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ORÇAMENTOS,
PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE OBRAS
USINAS HIDRELÉTRICAS, BARRAGENS, PONTES
E TERRAPLENAGEM
| Ano
02 • nº 13 • 01/11/2002
NESTA EDIÇÃO
Obra Digital: A Internet
como Ferramenta do Orçamentista
O Permanente e o Mutável na Educação
Meio Ambiente:
Problemas Ambientais - II
Gestão:
novo Colaborador |
Tudo que é humano necessariamente
retrocede quando não avança. -
Edward Gibbon
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OBRA DIGITAL |
A INTERNET
COMO FERRAMENTA DO ORÇAMENTISTA
Minuta de uma das seções do curso
do EngWhere:
O Orçamento como Matéria da Engenharia
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Procuraremos abordar a utilização da Internet
como ferramenta para agilizar e baratear
os orçamentos de obras, e também para
a busca ou divulgação de informações técnicas
e ampliação de bases de dados.
Serão apresentados os principais recursos
e serviços que dispõe a Internet, tais
como: correio eletrônico, comércio eletrônico,
listas de notícias e discussão, e a procura
e cópia de textos, enfim, os rumos que
estaremos sendo levados, já que o setor
de Engenharia encontra-se ainda muito
superficialmente na Rede.
Introdução
Desordenada e assustadoramente tem
crescido o número de usuários da Net e
com isto, vem aumentando a disponibilidade
de informações, conhecimento e recursos,
e são tantas as facilidades que não é
novidade se dizer que estamos muito próximos
de uma condição sine qua non
ao Orçamentista.
Mais que isto, está se transformando em
nova fonte de conhecimento, e complementando
a formação do profissional, como o fizeram
o rádio, a televisão e o cinema, com vantagens
sobre estas, por veicular além de imagens
e sons, matérias escritas e sujeitas à
edição.
Correio eletrônico / WEB
O correio eletrônico (em inglês e-mail
e em Portugal correio-e) constitui o principal
veículo para a troca de mensagens entre
pessoas ligadas à rede. É mais barato
e mais rápido que o correio normal e supera
em eficiência, na maioria dos casos, o
telefone e o fax.
Apresenta a grande vantagem de se trocar
arquivos, permitindo, após a coleta de
preços dos materiais, minimizar os serviços
de digitação para se elaborar orçamentos:
ao serem compostos os preços, os insumos
poderão ser lançados através de simples
comandos de copiar-colar, ou com ferramentas
de importação em grupo. E, como a geração
de planilhas e relatórios é automática,
o trabalho braçal de digitação, se resumirá
ao lançamento de quantitativos.
A tarefa mais aborrecida dos orçamentos
talvez seja o ritual das cotações de preços
de materiais e serviços, sempre junto
aos mesmos fornecedores sem que, na grande
maioria das vezes, se concretize compras.
Com a Internet a dificuldade tende a ser
superada. O repasse dos preços pelo Fornecedor,
que os terá cadastrados em planilhas eletrônicas,
ou em arquivos HTML, tornar-se-á rotina,
ou tarefa de seu próprio marketing. Como
as informações dos produtos poderão também
ser enviadas tanto através de imagens
como de textos, haverá ainda, para ambas
as partes, significativa redução nos custos
de impressos e correios.
Devemos considerar ainda os serviços expontâneos
de informações de preços, como os da Eletroleste,
que disponibiliza em seu site ( www.eletroleste.com.br/
) com preços de 12.000 produtos em arquivos
Excel (próprios para serem lançados em
bloco nos Armazéns Gerais do EngWhere,
com seus recursos de importação de dados),
ou prestadoras de serviços como a Construironline
( www.construironline.com.br/ ) que cota
preços de materiais e fornecedores nas
principais cidades do país e dispõe informações
sobre licitações, e outras assuntos de
interesse do Engenheiro. O próprio DNER
( www.dner.gov.br ) disponibiliza para
download suas mais de 1.200 composições
de preços.
A WWW é ainda fonte inesgotável de oferta
de consultores, especialistas e profissionais
de todas as áreas da Engenharia, que eventualmente
poderão prestar serviços complementares
no orçamento. Dispõe, ao alcance do mouse,
jornais e revistas especializadas (www.engenhoeditora.com.br),
Normas Técnicas (www.abnt.com.br ), canais
de serviço como fóruns, eventos, cotações
online, etc.
e-procurement (B2B)
Segundo a Gazeta Mercantil "as compras
feitas pela Internet (e-procurement) podem
gerar uma economia de 5% a 15% para as
empresas" e, como no processo de cotação,
"quem está trabalhando com o comércio
eletrônico têm obtido real ganho no tempo
de negociação".
Sua utilização entretanto está atualmente
restrita às mega-empresas, que geralmente
são também as que definem a tendência
geral. As expectativas são de ampliar-se
e, ao ser adotado pela massa das pequenas
e médias empresas, deverá suplantar todas
as outras formas de comércio tradicionais.
Newsletters
A prática do SPAM e o receio de vírus,
que também são distribuídos em abundância
pela rede, têm dificultado a expansão
dos Newsletters. Trata-se de informações
de interesse do profissional ou das empresas,
que são disponibilizadas gratuitamente
pelos mais diversos fornecedores, em forma
de jornais, revistas, etc., ao interessado
que, para tanto, deve preencher uma ficha
de cadastro com seu endereço eletrônico.
É também uma forma de se ficar atento
às novidades que o mercado apresenta diariamente.
A maioria destes Newsletters dedicam-se
à emissão de notícias da área. O Newsletter
do EngWhere apresenta principalmente
artigos e dicas sobre orçamento e planejamento
de obras, e abre espaço para a inserção
de textos do próprio assinante.
Newsgroups
Recurso da Internet que permite a
manipulação de mensagens de forma diferente
do correio eletrônico. As mensagens, denominadas
artigos, são organizadas por assunto e
armazenadas em um servidor para que os
usuários possam lê-las. Poderão ser
do interesse do Orçamentista.
Vídeo-conferência
Ferramenta de comunicação que permite
a realização de reuniões à distância,
como se os participantes estivessem em
uma mesma sala.
O sistema, que utiliza vídeos em tempo
real, está na dependência, ainda, da diminuição
dos custos dos equipamentos e das novas
aplicações.
Execução remota de programas
A ligação a computadores remotos para
execução de programas é feita através
do protocolo Telnet. O utilizador atua
como se estivesse diretamente em seu próprio
terminal do computador, permitindo, por
exemplo, o acesso a catálogos de bibliotecas,
a execução de programas, etc.
Perspectivas & Conclusões
A Internet constitui atualmente uma
alternativa eficiente para a publicação
e consulta de documentos técnicos e expansão
das bases de dados do Orçamentista.
Pelas características dos serviços de
orçamentação de obra, é fácil prever que
a tendência continua em direção à terceirização,
porém a especialistas plugados à Rede,
e com o domínio sobre suas principais
variáveis: os preços dos insumos e as
características da Empresa que irá executar
a obra. Munidos de software eficiente
e preparado para isto.
O texto pretendeu fazer uma introdução
à Internet e despertar o interesse na
sua utilização como fonte de informação
e produtividade para o profissional de
engenharia, enquanto se aguarda do setor
uma maior sistematização e a prática destes
recursos, afinal de contas, disponíveis.
|
Os softwares de orçamento, para sobreviverem,
terão que rodar em rede, importar
e exportar dados de outros programas,
gerar arquivos de pequeno tamanho
que viabilizem a transferência por
e-mails, trabalhar com arquivos
de armazenamento de insumo independentes,
etc. O EngWhere, naturalmente,
já está preparado para tudo isto.
| Comente nossos textos
|
SERÁ TÃO DIFÍCIL ESCREVER
BEM?
Dizem as boas línguas que sou um bom escritor.
Ainda não parei para pensar sobre isto mas, me
considero um escritor aplicado pois, desde os
dez anos de idade venho brincando com as letras
e palavras que compôem o vasto universo da língua
portuguesa. Me perguntarão os leitores: por quê
resolvi abrir este artigo com tanta falácia? A
resposta é muito simples, escrever é nos mostrar
ao leitor, é desvendar o nosso próprio universo
interior a todo aquele que ler a obra acabada,
é se mesclar também à própria mente de quem lê.
Também decidi iniciar assim por um motivo prático:
muitas pessoas sentem a maior dificuldade em se
expressar pela escrita e, neste artigo, estarei
tentando passar algumas dicas para criar um bom
texto.
Alguns escritores defendem
que só pode escrever bem aquela pessoa que se
dedica ao aprendizado constante da língua portuguesa
e possui um escelente histórico escolar. Devo
concordar, em parte, com estes defensores da educação.
Realmente, quem possui uma base escolar de bom
nível, principalmente um ensino primário de excelência
reconhecida, terá uma melhor chance de se lançar
ao universo das letras. Porém, esta corrente se
esquece que o aprendizado pode continuar em qualquer
época de nossas vidas, isto é, nunca deixamos
de aprender e todos aqueles que se dispuserem
a dedicar algum tempo para treinar a escrita,
acabará por se tornar um bom escritor, a dedicação
sempre será recompensada em qualquer que seja
a área do aprendizado.
A melhor maneira de desenvolver
a escrita é possuir um rico vocabulário linguístico
e isto só se consegue através da leitura constante.
O vício da leitura deve ser adquirido por todos
aqueles que pensam em conquistar o poder da escrita.
Muitos me dizem que eu sou um viciado em leitura
pois, quando não acho nada para ler, leio até
bula de remédio, jornal velho (quanto mais velhos,
mais divertida é a leitura) ou até mesmo santinho
de campanha política (não pensem que estou exagerando,
é melhor ler coisas sem sentido, como promessas
de candidatos, que ficar sem o prazer da leitura).
Através da leitura, vamos enriquecendo nosso vocabulário
e nos permitindo até mesmo alguns abusos linguísticos
de quando em vez. Com um vocabulário mais abrangente,
falamos e, conseqüentemente, teremos também a
oportunidade de escrever melhor. A leitura é a
minha primeira dica aos leitores.
Outra coisa muito comum é
vermos textos sem sequência racional lógica, ou
seja, não apresenta suas idéias de forma correta.
Como assim? Qualquer texto deve ter, basicamente,
princípio, meio e fim. Vocês podem estar se perguntando:
mas quem este "cara" (é perfeitamente possível
utilizar-se de gírias em qualquer texto informal,
como este se propôe a ser) pensa que é para nos
dizer que nossos textos são desconexos? Vamos
com calma, como lhes disse no primeiro parágrafo
deste artigo estou tentando agrupar algumas dicas
para ser escrever melhor e o que escrevi acima
é a mais pura verdade: grande parte das obras
(não me refiro aqui apenas às obras publicadas
mas, qualquer texto escrito por qualquer ser humano)
escritas não possuem este tripé básico. Elas são
realmente desconexas, misturando a ordem dos fatos,
complicando a sua leitura e, ainda pior, a compreensão
da mensagem a ser captada pelo leitor. Qualquer
texto deve possuir início, meio e fim muito claros
para facilitar o entendimento daquele que o interpreta.
Não se começa uma carta pelo final, não se termina
uma redação com um título, não se inicia um ofício
pela assinatura de quem o redige. É claro que
exagero um pouco nos exemplos mas, meu objetivo
é fixar estas dicas para melhorar o desempenho
dos futuros escritores.
Uma dica mais que importante,
a leitura e a releitura para corrigir quaisquer
erros de ortografia e gramática, não somos imunes
aos erros. Eles acontecem ou pelo fato de ficarmos
muito tempo sem usarmos a referida palavra errada
ou, até mesmo por erro de digitação, muito comum.
Usar a auto-correção do Word é obrigatório mas,
não evita que o texto permaneça com erros. Muitas
e muitas vezes ao ler eu faço uma primeira correção
de concordância verbal e nominal, de gramática,
enfim, de toda a sintaxe do texto. Às vezes, também
altero a forma de escrever de algumas frases para
facilitar a compreensão daquele que lê, a escrita
não pode ser imutável, ela deve ser, ao contrário,
totalmente sujeita a mudanças, aberta até mesmo
a inclusão de mais palavras (por quê não?). Quando
faço a releitura, isto é, leio novamente o texto
escrito (são necessárias duas leituras mas, não
significa que só podemos ler duas vezes, os leitores
podem ler quantas vezes quiserem, desde que leia
no mínimo duas vezes), ainda aparecem alguns erros,
é a hora então de corrigí-los ou adequá-los. Só
depois de minhas duas leituras (obrigatórias),
posso fazer a auto-correção, e olha que ainda
pode aparecer algum erro. Viram, como é interessante,
neste exercício de leitura e releitura, descobrimos
um jogo, onde o escritor joga com o computador,
tentando vencê-lo no jogo da correção. Que tal
começarmos a praticar este jogo? Uma coisa lhes
garanto, quanto mais partidas existirem entre
vocês e o computador, melhores escritores vocês
serão ao final do campeonato (é claro que fiz
apenas um paralelo, outras partidas virão, o campeonato
nunca terminará - isto é pelo menos o que eu desejo,
comigo é assim!).
Para concluir, gostaria de me colocar à disposição dos leitores
para novas dicas de escrita, através de meu
endereço eletrônico sublinhado abaixo. Procuro
sempre descontrair meus artigos, ainda mais
escrevendo sobre um tema tão apaixonante. Espero
que minhas dicas realmente contribuam com a
melhora da qualidade de escrita daqueles que
se dedicarem a utilizá-las. Nunca devemos nos
esquecer que o nosso aprendizado deve ser constante,
a estagnação sempre resulta em retrocesso, ficamos
desatualizados e ultrapassados em relação ao
frenético mundo que nos cerca.
“Nem os milhões de seres humanos, nem as
forças materiais que parecem tão fecundas e indestrutíveis,
triunfam na história; nem mesmo o dinheiro, a
espada ou o poder mas, apenas os pensamentos,
inicialmente mal perceptíveis, de pessoas de aparência
muitas vezes tão insignificante"(Dostoievski).
Jorge Elias Fonseca Vice-presidente do Instituto
Brasileiro de Gestão gestaoibg@yahoo.com.br joelfons@zipmail.com.br
DESEMPREGO, UMA LUTA PELA
VIDA!
O
desemprego hoje é uma árdua luta pela vida, pois o homem sem
emprego é um quase nada, perde-se a auto-estima, perde-se o rumo,
perde-se o desejo, perde-se o sono, perde-se a dignidade. É um
momento muito difícil que passa hoje o Brasil e todo o mundo, pois
a globalização trouxe em seu seio a “pobretização”, transformou o
mundo numa utopia de livre comércio e concorrência, em livre
desemprego e desigualdades sociais, onde os “países em
desenvolvimento” passaram para “países em
empobrecimento”. Passa a ficar inimaginável alcançar algum
desenvolvimento com o modelo imposto pelo FMI a diversos países
que passaram por crises econômicas como o México, a Rússia, os
tigres asiáticos, a Argentina e o próprio Brasil, que recorreu
mais de uma vez a este fundo e vive um momento delicado e
extremamente volátil, devido a especulações de grupos financeiros
que bateram recordes a cada ano de lucro, principalmente sobre a
dívida interna brasileira. Todos nós contribuímos para o pagamento
do lucro destes grupos, pagando nossos impostos em dia embutidos
em tudo que compramos e deduzidos diretamente em nosso salário,
que absurdamente é chamado de renda. O desemprego cresce
assustadoramente em todos os países que passaram por crises
econômicas e outros sem crise econômica, como alguns países da
Europa, o Japão e outros do G-7. Muitas vezes alguns países mais
extremistas buscam em guerras irracionais e ilógicas, o aumento da
demonstração de seu poder e o total controle do petróleo como uma
fórmula de reduzir e acabar com a recessão que insiste em bater a
sua porta. No Brasil vivemos um momento difícil que afeta uma
fatia expressiva da população do país, que perdeu o emprego, não
possui fonte de financiamento para montar seu próprio negócio e,
com essa crise, mesmo sendo um negócio informal, teria um alto
índice de insucesso, pois um círculo vicioso destrói qualquer
possibilidade. Sem emprego temos menos renda, que reduz o nível de
compras de mercadorias e serviços, que dispensam funcionários,
para poderem sobreviver num mercado cada vez mais competitivo,
onde os impostos não perdoam e são extremamente elevados em níveis
mundiais, sucumbindo muitas vezes em fechamento de empresas e mais
desemprego. O brasileiro desempregado vive uma situação cada
vez mais inusitada, pois luta para se recolocar no mercado e os
poucos que conseguem após vários meses dessa insana procura,
aceitam salários menores, pois sua sobrevivência e de sua família
está em jogo. Muitos dos que não conseguem essa recolocação vivem
momentos extremamente difíceis, sua auto-estima desaparece e cada
vez mais fica difícil essa volta ao mercado de trabalho, quando é
chamado para um processo de seleção, a sua ansiedade e vontade de
trabalhar, distorce seu equilíbrio emocional, ele não consegue
transmitir suas experiências e consequentemente perde mais uma
oportunidade, e ele escuta mais uma vez uma frase que se repete em
seus ouvidos como uma música triste: “o seu perfil não se adapta à
vaga pretendida”. Quando o brasileiro passa por um período
longo de desemprego, tudo em sua volta parece desmoronar,
começa-se pequenas discussões em casa, o seu relacionamento
afetivo fica abalado, seu desejo sexual é reduzido, sua vontade de
lutar se esvai, seu corpo já não tem o mesmo ânimo, seus sonhos
começam a virar pesadelos, ele começa a se culpar de tudo e que
tudo dá errado, se acha o pior entre seus pares, fica sem
perspectiva nenhuma e o chão começa a desaparecer em sua
frente. Um país não pode ficar à mercê de especulações
financeiras e eleitoreiras, enquanto o seu povo pede e clama por
trabalho, pois não existe um projeto que priorize o mais simples e
formidável presente para os homens, o trabalho. Só conseguindo
trabalho para todos poderemos gerar mais trabalhos, pois
formaremos um círculo virtuoso, onde o trabalhador gasta o seu
salário para dar a sua família comida, vestuário, moradia e
dignidade, isso vai gerar novos postos de trabalho, pois os
empreendedores e empresas terão que produzir mais e mais e essa
roda começa a ganhar velocidade. Quando essa roda começa a
girar de forma contínua, cada vez mais teremos de volta a
auto-estima para o homem, estaremos dando um novo rumo à sua vida,
estaremos trilhando um novo caminho de progresso para o nosso
país, onde um projeto de um povo esteja acima de uma política
econômica de um FMI onde a receita do bolo é igual para todos não
importando se este país tem uma economia mais desenvolvida ou
não.
“O homem se humilha se castram seus sonhos,
seu sonho é sua vida e a vida é o trabalho e sem
o seu trabalho o homem não tem honra e, sem a
sua honra se morre, se mata... (Fagner)'"
Marcius Vitório Scarano Presidente do Instituto
Brasileiro de Gestão
gestaoibg@yahoo.com.br
marciusvs@yahoo.com.br
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| CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS |
AGENDA, MEMOS & CI's |
Prefira
a utilização de recipientes descartáveis.
Vantagens: mais higiêncios, dispensa lavagem
(lavar significa alguém para lavar, local
para secar, local para estoque, pano para
enxugar - que também deve ser lavado,
secado.... por alguém ... ), evita-se
transmissão de doenças como hepatite,
gripe, etc.
Utilizo em minhas obras com sucesso.
Eduardo Muzzolon
Eng.º Civil/ Cascavel-PR
Ô Eduardo! Estes copinhos empoeirados
queimam o dedo e entornam café na
camisa. Não tem nem pires para
dar continuidade ao papo, e deixam a
copa cheia de baratas e gosto de
corrimão na boca. Demandam 50 anos
para serem absorvidos pela Natureza
(a bituca de cigarro, apenas 2 anos),
e como convidar? Vamos saborear um
copinho plástico de café? A Rainha da
Inglaterra, que nunca teve hepatite,
ficaria horrorizada com sua tese.
O evento é dirigido a empresários e gerentes
de empresas do setor de construção civil,
profissionais, pesquisadores e estudantes
ligados ao setor e tem como objetivos:
. divulgar as mais recentes
ferramentas de Tecnologia da Informação e Comunicação - TIC
que podem promover uma maior produtividade e competitividade
no setor da Construção Civil; . difundir o uso da TIC
apresentando métodos e práticas utilizadas no Brasil e
mundo; . Promover a aproximação entre os profissionais do
setor da Construção e os do setor de Tecnologia da
Informação e Comunicação para promover uma maior oferta de
produtos e serviços de TIC que atendam as necessidades do
setor da construção;
. Divulgar o potencial das instituições
de pesquisa do Paraná em TIC.
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notícias, novidades e experiência,
para inserção nas próximas edições da
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PRÓXIMO
NÚMERO |
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01/12/02 |
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Usinas
Hidrelétricas
Ética
Meio Ambiente | |
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Revista EngWhere
Sabe tudo!
(por modéstia não deixa transparecer)
Sugere a participação no melhor Grupo
da Internet
http://www.grupos.com.br/grupos/classica
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Coluna do Pimpão |
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Com nossa Revista se intelectualizando,
com Catedrático, Jornalista, Filósofo e
agora poetas enriquecendo-a, resolvemos nos
aprofundar de vez para, a James Joyce, expor...
O MONÓLOGO INTERIOR DO GAMBIARREIRO
...que se preza não utiliza parágrafos ou
ponto-final que é para economizar papel
e pega em lâmpada quente e não tem medo
de levar choque, sim, e nunca desliga o
padrão e fala o que lhe vem na telha, que
é preferível pensar desordenadamente ou
falar o que se passou na cabeça alheia,
do que não pensar ou não passar nada em cabeça
nenhuma, sim, que o importante é agradar
a gregos e muçulmanos, e não querer
também se passar por especialista, que sabe
cada vez mais sobre os mínimos detalhes
e por fim acaba sabendo tudo sobre um nada,
mas polivalente e eclético, dos que não
sabem nada, mas sobre tudo, sim, que
o alicate vale por várias chaves de boca,
e seus maiores amigos são o barbante, a
fita adesiva, o durepoxi, a fita-isolante,
o super-bonder e o arame, e sempre tomar
o partido dos mais fracos e torcer por eles, como nos
desenhos da TV em que os gatos são
massacratos pelos ratos do início ao fim
do filme, sim, que chave phillips não é
coisa de gente séria, e embora o caroço
do abacate não ter sido bem dimensionado,
a orelha foi muito bem bolada para
carregar o lápis, sim, e a menos que
se esteja em gabarolices de botequim não
se deve confessar ser um deles, e ao notar
que a gambiarra do outro não funcionou,
fazer cara de espanto e exclamar: pô, mas
isto é uma gambiarra, sim, e faça propaganda
das suas e elogie as gambiarras inteligentes
do Chefe, e se falhar uma delas tenha pronta
a resposta: só erra quem faz, sim, e não
saia de casa sem uma chave de fenda, uma
galocha e um canivete suíço no bolso, sim, inimigo
de inimigo meu é meu amigo, mas enfim o
corretivo para aqueles que se gabam de que
o Futuro é hoje, o ano 2002 está mostrando
ser bem pior que o anterior e comprovando
que a grande invenção que se deve esperar
mesmo do Futuro é uma maquineta do tempo
para se poder voltar ao Passado, sim...
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| Coluna do
Borduna |
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|
OS
PUXA-SACOS
Os
puxa-sacos, todos sabem, existem nas formas
ativas e passivas. Um não vive sem o outro.
Contrários ao relacionamento saudável
e à Sociedade, os puxa-sacos não vieram
para acrescentar ou convencer, não buscam
o convívio normal, ignoram as amizades
ou a admiração geral. Geralmente adoram
a intimidade, a delação e um chefe incompetente.
O Engenheiro de Obra deve evitar o convívio
com estes dito-cujos caso queira ser admirado,
ou não queira virar manchete na rádio
peão.
SEMÂNTICA
Qualquer entendido corroboraria:
estas Organizações seriam muito
mais apropriadamente chamadas de
Desorganizações.
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O PERMANENTE
E O MUTÁVEL NA EDUCAÇÃO
Engº Paulo Sertek
Engenheiro Mecânico, Licenciado em Mecânica
e Especialista em Gestão de Tecnologia e Desenvolvimento
Professor de Cursos de Pós-Graduação em Ética
nas Organizações e Liderança
Pesquisador em Gestão de Mudanças e Comportamento
Ético nas Organizações
Assessor empresarial para desenvolvimento organizacional
psertek@xmail.com.br
Portal educativo
Os valores humanos são a questão chave para
a boa convivência humana. Animar e estimular
a prática dos ideais elevados, é o melhor legado
que podemos oferecer aos que serão os protagonistas
do desenvolvimento do próximo século. Esta aspiração
implica na preparação de educadores e pais para
as dificuldades que advém de uma sociedade competitiva
e de apelos consumistas como a nossa. As constantes
mudanças tecnológicas e culturais nos levam
às questões sobre o que é permanente e o
que é mutável na educação, e quais os valores
no contexto do século XXI?
Os "limites" tornaram-se da quintessência
da educação atual: pais e educadores usam e
abusam desse conceito, achando que assim mantêm
os jovens longe de problemas. Assim, esquecem-se
de que é muito mais fácil cair quando se diz
"seu limite é a beira do precipício" do
que dizer "ande por aqui, longe do perigo".
A educação, na verdade, é a arte de conduzir
adolescentes e jovens a um padrão de excelência.
É este o conceito que precisa ser resgatado.
Educar para os limites é submeter a graves riscos
os jovens e adolescentes. A idéia que está por
trás dos limites é que a liberdade é um fim
e não um meio. Diz-se: "o jovem é livre, mas
não deve ultrapassar o limite". Falso. O jovem
não é mais livre quando faz o que quer dentro
de determinadas fronteiras. O jovem exercita
melhor a sua liberdade quando escolhe dar
o melhor de si, quando aspira à excelência humana,
quando aspira a coisas grandes.
Contando com educadores cada vez mais conscientes
da sua missão não somente informativa mas também
a de promoção dos valores humanos, haverá um
estímulo para a Educação das Virtudes Humanas
como eixo da transformação do próximo século.
As virtudes põem o homem no centro do processo
de desenvolvimento e protagonizam um progresso
científico e tecnológico dentro dos valores
solidários.
Conhecedores dos efeitos por vezes negativos
de uma mídia pouco preocupada com a educação,
pais e educadores podem e devem atuar para uma
tomada de posição para elevar os níveis morais
e culturais.
Precisamos redobrar esforços na conscientização
de que os saberes e as técnicas não bastam para
construir a coesão social. O sentido moral,
a adesão aos valores compartilhados e as qualidades
do coração são tão necessários como a razão
para refazer, sem cessar, geração após geração,
uma sociedade solidária e fraterna.
Leia outros textos sobre Ética
e Educação no site do Professor
PROBLEMAS AMBIENTAIS - II/II
Jornalista Vilmar
Berna Ambientalista de renome internacional
e único brasileiro homenageado pela ONU com o Prêmio
Global 500 Para o Meio Ambiente, no ano de
1999.
Fundador do Jornal do Meio Ambiente.
http://www.jornaldomeioambiente.com.br
7.Os municípios e as unidades de
conservação da natureza
A defesa da natureza ganha cada vez mais aliados, agora nos
municípios, com a tendência dos vereadores constituintes
em incluírem nas leis orgânicas em elaboração,
capítulos sobre meio ambiente ainda mais estrutivos
que o da Nova Constituição Federal. Isso provocará
efeitos também nos Executivo, com a revisão
do planos diretores e das leis municipais, especialmente
a Lei de Uso do solo, que aliás deveria chamar-se
Lei de Uso do Meio ambiente, pois é nela que
vivemos. Além disso, será necessário um cadastro
poluidoras, entre outras medidas para controle
da poluição e defesa do meio ambiente.
Entre estas medidas, é de grande importância a
criação de unidades de conservação da natureza que projeta os
ecossistemas mais representativos do município, ou suas áreas de
excepcional, interesses ecológicos, de turismo, paisagístico,
arqueológico, etc. Essas unidades de conservação podem ser parque
florestal, reserva biológica ou área de proteção ambiental, de
acordo com que indicar o diagnóstico ambiental prévio da área a
ser protegida.
O Código Florestal (lei Federal n.4771/65)
define em seu artigo 5º, alínea "a" , que os Parques nacionais,
estaduais e municipais têm como finalidade resguardar atributos
excepcionais da natureza, conciliando a proteção integral da
flora, da fauna e das belezas naturais, com a utilização para
objetivos educacionais, recreativos e científicos.
Nos
parques admite-se a visita com fins recreativos ou educacionais, o
que já não acontece nas reservas biológicas, onde só cientistas
podem entrar, mesmo assim autorizados. Essa restrição
justifica-se, pois a fauna é muito sensível a presença humana
deixando de procriar, abandonando a cria e até fugindo do
local.
As áreas de proteção ambiental são menos
restritivas, permitindo a coexistência da natureza com núcleo os
urbanos, atividades econômicas, desde que sob condições especiais
não prejudiciais ao meio ambiente.
Não se cria uma unidade
de conservação apenas por lei ou decreto. São precisos estudos
prévios do diagnosticas e zoneamento ambientais, e a elaboração de
um plano de manejo para a área , que indicará os múltiplos usos
possíveis e permitidos e as restrições a serem adotadas.
De
todas as atividades que envolvem uma unidade de conservação, a
educação ambiental é um dos mais eficientes instrumentos tanto
para a divulgação da criação, limites e importância da área a ser
preservada, quanto para o estabelecimento de uma parceria com a
população, principalmente através de trabalhos formais e informais
a serem desenvolvidos nas escolas municipais. É fundamental que a
população sinta-se participante na defesa de um patrimônio natural
que lhe pertence, em vez de ser expulsa ou maltratada por guardas
ou fiscais mal remunerados e mal orientados para o trato com o
público, despertando na população relações predatórias com a
unidade de conservação.
8. Natureza de Papel
Existem só no Estado do Rio de Janeiro 92
unidades de conservação da natureza, incluindo
parques, reservas e áreas naturais da Federação,
Estados e municípios. Constituem um rico patrimônio
ambiental do povo fluminense onde a mata atlântica,
restinga, manguezais, campos de altitude, entre
outros, deveriam estar preservados. Infelizmente,
existem apenas no papel de leis e decretos.
Estas últimas testemunhas vivas da antes exuberante
natureza fluminense, reduzidas hoje a verdadeiras
ilhas esparsas sobre o território do Estado,
estão na verdade abandonadas.
Um exemplo desse descaso com as unidade de
conservação é o Parque Nacional de Itatiaia, o primeiro a ser
criado no Brasil, em 1937, e que até hoje não teve sua situação
fundiária regularizada , não existem recursos financeiros e
materiais e nem funcionários em números suficiente, muito menos
teve implantado um plano diretor. Os resultados são a caça e dos
desmatamentos, queimadas, criação de gado no interior do Parque,
enfim, agressões de todo tipo, e que são comuns a todas as outras
unidades de conservação - sem exceção. Falta de tempo não é , pois
já se passaram 54 anos, mais de meio século. Muito menos de
recursos, pois desperdiçaram-se bilhões de dólares em obras
faraônicas e absolutamente dispensáveis, como o complexo nuclear
de Angra dos Reis. Os que faltou mesmo foi interesse e respeito ao
patrimônio público.
Faltaram também as reformas agrária e
urbana bem como uma política habitacional voltada prioritariamente
para o interesse social em vez de apenas e exclusivamente para o
capital, como foi durante décadas. Sem lugar para morar ou
plantar, a população tem exercício pressão insuportável sobre as
unidades de conservação, especialmente aquelas localizadas em
áreas urbanas, como Floresta da Tijuca, entre outras. Vistas como
invasoras e indesejáveis, estas pessoas são, na verdade, vítimas.
Com as populações nativas e até indígenas, que habitam há séculos
as áreas naturais, tem acontecido a mesma coisa, com
constrangimento de toda ordem, quando deveriam ser ouvidas sobre
seus conhecimentos e práticas de lidar com os ecossistemas durante
tantos anos sem destruí-los. Um saber fundamentos para a atual
geração cujo maior desafio é continuar crescendo, com justiça
social e distribuição de riquezas, sem destruir o meio ambiente e
os recursos naturais. É preciso não esquecer que nossa espécie
também fazer parte da natureza e, portanto , não tem sentido lutar
somente pela sobrevivência das espécies animais e vegetais e seus
ecossistemas sem igualmente lutar para superar o sofrimento e a
miséria da vida humana que se esvaia no grande fosso da injustiça
social e econômica existente entre as classes.
Seguramente,
estes temas estarão na pauta das discussões na Rio-92, aqui no Rio
de Janeiro. Está na hora de as autoridades tirarem nossas unidades
de conservação do papel, com esforço de toda a comunidade. Mais
que uma exigência ecológica, é uma questão de credibilidade.
Afinal, o Mundo estará de olho em nós e certamente, ninguém levará
a série a assinatura de nossos governantes em nossos governantes
em novos acordos e compromissos, se até agora não foram capazes de
cumprir com responsabilidade assumidas há mais de meio
século.
9. Pequenas
Soluções Diante de um grande problema, devemos
buscar grandes soluções, certo? Errado, pois os grandes problemas
são feitos de pequenos problemas, bem mais fáceis de resolver. Um
dos grandes problemas atuais é a necessidade de energia para
promover o crescimento econômico e garantir a qualidade de vida
das pessoas. Sabemos que a energia não brota da parede quando
acionamos uma tecla ou tomada, mas vem de algum lugar da natureza.
Sempre que há um aquecimento econômico com o fantasma do blecaute
ou do possível racionamento de energia. Nesse momento entram em
campo os adeptos da energia nuclear que sempre querem mais e mais
usinas, como se o lixo atômico que permanece ativo por 25 mil anos
pelo menos e a impossibilidade de evacuar decentemente a população
em casos da acidentes nucleares fossem assuntos para ecologistas
chatose antipatriotas.
Opõe-se ao grupo dos pró-usinas
nucleares os adeptos das grandes hidrelétricas, como a de Itaipú,
na fronteira do Paraguai, ou a de Balbina, na Amazônia, por
exemplo, que geram energia, mas a um custo sócio-ambiental
tremendo. E não pensem que todo esse esforço de produção de
energia é para melhorar o dia-a-dia do cidadão, como diz a
propaganda, mas boa parte é desvia para indústrias altamente
dependentes de energia.
Afinal, os ecologistas reclamam
porque são do contra? Muito pelo contrário. Eles são a favor. A
favor de programas de conservação de energia, que podem economizar
até 20% da capacidade já implantada de geração de energia, o que,
de cara, evitaria a construção de novas hidrelétricas, usinas
nucleares ou termoelétricas insustentáveis e poluidoras por um bom
tempo. Também são a favor de se adotarem outras soluções
energéticas, que podem não resolver no caso de grandes indústrias
e de grandes centros urbanos, mas são perfeitamente viáveis para
pequenas comunidades, áreas rurais, ilhas etc, como, por exemplo,
a energia produzida a partir da biomassa, da energia solar, da
energia eólica etc. Além de não serem poluentes, não precisa
gastar com grandes linhas de transmissão e libera energia para
atender aos grandes centros consumidores. Também são a favor das
hidrelétricas que afogam florestas e sítios históricos e expulsam
trabalhadores rurais e comunidades tradicionais, que aproveitem
melhor a calha dos rios e a correntezas, com o mínimo de
alagamento.
As palavras-chave que estão faltando pra
resolver esta questão energética são: descentralização das
decisões; instrumentos para maior participação da sociedade na
busca de soluções locais; e investir mais em pesquisas, município
por município, para evitar que pequenos problemas se torne
grandes, porque aí o assunto começa a ficar muito chato, com muito
blablablá de cada lado, e as pessoas têm mais o que
fazer.
10. Terra Planeta
Água
No dia 22 de abril, comemorou-se o Dia Mundial
da Terra. É um bom motivo para se pensar na
água, afinal, a superfície de nosso planeta
é constituído por apenas 30% de terra firme.
Os 70% restantes são de água. Mas, nem toda
essa enorme quantidade de água está disponível
para uso humano. Conforme pode ser visto no
desenho, 97% são águas salgadas e apenas 3%
são doces. Destes,. Apenas 0,6% são águas doces
superficiais,, e, destas, um pouco mais da metade
está disponível, nos lagos e rios. O que dá
idéia bem clara da importância dos rios e lagos
para a espécie humana, e ainda do quanto este
liquido é precioso para nós, mais até que o
petróleo.
Apesar disso, o
que nossa espécie está fazendo com os rios? Poluindo com esgotos
domésticos e industriais, retirando vegetação protetora das
margens e mananciais, o que apressa seu assoreamento, envenenando
com metais pesados e agrotóxicos, construindo em suas margens e
modificando seus cursos, além de muitas outras agressões. É no
mínimo um contra-senso, pois são estes mesmos rios que fornecem a
pouca água doce disponível no planeta.
Quais seriam as
outras alternativas? A dessalinização da água do mar, o que já vem
sendo feito no Oriente Médio. O problema é que este é um processo
caríssimo, só viável para os ricos países exportadores de
petróleo, além de gerar enormes quantidade de sal, de difícil
aproveitamento final. A outra possibilidade também é muito cara e
de grande impacto térmico no meio ambiente. Trata-se dos
transportes de icebergs das regiões polares até os locais de
consumo. O que temos de fazer é muito simples: trabalhar com a
natureza e não contra ela. Isso significa, entre outras
providências, combater a poluição dos rios, impedir a ocupação de
seus leitos e, principalmente, investir em reflorestamento
ecológicos, para recompor as matas protetoras das margens e dos
mananciais dos rios. As matas funcionam como se fossem uma
esponja, retendo cerda de 99,5% das águas das chuvas e
liberando-as aos pouquinhos para o lençol freático, alimentando
poços, nascentes, olhos d’água, minas, fontes que, por sua vez,
formarão parentes, o ano todo, os rios que abastecem as populações
e mantém as atividades econômicas, principalmente a
agricultura.
Sem essa vegetação protetora, as águas das
chuvas não penetram no solo, mas correm em sua superfície,
provocando erosão e desmoronamento que, além da morte de inúmeras
pessoas e perda de bens, causam a diminuição da fertilidade do
solo, tornam cada vez mais caros os investimentos com barragens
para conter o escoamento das águas, ressecam o solo, provocam sua
desertificação, entopem os rios, que acabam inundando e causando
sérios prejuízos, além de provocar a morte e extinção de espécies
animais e vegetais, muitas delas sequer conhecidas ou classificas
pela Ciência. É como se destruíssemos livros, antes de
abri-los.
O mar, por sua vez, não está em situação melhor.
Ele é o maior dos habitats do planeta e o mais rico em forma de
vida. As algas microscópias, fitoplânctons que flutuam em sua
superfície, estão na base de cadeia marinha. E, além disso, são
elas as principais responsáveis pela produção do oxigênio
necessário à vida no planta, como conhecemos, e não a Amazônia,
como muita gente pensa.
Mas, os mares e oceanos foram
transformados em lixeiras nucleares e industriais, recebem
milhares de litros de esgoto diariamente e têm seus ecossistemas
destruídos. O óleo derramado no mar forma uma fina camada na
superfície, o que inibe a fotossíntese dos fitoplantos, dando um
golpe mortal bem no início da cadeia alimentar, o que significa a
morte de centenas e centenas de outros animais, além de diminuir a
oferta de oxigênio no planeta.
Como é fácil perceber, tudo está interligado.
Os rios, mares e oceanos, as florestas e o equilíbrio
dinâmico do ciclo hidrológico fazem parte de
um concerto da natureza, da qual participamos,
no papel privilegiado de maestros da sinfonia.
Não podemos, agora, abdicar dessa nossa posição,
numa visão romântica de retorno a um tipo de
vida primitivo, a pretexto de estar em harmonia
com a natureza. Nossa harmonia depende exatamente,
de assumirmos a importância do nosso papel.
Fomos capazes de interferir na natureza para
pior. Precisamos agora fazer o contrário. Uma
coisa é cera: o planeta conseguirá sobreviver
sem nós, talvez um pouco mais feio e arranhado.
O contrário, porém, não será verdadeiro. Nossa
espécie não sobreviverá sem o planeta, Simplesmente
não temos para onde ir. Nossas vias –
e as das futuras gerações estão em nossas mãos.
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