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Revista EngWhere
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Revista EngWhere
Cada vez mais bandida!
Ano 11 • nº 84 • 01/12/2012
ORÇAMENTOS, PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE OBRAS
Nesta Edição Meio Ambiente Aprendendo a amar
Psiquiatria & Política Confusão Mental Diarréica O Mal do Futuro Marketing Taylorista, Graças a Deus! Comportamento Bom Dia!

As chances de um pintor de fachadas experiente cair da corda são mínimas.
Sempre caem na fase de aprendizagem.

O que distingue a profissão dos engenheiros e a torna única é seu compromisso com a Inteligência. Nenhuma outra ousa tanto.
Psiquiatria & Política
01
Dezembro
2012

Confusão Mental Diarréica: O Mal do Futuro

A descoberta que relatamos é sobre um mal que aflige 48% dos brasileiros que batizamos de Confusão Mental Distônica Diarréica (CMDD).
Nome descomplicado, que já explicaremos porque, para um achado recente. A Saúde Pública, cada vez mais embrulhada, nos agradecerá.
O mais correto talvez fosse emprestar nosso nome à descoberta, mas desistimos para não incorrermos no erro de Parkinson, que descreveu a doença que leva seu nome para depois (e sempre os confusos mentais) pensarem que foi por ter contraído a moléstia.
Assim, entendemos que um nome razoável seria Mal de FHC - que muito honrou os confusos – mas, conhecendo a figura, preferimos não arriscar: sairia por aí dizendo que foi ele que fez a descoberta.
Vimos no Google haver outra doença, também da psiquiatria, com a mesma sigla (Chronic Major Depressive Disorder), mas não seremos nós que mudaremos a História, e nossa sigla, por causa de uma doença de segunda grandeza. Eles que lá mudem a deles.

A confusão mental na forma bruta que a descobrimos, afeta o cérebro na região responsável pelo senso crítico, que julga e emite opiniões e conceitos.
O indivíduo atacado perde a capacidade de julgamento e a sensatez para opinar. Sua visão ética se distorce e cada vez mais se distancia do belo. Torna-se desmemoriado, sem foco e razão, ou, usando a linguagem dos moderninhos da informática, um desanexado.
Doença degenerativa que expõe o indivíduo ao ridículo por fazê-lo se passar por uma espécie de cínico que critica vorazmente quem se comporta exatamente igual a si mesmo ou então, em estado avançado, elogia pessoas reconhecidamente sem mérito e ataca os que lhe fazem o bem.

Não se trata de burrice (que acomete 95%), mas de um transtorno ainda mais pernicioso.
Embora sem conseguir se expressar ou omitir opiniões ajuizadas, o que os confusos mentais mais gostam é, justamente, de omitir opiniões. Por isso estão sempre colhendo opiniões alheias.
Desgraça pouca é bobagem: por terem perdido o senso do ridículo, colhem as opiniões mais estapafúrdias, das fontes menos confiáveis e parciais, ou seja, de diarréicos ainda mais confusos.
Incansavelmente as retransmitem por e-mail aos seus contatos, numa chatice de causar inveja a macaco prego.

Apreciam sobretudo o pensamento decadente e sensacionalista da Veja, da Folha, do Estadão e da Globo, que têm como bíblia. FHC é seu profeta maior, a mentira um alimento filosófico.
Nada à sua volta acontece se a mídia não publicar, e tudo o que publica passa a ser a mais pura expressão do Sublime. Lêem as invencionices que pregam estes órgãos como se estivessem bebendo da fonte de um Fernando Pessoa, maior poeta da língua.
Não se pense que não ofereçam perigo: acreditando piamente que o papelzinho que sapecaram na cabeça do Serra teria sido mesmo uma bomba de muitos quilotons, com seu enorme eleitorado e maioria no Congresso, quase colocaram na Presidência da República um dos maiores gatunos da atualidade.
Como diria Lula, o Sábio, parodiando Sérgio Buarque de Holanda: “Nunca na História deste País um gatuno chegou tão perto”.

Acometidos de uma espécie de surdez crônica, não conseguem ouvir o que estão “gritando” da América do Norte à do Sul, do Japão à Europa, do Oriente à África: que nós brasileiros somos talvez o povo mais privilegiado do planeta. A Mídia das 4 famílias prefere que não saibamos disto, e não publica.
Escondendo o sol com a peneira proibiram suas redações (onde a endemia foi mais devastadora) de publicar notícias importantes para a coletividade.
Como o ridículo quase sempre é acompanhado de humor, criou-se um suspense para adivinhar onde arranjarão cinismo suficiente para esconder a maior e mais importante manchete de nossos 500 anos, que aguardamos para muito breve: “Debaixo de trovoadas e adversidades generalizadas, Dilminha dribla a fome, a miséria e o desemprego, e passa de mão-beijada ao sucessor a quarta economia do planeta”.
Babas verdes de inveja escorrerão de bêbadas bocas, repicarão os trovadores.
Na verdade o mal que querem perpetuar tem de 2.000 anos: a Fome, a monstruosidade que faz o ser humano ser menos valorizado na escala cósmica que os dinossauros, caso existissem, finalmente voltou a ser combatida com seriedade cristã e política, e nós brasileiros, regozije-se, estamos na linha de frente do milenar combate. Ato inimaginável na era Mesozóica pré-Lula, marcada também pela separação da América do Sul e da África por meteoros gigantes.

Deslocados no espaço e no tempo, querem os Estados Unidos como os donos da verdade e tudo fazem para servilmente obedecê-los. É o complexo de vassalo, uma espécie de masoquismo em cadeia e proporções gigantes, que procura fazer com que os brasileiros se prostrem ao outro país como se adorassem a um deus pagão. O transtorno – fartamente alimentado por FHC - não foi ainda abordado nos anais da psiquiatria nem nas latrinas dos mais sujos congressos.
Mudanças divinas talvez estejam ocorrendo e não se perceba: não há como explicar os ricos mergulhando em crise e os famintos emergindo de um mar de rosas. Tudo o que queria o Apocalipse.
Enquanto isto, os Estados Unidos, uma montanha de fezes, dinheiro e cinismo – que se diverte fazendo filmes e guerras - tomam doses maciças de decência humana, colhida não se sabe aonde, e nos surpreendem colocando um negro para ser o homem mais poderoso da terra. Já podem ser vistos como um povo: têm medo, anseios, esperança e, assim que retirarem suas bases militares da Amazônia, poderemos até chamá-los de amigos.

Embora a mesma logorréia e elação, idêntico humor disfórico, heteroagressividade, fuga de idéias, difusão do pensamento, embotamento afetivo e empobrecimento da linguagem e do pensamento, não se trata de esquizofrenia. Os esquizofrênicos preservam sua inteligência e não raramente se orgulham dela, colocando-se a quilômetros dos diarréicos.
A cura, ou desobsessão, é incerta. Sabe-se que pauladas não surtem efeito pelos muitos casos de estudantes que levaram lambadas de cassetetes nas costas em passeata de protesto pela morte do colega Edson, se esquecer por completo do ocorrido para, agora, irem votar no DEM, um partido tradicionalmente pelego da ditadura e de outros opressores da massa, preciosidade do CMDD.

Quanto mais vêem a mídia se escarafunchar em mentiras e propósitos obscuros, mais tentam se passar por ativistas e convencer que as “pseudo-idéias” são próprias, ou que dariam a vida por elas. Não se assustem os familiares, que os confusos mentais não dão a vida nem para salvar a humanidade de risco iminente. Odeiam o heroísmo tanto quanto os assalariados.
O mais perto que chegam da Liberdade de Imprensa é quando parodiam Voltaire (...defenderei até a sua morte, por aporrinhação, o direto de dizer asneiras), Paul Éluard (Sur la merde du désert j'écris ton nom), ou Millôr (Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados saqueável), e nunca passam disto.

Caso intrigante ocorre com os grupos de engenheiros na internet, muitos carecas de dar dinheiro para político, para poder pegar obra: mostram-se indignados com José Dirceu, por estar fazendo o mesmo. Nada mais contrário ao Homem Cordial (na definição de Sérgio Buarque de Holanda) já que tradicionalmente os pecadores são os que levam a bolada para casa. Como a mídia não fala deles, sequer são criticados ou julgados.
Nunca criticam um juiz por ter uma fortuna inexplicavelmente maior que a do réu. Ser rico torna-se qualidade moral.

Sabe-se que a indústria do amianto despeja considerável fortuna em comerciais na mídia, por isto o Escândalo do Amianto é apenas uma marolinha.
A Itália está processando donos de empresas brasileiras do ramo, que provocaram câncer em italianos que aqui trabalharam e retornaram doentes, e nossos engenheiros civis ainda estão achando que asbestose é uma doença que dá em burros.

Como não temos Oposição (seus políticos não vão além de intriguinhas e fofoquinhas), a imprensa hipnotiza os demais CMDOs para que façam seu jogo.
Dois dias no BBB são suficientes para um brother ser recebido com gritinhos de emoção quando visitam uma cidade. Duas capas de revista (de 8ª categoria) bastam para um ministro do STJ, com título de doutor e fantasiado de assombração, sair por aí distribuindo sorrisos e autógrafos.
É o complexo de Salvador da Pátria, uma variável da síndrome, surgida com o crescimento desenfreado do País, que faz com que muitos queiram atrair os méritos para si. Em 80% dos casos é apenas safadeza, que mascara a paranóia, dificultando o diagnóstico.

Como a mídia está irreversivelmente perdendo espaço, dinheiro e a razão de existir para a Internet (quando até uma revista de 4ª categoria como a nossa – se nos permitem elevar tanto nossa categoria – em um único artigo, fala mais verdades que a mídia-chulé durante o ano inteiro) faz-se necessário um alerta de extrema importância.
Poderá ser um perigo para a Democracia ficarmos sem Imprensa e sem Oposição (em proporções nunca vistas), mas nosso receio é que ocorra uma tragédia ainda maior, que requer vigilância constante:
A mídia poderá praticar vandalismos ainda mais extremos como, por exemplo, espalhar mercúrio em nossas águas territoriais. É preciso ficar atento.
Como se sabe, o consumo humano de peixes contaminados por mercúrio provoca a doença de Minamata (V. no Wikipédia), que afeta o sistema nervoso e o cérebro, causando dormência nos membros, fraquezas musculares, deficiência visual, dificuldades de fala, paralisia, deformidades e morte, além de atacar os fetos durante a gestação.
A doença de Minamata, como se vê, tem muitíssimas semelhanças com o CMDO disseminado pela mídia que, no desespero, poderá provocar a contaminação abrangente das águas para que se pense que sua influência não teria acabado, ganhando assim alguma sobrevida.
Que não se pense que o raciocínio acima seja um casuísmo de nossa parte, igual aos que praticam, mas que resultados podem-se esperar, havendo sádicos de um lado, ansiosos por bater, e masoquistas do outro, ansiosos por apanhar?

Para comemorar nossa descoberta estamos preparando uma festa de arromba e convidando todos os jornalistas brasileiros. Para não esquecer nenhum até já mandamos imprimir os 2 convites (para o editor de Carta Capital e para o blog Conversa Afiada. Se alguém souber de outro com coragem e disposição - não a coragem de falar asneiras, nem a disposição para bajular, nos avise para aumentarmos a tiragem).
Para quem não sabe, em todas as profissões a Ética pesa 95% e a técnica e a experiência os outros 5%. Está aí o Dr. Roger que não nos deixa mentir: um dos maiores especialistas mundiais em reprodução humana, condenado a 287 anos de cadeia por não se importar com o detalhe.
Os jornalistas brasileiros que não se enganem, estão entrando no mesmo barco.
Outro a ser homenageado na festa será o Bispo Edir Macedo que, mesmo tendo sido um péssimo aluno de Religião no ginásio, faz um telejornal muito mais confiável e menos tendencioso e babão que a Globo, com seus milhares de bajuladores espalhados pelos 4 cantos da terra.
A crise ética que atacou a imprensa teve um efeito mais devastador que a gripe espanhola e a AIDS juntas. Perdemos praticamente todo o efetivo.
Bajuladores por natureza, fofoqueiros por vocação, caluniadores por concessão do Estado, inconseqüentes por opção, prepotentes de criação e mentirosos de safadeza, quase acabaram com a Engenharia, a Medicina e a Advocacia, para vender mais jornais. Agora são eles que estão na berlinda.
Continuando neste ritmo nem seus amigos e parceiros sólidos do Crime Organizado, se sentirão à vontade para dizer que conhecem algum.
Na verdade, tão logo sejam exterminadas a miséria e a fome (a maior lição de casa que alguém ousou assumir neste País), a Mídia das 4 Famílias passará a ser, além de estrume nacional por excelência, nossa maior vergonha, disparada na frente da violência (que fomenta para ganhar audiência) e da corrupção (que encoberta não se sabe por que).

O pior não é querer difamar Lula ou Dilma, gigantes com 4 metros de altura que dificilmente se abalam. O rancor que estas famílias (por tradição) dementes, repassam aos CMDDs, ultrapassa os limites do pernicioso.
Ensinam a detestar Chaves, Kirchner, Mujica, Lugo, Morales, etc., de graça. Estamos uns nos quintais dos outros e este pessoal, que não sofre dessas dificuldades, nos respeita e torce para nós quase tanto quanto os haitianos por nossa seleção.
As 4 famílias de mocinhas preconceituosas querem nos manter distantes e indiferentes com a América Latina (irmã), com a China (colega), a Índia (enteada), o Oriente Médio (de nossos sonhos) e a África (irmã de sangue), justamente a parte do mundo que mais precisamos para que se perenize nosso desenvolvimento.
(Só precisaremos depois despistar os diarréicos para mostrar nossa real grandeza, sabendo agradecê-los).
Não é caso de estrebaria ou de polícia. A discriminação, que vai além dos governantes para atingir seus povos, seria missão para hospícios se houvesse leitos para tantos doentes.
Insistindo em chamar Dilma de “presidente” e não “presidenta”, como quis que fizéssemos, a mídia desrespeita as mulheres inteligentes em geral e atingem forte o orgulho de quem quer mostrar que o brasileiro superou suas deficiências machistas.
Não apenas anda de mãos dadas com bandidos. Age como bandidos nos pequeníssimos detalhes e picuinhas.

Mesmo com a internet escancarando os fatos, os que sofrem da maldita distonia neurovegetativa avançando sobre os setores simpático e parassimpático do sistema nervoso autônomo, fazem questão de não enxergar.
Característica fundamental de muitos deles é não ligar quando são chamados de “filhotes dos marinhos”.
Não se preocupam com o fato dos Marinhos não se identificarem ou sequer terem nomes próprios, e, com isto, passarem-se por “filhotes sem pais”.
Juntando o irritante prazer que sentem em nos perturbar e tratar como idiotas, acabam tomando o lugar dos filhos-da-puta de antigamente.
Uma coisa de bom, pelo menos, salva, e as prostitutas já podem comemorar.
Sarava! O estigma, finalmente, está mudando de nome.

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Jorge Luis Borges
DEZEMBRO
2012

Uma oração

Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.

Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.

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A Revista nas Redes Sociais

Acompanhe-nos

As novidades e os textos mais importantes já veiculados na Revista EngWhere estão sendo lançados nas Redes Sociais.

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É compreensível ouvir as pessoas falando asneiras a vida inteira, pois o mal é nato e não intencional. O intrigante é como os bajuladores arranjam força para um período tão longo.
Empresariais
DEZEMBRO
2012

O Estagiário

Um Presidente de uma determinada empresa, casado há 25 anos, está na maior dúvida se transar com a mulher, depois de tanto tempo de casamento, é trabalho ou é prazer. Na dúvida, ligou pro Diretor Geral e perguntou-lhe o que ele achava.

O Diretor ligou pro Vice-Diretor e fez a mesma pergunta.

O Vice-Diretor ligou pro Gerente Geral e assim seguiu-se a corrente de ligações até que a pergunta chegou ao Setor Jurídico e o Advogado Chefe, como de praxe, perguntou pro Estagiário que estava todo afobado fazendo mil coisas ao mesmo tempo:

- Rapaz, você tem um minuto pra responder se quando o Presidente da empresa transa com a mulher dele é trabalho ou prazer.

- É prazer, Doutor! - respondeu o Estagiário prontamente e com segurança.

- Ué? Como é que você pode responder isso com tanta certeza?

- É que... Se fosse trabalho, já teriam me mandado fazer!

Excelente resposta!

Foi promovido.

Início
As pessoas, como o vinho, quando boas melhoram com o tempo, quando ruins azedam, mas quando generosas tornam-se imortais.Não há como esquecer uma generosidade.
Ênio Padilha . MARKETING EMPRESARIAL
DEZEMBRO
2012

Taylorista, Graças a Deus!

Desde que me formei engenheiro, em 1986, tenho estado sempre com um pé nas Ciências Sociais. Nos primeiros anos lendo livros ou participando de cursos e seminários de administração e marketing. Mais tarde, por volta de 1995, fiz uma especialização em Marketing Empresarial e, recentemente, enfiei o pé na jaca definitivamente, fazendo um Mestrado Acadêmico em Administração.

Deus é que sabe onde isso vai parar.

Nessas andanças uma coisa é constante. Eu estou sempre em minoria, convivendo com pessoas oriundas das áreas ditas “humanas”. O povo da Administração, da Economia, do Direito, da Pedagogia e das Ciências Sociais em geral.

Sempre levo algum tempo pra romper os preconceitos. Engenheiros nunca são muito bem-vindos nesses meios. Os narizes se torcem. Engenheiros são considerados calculistas, cartesianos, sistemáticos... como se essas características fossem defeitos graves.

Muitas vezes frases como “isso é pensamento de engenheiro” é utilizado como senha para cortar o argumento e retomar “o reto caminho da verdade e da virtude”.

Já vi muitos colegas engenheiros negando suas origens e renegando sua formação, como se tivessem vergonha de ser assim (de ter esse jeito engenheiro de olhar o mundo).

Eu não! Eu sou engenheiro! E, quando o assunto é Administração, sou Taylorista (o que, para muitos, é pior do que ser engenheiro).

Sim. Taylor era engenheiro! E dos bons. Antes dele a administração das fábricas era feita pelos próprios empregados, de maneira totalmente empírica e sem nenhum controle por parte da direção das empresas. A produtividade era baixa principalmente porque os sindicatos adotavam a filosofia de que quanto menos os empregados produzissem mais garantidos estariam seus empregos (por incrível que pareça, isso funcionava).

Taylor formou-se Engenheiro pelo Stevens Institute, em 1885, depois de cinco anos estudando pelas noites adentro e aos domingos (naquela época trabalhava-se seis dias por semana). Teve uma carreira profissional espetacular para os padrões da época: em menos de seis anos passou de mecânico recém-contratado a Diretor de Fábrica (Midvale Steel Company).

Inconformado com os métodos e modelos de administração existentes desenvolveu estudos científicos durante 30 anos até publicar, em 1911, seu mais famoso livro, "Princípios de Administração Científica", referência obrigatória de qualquer curso de Administração em qualquer país do mundo, até hoje.

Seu método revolucionário teve, na sua época, grande oposição de muitos segmentos da sociedade, principalmente dos sindicatos que acreditavam que o novo sistema seria contrário aos seus interesses. Taylor teve de se explicar até para o Congresso Americano.

No entanto, a Administração Científica proposta por Taylor venceu esses e outros obstáculos. Não por ser melhor do que os sistemas anteriores, mas por ser muito, muito, muito melhor do que os sistemas anteriores. Era impossível, mesmo aos mais recalcitrantes deixar de reconhecer que Taylor tinha razão.

Pelo modelo proposto por Taylor, as empresas aumentavam consideravelmente sua produção, os empregados ganhavam salários mais altos e os produtos ficavam mais baratos para os compradores. Era o que hoje os consultores chamam de relação ganha-ganha-ganha.

Taylor tinha todas as qualidades que se pode atribuir aos engenheiros. Mas tinha também defeitos que muitas vezes são considerados típicos da profissão: era rabugento, teimoso e há diversas passagens de sua biografia que se referem à maneira rude e grosseira com que ele lidava com os empregados e (sejamos justos) também com os superiores.

Pavel Gerencer, autor de uma de suas biografias, afirma que “sua linguagem era vivaz e descritiva. Soltava palavrões. Nada tinha de urbanidade ou cortezia”. A este aspecto “peculiar” da sua personalidade se deve muito do ressentimento que o taylorismo herdou mesmo depois de um século.

Porém, a maioria das críticas que se faz ao Taylorismo nos dias de hoje são simplistas e preconceituosas, pois desconsideram os avanços incorporados à teoria por sucessores.

O Taylorismo seco, sem considerar todas as perspectivas teóricas posteriores (a teoria clássica, de Henry Fayol; a teoria das Relações Humanas, de Elton Mayo; a Burocracia e o Estruturalismo, de Max Weber; a teoria comportamental, a teoria da Contingência e até a Neo-shumpeteriana, essas últimas de autores diversos) seria uma coisa sem sentido nos dias de hoje. Mas essas teorias todas só param em pé quando sustentadas por ações baseadas nos princípios da Administração Científica, de Taylor.

Esses princípios são o princípio do planejamento (que consiste em separar as atividades de planejamento e produção), o princípio da seleção científica dos trabalhadores (de acordo com suas aptidões para determinadas tarefas), o principio da instrução (que determina a preparação e o treinamento para produção de acordo com o método planejado, e em preparar máquinas e equipamentos em um arranjo físico e disposição racional. É o princípio que pressupõe o estudo dos tempos e movimentos e a Lei da fadiga) e o princípio do Controle (consiste em controlar o trabalho para se certificar de que o mesmo está sendo executado de acordo com o método estabelecido e segundo o plano de produção)

Quando o administrador se utiliza das teorias posteriores para retirar do Taylorismo os seus exageros ou preciosismos ou quando utiliza o Taylorismo para dar um sentido prático e produtivo para algumas das teorias posteriores pode obter resultados muito positivos. Negar pura e simplesmente à Administração Científica sua validade, utilidade e importância é uma atitude preconceituosa e improdutiva.

A organização do trabalho e a sistematização dos processos continuam sendo dois dos pilares da administração de resultado.

Eu sou taylorista. Sou cartesiano. Sou sistemático. Sou engenheiro. E estou em boa companhia, pois muitos dos presidentes das grandes organizações pelo mundo são engenheiros.

Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do país.
Leia outros artigos no site do Especialista: www.eniopadilha.com.br eniopadilha@uol.com.br
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Devido à falência de nossas instituições, somos a favor de um sistema de cotas que permita, no máximo, 15% de brancos na seleção brasileira, nos enredos das escolas de samba e na Casa de Machado de Assis.
Adilson Luiz Gonçalves . COMPORTAMENTO
DEZEMBRO
2012

Bom Dia!

Tenho, por hábito, cumprimentar as pessoas quando chego ou saio dos locais de trabalho e outros ambientes, independentemente delas retribuírem ou não.

Confesso que fico um pouco frustrado quando alguns viram o rosto, fazendo de conta que não ouviram nem notaram minha presença; e até me divirto quando alguns se assustam com a saudação. Via de regra, esses últimos passam a cumprimentar regular e cordialmente, daí para frente.

Infelizmente, a prática do cumprimento espontâneo, gratuito, está cada vez mais rara. Em contrapartida, o cumprimento com segundas intenções está cada vez mais comum e caro, no sentido da contrapartida!

Dizem que não há almoço de graça... Pura verdade! Aliás, estão cobrando até pela graça! O que não é nem um pouco engraçado.

Você atende ao telefone, para ouvir um alegre e simpático: "Bom dia fulano, como vai!", com uma intimidade tipo de lista telefônica ou banco de dados, seguida de um falatório que faria qualquer cantor de ópera perder o fôlego, para ao final, oferecer serviços que a gente não quer, ou pedir donativos que a gente não pode, regados a psicologia de segunda - usada até nos fins de semana -, com direito a constrangimentos e questionamentos sobre nossa inteligência ou amor ao próximo.

Não é muito diferente nas ruas:

Volta e meia, um sorridente "Bom dia!", vem acompanhado da tentativa de venda de revistas, jornais e religiões de forma até agressiva, psicologicamente, por parte de alguns "vendedores", também com direito a ameaças nessa e em outras vidas.

Não é à toa que algumas pessoas acabam desviando o rosto ou fingindo que não ouvem o cumprimento. Talvez estejam se protegendo do que vem depois dele!

Não deveria ser assim!

Porque um "Bom dia!", "Boa tarde!" ou "Boa noite!" não podem ser apenas desejos sinceros e gratuitos?

Nós seríamos muito melhores. O mundo seria muito melhor!

Adilson Luiz Gonçalves
Engenheiro, Professor Universitário e Articulista.
Leia muitos outros artigos no site do Professor
Fones: (13) 32614929 / 97723538
algbr@ig.com.br
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* Líder é o cara que está sempre em cima do muro dando razão para todos, ou detrás das cortinhas tirando o direito de alguns.
Vilmar Berna . PARA O JORNAL DO MEIO AMBIENTE
DEZEMBRO
2012

Aprendendo a amar

Ninguém nasceu para viver sozinho, por isso o amor é tão importante, pois ele cria uma espécie de ponte que une diferentes personalidades. Isso não significa que duas pessoas que se amam se transformam numa só. É o contrário. Para seduzir e manter o outro a quem amamos, precisamos aperfeiçoar o que há de melhor em nós, e não se consegue isso através da anulação, mas do aperfeiçoamento de nossa própria individualidade. As pessoas aceitam naturalmente que a matemática, por exemplo, de tão importante deve ser aprendida na escola, com livros e cadernos sobre o assunto. Mas e o amor? Também é muito importante, mas ninguém nos ensina. Será que é por que acham que já nascemos sabendo amar? Por que temos de aprender sobre o amor sempre na base da tentativa e erro?

A primeira coisa que descobrimos é que não basta sentir-se atraído por alguém para dar certo no amor. Desejo (ligado ao nosso cérebro primitivo, instintivo), atração física (ligada ao nosso sistema linfático) e vínculos (ligado ao cérebro racional) são como tripés que sustentam o amor. Faltando uma das pernas, o banquinho não fica em pé. Mas não existe uma ‘pessoa certa para amar’, tipo príncipe encantado. O que existem são oportunidades de descobrir afinidades no outro que valerão a pena investir no estabelecimento de vínculos permanentes, eternos enquanto durem, como já dizia nosso poeta Vinícius de Moraes. Pretender construir uma relação de amor apenas baseado no desejo ou na atração física é como colher uma flor. No início ela é linda e perfumada, mas logo depois murcha e morre. A paixão tem uma natureza efêmera por si só e cumpre o importante papel de nos fazer romper a inércia e nos impulsionar em direção ao outro. A partir daí, é preciso o esforço de construir a relação a partir das afinidades descobertas, como uma flor que precisa ser semeada e mantida com cuidados que precisam ser constantes.

Existe a ilusão de imaginar que quem ama não briga. Às vezes os filhos não entendem as brigas dos pais e acham que eles não se gostam. Outras vezes, os pais escondem seus desentendimentos dos filhos. Precisamos entender que conflitos não significam desamor. Não há duas pessoas iguais no universo. Se somos diferentes uns dos outros, é natural existirem pontos de atrito e divergência, mesmo entre pessoas que se amam. Existem, entretanto, diferentes maneiras de expor nossas diferenças. A mais correta é através do diálogo, da conversa franca. A violência, seja por gestos ou palavras, nunca se justifica. Quem ama nunca agride. Mas, assim como um ambiente de permanente disputa e briga não é saudável, a ausência de conflitos também pode não ser; quando essa aparente harmonia resulta da opressão, em que um dos dois está dominado pelo outro, a ponto de não ser capaz, ou de não ter coragem, para expressar-se livremente, de acordo com sua personalidade. Às vezes nem tudo o que gera discórdia pode ser mudado naquele momento e é preciso reencontrar o ponto de equilíbrio, onde o amor, a amizade, sejam capazes de agir para superar as diferenças. O grande desafio de quem ama é ter a sabedoria de lutar pelo que pode ser mudado e ter paciência para aceitar o outro como ele é, ajudando e criando condições favoráveis para a mudança.

O amor é, sem dúvida, uma das experiências mais ricas que um ser humano pode ter. Mais que um simples sentimento, o amor é uma arte, uma habilidade. Por isso, não basta encontrar uma pessoa certa para amar. É preciso aprender a amar essa pessoa. E isso exige teoria e prática, como em toda arte, e uma grande atenção para as mudanças à nossa volta. O amor é uma arte muito especial, pois estamos sempre aprendendo, sem nunca acabar o aprendizado, pois a pessoa que amamos está em permanente mudança, assim como nós próprios e o mundo à nossa volta. Vale a pena nos dedicar a aprender essa arte e desenvolver cada vez mais nossa capacidade de amar.

Ao contrário do que se pode pensar, não existe um só tipo de amor. O mais conhecido é o amor entre homem e mulher. Neste tipo de relação, um quer o outro para si não admitindo dividir com outros. Já entre pais e filhos ocorre outro tipo de amor. Os pais não desejam os filhos para si, mas esperam que cresçam para a vida. O amor à pátria, a um time de futebol, estimula o amor coletivo, a vontade de construir um país melhor ou torcer pelo time do coração. O amor à humanidade nos motiva a sermos solidários com os que sofrem, ainda que não os conheçamos.

Mas de todos os tipos de amor, talvez o mais desafiante seja o amor a Deus, pois eleva nosso espírito e nos aproxima do Criador, transmitindo-nos um sentimento de plenitude, de ser parte de um todo muito maior que nossas simples existências, que nos torna tão infinitos quanto o Universo do qual fazemos parte sem nos dar conta por estamos aprisionados em nossas pequenas individualidades. Antes de trabalhar catequese ou doutrina de uma religião com os jovens deveria ser necessário despertar sua espiritualidade, sua religiosidade, sua crença num ser criador de tudo. Ao ouvirmos o canto de um pássaro, por exemplo, no meio das folhagens, apesar de não vermos a ave, pressupomos sua existência. Com Deus ocorre semelhante. Não podemos vê-lo, mas percebemos sua obra a nossa volta. A religio desempenha o importante papel de ajudar a trazer Deus para perto de nós. Mas este é um caminho de mão dupla, pois exige que também nos aproximemos de Deus, que nos tornemos dignas Dele. E como se faz isso? Buscando a Deus? Não, buscando ao próximo. Deus se revela no amor ao próximo. Aliás, o Evangelho define de forma simples e direta: Deus é Amor. Uma pessoa que estude muito e saiba muito sobre Deus, não é necessariamente uma pessoa que esteja próxima de Deus. É o caminho do amor que nos faz dignos de Deus.

Vilmar Sidnei Demamam Berna: Escritor e jornalista ambiental
- Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente e Prêmio Verde das Américas
- Editor da Revista do Meio Ambiente, do www.portaldomeioambiente.org.br e do boletim Notícias do Meio Ambiente publicados pela REBIA
- Rede Brasileira de Informação Ambiental
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