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ORÇAMENTOS, PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE OBRAS

 
Revista EngWhere 
    Ano 05 .  nº 43.  01/06/2005
Nesta Edição
Textos Sacros do EngWhere: Assim na Terra Como no Céu
e mais: Psicografia de 1633 e Uma Santa e Última Homenagem
Marketing Empresarial: A Pergunta Que Não Quer Calar
Materiais de Construção: Contrapiso. É Importante?
Profissional: Vida Empreendedora
Ética e Educação: Qualidade de Decisão

Os Softwares EngWhere são produtos modernos, versáteis, leves, desenvolvidos em Visual Basic, para todos os Windows, tem fácil operação e buscam o desenvolvimento profissional e facilitar a vida de seus usuários.

* EngWhere O Software do Engenheiro
* EngWhere BDI O Software que Calcula e Ensina o BDI
* EngWhere DO Diário de Obra para Todos os Modelos
* EngWhere BD Com o Banco de Dados do Site do EngWhere
* EngWhere Caixinha Em Testes no Site

Para o dia-a-dia do Profissional.

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  Execução de Obras . JUNTAS DE CONCRETAGENS

Assim na Terra como no Céu

Não existe nada tão subjetivo dentro da Engenharia de Obra, mormente nas grandes barragens, nada tão dependente do gosto pessoal, da opinião particular, do que a famigerada Liberação de Concretagem. O olho do Fiscal é tudo.
Onipotente, a sabedoria em pessoa, acima do céu e da terra, desce de seu escritório onde aparenta estar cuidando de seus superiores afazeres, e, mostrando-se entediado, parte em direção ao bloco para liberar a concretagem.
Se você, após 3 dias de trabalho intenso, correrias mil, cuidados de mãe com o bebê, não ouviu dos lábios deste ser superior serem pronunciadas pausada e seriamente as palavras “o bloco está liberado”, passou pela vida e não viveu (referimo-nos mais especificamente à resposta, em coro, que baixinho ressoa da peãozada: amééém...).
Nas linhas abaixo repassamos aos nossos leitores a suprema teoria sobre a matéria (de memória, portanto sujeita a alguns erros), que nas grandes obras equivalem em importância ao Fiat Lux pronunciadas no momento da Criação.
Diferentemente da frase primeira, procuramos evitar ser tão concisos, mas antes espichar ao máximo nossos dizeres, tanto para contribuir com a importância destes conhecimentos, quanto para não confundirem-nos com Jesus Cristo:

• JUNTAS DE CONCRETAGEM
Algumas poucas horas após a concretagem de uma camada inferior, ou intermediária, observe a formação de uma película esbranquiçada sendo formada na superfície do concreto. Na última camada não dá para verificar, por ser desempenada com o concreto ainda fresco; e não vem ao caso já que estamos nos referindo à aderência que se requer entre duas camadas centrais, ou, mais precisamente entre o concreto já endurecido em uma das superfícies com o concreto fresco que será lançado sobre ela.
Em barragens, onde se requer estanqueidade dos blocos e é significativa sua quantidade, é talvez um dos serviços mais trabalhosos e polêmicos.
"A película esbranquiçada, ou nata, inimiga maior da aderência, deverá ser eliminada. Como sua formação se dará por um período de três a quatro horas após a concretagem, não tendo o concreto endurecido de vez, a remoção poderá ser feita mais facilmente imediatamente após, por jato de água, rastelo ou com escovas metálicas (não em barragens que o processo é mais rigoroso e irá requerer o jato água/ar em alta pressão, também mais produtivo). Caso os serviços fiquem para o outro dia, a remoção da nata só será possível com a difícil, lenta e cara utilização de ponteiros ou marteletes pneumáticos para apicoar toda a superfície. E é tudo."

  Ênio Padilha . MARKETING EMPRESARIAL

A Pergunta Que Não Quer Calar

Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do país.
eniopadilha@uol.com.br

O que eu faria diferente agora, se a minha carreira profissional de engenheiro estivesse começando?
O que eu poderia ter feito para chegar mais rapidamente aos resultados que eu queria?
Que pecados eu poderia não ter cometido?
Quantas vezes eu já me fiz estas perguntas?
Quantas vezes você já se fez perguntas semelhantes?
O livro “Os Pecados de Marketing na Engenharia e na Arquitetura” pretende buscar as melhores respostas para essas perguntas. Não que isso resolva o passado. Sabemos que não é possível modificá-lo. Mas, pelo menos, podemos mudar a rota do futuro.
Se não cometermos hoje os pecados de ontem, teremos menos coisas de que nos arrepender amanhã.
E, como sabemos, um dia sem arrependimentos é sempre um dia melhor.

O que fazer para obter o sucesso profissional
John F. Kennedy, presidente dos Estados Unidos, tinha uma frase que ficou famosa: “O segredo do Sucesso eu não sei qual é. O segredo do fracasso eu sei: é tentar agradar a todo mundo”.
Rolim Adolfo Amaro, saudoso “Comandante”, tinha outra frase interessante, incluída nos 7 mandamentos da TAM: “A melhor maneira de ganhar dinheiro é parar de perder”.
Além de seus significados, altamente instrutivos, essas duas frases têm em comum outra coisa importante: a sua estrutura.
Na estrutura as duas frases dizem a mesma a mesma coisa: Nem sempre você precisa saber a maneira correta de fazer alguma coisa. Se você consegue identificar qual é maneira errada, você já está a meio caminho do sucesso.
Parar de cometer erros pode ser a maneira mais fácil de acertar.
Esta é a premissa deste livro

Problemas locais. Angústias pessoais…
Durante estes últimos 4 anos tenho apresentado cursos de marketing para profissionais de Engenharia e de Arquitetura em várias partes do país (mais de 7.400 profissionais, em cerca de 90 cidades de 27 estados brasileiros). Uma coisa sempre me chama atenção nas intervenções dos participantes durante os cursos, nos intervalos, nas conversas depois dos cursos e mesmo nos e-mails que eu recebo. É que a maioria dos profissionais acredita que os problemas que ele enfrenta, na sua cidade, têm alguma coisa a ver com as características particulares da sua cidade ou da sua região.
Ele pensa que os seu problemas são só dele. Pensa que o que acontece na sua cidade é muito diferente do que acontece no resto do país. Pensa que as angústias, suas dúvidas e seus medos são só seus.
Nada mais falso.
Pelo menos no que diz respeito aos problemas enfrentados por engenheiros e arquitetos na região dos seus negócios, posso afirmar, sem medo de errar, que o Brasil é muito mais IGUAL do que DIFERENTE.
Problemas encontrados em Belém, no Pará, são idênticos aos enfrentados pelos colegas em Santa Catarina ou no Rio Grande do Sul.
Dificuldades que os nordestinos pensam que são “privilégios” locais são, na verdade, problemas presentes no dia-a-dia de goianos e amazonenses.
Os exemplos apresentados neste livro foram buscados em toda parte e eu tenho certeza que você irá identificar muitos deles (senão com o seu próprio comportamento, mas com o comportamento de algum colega da sua cidade).
Acredite, em alguma cidade, a três ou cinco mil quilômetros daí, essas mesmas coisas estão acontecendo com outras pessoas.

Por que cometemos esses pecados?
Muitos dos pecados tratados neste livro já são do conhecimento do leitor.
Isso eu já sabia, dirá ele (você).
Ainda assim, esses pecados têm sido reincidentemente cometidos ao longo dos anos, comprometendo a qualidade do seu serviço, a conquista e manutenção de clientes e, conseqüentemente, os resultados positivos esperados no negócio.
Por quê ?
Por que estamos repetindo erros cujas soluções já foram encontradas. Por que continuamos a errar, mesmo tendo informações sobre a natureza do erro ?
Por várias razões. Eis algumas:

1. Nunca nos damos conta de que os pequenos pecados, quando consideramos no conjunto (que é a visão inconsciente do cliente), formam um grande problema.
Sempre que alguém nos diz “tal coisa você tem feito de forma errada…” você, mesmo concordando com a pessoa, acaba pensando “tudo bem, mas isso não é o fim do mundo. O cliente não vai me abandonar só por causa disso”.

2. Muitos colegas fazem a mesma coisa. Por que é que eu não posso fazer ?
Este é um erro muito comum. E reflete a falta de percepção da oportunidade. Se tem muita gente cometendo um erro no mercado, em vez de contribuir para a cristalização do erro, podemos (e devemos) ver a situação como uma oportunidade de diferenciar nossa performance e estabelecer um produto com um potencial competitivo mais evidente.
Seguir o rebanho, definitivamente, não é uma estratégia recomendada para quem quer vencer. Essa é a estratégia de quem não quer aparecer…

3. Achamos que o cliente não está percebendo o problema.
Muitos clientes são educados. Ou não querem se incomodar. Fingem que não estão vendo certas coisas.
Mas estão vendo sim. E essas observações vão ser utilizadas na hora de fazer uma avaliação geral do nosso desempenho.

4. Acreditamos que a qualidade técnica do nosso trabalho compensa qualquer aborrecimento ou transtorno que o cliente tenha que enfrentar ou suportar.
Falso. Se a qualidade técnica do trabalho fosse a chave para o sucesso profissional de engenheiros e arquitetos, livros e cursos como esses que eu escrevo e apresento seriam totalmente desnecessários.
A verdade é que não existe o Segredo do Sucesso. Nem uma fórmula mágica. O sucesso se constrói com pequenas coisas aparentemente sem importância e que todo mundo sabe muito bem o que é. O que precisamos ter é a consciência de que é necessário juntar as peças desse jogo e assumir as dificuldades que são reais e que precisam ser enfrentadas.
Este livro tem a pretensão de ser uma ferramenta para a obtenção deste objetivo.

Boa leitura. E, não peque mais.

Leia outros artigos no site do Especialista: http://www.eniopadilha.com.br

Nota da Newsletter:
O quarto livro publicado por Ênio Padilha, "OS PECADOS DE MARKETING NA ENGENHARIA E NA ARQUITETURA" (outubro de 2002) teve sua edição esgotada no final do ano passado. O autor não pretende fazer uma segunda edição em virtude de que uma parte do conteúdo desse livro (uns 40% será reescrita e incluída num dos dois próximos livros que estão sendo produzidos.
Por isso estamos presenteando nossos leitores com a publicação, NA ÍNTEGRA de todos os 26 capítulos do livro aqui no nosso "Três Minutos de Marketing".
Começamos hoje, com o primeiro capítulo:
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR
Os próximos capítulos serão publicados nas próximas 25 semanas.
Boa Leitura!

Janela do Vaticano
Espaço para mensagens relevantes
que no geral não são levadas a sério.
Uma Santa e Última Homenagem!


O EngWhere, para quem não sabe, inventou uma forma única de comercialização, e que muito nos tem orgulhado.
Embora não estar disposto no Site, somos a única empresa de toda a Internet a enviar o produto antecipadamente ao pagamento ou recebimento dos cheques pelo correio, sempre que podemos.
Exigimos apenas a confirmação verbal que os cheques já foram postados. Achamos que assim comprometeríamos o comprador não com a mentira (em voga em todas as profissões) ou com o calote (comum até nos dias-santos), mas com a imoral união de ambas e que caracteriza a “picaretagem”, vedada ao Profissional.
Estaríamos protegidos pelo Código de Ética, que não permite a um Profissional da Área prejudicar os demais.

Entretanto, acredite-se, não vemos esta forma de depositar confiança nada mais que uma obrigação nossa, pois além de estarmos vendendo ao próprio Colega, estaremos retribuindo a confiança por acreditar em nosso trabalho.
Além disto não há nenhum outro caminho ou atalho para quem busca angariar amizades, ou para quem pretende mudar o mundo, nossos casos, que não se inicie com a confiança no próximo. Temos, isto sim, é necessidade em portarmo-nos assim.

Agindo desta forma há anos, sem nenhuma decepção, absolutamente nenhuma exceção, e também sem nada de pressuposto descobrimos naturalmente e temos que declarar: o Engenheiro Brasileiro é honesto. Que Deus o proteja.

Em vista disto, e pedindo licença à Santa Edwirges (Protetora dos Endividados, Mutuários do BNH e outros caloteiros, segundo Dom Clóvis, um colega nosso), e tendo em vista o mês atípico em nosso comércio (já na primeira dezena do mês os softwares foram vendidos fartamente em São Paulo, e para 3 João, 5 Paulo, 1 Jesus, 3 Paulo de Castro), que entendemos como um sinal, decidimos que, tão logo canonizado e através deste espaço que lhe homenageou, arrogar São João Paulo II como o Protetor dos Usuários do EngWhere.
Como todas as pessoas honestas, deverão estar precisando.

   Mísseis Recebidos
 Agenda, Memos & CI's

Boa tarde Srs.
Sou estudande de Eng.Civil da UFCG-PB e gostaria de agradecer pela ajuda da EngWhere na minha formação, através dos boletins via e-mail.
Estou certo que, como eu, existem muitos estudantes agradecidos (também) pela colaboração.
Muito Obrigado, de coração!
Josias Esmero

Prezado Josias
O elogio nos calou. Raridade na Engenharia, em que só se elogia nos momentos fúnebres ou quando se tem aumento de salário, prevemos muita sorte, e gratidão, para seus parceiros, amigos e, principalmente, peões, sobre os quais tem inexplicável força propulsora.
Não temos dúvida que o segredo dos grandes tocadores de obra (que todos dizem ser, gostariam de ser, mas não são) você já conhece.
Abraços
Amado

Caro Primo
Li as matérias veiculadas e não vislumbrei qualquer apologia à corrupção que pudesse dar ensejo à intervenção...
Muito ao contrário, as matérias "desnudaram" a costumeira corrupção que campeia nas licitações e exemplificaram alguns casos, porém sem identificar pessoas ou empresas cujos verdadeiros nomes foram substituídos por nomes de fantasia, de forma bem-humorada e até mesmo debochada. Não havendo ilicitude...
JAJr
Morro da Rocinha

Caro Enio,
Sou engenheira civil, concordo totalmente com o artigo sobre marketing na engenharia-desde a faculdade brigo por isso pois ainda existem muitas pessoas(e não são só as mais humildes) que acham os serviços de um engenheiro ou arquiteto dispensáveis, e o pior é que tem muito colega incentivando isto, fazendo trabalhos a preço de banana, não dando importância ao custo benefício.
Quanto mais nós trabalharmos para melhorar esta imagem mais reconhecidos e melhores remunerados seremos.
Um abraço,
Lilian Sartor Fogaça-Eng. Civil

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. Softwares EngWhere
5 Softwares Empresarias
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  Coluna do Borduna
Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura, jamás. - Che
  • Eles estão em todas!
    Só faltava esta.
    Depois que o idoso não entra em fila,
    Para tirar proveito vão se atirando na frente
    Os sabidinhos carecas.

  Geraldo Cogorno . MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Contrapiso. É importante?

Engº Geraldo Cogorno
Coordenador e Professor da Faculdade de Engenharia Civil de Ponta Porã,
nas disciplinas 'Materiais de Construção' e 'Construção Civil'.
Engenheiro Civil pela Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie em 1977.
gcogorno@terra.com.br

Apesar de algumas opiniões contrárias, ele é, sim, importante. Por que? Porque garante a vida útil do piso e dá resistência e segurança à construção. Além de proporcionar uma proteção à saúde, em especial para as pessoas que sofrem de problemas de ordem alérgico.

Porém para que um contrapiso atenda a todas essas exigências ele precisa ser executado de forma correta, obedecendo ao espessor mínimo recomendado por norma (ABNT), à mistura e traço dos materiais componentes e à perfeita execução de mão de obra.

Os tipos de contrapiso podem variar de acordo com a categoria da obra: baixa, média e alta. Mas dentro dos padrões técnicos.

Categoria baixa: nivelação do terreno, apiloamento, aplicação de uma camada de pedra britada, assentamento do piso cerâmico diretamente com argamassa comum, com mistura de impermeabilizante na água de amassamento. Outra variação é a utilização de tijolos comuns quebrados em substituição da pedra britada.

Categoria média: nivelação do terreno, apiloamento, execução de contrapiso de concreto magro, com impermeabilizante e aplicação do piso cerâmico com argamassa colante.

Categoria alta: nivelação do terreno, apiloamento, colocação de uma camada de pedra britada, execução do contrapiso de concreto magro, com impermeabilizante e aplicação do piso cerâmico com argamassa colante.

Caso o piso a ser utilizado, seja do tipo assoalho, os cuidados devem ser redobrados, pois é um material suscetível e muito sensível à umidade. Nesse caso recomenda-se aumentar o consumo de cimento no concreto do contrapiso e colocar placas de isopor de 5mm debaixo das tábuas do assoalho, que além de servir como isolante contra a umidade, servem também como abafador do ruído dos saltos do sapato.

No caso dos pisos de taco, os cuidados a serem tomados são os mesmos que os aplicados ao assoalho, sem as placas de isopor. Nesta situação além do contrapiso bem acabado, a cola a ser utilizada não deve ser a base de água – cola branca, só usada em pavimentos superiores – mas a do tipo asfáltico – preta.

Não esqueçamos, que assim como os sapatos protegem nossos pés da sujeira e da umidade, o contrapiso também protege os “pés” da nossa casa – camas, guarda-roupas, armários, mesas, etc. Portanto...

Psicografia de 1633 (Galileu Galilei em nossa Redação)


Eu, Amado Gabriel da Silva, filho do falecido advogado Waldomiro Gabriel da Silva, brasileiro, de cinqüenta e oito anos de idade, intimado pessoalmente à presença deste Órgão de Benemerência e ajoelhado diante de vós, Eminentíssimos e Reverendíssimos Senhores promotores da moralidade, da ética e dos bons costumes na Internet Brasileira, possuidores também de insuspeitos e reconhecidos conhecimentos técnicos e de produção de obra, tendo diante dos olhos e tocando as mãos os Santos Evangelhos, juro que sempre acreditei, que acredito, e, mercê de Deus, acreditarei no futuro, em tudo quanto é puro, honesto, decente e moral em nossa Internet, e nos altíssimos e elevados conceitos de quem os promove.
Mas, considerando que escrevi e distribui uma revista na qual discuto erradamente a corrupção, manchando de forma abusiva a honradez de nossos homens de bem, e conspurcando a moral internética, que sem conhecimento de causa disserto sobre os serviços extra-contratuais, e, insiro inadvertidamente textos de pessoas hereges e suspeitas, como Maquiavel e Platão, reconhecidamente nocivos à nossa sociedade, sem apresentar nenhuma solução; desejando eliminar do espírito de Vossas Eminências e de todos os engenheiros e arquitetos essas inverdades; com sinceridade e fé verdadeira, abjuro, amaldiçôo e detesto os citados erros cometidos, e em geral qualquer outro erro, mormente o de referir-me a qualquer assunto técnico com humor, para evitar qualquer sombra de subentendido. Declaro não ser a corrupção assunto para meu pequeno entender, nem de qualquer outro engenheiro ou arquiteto, devendo não me referir, citar, tanto por escrito quanto verbalmente, mas antes procurar mantê-la ou colaborar para que se mantenha na mais completa obscuridade; que serviços extras na Engenharia não são assuntos de minha alçada; que Maquiavel e Platão não devem nunca ser referidos, publicados em parte ou por inteiro, lidos, sugeridos, tanto por escrito quanto verbalmente, para se evitar o mal entendido e a disseminação de suas idéias, sujeiras, falhas, imoralidade, que só irão emporcalhar nossa Internet; e juro que no futuro nunca mais direi nem afirmarei, verbalmente nem por escrito, nada que proporcione motivo para tal suspeita a meu respeito. As palavras “falcatrua” e “maracutaia” não serão nunca mais por nós pronunciadas ou publicadas na revista.
Juro, ainda, que este texto, exatamente por conter os nomes indignos desses indivíduos, não será exposto na Internet, mas distribuído exclusivamente por e-mails, aos ignaros assinantes da revista e a eventuais guardiões que, sem que saibamos, nos honram com sua assinatura, com única finalidade de preservar e manter os bons costumes, a moral, a honestidade e a decência na Internet, e por este nobre motivo não carecem mesmo de que se identifiquem de forma correta para se cadastrarem como nossos assinantes.

  Adilson Luiz Gonçalves . PROFISSIONAL

Vida Empreendedora

Adilson Luiz Gonçalves
Engenheiro, Professor Universitário e Articulista.
algbr@ig.com.br

Todo o empreendimento começa com uma idéia.
A idéia é como um diamante bruto: precisa ser lapidada e polida até atingir a forma ideal. A perfeição é o objetivo!
Mas uma idéia só pode virar um empreendimento, quando é viável. Para saber isso é preciso ter todos os elementos disponíveis para analisá-lo: tecnologias, materiais, recursos humanos e financeiros.
E se não for viável? Devemos desistir da idéia?
Absolutamente, não! Quem faz isso não é um empreendedor!
A idéia pode não ser totalmente realizável, no momento, mas nada impede que ela seja efetivada em etapas. O que não pôde ser feito hoje, pode acontecer depois, sem perda de qualidade ou eficiência e, até, melhor.
Suponhamos, agora, que um cheque em branco nos fosse dado, permitindo que um magnífico empreendimento fosse executado com todos os recursos disponíveis. Seria a obra perfeita e definitiva!
Seria?
É quase certeza que não, pois quando os recursos são abundantes, a primeira vítima é a criatividade. Pouco ou nada seria acrescentado. Pior: ainda antes de concluído, o empreendimento já estaria, seguramente, a meio caminho da obsolescência.
Idéias são feitas de desafios. E desafios são para ser vencidos!
Assim é, também, com a vida!
Ela deve ser baseada em idéias e ideais, e construída ao longo da existência. O apoio dos pais e mestres é indispensável, mas ela só é plena, quando assumimos seu comando.
Sobre a perfeição? Não devemos nos iludir: Não existe perfeição, nem obra definitiva!
Sempre que concluímos uma, já está na hora de começarmos a pensar na versão 2.0, ou seja: atualizada e ampliada.
Sobre o que não se sabe... Isso é temporário, pois tudo pode ser aprendido!
A vida só fica obsoleta, quando acreditamos que já sabemos tudo, ou quando pensamos que não podemos aprender mais nada.
Todos nós somos diamantes brutos, e cada etapa de nossas vidas faz parte de um processo, que se inicia na lavra da família e continua com progressivas lapidações e polimentos. A arte final quem faz somos nós, a cada dia.
Não devemos temer os erros, mas aprender com eles!
Os sucessos devem ser comemorados, mas não devemos nos deslumbrar ou acomodar com eles!
Não sou tão jovem, para ter todas as dúvidas, nem tão idoso para acreditar, tola e arrogantemente, saber todas as respostas; mas asseguro-lhes que nenhum ser humano pode nos surpreender tanto, quanto nós mesmos!
A cada nova lapidação sempre revelamos uma nova faceta, e a cada novo polimento, mais elas evoluem.
Basta olhar para nós mesmos, para perceber o milagre que somos!
O milagre vem da fé, e a fé move montanhas. Portanto, devemos ter fé em nossa capacidade de ousar e superar desafios.
Tenham certeza de que as limitações só existem quando nós as aceitamos.
Na verdade, um limite é, apenas, o próximo obstáculo a ser transposto!

Fones: (13) 32614929 / 97723538
  Paulo Sertek . ÉTICA E EDUCAÇÃO

Qualidade de Decisão
Virtude da Prudência
(2)

Engº Paulo Sertek
Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento
Engenheiro Mecânico e Professor de Cursos de Pós-Graduação em Ética nas Organizações e Liderança
Pesquisador em Gestão de Mudanças e Comportamento Ético nas Organizações
Assessor empresarial para desenvolvimento organizacional
psertek@xmail.com.br

A decisão de qualidade tem sua gênese no emprego adequado da inteligência e da vontade. Fundamenta-se numa etapa reflexiva, como fonte, e deságua numa etapa operativa (volitiva). Esclarece a seqüência de operações das faculdades o quadro 1 a seguir onde se estrutura os vários momentos da construção das decisões. Apresenta-se de forma didática algo que ocorre no processo interno reflexivo e volitivo. Na realidade, estes momentos podem dar-se de forma concomitante. Indica-se à esquerda e à direita as operações que correspondem à inteligência e à vontade respectivamente:

QUADRO 1 - Seqüência de operações intelectivas e volitivas
Elaboração própria a partir dos autores citados; LAUAND, PIEPER, TANQUEREY e GOMEZ PÉREZ.

DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS: INTENÇÃO
INTELIGÊNCIA VONTADE
REFERÊNCIA A Idéia básica sobre a finalidade da açãoVolição básica da finalidade
FINALIDADE DA AÇÃO Juízo de valor sobre a bondade, conveniência e possibilidade. Intenção do fim, propósito.
REFERÊNCIA AOS Deliberação sobre os meios a empregar. Satisfação ou consentimento sobre os meios a serem empregados.
MEIOS Juízo de valor sobre os meios mais aptos para atingir o fim.Escolha ou decisão
DEFINIÇÃO DA EXECUÇÃO
INTELIGÊNCIA VONTADE
Ordem ou mandato de execução Comando da vontade às faculdades que executam o decidido.
Ordens operacionais Satisfação

Para proceder com prudência, três condições são particularmente necessárias: deliberar bem, decidir bem e executar com firmeza.
a) Deliberar bem
A deliberação é a discussão interna que se estabelece sobre possíveis objetivos e possíveis meios a serem empregados na execução. Deve nortear essa discussão o princípio ético: buscar fins bons através de meios igualmente bons, portanto evitar o emprego de meios maus para atingir fins bons. Esta etapa deve estimular a reflexão sobre o passado, o presente e o futuro.
· Refletir sobre o passado é aproveitar os dados da própria experiência que interessam ter em conta para fundamentar o juízo no caso concreto atual. Há experiências que se deve buscar de outras pessoas ou de casos similares. Esta reflexão deve ser positiva pois se trata de buscar na memória só os assuntos pertinentes e de forma ordenada. Aqui faz-se necessário ter o hábito de otimizar a memória, que não pode ser simples junção de dados mas deve reter conclusões e informações claras. O grande perigo é se o que se busca na memória representa apenas impressões superficiais. “Otimizar o passado significa estudar os precedentes, aquilatar a experiência. Esses precedentes podem estar na própria experiência ou na alheia. Neste segundo caso é necessário consultar, o que implica a virtude de saber onde se pode obter a melhor consulta”(5).
· Refletir sobre o presente é captar os dados que atualmente tem especial relevo. Distinguir o essencial do acidental. Esta fase exige agudeza da mente e forte objetividade ( ater-se a realidade dos fatos ). Para adquirir penetração em determinado assunto, dirigir a atenção ao essencial e saber encontrar os fatos, definir o que corresponde a um problema, perguntar sobre as suas causas, e buscar as possíveis soluções. A reflexão sobre o presente engloba a capacidade de adequar as experiências do passado a situação concreta atual. Como não se repetem as situações e os problemas é necessário captar o que há de comum entre eles e que subsídios podem ser aplicados.
De acordo com GOMEZ PEREZ: “Saber olhar ao redor, a circunspecção. Esta qualidade é difícil porque é experiência corrente que o homem só vê o que previamente quer ver. Daí a necessidade de estar disposto a ver também o que não se quer ver.
A inteligência do presente, o ter consciência do que está ocorrendo, saber como estão as coisas. Não basta acumular detalhes: é preciso ver as linhas de união, os grupos de fenômenos.
A capacidade de deduzir conclusões: uma vez visto o presente e diagnosticado os fenômenos, antecipar quais são as linhas previsíveis”(6).
· Refletir sobre o futuro consiste em prever as consequências éticas e técnicas das ações que se pretende realizar. Exige estimular a capacidade criadora. O projeto das ações no futuro exige a antecipação da sua consistência, da avaliação de esforços e meios a serem empregados.
b) Decidir bem
Para decidir bem é preciso melhoria na capacidade de julgar o que é bom ou o que é mau, conveniente ou não, no caso concreto. O juízo relativo aos objetivos e aos meios a serem empregados depende de saber estabelecer critérios adequados, técnicos e éticos, para nortear a escolha da melhor solução. Aperfeiçoar a capacidade de julgar bem exige a aquisição de critérios. Os critérios dirigidos ao “fazer” pertencem aos conhecimentos técnicos específicos da atividade profissional. Os dirigidos ao “agir” emanam dos princípios éticos. Ao juízo de qualidade segue-se a escolha ou a decisão pelo que se julga mais de acordo com os critérios adotados. Nesta etapa não se pode esperar certeza absoluta para agir, isto levaria à indecisão. Basta que a certeza seja moral: a que exclui a dúvida prudente e fundamentada.
As decisões a tomar em que apareçam dúvidas, é necessário saber distinguir as negativas das positivas. São negativas as que se apoiam em motivos insignificantes e pouco sérios. As positivas são as que se apoiam em razões sérias para duvidar, mas mesmo assim são insuficientes para afastar o temor do equívoco.
Ajudam a administrar as dúvidas os seguintes critérios: as negativas devem ser desprezadas, por outro lado não é lícito agir com dúvida positiva. É solução legítima escolher a solução mais segura; a que favoreça os princípios éticos, ou de acordo com o caso, os critérios específicos da área de trabalho. As dúvidas positivas podem ser dissipadas chegando a uma certeza prática mediante o estudo e o assessoramento prudente.
É diferente estar convencido de algo e estar certo. Para eliminar esta possibilidade de erro involuntário, deve-se crescer em abertura de inteligência e, abertura aos outros, que é humildade.
c) Executar com firmeza
"Mas enquanto ordenador, quando soluciona, quando se decide, o homem prudente dirige-se para o que 'ainda não' se encontra realizado, precisamente para o que há de se realizar. A primeira condição da 'prudência ordenadora' é por isso mesmo a providência, a previsão. Designa-se com isto a capacidade de determinar com alguma antecedência se um determinado ato será ou não o verdadeiro caminho para a realização do fim"(7) .
Ainda que se tenham previsto as dificuldades e obstáculos é preciso considerar as circunstâncias que podem interferir na execução do decidido. Cercar-se de cautelas pois nem tudo é possível de se prever.
É preciso definir o nível de esforço a ser empregado e providenciar as garantias da sua continuidade para chegar aos resultados da ação. Muitas vezes desiste-se no meio do caminho, de decisões já tomadas, pelo custo que supõem, e esforço de constância que exige a aplicação dos meios.
Há quatro espécies de defeitos contrários a prudência: a precipitação, a inconsideração, a inconstância e a negligência. Age precipitadamente o que se deixa levar pelo ímpeto emocional. A inconsideração afeta a capacidade de julgar, pois despreza ou descuida às coisas necessárias para um juízo adequado. A negligência implica em não ordenar o que foi decidido, não ordena a execução. A inconstância não cumpre o imperado. A preguiça não começa a tempo, e a indolência o realiza frouxamente, sem cuidado e sem esmero.
"De duas maneiras pode o homem faltar à exigência que está implícita na virtude da prudência. Em primeiro lugar pode fazê-lo por uma verdadeira recusa ou por um atraso, não se verificando então os ativos pressupostos da prudência. A irreflexão e a indecisão, de que falamos, são imprudentes pela via da recusa; mas também o são a negligência e a desatenção no exame das realidades concretas que rodeiam o nosso agir, assim como a moleza na decisão. Todas estas formas de imprudência são um 'defectus', uma verdadeira falta, um não, em conjunto; falta-se à reflexão séria, ao juízo fundado, à decisão urgente e definitiva”(8).
Trata-se de identificar nas três etapas que compõem a virtude da prudência; deliberação, decisão e execução·, quais são os aspectos deficientes e estabelecer algumas metas que estimulem: a reflexão, o estudo dos assuntos, leituras apropriadas para melhoria na definição de critérios, e por fim executar com prontidão o decidido e acostumar-se a ir até as últimas pedras.
A título de exemplo; para a decisão sobre gastos, investimentos, novas instalações, etc. a nível pessoal, familiar, ou empresarial, indica-se um critério prudente que tem uma aplicação ampla e pode nortear as decisões.
(continua no próximo Número)

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(1) PEREZ, Rafael Gomes, Ética Empresarial: Teoria e Casos, 1. ed., Madrid-ES, Ed. Rialp, 1990, p. 69
(2) Id.
(7) PIEPER, Josef- Virtudes Fundamentais, Editora Aster- Lisboa
(8) Id.

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