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ORÇAMENTOS, PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE
OBRAS
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| Ano 04 • nº 36• 01/11/2004 |
Nesta
Edição
Orçamento de Obra: Compilando
a CLT
Marketing Empresarial: Médicos Construtores
Escreve o Leitor: Acredite
em você. Acredite em seu potencial!
Qualidade Total: Preparação
e Atendimento a Emergências
Comportamento: A Ferramenta e o Operário
Ética e Educação: Ética
das Virtudes (I/II)
Comércio Exterior: Resultados da rodada
das negociações da OMC - Rodada Doha
Comunicação Ambiental: RIO+5 - Barrados
no Baile
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Gerenciamento de Custos . CONSOLIDAÇÃO
DAS LEIS DO TRABALHO |
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Orçamentista
Legal
Adicional de Periculosidade
A Lei n. 7.369, de 20.09.85, instituiu em favor dos
empregados que exercem atividades no setor de energia
elétrica, em condições de periculosidade,
um adicional de 30% sobre o salário que perceberem,
sem exclusão de nenhuma parcela.
O adicional, quando em hora extra, deve ser calculado
sobre a valor da hora normal.
Adicional Noturno
A legislação criou dois mecanismos para
recompensar os malefícios do trabalho noturno:
o primeiro de caráter econômico, mediante
o pagamento de um adicional (atualmente de no mínimo
20% para o trabalhador urbano e 25% para o rurícola)
e o segundo, como proteção ergonômica,
reduzindo a duração da hora noturna para
52 minutos e 30 segundos para o trabalhador urbano (art.
73, parágrafo 1º da CLT). A Constituição
da República ao prever a remuneração
do trabalho noturno superior à do diurno não
revogou o artigo 73, parágrafo 1º da CLT,
porque os dispositivos são compatíveis
e visam minimizar os efeitos do trabalho noturno.
O trabalho noturno é realizado entre 20:00 e
5:00 horas.
Aviso prévio indenizado
- Prazo para pagamento
O pagamento das parcelas devidas a título de
rescisão contratual com aviso prévio indenizado
dar-se-á até o décimo dia, contado
da data da notificação da demissão,
salvo disposição mais favorável
ao empregado prevista em convenção ou
acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.
Se o dia do vencimento recair em sábado, domingo
ou feriado, o termo final será antecipado para
o dia útil imediatamente anterior.
A inobservância do aludido prazo sujeitará
o infrator a pagamento de multa em favor do empregado,
em valor equivalente a seu salário, corrigido
monetariamente, além de multa administrativa
no valor de 160 Ufir por empregado prejudicado, salvo
quando, comprovadamente, o trabalhador tiver dado causa
à mora.
(§§ 6º e 8º do art. 477 da CLT,
e art. 11 da Instrução Normativa SRT/MTE
nº 3, de 21.06.2002).
Banco de horas
O banco de horas é o instrumento que viabiliza
a compensação de jornada. Esse sistema
possibilita que as horas trabalhadas a mais em um dia
sejam revertidas em descanso em outro. O banco de horas
é o meio que a empresa utiliza para computar
essa relação de créditos (horas
trabalhadas a mais) e débitos (horas não
trabalhadas) de modo a manter um controle sobre a compensação
da jornada. O prazo máximo do acordo é
de um ano. Se, esgotado o prazo, o empregado tiver crédito
de horas trabalhadas em "sobrejornada", as
mesmas deverão ser pagas como horas extras (valor
da hora normal acrescida do adicional mínimo
de 50%). Se, por outro lado, o empregado tiver débito,
isto é, deveria ter trabalhado mais horas para
compensar os descansos, a empresa deverá simplesmente
zerar o banco, não podendo descontar qualquer
valor da remuneração do obreiro.
Deve-se lembrar que o acordo para compensação
pode ser individual e que o limite de horas trabalhadas
em sobrejornada (ou extraordinária) é
de 2 por dia, sob pena de descaracterização
do sistema. (Dra. Sonia Mascaro. Mascaro & Nascimento
Advogados).
Cálculo do salário
Salário mensal = Salário hora x 220
Salário dia = Salário mensal / 30
Salário semana = Salário mensal ÷
30 x 7
Salário quinzena = Salário mensal / 2
Carteira de trabalho
Art. 53 - A empresa que receber Carteira de Trabalho
e Previdência Social para anotar e a retiver por
mais de 48 (quarenta e oito) horas ficará sujeita
à multa de valor igual a 15 (quinze) vezes o
valor-de-referência regional. (Redação
dada pelo Decreto-Lei n.º 926 , de 10-10-69, DOU
13-10-69)
Art. 54 - A empresa que, tendo sido intimada, não
comparecer para anotar a Carteira de Trabalho e Previdência
Social de seu empregado, ou cujas alegações
para recusa tenham sido julgadas improcedentes, ficará
sujeita à multa de valor igual a 30 (trinta)
vezes o valor-de-referência regional. (Redação
dada pelo Decreto-Lei n.º 926 , de 10-10-69, DOU
13-10-69).
Contrato de Experiência
O contrato de experiência não poderá
exceder 90 dias.
Poderá ser prorrogado, respeitado o limite máximo
de 90 (noventa) dias.
"Art. 479 - Nos contratos que tenham termo estipulado,
o empregador que, sem justa causa, despedir o empregado,
será obrigado a pagar-lhe, a título de
indenização, e por metade, a remuneração
a que teria direito até o termo do contrato".
Contrato Temporário
Tem duração máxima de 3 meses,
e pode ser prorrogado por até 6 meses, com autorização
do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). A
Lei não estabelece tempo mínimo;
O trabalhador tem direito à remuneração
igual à dos empregados da empresa: férias,
descanso semanal remunerado e proteção
previdenciária;
Deverão ser feitos contrato e o registro na carteira
profissional;
Em caso de falência da empresa fornecedora de
mão-de-obra, a tomadora de serviços fica
responsável pelos débitos trabalhistas
e previdenciários.
Contratos de Subempreitada
Art. 455 - Nos contratos de subempreitada responderá
o subempreiteiro pelas obrigações derivadas
do contrato de trabalho que celebrar, cabendo, todavia,
aos empregados, o direito de reclamação
contra o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas
obrigações por parte do primeiro.
Parágrafo único - Ao empreiteiro principal
fica ressalvada, nos termos da lei civil, ação
regressiva contra o subempreiteiro e a retenção
de importâncias a este devidas, para a garantia
das obrigações previstas neste Art..
Horas Extras
A duração normal do trabalho é
de, no máximo, 8 horas diárias observado
o limite de 44 horas semanais.
Essa jornada pode ser acrescida de horas suplementares
em número não excedente de duas.
As horas excedentes à jornada normal são
consideradas extraordinárias devendo ser pagas
com o acréscimo de pelo menos 50% sobre o valor
da hora normal.
Licença-Maternidade
É o afastamento concedido a servidora gestante,
por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo
da remuneração. Quanto ao custeio da licença-maternidade,
a responsabilidade é da Previdência Social.
Licença-Paternidade
É uma licença de cinco dias a que o pai
tem direito, independente de seu estado civil, pelo
nascimento do filho.
Prazo para Pagamento de Rescisões
Conforme Artigo 477 § 6º da C. L. T., o empregador
deverá pagar as verbas rescisórias nos
seguintes prazos:
8.1 - até o décimo dia, contado da data
da notificação da demissão observadas
as orientações contidas no item 2 desta
Instrução, pelo empregador para o caso
de Aviso Prévio indenizado.
8.2 - até o décimo dia, a contar do pedido
do empregado observadas as orientações
contidas no item 2 desta Instrução, quando
dispensado do cumprimento do Aviso Prévio.
8.3 - até o primeiro dia útil imediato
ao cumprimento do Aviso Prévio ou término
do contrato de prazo determinado.
Salário Mínimo
Art. 78 - Quando o salário for ajustado por empreitada,
ou convencionado por tarefa ou peça, será
garantida ao trabalhador uma remuneração
diária nunca inferior à do salário
mínimo por dia normal.
Seção VI - Das
Edificações
Art. 170 - As edificações deverão
obedecer aos requisitos técnicos que garantam
perfeita segurança aos que nelas trabalhem.
Art. 171 - Os locais de trabalho deverão ter,
no mínimo, 3 (três) metros de pé-direito,
assim considerada a altura livre do piso ao teto.
Parágrafo único - Poderá ser reduzido
esse mínimo desde que atendidas as condições
de iluminação e conforto térmico
compatíveis com a natureza do trabalho, sujeitando-se
tal redução ao controle do órgão
competente em matéria de segurança e medicina
do trabalho.
Art. 172 - Os pisos dos locais de trabalho não
deverão apresentar saliências nem depressões
que prejudiquem a circulação de pessoas
ou a movimentação de materiais.
Art. 173 - As aberturas nos pisos e paredes serão
protegidas de forma que impeçam a queda de pessoas
ou de objetos.
Art. 174 - As paredes, escadas, rampas de acesso, passarelas,
pisos, corredores, coberturas e passagens dos locais
de trabalho deverão obedecer às condições
de segurança e de higiene do trabalho estabelecidas
pelo Ministério do Trabalho e manter-se em perfeito
estado de conservação e limpeza.
Vale Transporte
Lei 7.418, de 16 de dezembro de 1985, alterada pela
Lei 7.619, de 30 de setembro de l987,
Art. 9º - O Vale-Transporte será custeado:
I - pelo beneficiário, na parcela equivalente
a 6% (seis por cento) de seu salário básico
ou vencimento, excluídos quaisquer adicionais
ou vantagens;
II - pelo empregador, no que exceder a parcela referida
no item anterior.
Se o empregador pagar o Vale-Transporte e nada cobrar
do empregado, o valor correspondente integrará
ao salário para efeito do 13º salário,
férias e aviso prévio. |
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Ênio
Padilha . MARKETING
EMPRESARIAL |
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Médicos Construtores
Ênio Padilha Engenheiro,
escritor e palestrante. Formado pela UFSC, em 1986,
especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em
1996/97. Escreve regularmente e seus artigos são
publicados, todas as semanas, em diversos jornais do
país.
eniopadilha@uol.com.br
Deu
no Jornal Nacional de sábado, dia 31 de julho:
Profissionais especializados aproveitam os fins de semana
para melhorar a qualidade das construções
nos bairros pobres, aumentando a segurança das
obras e reduzindo o número de acidentes com crianças.
A reportagem, que durou exatos 2 minutos, não
mostrou nenhum arquiteto, nem engenheiro, tecnólogo,
técnico ou qualquer outro profissional ligado
ao sistema CONFEA/CREA. Os profissionais
apresentados na matéria usavam mais do que capacetes
brancos. Usavam também jalecos e guarda-pós
igualmente brancos: eram médicos, fisioterapeutas
e enfermeiros...
Os fatos são os seguintes: no ano passado 7500
crianças caíram de lajes desprotegidas
na cidade de São Paulo. É que, por falta
de praças e parques, as crianças se divertem
brincando em cima das lajes. E, como elas são
construídas sem as devidas proteções,
os acidentes são inevitáveis.
Só no bairro mostrado na reportagem, na zona
leste da cidade, são 35 acidentes por mês
(e nas férias este número triplica).
Sensíveis ao problema, médicos de uma
Organização Não Governamental resolveram
agir: há mais de três anos aproveitam os
fins de semana para dar orientações de
segurança aos moradores das comunidades pobres.
Passam de casa em casa e alertam os pais sobre os riscos
de as crianças utilizarem as lajes sem os muros
de proteção.
Como o número de acidentes não diminuiu,
eles resolveram (como disse a repórter) encarar
o tijolo e o cimento para tentar mudar as estatísticas.
Resolveram eles próprios botarem a mão
na massa e ajudarem na construção
dos muros de proteção.
Não sem uma consultoria especializada, evidentemente.
O consultor escolhido foi o seu Orlando,
um pedreiro do bairro, que deu as especificações
técnicas e as quantidades dos materiais a serem
utilizados na obra.
No fim da reportagem o Dr. Sérgio Branco, Neurocirurgião,
concluiu satisfeito: O médico tem que mostrar
que nós estamos construindo um país. Nós
temos a força de tentar levantar e movimentar
a comunidade.
Dados os fatos, nós, os 850 mil profissionais
do sistema CONFEA/CREA podemos chegar a algumas conclusões
e tomar algumas decisões. Podemos, por exemplo,
concluir que houve um flagrante exercício ilegal
da profissão e decidir aplicar ao Dr. Sérgio
e sua turma os rigores da lei (não esquecer de
cobrar da Rede Globo uma indenização por
danos morais);
Podemos, por outro lado, enviar uma carta ao Dr. Sérgio
(com cópia para a Rede Globo) parabenizando a
iniciativa e o senso de cidadania. E agradecendo por
nos abrir os olhos e pela sugestão de ação
social relevante, sem considerar a fantástica
oportunidade de fazer marketing institucional das nossas
atividades profissionais;
Podemos botar a nossa decantada inteligência para
funcionar e criar, dentro do sistema, leis que desamarrem
(e mantenham sob nosso controle) o varejo da construção
civil, um poderoso segmento de mercado que, inexplicavelmente,
foi abandonado tanto pela Arquitetura quanto pela Engenharia
e conquistado, pouco-a-pouco, por curiosos de todas
as formações.
Por que não permitir, por exemplo, que estudantes
(de 4o ou 5o ano) de Engenharia e de Arquitetura tenham
autorização para fazer obras de até
70 ou 80 metros quadrados, mediante o registro de uma
ART especial?
Por que não estimular a criação
de brigadas de ajuda às construções
de baixa renda, sem as amarrações legais
e taxas disso e daquilo. O retorno em reconhecimento
público do valor das profissões seria
muito mais relevante do que eventuais receitas perdidas.
Não podemos perder o domínio do ambiente
profissional da construção civil para
médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e pedreiros!
E, nessas circunstâncias, nem podemos acusa-los
de coisa alguma. Afinal eles nada mais fizeram do que
ocupar um lugar que estava abandonado.
Leia outros artigos no site
do Especialista: http://www.eniopadilha.com.br |
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- Não tem em qualquer dicionário
Pelo nosso dicionário "Heliporto"
é a estrutura em cima do prédio para
pousar e decolar helicópteros (permitindo o
estacionamento de pelo menos um outro). Já
"Heliponto" só permite o pouso ou
a decolagem de apenas um helicóptero de cada
vez.
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Próximo Número |
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01/12/04 |
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• Orçamento de Obra
• Marketing Empresarial
• Qualidade Real
• Logística e Supply Chain Management
• Ética e Educação
• Meio Ambiente |
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Revista.
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- A lei do mais sábio
Tratando-se de salário mínimo o engenheiro
de obra deve ter em mente que o que mais conta não
é a CLT mas a Lei do Mais Fraco. Isto para
se sobressair, e também sobreviver.
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Arlete
Menezes . ESCREVE O LEITOR |
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Acredite
em você. Acredite em seu potencial!
Arlete Menezes
29 anos, SP
Instrutora de curso de Eletrotécnica - Senai
Técnica Orçamentista /Depto.: Engenharia
- Empresa: Engemig Engenharia e
Montagens Ltda.
10 anos de experiência na área de Eletrotécnica
Universitária do Curso de Engenharia Elétrica
arletemenezes@engemig.com.br / arlettemenezes@universiabrasil.net
Antes de qualquer coisa,
antes de tudo, confia a Deus, os teus pensamentos,
teus sonhos, a tua vida.
Não deixe que roubem ou destruam os teus sonhos,
teus desejos...
Sonhos, são sempre importantes, não
importa a dimensão que ela tenha para os outros.
É o teu sonho, você tem que acreditar
nele, e fazer com que se torne realidade.
Lembro-me quando estava concluindo o ginásio
(hoje chamado de ensino fundamental) naquela
época ( meados de 1990), tínhamos duas
opções. Ou íamos cursar o colegial
normal (hoje chamado de ensino médio) numa
escola pública, ou se fazia uma prova, prestando
vestibulinho para concorrer a uma das poucas vagas
numa das escolas técnicas estaduais e federais
e fazer algum curso técnico profissionalizante.
Com o apoio de meus pais optei por prestar uma prova,
fazer vestibulinho, e disputar uma vaga na área
de Química ou Eletrotécnica. Fui então
buscar apoio dos meus professores da Escola Pública
que estudei desde os sete anos de idade, quando então
minha professora fez um comentário onde praticamente
dizia que era impossível eu conseguir entrar
numa dessas escolas, por que era muito difíceis
as provas, além de concorrer com alunos mais
preparados , de colégios particulares, e dos
gastos que meus pais iriam ter. Confesso que no momento
me bateu um desânimo, mas com o apoio de meus
pais, e outros professores, estudei, me preparei,
e pra surpresa de alguns, e alegria de outros, e minha
euforia, passei. Fiz a pontuação necessária
para conseguir uma vaga num dos melhores colégios
técnicos federais de São Paulo, na Escola
Técnica Federal de São Paulo, onde acabei
cursando Eletrotécnica.
Mas não parou por ai. A conquista do meu sonho
só estava começando. Cursando Eletrotécnica,
um curso, voltado mais para os meninos, surgiam a
torcida do contra dizendo: esse curso é para
homens, você não vai conseguir emprego.
O que você vai fazer quando terminar esse curso?
E etc e tal.
Mas isso não me abateu, nunca me abateu, sempre
acreditei na força superior que nos cerca e
nos ajuda. Sempre tive o apoio de meus pais, que foi
fundamental para minha vida, mais rápido do
que eu imaginava consegui trabalho na área.
O dono da Empresa, formado em engenharia elétrica,
no qual faço questão de mencionar o
seu nome, Engº Nilton Ida, tinha uma empresa
de engenharia e uma loja de materiais elétricos
e me deu muito apoio. Me ensinou bastante, e também
me advertiu sobre os obstáculos que poderiam
surgir. Sempre recebi apoio de meus superiores e colegas
de trabalho, o que me jogava pra frente. Conclui o
curso técnico, fiz um estágio, depois
meu primeiro trabalho como auxiliar técnica,
com 6 meses fui promovida á Técnica
Eletrotécnica, e em menos de um ano, outra
promoção, Supervisora Técnica.
Daí vieram outras promoções,
em reconhecimento de meu esforço e trabalho,
e daí pra frente, graças a Deus, nunca
parei. Obstáculos sempre há, para todos,
e são eles que não nos deixa parar,
e nos impulsiona a nos preparar para a lida do dia-a-dia.
Nunca fui daquelas meninas religiosas, de frequentar
igrejas e ir às missas, mas sempre confiei
na
Força Superior, sempre acreditei em Deus, sempre
tive Jesus Cristo como o Maior Exemplo de vida, o
que fez acreditar em mim, acreditar em meus sonhos,
correr atrás de meus desejos, e sempre contei
com o apoio e a confiança dos meus pais e meus
irmãos, que me incentivaram, me apoiaram, me
deram colo, me deram puxões de orelha quando
necessário.
Hoje, graças a Deus, continuo estudando, fazendo
cursos na área de eletrotécnica, eletrônica
e Automação Industrial. Ainda não
mudou muito, ainda são campos com poucas mulheres,
mas já temos muitas colegas da área.
Logo concluo o curso de engenharia elétrica,
tenho o prazer de compartilhar o que aprendi, e continuo
aprendendo, dando aulas na área de Eletrotécnica.
E só tenho a agradecer!
Por isso eu repito mais uma vez, não dê
ouvidos para aqueles que querem te censurar, roubar
tuas idéias, criticar teus desejos e destruir
teus sonhos. Ouça primeiro a sua voz interior,
acredite em você mesmo, se prepare, leia, pesquise,
estude, ouça e conte com o apoio de seus pais
e das pessoas que realmente te amam, e acima de qualquer
coisa entrega a tua vida, e o teus sonhos a Deus.
Faça sua parte, como pessoa, como profissional,
como cidadão, como cristão, e todo o
resto lhe será dado.
Tem uma passagem na Bíblia que gosto muito
de repetir e escrever: Mateus 6:33, "Mas buscai
primeiro o reino de Deus, e todas as outras coisas,
lhe serão acrescentadas".
Acredite em seus sonhos! Acredite em você!
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Luís Renato Vieira
. QUALIDADE
REAL |
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Preparação
e Atendimento a Emergências
Luís Renato Vieira
Diretor da empresa Qualidadereal Cons. e Assessoria
S/C Ltda.
Empresa especializada em implantação de sistemas da
qualidade e gestão ambiental.
qualidadereal@ig.com.br
O gravíssimo
acidente ecológico ocorrido neste mês
nas dependências da Petrobrás, revelou
o quanto é importante uma organização
estabelecer e manter procedimentos para identificar
o potencial e atender acidentes e situações
de emergências, bem como para prevenir e mitigar
os impactos ambientais que possam estar associados
a eles.
As organizações que sofrem acidentes
que tenham impactos ambientais, deve analisar e revisar,
onde necessário, seus procedimentos de preparação
e atendimento a emergências, em particular após
ocorrência de acidentes ou situações
de emergências.
Onde exequível, a organização
deve manter equipes treinadas e testar os procedimentos
de atendimento a emergências.
É recomendado que sejam estabelecidos planos
e procedimentos de emergência, para assegurar
que haverá um atendimento apropriado a incidentes
ou acidentes.
É recomendado que a organização
defina e mantenha procedimentos para lidar com incidentes
ambientais e situações potenciais de
emergência.
Os procedimentos e controles operacionais devem levar
em consideração, onde apropriado, as
emissões de gases, descargas na água
e no solo, efeitos específicos sobre o meio
ambiente e os ecossistemas, decorrentes de lançamentos
acidentais.
As condições anormais de operação,
também, são importantíssimas
na elaboração de procedimentos de preparação
e atendimento a emergências.
Organizações do porte da Petrobrás,
com certeza, tem na sua documentação
da Gestão Ambiental os itens descritos acima,
pergunto onde a Petrobrás falhou?
Sugiro algumas respostas:
Não havia organização nem responsável
à emergência;
Não existia uma lista de pessoas-chaves para
casos como o ocorrido;
Não havia detalhes sobre serviço de
emergência (por exemplo, corpo de bombeiros,
serviços de limpeza de derramamentos);
Não havia planos de comunicação
interna e externa para ocorrências daquela magnitude;
Não havia ações específicas
para esta emergência;
Não havia medidas a serem tomadas na eventualidade
deste lançamento acidental;
Não havia plano de treinamento e simulações
para verificar a eficácia das medidas a serem
tomadas.
Caro leitor, o que os senhores acabaram de ler, são
textos extraídos das normas NBR ISO 14001 e
NBR ISO 14004, especificamente sobre os tópicos
que abordam a preparação e o atendimento
a emergência.
O certificado ISO 14001, é emitido após
rigorosa auditoria realizada por organismo certificador
credenciado pelo Inmetro.
Alguns comentaristas questionam a validade do certificado
ISO 14000 sem conhecerem os requisitos que as organizações
são obrigadas a atender para obtê-lo.
Antes de questionar a validade do certificado ISO
14001 da REPAR, vamos aguardar o que realmente aconteceu
com seu Sistema de Gestão Ambiental.
Aproveito a oportunidade para comunicar que no dia
28/07/2000, a TECPAR realizou pré-auditoria
para certificar o Cemitério Parque São
Pedro, quando da certificação deste
cemitério, faremos a comunicação
ao leitores desta coluna.
Leia outros artigos sobre
Qualidade no site do Especialista: www.milenio.com.br/qualidadereal
Fone/Fax.: (41) 336-0921
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Adilson Luiz Gonçalves
. COMPORTAMENTO |
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A
Ferramenta e o Operário
Adilson Luiz Gonçalves
Engenheiro, Professor Universitário e Articulista.
algbr@ig.com.br
A
liderança é uma atividade que envolve
uma imensa responsabilidade. Envolve propensão,
disponibilidade e treinamento, mas essas qualidades
e aprimoramentos não dispensam outras qualidades
indispensáveis a um bom líder: inteligência
e sabedoria.
Muitos podem acreditar ou aparentam terem nascido
para liderar, mas nem todos têm ou adquirem
habilidade e competência para exercer as responsabilidades
decorrentes. Normalmente preferem as prerrogativas
do mando e a presunção da infalibilidade.
Nesses casos, o treinamento pode corrigir, mas também
pode agravar problemas comportamentais. E os efeitos
são tão piores quanto menor for a faixa
etária dos liderados.
É... As aparências enganam!
Um colega teve um exemplo desse tipo de liderança
há alguns anos, quando participava de uma comunidade
religiosa:
Um dos grupos - o mais antigo, formado por adolescentes
- era liderado por um casal que não tinha filhos.
Sua atuação era calcada, basicamente,
no emocional. Quando lhes perguntavam por que não
adotavam filhos, eles respondiam, incontinentes, que
todos eles eram seus filhos... Mas tinham os seus
"prediletos", aos quais delegavam todas
as funções importantes do grupo e por
meio destes controlavam os demais.
Até aí, nada de mal, mas todo o questionamento
mais complexo - fosse sobre uma decisão tomada
ou sobre questões religiosas ou filosóficas
- era respondido com, estratégicas, crises
de choro ou hipertensão ou, pior, com a menção
de que haviam feito um curso de treinamento de liderança
religiosa... Não eram respostas, mas pontos
finais! Isso também não seria tão
grave se o posicionamento lacônico e absoluto
não fosse, em alguns casos, baseado, apenas,
em conclusões pessoais, desprovidas de qualquer
coerência e suporte lógico. Faltava a
humildade de reconhecer sua ignorância sobre
certos aspectos e encaminhar para quem pudesse explicar
adequadamente, aproveitando para, também, aprender.
Ou talvez tivessem medo de ver sua ascendência
sobre o grupo ser enfraquecida, por uma - na idéia
deles - demonstração de limitação.
Isso ocorreu, de forma patente, no dia em que um
dos adolescentes do grupo mostrou ao meu colega uma
"estrela de Davi" que havia encontrado na
rua. Disse que ia procurar o casal para perguntar-lhe
se havia algum problema em usá-la... Como ele
já vinha observando as atitudes deles há
algum tempo, antecipou-lhe que o Rei Davi era um personagem
fundamental do Antigo Testamento, que o próprio
Cristo havia nascido de uma família de sua
linhagem. Não havia, portanto, nenhum problema
em usar aquele símbolo. Como ele insistiu em
procurá-los, meu colega exortou-o a consultar,
depois, o pároco local. Graças a Deus,
assim ele fez!
Poucos minutos depois o jovem retornou, assentindo
com a cabeça e exibindo um sorriso. Motivo:
o casal - com sua "autoridade" de praxe
- havia dito - com ar grave e professoral - que ele
não deveria usar a "estrela de Davi",
porque os judeus não reconheciam Cristo como
o Messias! Em contrapartida, o pároco confirmou
tudo o que ele havia dito e estimulou o rapaz a usá-la
sem preocupações. Se essa experiência
não lhe serviu para outra coisa, ao menos demonstrou
a necessidade de consultar mais de uma fonte antes
de concluir sobre um assunto - o que não foi
pouco. Mas a grande reflexão é sobre
o exercício positivo da liderança: Não
basta querer ser líder e estar disponível
para sê-lo! Da mesma forma, também é
grande a responsabilidade de quem pretende escolher
líderes, pois liderança pressupõe
responsabilidade, interação, consciência,
humildade e, principalmente, autocrítica! È
impossível sustenta-la ou tirar-lhe proveito
coletivo tendo por base: pouca racionalidade natural
e muita emotividade, sincera ou não.
Assim, qualquer que seja a área de atuação:
o verdadeiro líder não deve ser um peso
ou um limite para os liderados - se o for não
se pode esperar nada de melhor do grupo-; disponibilidade
e vontade são características importantes,
mas nunca determinantes na seleção de
lideranças; e, principalmente, deve-se ter
cuidado redobrado ao treinar os selecionados por esses
critérios, pois a ferramenta certa nas mãos
do operário errado pode transformar-se numa
perigosa arma!
Leia outros artigos no site
do Professor: 
Fones: (13) 32614929 / 97723538 |
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Paulo Sertek . ÉTICA E
EDUCAÇÃO |
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Ética
das Virtudes (Parte I/II)
Engº Paulo Sertek
Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento
Engenheiro Mecânico e Professor de Cursos de Pós-Graduação em Ética nas Organizações e Liderança
Pesquisador em Gestão de Mudanças e Comportamento Ético nas Organizações
Assessor empresarial para desenvolvimento organizacional
psertek@xmail.com.br A Ética
é o conjunto de conhecimentos que aplicados ao
agir humano de forma consciente e deliberada, promove
o processo de auto-educação visando à
máxima realização do homem. Alguns
autores costumam aplicar a frase marcante de Pindaro,
poeta grego: "Torna-te o que és" à
concepção de Ética. LAUAND
(1) afirma que "nossa época, tão
sensível para as realizações, anda
um tanto esquecida da realização. Pense-se
na realização profissional. O profissional
é, antes de tudo, homem. Daí que a realização
profissional deva subordinar-se à moral".
A ética visa essa elevação da estatura
para a qual o homem foi chamado a atingir. Dito de outra
forma: "tornar real, com as escolhas livres aquilo
que está ainda em germe dentro de si mesmo"
. PIEPER em comentário sobre esta mesma frase:
"O poeta grego Píndaro já há
mais de dois mil anos formulou-a na famosa frase: 'Torna-te
aquilo que és!'- com o que na realidade, se diz
(e parece tão estranho) que nós ainda
não somos o que, no entanto, somos"
(2).
O processo que se inicia é o mesmo que o cultivo
da terra. A terra nesta analogia é a natureza
humana. É um terreno a ser conquistado; através
da vivência, de maneira a perfilar convicções
na inteligência e arraigar hábitos fortes
na vontade. Esse cultivo de si próprio se dá
pelo conhecimento das boas qualidades humanas e a prática
destas boas qualidades.
NAVAL
(3), em comentário à visão
Aristotélica de educação do homem
indica que: "fazer de um homem um homem bom, supõem
harmonia dos três princípios que regem
o seu comportamento: natureza, hábito e razão.
A natureza é algo dado, o hábito se adquire,
e a razão, enquanto faculdade, opera em direção
ao bem, ali onde existem naturezas providas de hábitos
bons há virtudes".
A realização plena da pessoa é
a que se refere ao homem enquanto homem. Não
uma realização circunstancial ou parcial
da vida, como por exemplo, poderia ser a realização
profissional, financeira, afetiva, etc. Independentemente
de que alguém seja operário ou empresário;
que seja advogado ou engenheiro, novo ou velho: isto
é quando se fala de uma realização
mais profunda comum a todos os homens independentemente
das suas circunstâncias específicas; está-se
abordando a questão da realização
através dos princípios do "dar certo
como homem". Fala-se afinal de uma realização
pessoal proveniente da adesão e do cultivo dos
princípios e valores éticos.
Os princípios éticos ou estão ancorados
em leis naturais, correspondentes as leis do bom "funcionar"
humano ou acaba-se imerso num mar de relativismo.
As leis naturais que regulam o "bom funcionar do
homem" são como numa comparação;
um território. O conhecimento do "relevo"
deste território possibilita a formulação
dos princípios éticos, que estão
inscritos na realidade. É lógico que o
conhecimento do território, para ser verdadeiro
conhecimento, deve gerar mapas em conformidade com a
realidade, caso não, serão fontes de desvios.
Mesmo que haja engano involuntário no conhecimento
do território experimenta-se a possibilidade
de errar o caminho ou edificar em terreno alheio.
Também tem a sua validade a experiência
de que se pautar pelos princípios corretos, permite
uma visão clara, caminha-se facilmente pela via
iluminada. Por outro lado, ao percorrer o caminho mal
iluminado experimenta-se uma diminuição
da capacidade de visibilidade e por sua vez de locomoção,
analogamente restringe-se consideravelmente a capacidade
efetiva de auto-realização para quem não
busca a formação moral.
Voltando a idéia do levantamento dos mapas, por
vezes há erro no levantamento dos dados, para
a sua confecção, por causa da malícia
ou negligência por parte do autor do mapa. Com
o tempo ocorre aquilo que diz o adágio "quem
não vive como pensa, acaba pensando como vive".
Há três princípios fundamentais
em que se apóia a Ética: "faz o bem
e evita o mal" e o outro "querer o bem do
outro assim como se quer o próprio bem"
e como decorrência destes dois anteriores "não
querer um fim bom empregando meios maus". As decisões
concretas decorrentes destes princípios, aplicadas
às diversas necessidades e circunstâncias
da vida humana vão gerando as "curvas nível"
os contornos claros do mapa. As decisões geram
"aprendizagem" pessoal, que corresponde ao
processo de aquisição de critérios
éticos e das virtudes, no caso adquire-se por
reiteração a virtude da prudência.
A aplicação ou prática habitual
dos critérios éticos no dia a dia vão
aprimorando as qualidades pessoais.
Uma boa bússola ajuda o direcionamento pessoal
num terreno difícil e montanhoso ou cheio de
perigos. A consciência bem formada faz o papel
desta bússola. Hoje mais do que nunca se precisa
de gente de consciência bem formada. Líderes
que se apóiam nos princípios certos e
sejam uma ajuda para os outros.
As melhorias tecnológicas produzem bem estar
material. Ajudam e muito a minimizar as durezas da vida
humana, melhoram a qualidade de vida no que se referem
ao conforto. Por outro lado continua-se carente de um
sentido mais profundo em tudo o que se faz. Com os avanços
tecnológicos, dentro da sociedade de consumo,
necessita-se enxergar que os anseios de realização
humana ultrapassam os limites do bem estar puramente
material.
Tudo o que se encontra nos diversos lugares, com exceção
dos elementos puramente naturais, são fruto da
criatividade e da transformação humana.
Frutos do trabalho humano. Cabe ressaltar que qualquer
trabalho requer umas habilidades e conhecimentos específicos.
À medida que uma pessoa trabalha produz um resultado
externo a si, como LAUAND
(4) explica que se costuma designar pelo aspecto
do "fazer" -facere, em latin-; trabalho enquanto
resulta em algo externo ao agente. As ações
humanas nascem do interior da pessoa; a toda ação
externa correspondem atos internos do agente (admitindo
que se está falando de atos conscientes e voluntariamente
desejados). A todo "fazer" corresponde a uma
dimensão interna da ação; -"agir"
- agere· -. Ao "fazer" corresponde
a construção de algo externo. Ao "agir"
corresponderá um resultado interno no indivíduo.
À medida que se age, de acordo com princípios
que norteiam a visão da inteligência, haverá
um aperfeiçoamento das potencialidades motoras,
intelectuais e volitivas (desenvolve-se técnicas,
hábitos, destrezas, virtudes, etc), mas sobretudo
pode haver ou não um aprimoramento do homem enquanto
homem. Tudo dependerá do sinal do seu "agir";
caso esteja informado ou não pelos princípios
éticos. "Mediante o trabalho, modifica-se
o mundo externo o obra-se sobre o sujeito, influindo
sobre o seu modo de reagir e de ser"
(5).
Bibliografia
ARISTOTELES, Ética a Nicomaco, 2. ed.
Brasília, Ed. Universidade de Brasília,
1992
CERQUINHO, Fábio, Ética e qualidade
nas empresas, 1994, 109 p., Dissertação
de Mestrado, POLI-USP, São Paulo, 1994, cap.
3
GOMEZ PEREZ, Rafael, Ética Empresarial: Teoria
e Casos, 1. ed., Madrid-ES, Ed. Rialp, 1990
HOZ, Victor Garcia, Pedagogia Visível,
Educação Invisível, São
Paulo-SP, Ed. Nerman ,1987
LAUAND, Jean, Ética e Antropologia, 1.
ed., São Paulo-SP, Ed. Mandruvá, 1997
LAUAND, Jean, Os fundamentos da ética,
In. LAUAND, Ética: questões fundamentais,
São Paulo-SP, Ed. Edix, 1994
McINTYRE, A., Tras la Virtud. Barcelona, Editorial
Critica, 1987, 350p. (orig.: After Virtue.University
Notre Dame Press, 2ª ed., 1985).
NAVAL, Concepcion, Educar Ciudadanos, 1.ed.,
Navarra-ES, Eunsa, 1995
PIEPER, Josef, Estar certo enquanto homem, As virtudes
cardeais redescobertas, In. Lauand, Jean, Ética:
questões fundamentais, São Paulo-SP,
Ed. Edix, 1994
POLO, Leonardo, Presente y Futuro Del Hombre,
1. ed., Madrid, Rialp,1993.
Leia outros textos sobre Ética
e Educação no site do Professor
tel. (41) 233-5676
CETEC -Consultoria
www.ief.org.br
(1) LAUAND, Jean, Ética
e Antropologia, 1. ed., São Paulo-SP, Ed. Mandruvá,
1997, p. 8
(2) PIEPER, Josef, Estar certo enquanto homem, As virtudes
cardeais redescobertas, In. Lauand, Jean,Ética:
questões fundamentais, São Paulo-SP, Ed.
Edix, 1994, p. 7
(3) NAVAL, Concepcion, Educar Ciudadanos, 1.ed., Navarra-ES,
Eunsa, 1995, p. 260
(4) LAUAND, Jean, Os fundamentos da ética, In.
LAUAND, Ética: questões fundamentais,
São Paulo-SP, Ed. Edix, 1994
· Também pode-se empregar o conceito de
dimensão objetiva (para a externa) e dimensão
subjetiva (interna).
(5) HOZ, Victor Garcia, Pedagogia Visível, Educação
Invisível, São Paulo-SP, Ed. Nerman ,1987,
p. 66. |
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Michel Abdo Alaby . COMÉRCIO
EXTERIOR |
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Resultados
da rodada das negociações da OMC - Rodada
Doha
Michel Abdo Alaby
Consultor em Comércio Exterior da Qualilog Consulting.
Economista, administrador e contador, é consultor
da Organização das Nações
Unidas (ONU) e
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Vice-presidente da Associação dos Executivos
de Comércio Exterior (Adebe),
Presidente da Associação de Empresas Brasileiras
para a Integração de Mercados (Adebim)
Membro do Conselho Técnico da Associação
de Comércio Exterior do Brasil (AEB)
e do Comitê Setorial de Comércio Exterior
da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.
consultoria@qualilog.com
Após
diversos impasses nas negociações em 2002
e 2003, esta última em Cancún, finalmente
conseguiu-se destravar e dar continuidade nas tentativas
de reativação da Rodada Doha - OMC, em
Genebra, no final do mês de julho de 2004. Os
147 países membros concordaram em estabelecer
regras para reduzir os subsídios à agricultura.
No jogo das potências, configuram-se os "players"
do 1º time como sendo os Estados Unidos e a União
Européia (alargada com os 10 novos membros),
os do 2o time, a saber, Japão, Canadá
e Austrália; os do 3º time, assim considerados,
o Brasil, a Índia e a China. Na realidade, existem
mesmo 25 países mais ativos nas negociações.
As negociações serão iniciadas
efetivamente na definição metodológica
a partir de setembro de 2004, esperando-se que ao contrário
do estabelecido em 2001, os resultados da Rodada Doha
só entrarão em vigor em 2006 ou 2007.
A próxima reunião ministerial está
marcada para realizar-se em Hong Kong, em dezembro de
2005. Não devemos esquecer que a Rodada Uruguai
de 1985, levou quase 10 anos para ser completada.
No final do mês de setembro/2004, haverá
reuniões para elaborar um programa de trabalho,
para o setor agrícola e industrial, para definir
a metodologia dos cortes tarifários.
O multilateralismo e a multipolarização
foram os principais destaques das negociações,
visto que estava fadado ao fracasso em função
dos avanços do bilateralismo reinante na economia
globalizada.
Na agricultura, os avanços estão definidos
no texto aprovado, pois os países deverão
estabelecer o método para eliminar todas as formas
de subsídios à exportação,
inclusive na disciplina de financiamentos subsidiados
nas vendas externas e nas chamadas questões humanitárias,
quando os países ajudam os países pobres
com doação de alimentos nos programas
de ajuda alimentar.
Os principais itens aprovados na agricultura e na pecuária
foram os seguintes:
a) Os programas de apoio interno agrícola deverão
ser reformulados e os países desenvolvidos aceitaram
fazer cortes de 20% sobre o nível dos subsídios
consolidados já no primeiro ano de vigência
da Rodada, porém terão a possibilidade
de financiar seus agricultores em um novo mecanismo
conhecido como "Caixa Azul" (Pagamentos de
compensação da renda desvinculados do
nível corrente, nos países desenvolvidos,
de produção e limitados a 5% do valor
da produção agropecuária total;
para os países em desenvolvimento, o limite é
de 10%). Definiu-se também que os apoios serão
definidos por produtos, evitando-se margem de manobra
para um país usar o apoio, para compensar perda
de competitividade em diferentes produtos e em diferentes
momentos. Entretanto, os critérios sobre como
irá funcionar este mecanismo ficam para a próxima
etapa de negociações, porém mantendo-se
o limite de 5% sobre o Produto Interno Bruto, referencial
à agricultura em subsídios.
b) Em relação ao acesso a mercado, as
negociações ficam adiadas para uma segunda
etapa, porém os países desenvolvidos poderão
continuar mantendo proteção a um determinado
número apropriado, os chamados "produtos
sensíveis". O conceito de Produtos Sensíveis
definidos pela OMC são aqueles que têm
cotas de importação, aproximadamente 1400
produtos. Como informação, na Europa as
tarifas para uma série de produtos são
os seguintes: Carnes de frango, suína e bovina
são de 255%; lácteos de 200%; alho 236%;
arroz 270% e açúcar 200%. Nos Estados
Unidos a proteção aos produtos sensíveis
é: tabaco com 350%; açúcar bruto
com 167%, álcool 47,5% e carne bovina congelada
com 26,4% (com restrições sanitárias
e salvaguardas especiais). Os produtos sensíveis
serão protegidos com altas tarifas de importação
e com cotas tarifárias;
c) Os países em desenvolvimento também
poderão manter certas proteções
para produtos específicos, porém com regulamentação
específica;
d) Nos subsídios domésticos, o Brasil
conseguiu que fosse retirado 20% do apoio dos países
desenvolvidos para seus agricultores, entretanto estes
poderão usar um novo mecanismo para oferecer
subsídios e, mesmo que haja um teto para o volume
a ser concedido, abrirá espaços para que
os subsídios permaneçam. O "status"
atual foi mantido, somente há mudanças
de conceitos.
e) Quanto aos cortes de tarifas de importação
de produtos agrícolas, serão tanto maiores
quanto mais altas as tarifas atuais (no Brasil são
mais baixas em geral que as da União Européia,
dos Estados Unidos, do Japão), conforme mencionado
no item b. Para os países pobres haverá
um tratamento especial em relação aos
eventuais prejuízos decorrentes da abertura.
Em relação a serviços o texto aprovado
determina que cada país defina suas ofertas para
a liberalização e as apresente até
maio de 2005.
Com referência a legislação de
investimentos (concorrência, compras governamentais
e transparência), os países em desenvolvimento
aceitaram discutir apenas a facilitação
do comércio, isto é, simplificação
de procedimentos aduaneiros e administrativos).
Quanto aos produtos industriais e de consumo não
ocorreram avanços, pois os países desenvolvidos
mantiveram suas posições de cortar tarifas
e negociar setorialmente os bens, enquanto que os países
em desenvolvimento, como o Brasil, a Índia e
a China não aceitaram os critérios, preferindo
barganhar setores diferenciados. O texto deixou em aberto
se a negociação setor por setor será
voluntária ou obrigatória, significando
que as negociações foram transferidas
para as outras fases da Rodada.
Os países concordaram em negociar uma fórmula
para cortar tarifas de importação, sendo
que as maiores tarifas sofrerão cortes mais que
proporcionais às menores tarifas.
Apesar do otimismo demonstrado pelo Brasil decorrente
das resoluções aprovadas, as previsões
para a eliminação dos subsídios
têm diferentes posições.
Enquanto o G-20 acredita que a redução
total deva ocorrer entre 06 a 07 anos a partir da implementação
do Acordo, a União Européia, liderada
pela França, estima a eliminação
total entre 2015 e 2017. Os Estados Unidos defendem
a eliminação em 05 anos, mas caso haja
a eleição de um democrata, o prazo poderá
ser estendido em mais alguns anos.
Ainda haverá muita discussão em termos
da metodologia dos cortes, pressão dos países
desenvolvidos para abertura do setor industrial e de
serviços. Os ganhos para os países em
desenvolvimento dependerão dos próximos
passos.
Logicamente o Brasil tem mostrado sua característica
de líder do G-20 e um dos membros do G-5 (Estados
Unidos, União Européia, Austrália,
Índia e Brasil), alcançando alguns pareceres
positivos da OMC em relação aos subsídios
do açúcar e do algodão, contra
a União Européia e Estados Unidos.
O Brasil, apesar de líder do G-20, não
consegue a unanimidade para os seus interesses, em função
que vários países são concorrentes
em diferentes áreas, como agrícola, industrial
ou de serviços.
Urge que o Brasil procure outras alianças estratégicas
em outras áreas. Como exemplo, no setor de serviços,
a posição da Índia é a mais
ofensiva, quando comparada ao Brasil, que é mais
agressivo no setor agrícola. Trocar barganhas
poderá ser uma estratégia de buscar apoio
em outros setores. Na indústria, o Brasil poderia
se aliar com a Argentina e a Índia para defender
os seus interesses. Teoricamente, tais alianças
podem dar resultado, mas os interesses de um país
podem não ser compatíveis com os interesses
dos outros países. Como exemplo desta assertiva,
países que mantenham Acordos de Livre Comércio
(tais como, o México e o Chile) com os Estados
Unidos não tem interesse em fazer alianças
com o Brasil, em determinadas áreas, principalmente
no setor de serviços e no setor industrial.
Uma das conclusões que podemos prever para as
próximas etapas é a possibilidade do Brasil
perder a condição de país em desenvolvimento
nas negociações agrícolas, em virtude
do país já ser o principal exportador
mundial de soja em grão, açúcar,
carne bovina, café, suco de laranja e tabaco
e o segundo produtor mundial de farelo de soja, frango,
e óleo de soja. Para o milho, atualmente, o país
é o 4o produtor mundial e prevê-se que
até 2006 será o 2o. |
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