontade, esta atrofia de disposição de solicitamente se pôr em campo e agir - são as cousas que recuam para um futuro tão remoto o advento do socialismo puro. Se os homens não tomam a iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão quando o resultado do seu esforço redundar em benefício de todos? Por enquanto parece que os homens ainda precisam ser feitorados. O que mantém muito empregado no seu posto e o faz trabalhar é o medo de se não o fizer, ser despedido no fim do mês. Anuncia precisar de um taquígrafo, e nove entre dez candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar - e, o que é mais, pensam que não é necessário sabê-lo.
Poderá uma pessoa destas escrever uma carta a Garcia?
"Vê aquele guarda-livros", dizia-me o chefe de uma grande, fábrica.
"Sim, que tem? "
"É um excelente guarda-livros. Contudo, se eu o mandasse, fazer um recado, talvez se desobrigasse da incumbência a contento, mas também podia muito bem ser que no caminho entrasse em duas ou três casas de bebidas, e que, quando chegasse ao seu destino, já não se recordasse da incumbência que lhe fora dada ".
Será possível confiar-se a um tal homem uma carta para entregá-la a Garcia?
Ultimamente temos ouvido muitas expressões sentimentais externando simpatia para com os pobres entes que mourejam de sol a sol, para com os infelizes desempregados à cata do trabalho honesto, e tudo isto, quase sempre, entremeado de muita palavra dura para com os homens que estão no poder.
Nada se diz do patrão que envelhece antes do tempo, num baldado esforço para induzir eternos desgostosos e descontentes a trabalhar conscienciosamente; nada se diz de sua longa e paciente procura de pessoal, que, no entanto, muitas vezes nada mais faz do que "matar o tempo ", logo que ele volta as costas. Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostre incapaz de zelar pelos seus interesses, a fim de substituí-lo por outro mais apto. E este processo de seleção por eliminação está se operando incessantemente, em tempos adversos, com a única diferença que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis. É a lei da sobrevivência do mais apto. Cada patrão, no seu próprio interesse, trata somente de guardar os melhores - aqueles que podem levar uma mensagem a Garcia.
Conheço um homem de aptidões realmente brilhantes, mas sem a fibra precisa para gerir um negócio próprio e que ademais se torna completamente inútil para qualquer outra pessoa, devido à suspeita insana que constantemente abriga de que seu patrão o esteja oprimindo ou tencione oprimi-lo. Sem poder mandar, não tolera que alguém o mande. Se lhe fosse confiada uma mensagem a Garcia, retrucaria provavelmente: "Leve-a você mesmo".
Hoje este homem perambula errante pelas ruas em busca de trabalho, em quase petição de miséria. No entanto, ninguém que o conheça se aventura a dar-lhe trabalho porque é a personificação do descontentamento e do espírito de réplica. Refratário a qualquer conselho ou admoestação, a única cousa capaz de nele produzir algum efeito seria um bom pontapé dado com a ponta de uma bota de número 42, sola grossa e bico largo.
Sei, não resta dúvida, que um indivíduo moralmente aleijado como este, não é menos digno de compaixão que um fisicamente aleijado. Entretanto, nesta demonstração de compaixão, vertamos também uma lágrima pelos homens que se esforçam por levar avante uma grande empresa, cujas horas de trabalho não estão limitadas pelo som do apito e cujos cabelos ficam prematuramente encanecidos na incessante luta em que estão empenhados contra a indiferença desdenhosa, contra a imbecilidade crassa e a ingratidão atroz, justamente daqueles que, sem o seu espírito empreendedor, andariam famintos e sem lar.
Dar-se-á o caso de eu ter pintado a situação em cores demasiado carregadas? Pode ser que sim; mas, quando todo mundo se apraz em divagações quero lançar uma palavra de simpatia ao homem que imprime êxito a um empreendimento, ao homem que, a despeito de uma porção de empecilhos, sabe dirigir e coordenar os esforços de outros e que, após o triunfo, talvez verifique que nada ganhou; nada, salvo a sua mera subsistência.
Também eu carreguei marmitas e trabalhei como jornaleiro, como, também tenho sido patrão. Sei portanto, que alguma cousa se pode dizer de ambos os lados.
Não há excelência na pobreza de per si; farrapos não servem de recomendação. Nem todos os patrões são gananciosos e tiranos, da mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos.
Todas as minhas simpatias pertencem ao homem que trabalha conscienciosamente, quer o patrão esteja, quer não. E o homem que, ao lhe ser confiada uma carta para Garcia, tranqüilamente toma a missiva, sem fazer perguntas idiotas, e sem a intenção oculta de jogá-la na primeira sarjeta que encontrar, ou praticar qualquer outro feito que não seja entregá-la ao destinatário, esse homem nunca, fica "encostado" nem tem que se declarar em greve para, forçar um aumento de ordenado.
A civilização busca ansiosa, insistentemente, homem nestas condições. Tudo que um tal homem pedir, ser-lhe-á de conceder. Precisa-se dele em cada cidade, em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisso: Precisa-se, e precisa-se com urgência de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia.

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Palavras-chave

pert, programas de engenharia, elétrica, rede, cpm, cronogramas, software de planejamento estratégico, analista de planejamento e controle, estimativa de custo de obra, modelos de planilha de gastos, planejamento e controle orçamentario, construção civil
  Ênio Padilha . MARKETING EMPRESARIAL

Dez Coisas que Aborrecem o Cliente do Engenheiro e do Arquiteto
Durante a Negociação do Serviço

Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do país.
eniopadilha@uol.com.br

Muitos colegas, infelizmente, comportam-se no mercado como se tivessem o claro objetivo de espantar seus próprios clientes potenciais. Muitas vezes, porém, eles não sabem o que fazem. O que parece óbvio para quem "vê de fora" não parece tão óbvio assim para quem está vivenciando os fatos.
Por isto este texto desta semana propõe uma reflexão sobre o comportamento dos profissionais durante suas negociações com seus clientes (que é a primeira das três fases do relacionamento cliente/profissional). Nas semanas seguintes apresentaremos as principais fontes de aborrecimentos para os clientes durante as fases seguintes: "durante a execução do serviço" e "depois que o serviço foi concluído".
Boa leitura. Aproveite para mandar sua opinião sobre este artigo para o nosso site. Leia também os comentários dos demais leitores.

1. Profissional inacessível e desinteressado. Seu celular está sempre desligado. Seus e-mails nunca são respondidos. O telefone do escritório toca e ninguém atende. E se alguém atende é pra dizer que o profissional não está no escritório. Se o cliente deixa um recado, pedindo um retorno, ficará esperando em vão...

2. Profissional irresponsável, que nunca chega no horário marcado para os compromissos agendados. Não entrega orçamentos no prazo combinado, esquece compromissos... E sempre tenta aplicar uma desculpa pra lá de esfarrapada. Um profissional não-confiável.

3. Profissional arrogante, que desqualifica as preferências pessoais e conhecimentos do cliente. Que tenta demonstrar que é mais importante que o cliente.

4. Profissional inseguro, que não tem argumento para sustentar suas propostas técnicas. Que não demonstra conhecimento profundo da técnica correspondente ao trabalho proposto. Que não sabe expor nem especificar claramente o produto oferecido, nem sabe dizer quanto custa.

5. Profissional indiferente, que dá ao cliente a impressão de que existem outros clientes e outras tarefas mais importantes do que o assunto que está sendo tratado naquele momento. Que não presta atenção na conversa, nos interesses ou preferências do cliente.

6. Profissional desinformado e desorganizado, que não tem controle sobre seu trabalho. Extravia documentos, perde informações. Não tem um cronograma de suas atividades. Não sabe coisas que deveria saber sobre assuntos paralelos ao negócio tratado (como, por exemplo, uma estimativa de preço final da obra, custos com impostos e taxas, legislação aplicável...) Que apresenta orçamentos incompletos e que não dão ao cliente nenhuma garantia.

7. Profissional inflexível, que não oferece alternativas para o negócio. Que não admite alterar a forma de pagamento. Que não aceita negociar o preço. Que estabelece regras com benefícios unilaterais. Que, enfim, dá ao cliente a sensação de estar participando de um jogo no qual ele (cliente) terá que “dançar conforme a música”. Que nega ao cliente a sensação de estar no comando.

8. Profissional sem ética, que fala mal dos seus colegas concorrentes, fala mal ou ridiculariza seus ex-clientes, faz perguntas indiscretas (como, por exemplo, o preço oferecido pelo concorrente...). Que propõe ao cliente uma “jogada” desonesta.

9. Profissional chato, que dilata uma reunião simples em horas e horas de aborrecimento inútil. Que não sabe encerrar uma conversa no tempo certo. Que não sabe dar uma explicação de forma simples e concisa, detendo-se apenas nos detalhes que são importantes. Que tem uma conversa do tipo “papo-de-aranha”. Que tem assuntos superficiais, sem argumentação minimamente consistente, eivado de preconceitos e futilidades. Que tenta fechar o negócio através de pressão psicológica e sentimentalismos.

10. Profissional insensível, que não entende logo o que o cliente quer (ou precisa, ou deseja). Que tenta impor suas idéias e preferências ao cliente.

Leia outros artigos no site do Especialista: http://www.eniopadilha.com.br

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  Roberto Magnani . OBRAS & PROJETOS

3 Dicas e Mecetes de Obras e Projetos

Roberto Magnani
Engenheiro Civil pela Escola de Engenharia de São Carlos – USP
Calculista de concreto armado, estruturas metálicas, programador Delphi e Lisp para AutoCAD.
Araraquara - SP (016) 3324-3634
roberto.magnani@bol.com.br

. Utilizando lajes mistas treliçadas compostas de nervuras de concreto armado e lajotas cerâmicas, ganhamos um aumento de 10% em seu vão, quando comparamos com uma laje maciça de concreto armado de mesma altura. Isto se deve à presença dos sinuóides que as treliças metálicas contém, que absorvem os esforços cortantes e dão mais estabilidade à laje.
E quando comparamos concreto protendido com concreto armado, tanto para lajes como para vigas de mesma altura, este aumento do vão é bem mais significativo, chegando às vezes em torno de 30%.

. Em residências térreas, após a concretagem da laje de forro, costuma-se realizar a cura molhando-se o concreto endurecido nos três primeiros dias, e observa-se que o excesso de água cai, umedecendo a base onde estão apoiados os pontaletes do escoramento. Se o contra-piso ainda não foi executado, deve-se calçar com tábuas ou terças e depois chapuzar com sarrafos estes pontaletes, que estão apoiados diretamente na terra molhada e sem resistência, e que sem estas precauções permitiria a ocorrência de recalques na laje.
Em lajes pré-moldadas de sobrados, por ocasião da concretagem da segunda laje, não se deve retirar os pontaletes dos escoramentos da primeira laje em alguns pontos importantes, porque esta irá fletir com o peso da segunda sobre ela, anulando a contra-flecha da segunda laje e trincando em seus apoios após a desforma, ao voltar à sua posição inicial.
Quando o pé direito é grande (maior que 3,00 metros), os pontaletes dos escoramentos devem ser contraventados com tábuas ou sarrafos, para evitar sua flambagem.

. Em um tempo onde a humanidade está preocupada com a crescente dificuldade de se conseguir empregos, onde os produtores, almejando diminuir seus custos para aumentar seus lucros e suas reservas, empregam a mínima quantidade de mão de obra, buscando sempre alternativas que dão preferência aos computadores, às máquinas e aos equipamentos, que estão bem desenvolvidos devido à mecatrônica, a programação PERT-CPM vem ajudar e orientar nos serviços onde a mão de obra é indispensável, ensinando como utilizá-la e até mesmo incorporá-la de um modo bem racional, para dela se obter a máxima produtividade.
Esse método não é direto e pode requerer de vários ajustes, combinações e tentativas, mas de qualquer maneira é um meio preciso para se encontrar uma solução que apresente o mínimo tempo e o menor custo em uma obra ou programa que envolva várias atividades.
Assim, os produtores ficarão à vontade para aplicar seus conhecimentos e a experiência adquirida sobre os serviços a serem executados, e fazer com que rendam e funcionem de acordo com o planejamento, já que terão meios de gerenciar os tempos e os custos.

Leia outras dicas no site do Calculista: http://robertomagnani.tripod.com.br

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  José Roberto Scarpetta Alves . ESCREVE O LEITOR
O Projeto e o Analista

Engº Civil José Roberto Scarpetta Alves

Florianópolis - SC
zeroescr@brturbo.com.br

Quem de vocês nunca quis comer o fígado do analista de projetos da Prefeitura, da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros ou da Cia de Energia Elétrica. E comê-lo inteirinho assado e sem tempero?
Mas digo pra vocês. Não é saudável e ainda por cima o cara vai ser substituído por outro, talvez igual, senão pior.
O melhor é levar a coisa no nível técnico-científico-coleguístico-educado. Afinal o analista está fazendo o trabalho dele e nós o nosso. Às vezes o cara é meio rigoroso, mas a lógica persiste: ou passa por ele, ou não passa. Vão aqui umas dicas de experiência:

1. Nunca bata de frente. Se bater uma vez, baterá sempre. Você criará um inimigo onde precisa de amigos. Os advogados nunca brigam com os juízes, pois sabem que vão encontrar-se novamente com eles.
2. Proponha-se a esclarecer dúvidas, deixe fone, e-mail, para ser achado. É provável que ninguém ligue, mas você se ofereceu.
Procure fazer uma consulta antes de protocolar o pedido, estreitando os laços e até alterando alguma coisa que seria pedida na análise.
3. Jamais reclame da demora. Isso além de não ajudar pode colocar seu processo no fim da fila. Lembre-se que o analista não tem somente o seu projeto em análise.
4. Seja sempre amistoso e educado, afinal, via de regra, os analistas são técnicos, engenheiros e arquitetos como nós. Então mantenha o alto nível da conversa. Seja amistoso até com o protocolista. Se não ajudar pelo menos não atrapalha.
5. Evite ao máximo os chavões do tipo “faço projeto há X anos e nunca me pediram isso”.
A norma pode ter mudado ontem e você ainda não sabe, mas ele sim.
Prefira “aceitar” a mudança, até por que, às vezes, essa mudança vem goela abaixo na marra e sem suco.

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  Geraldo Cogorno . VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

Gostar da Profissão

Engº Geraldo Cogorno
Coordenador e Professor da Faculdade de Engenharia Civil de Ponta Porã,
nas disciplinas 'Materiais de Construção' e 'Construção Civil'.
Engenheiro Civil pela Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie em 1977.
gcogorno@terra.com.br

Em qualquer profissão existem os bons e os nem tão bons profissionais.
Mas por que isso ocorre?. Por acaso não têm todos a mesma formação? A preparação acadêmica não foi a mesma? Ou será que nem todos têm a mesma paixão pela carreira que escolheram?
A diferença reside no fato de que alguns gostam do que fazem e como conseqüência isto lhes permite fazer o que gostam.
Muitas vezes a escolha não é fácil, seja por falta de opção ou, seja por falta de maturidade. O interessante é que a escolha errada acarreta uma vida profissional frustrante e sem interesse, com prejuízo quase sempre para o cliente, que passa a ser mal atendido em seus sonhos e desejos.
Da mesma forma, acontece com o local de trabalho escolhido para exercer a profissão. Entenda-se local como sendo não apenas a sala ou edificação, mas principalmente a cidade. E quando essa cidade é a natal, a escolha nem sempre é a melhor. Mas se assim o for, que seja defendida com unhas e dentes, pois é o lugar de onde se tira o sustento. É o lugar onde se realizam projetos de vida, sejam eles pessoais ou de terceiros.
Não devemos esquecer que no caso específico dos engenheiros e arquitetos, os clientes depositam em suas mãos as economias - às vezes de anos a fio - para a concretização do tão acalentado sonho da casa própria ou empreendimento. Dinheiro este, que deve ser empregado com responsabilidade e, principalmente, com muito carinho e cuidado, que só são conseguidos quando se ama e se respeita o diploma obtido com muito esforço e dedicação.
Falar mal da profissão ou do local onde se mora e se ganha o pão é o mesmo que fazer gol contra. É estar fadado ao fracasso e ao insucesso.
Daí a necessidade de saber escolher o que se deseja alcançar como meta e sonho de profissão. E nunca, jamais, em hipótese alguma, falar mal ou criticar o local (cidade ou edificação) onde se exerce a carreira escolhida.

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  Adilson Luiz Gonçalves . ENGENHARIA
Marquises e Sacadas

Adilson Luiz Gonçalves

Engenheiro, Professor Universitário e Articulista.
algbr@ig.com.br

De tempos em tempos, acidentes estruturais com sacadas e, principalmente, marquises de edificações ocupam, com destaque, as manchetes de jornais. Eles são raros, mas, sempre, dramáticos, pelas características dessas estruturas?
Uma marquise de concreto armado, por exemplo, representa um peso de 25 KN/m3 (ou 2,5 tf/m3); assim, uma laje com 10 cm de espessura pesa 250 Kgf/m2! A queda de uma marquise, portanto, pode gerar, além de danos materiais, e custos de reconstrução, acidentes fatais ou seqüelas graves.
As marquises e sacadas são apêndices da construção. As marquises, especificamente, servem para proteção contra as intempéries de veículos e pedestres. Ambas são estruturalmente definidas como estruturas "em balanço". Isso quer dizer que elas são apoiadas apenas em uma das extremidades. Essa configuração estrutural faz com que a parte mais solicitada dessas estruturas seja a superior, sujeita a esforços de tração, que provocam alongamento. Para quem não sabe, o concreto é um material frágil, ou seja: deforma pouco antes de romper. Além disso, ele apresenta comportamento diverso à tração e à compressão. Concretos convencionais resistem bem menos à tração que à compressão (aproximadamente: 10%). Para compensar essa deficiência de resistência são utilizadas armaduras de aço nas regiões tracionadas. Nas estruturas em balanço a região com armadura principal é, obviamente, a superior.
Eu costumo dizer aos meus alunos de Arquitetura que a profissão de engenheiro é uma das mais ingratas que existe, pois, ao contemplar uma obra imponente, os leigos perguntam: "Quem foi o arquiteto?"; mas, quando ocorre um acidente estrutural, a pergunta é, a priori, sempre outra: "Quem foi o engenheiro?"... Para os alunos engenheiros a analogia é com os médicos, pois, se um erro médico pode ser escondido "sete palmos" abaixo da superfície, um erro de engenharia fica acumulado alguns metros acima dela... Um erro médico, normalmente, gera uma vítima direta; já um erro de engenharia pode vitimar várias pessoas, destruir patrimônios, convulsionar cidades! E qual é o valor que a sociedade dá aos engenheiros?
O fato é que, quando um engenheiro tem condições adequadas para desenvolver seu trabalho, tudo funciona bem... E ninguém nota!
Mas, as causas de um acidente estrutural não estão restritas, como a maioria atribui, à atuação do engenheiro, em suas múltiplas funções. Um sinistro desse tipo pode ocorrer por vários motivos: erro de projeto, erro de construção, materiais inadequados, uso incompatível ou falta de manutenção, para citar os principais. Os três primeiros têm a ver, diretamente, com a engenharia: o dimensionamento da estrutura pressupõe as cargas para a utilização prevista para o usuário final (uma unidade habitacional é bem diferente de um armazém de materiais de construção!); o uso de concreto de resistência inferior à estipulada no projeto, ou além do prazo limite de aplicação pode ter conseqüências trágicas, e caracteriza, no mínimo, má-fé. Mas, um dos problemas mais freqüentes, é no âmbito da execução: Como foi dito, anteriormente, no caso de marquises as armaduras principais de aço são posicionados na parte superior dessas estruturas. Só que, durante o processo de concretagem elas podem sair dessa posição, devido ao tráfego dos operários e equipamentos, por exemplo. À fiscalização da obra cuidar para que elas sejam recolocadas adequadamente. Quando isso não ocorre os esforços de tração, em vez de serem absorvidos pelas barras de aço, afetam, exclusivamente, o concreto. Como ele apresenta baixa resistência a esse tipo de solicitação ele apresenta elevada fissuração que, pode evoluir até trincas e, no limite à ruptura. Mas mesmo que a armadura esteja bem posicionada, ainda assim o concreto apresentará microfissuras. Dependendo da agressividade do meio-ambiente elas não representarão risco; mas, no caso de marquises, que estão, normalmente, expostas às intempéries, as conseqüências podem ser dramáticas! Por quê? Porque o ar e a umidade, contaminados com matéria orgânica (fezes e urina de animais), produtos químicos (poluição ambiental), salinidade (sobretudo em áreas litorâneas) etc, penetram nas fissuras e provocam a corrosão das armaduras. É por isso que as áreas expostas às intempéries necessitam de proteção, que é feita mediante impermeabilização das superfícies. Só que existem vários tipos de impermeabilizações, com os mais variados materiais e técnicas de aplicação, com vidas-úteis diferenciadas, que prevêem proteção superficial, ou não, e cuja especificação depende de uma série de fatores. Infelizmente, a maioria dos condôminos é leiga, e prefere optar pelo sistema mais barato (pintura de base asfáltica, sem proteção superficial), aplicado por pessoal não especializado, sem garantia e sem responsável técnico. Bem, estamos falando de pessoas que ainda têm o mérito de preocupar-se com o problema! Infelizmente, a maioria só pensa na impermeabilização quando surgem manchas de umidade na face inferior das lajes, as armaduras corroídas aparecem, ameaçadoras, ou a vegetação transforma as marquises em jardins suspensos... Isso ocorre porque, via de regra, os condomínios, residenciais ou comerciais, e, até, os edifícios públicos não dispõem de rotinas para inspeção e manutenção preventiva das edificações! Dessa forma, as intervenções são paliativas (escondem o problema), ou, majoritariamente, corretivas (quando ainda há tempo para fazê-las) e, por isso mesmo, muito mais caras. Numa nova analogia com a Medicina, o usuário só dá importância para o problema quando ele vira crônico, grave ou incurável!
A drenagem adequada e permanentemente funcional também é fundamental para assegurar a integridade e durabilidade dessas estruturas. O entupimento de um ralo ou afim pode gerar acúmulo de água em volumes superiores ao das sobrecargas previstas para esse tipo de estrutura. Portanto, os ralos devem ser limpos regularmente, para evitar o acúmulo de folhas de árvores, animais mortos e sujeira de condôminos porcalhões. Atenção! Isso é manutenção, e cabe ao usuário providenciá-la!
O mau-uso também é um problema gravíssimo! Uma marquise é, normalmente, dimensionada para suportar, além de seu próprio peso e do sistema de impermeabilização, e sobrecargas leves, decorrentes de serviços de manutenção de sua superfície. Não podem, em absoluto, servir como área de estocagem do entulho de demolição de fachadas, a menos que esteja adequadamente escorada.
Em suma, problemas decorrentes de projeto e execução, são detectáveis durante o processo de construção, e seus responsáveis perfeitamente identificáveis. Já os resultantes de má-conservação e uso inadequado têm a ver com o usuário.
A legislação vigente prevê prazos de responsabilidade de projeto e construção, inclusive quanto aos vícios aparentes e ocultos. Se o proprietário é leigo, recomenda-se que contrate um profissional habilitado para efetuar vistorias periódicas; algo como um engenheiro ou arquiteto "de família", que orientará sobre as medidas preventivas ou corretivas que forem necessárias. O custo será, com certeza, bem inferior ao das despesas médicas, custas judiciais e indenizações, decorrentes de acidentes estruturais.
Algumas prefeituras já dispõem de instrumentos legais que obrigam aos proprietários de edificações apresentarem laudos técnicos, periódicos, sobre elas. Isso é justificado, mas, não necessariamente, efetivo. A mitigação dos riscos de acidentes estruturais passa, indissociavelmente, pela conscientização do usuário de que a segurança, a funcionalidade e a durabilidade de seu patrimônio dependem de procedimentos tão simples, como imprescindíveis, mas que demandam a atuação de profissionais legalmente habilitados no CREA! Isso vale para todos os elementos construtivos, mas, os usuários tendem a concentrar suas preocupações preventivas exclusivamente em itens como: instalações elétricas e elevadores. Só que infiltrações, armaduras expostas e deformações excessivas são sintomas igualmente importantes! No caso de marquises e sacadas os riscos são ainda maiores, sobretudo quando a impermeabilização é negligenciada.
É fato que existem outros materiais, mais leves, que podem ser utilizadas em substituição ao concreto armado na confecção de marquises; mas, nenhum deles, por mais resistente e durável que seja, dispensa manutenções periódicas.
"Empurrar com a barriga", praticar "automedicação" ou apelar para o curandeirismo de "profissionais experientes" em "garibadas" e "tapas" na área de construção (que aplicam a única solução que aprenderam para todos os problemas), é como tratar um câncer com analgésicos, e deixar que ele vire metástase! É responsabilidade direta e intransferível! Aliás, quem fica doente, por negligenciar sua saúde, pode culpar o médico? Quem sofre as conseqüências jurídicas de seus atos e omissões, pode culpar o advogado? Pois é... Da mesma forma, erros de projeto e construção são de responsabilidade de seus autores dentro dos prazos legais; mas, a falta de manutenção (ou manutenção inadequada) e mau uso são de responsabilidade exclusiva do proprietário!
Então, é preciso cuidar do patrimônio com a assessoria de um engenheiro ou arquiteto! Isso dá garantias técnicas e jurídicas!
No caso específico de marquises e sacadas - as estruturas "em balanço", mencionadas no início do texto – também assegura que elas nem balancem, nem caiam...

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