Planejamento, Acompanhamento e Controle
Revista EngWhere
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Revista EngWhere
"O político brasileiro e um sujeito que vive as claras, aproveitando as gemas e sem desprezar as cascas." - Barao de Itararé
Ano 12 • nº 86 • 01/09/2013
ORÇAMENTOS, PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE OBRAS
Nesta Edição Articulista do Mês Rubem Braga Meio Ambiente Favelização Planejada
Denúncia Festa de Formatura dos Engenheiros Marketing Odeio Política Comportamento Culpa de Niemeyer
Melhorias nos softwares EngWhere

Todos os 5 softwares estão sendo liberados por pen drives.
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Unindo o EngObras, o GerCon e 2 outros novos softwares.


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Suíte de Ferramentas de Organização & Produtividade

O Software de Design mais Arrojado e Moderno da Engenharia Nacional!



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  • O EngWhere Diário de Obras (2 modelos distintos);
  • O EngWhere Caixinha de Obra;
  • O EngWhere GeeDoc (gerenciamento de documentos);
  • GerCon - Gerenciamento de contratos;
  • Medições de obras (geração e acompanhamento);
  • A Biblioteca do site e da Revista EngWhere ampliada;
  • Lançamento de despesas;
  • A Programação de obras (samanal e quinzenal);
  • Modelos de documentos (ferramenta para armazenamento, geração e impressão de correspondências, contratos, normas, rotinas administrativas, etc);
  • Banco de Lançamentos de Documentos Técnicos;
  • Gerador de catálogos (imagem, texto e tabelas);
  • Gerrador de entrevistas / catálogos para o RH / DP;
  • Contas a pagar (do escritório e de pequenas obras);
  • Contas a receber (do escritório e de pequenas obras);
  • Pequenos almoxarifados (para o escritório e pequenas obras);
  • Formulário para lançamento das Análises Críticas / Relatórios de Não-Conformidade;
  • Formulário para lançamento de Entrevistas do RH;
  • Gerenciamento das Senhas do Usuário;
  • Outras (V. Página).

Outros Recursos
  • Exportação para PDF;
  • Agendas multi-usuários;
  • Cadastros diversos;
  • Senhas nos bancos de dados;
  • Backup e ferramentas de administração de bancos de dados;
  • Atalhos e design ampliados e melhorados;
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Proposta

Outra proposta do Escritórios & Obras é substituir o Office no armazenamento de documentos, correspondências, normas técnicas, arquivo morto, modelos, imagens, etc., que são lançados em pouquíssimos arquivos.


A quem se destina

Ferramenta indispensável aos engenheiros, arquitetos, tecnólogos e empresas em geral;

Especialmente recomendado aos recém-formados que terão um local único e apropriado para armazenamento da documentação técnica gerada em toda sua carreira.

Empresas de fiscalização e administração de obras que poderão controlar tanto seus escritórios quanto as obras de seus clientes.

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O dever dos juizes é fazer justiça; a sua profissão, a de deferi-la. Alguns conhecem o próprio dever e exercem a profissão.
- Jean de La Bruyère

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Previso 2.0

O único software brasileiro de planejamento de obras

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Denúncia
15
AGOSTO
2013

Festa de Formatura dos Engenheiros Alerta aos Festeiros e Não Festeiros em Geral

Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma. - Joseph Pulitzer (1847-1911).

Aos formandos que promovem festas de formatura da turma, com o fim de reforçar seus bolsos (naturalmente vazios no início da carreira), sem se importar em sangrar o bolso dos demais colegas, indefesos, um alerta.
Roubar, enganar, ludibriar e mentir fere o Artigo 157 do Código Penal e só deve ser feito disfarçada e moderadamente.

Já roubar, enganar, ludibriar, mentir para o próprio colega de profissão, além de ser impossível esconder, fere profundamente, entre outros, os seguintes Capítulos e Artigos de nosso (fantástico) Código de Ética Profissional:

1. PREÂMBULO Art. 1º - O Código de Ética Profissional enuncia os fundamentos éticos e as condutas necessárias à boa e honesta prática das profissões...

2. DA IDENTIDADE DAS PROFISSÕES E DOS PROFISSIONAIS
Art. 6º - O objetivo das profissões e a ação dos profissionais volta-se para o bem-estar e o desenvolvimento do homem, em seu ambiente e em suas diversas dimensões: como indivíduo, família, comunidade, sociedade, nação e humanidade; nas suas raízes históricas, nas gerações atual e futura.

3. DOS PRINCÍPIOS ÉTICOS Do objetivo da profissão
I - A profissão é bem social da humanidade e o profissional é o agente capaz de exercê-la, tendo como objetivos maiores a preservação e o desenvolvimento harmônico do ser humano, de seu ambiente e de seus valores; Da honradez da profissão
III - A profissão é alto título de honra e sua prática exige conduta honesta, digna e cidadã; Do relacionamento profissional
V - A profissão é praticada através do relacionamento honesto, justo e com espírito progressista dos profissionais para com os gestores, ordenadores, destinatários, beneficiários e colaboradores de seus serviços, com igualdade de tratamento entre os profissionais e com lealdade na competição;

4. DOS DEVERES
Art. 9º - No exercício da profissão são deveres do profissional:
I - ante ao ser humano e a seus valores:
b) harmonizar os interesses pessoais aos coletivos;
II - ante à profissão:
c) preservar o bom conceito e o apreço social da profissão;
IV - nas relações com os demais profissionais:
b) manter-se informado sobre as normas que regulamentam o exercício da profissão;

5. DAS CONDUTAS VEDADAS
Art. 10 - No exercício da profissão são condutas vedadas ao profissional:
I - ante ao ser humano e a seus valores:
b) usar de privilégio profissional ou faculdade decorrente de função de forma abusiva, para fins discriminatórios ou para auferir vantagens pessoais;
II - ante à profissão:
c) omitir ou ocultar fato de seu conhecimento que transgrida à ética profissional;

7. DA INFRAÇÃO ÉTICA
Art.13 - Constitui-se infração ética todo ato cometido pelo profissional que atente contra os princípios éticos, descumpra os deveres do ofício, pratique condutas expressamente vedadas ou lese direitos reconhecidos de outrem.

Somos de antiga turma (portanto não nos lembramos de tudo que poderia ser denunciado) cujos festeiros não nos explicaram pelo menos 2 fatos (reais) e suas conseqüências:

1. A festa teve altíssimos preços frente aos medíocres benefícios: a colação se deu em praça de esportes de baixíssimo ou nenhum custo, os comes e bebes foram cobrados, a orquestra não tinha expressão (e preço que justificasse), mormente considerando a diluição dos custos pela enorme quantidade de formandos, como eram as formaturas de engenheiros das escolas federais daquele tempo.

2. Foram colocados à venda (pelo menos) 2 planos, sendo que o mais importante (e caro) oferecia emprego aos que aderissem (conseguidos pela influente e laboriosa comissão de formatura).
Inadvertidamente optamos pelo plano mais caro e tal escolha fez com que, seguindo instrução de um rato da comissão, nos deslocássemos até Brasília em busca do emprego prometido. Só que, ao nos apresentar na empresa que nos coloriram, fomos informados que há tempos não ofereciam vagas, não pretendiam contratar tão cedo e não sabiam, nem por ouvir falar, o significado de FENG71 (a sigla que identificou o bando de picaretas da festa dos ingênuos de Engenharia da UFMG de 1971).
A empresa chamava-se, provavelmente, NovaCap e nossa viagem superou os 1.700 km (ida e volta).


Há pouco, sem nossa permissão, nos colocaram como corpo estranho no grupo desta nossa (hoje insuportável) turma. O espírito do Jeca Tatu de vez em quando baixa em um dos ex-alunos, que se passa por líder do Grupo.
A maioria dos antigos festeiros é justamente a que continua apitando abobrinhas por lá.
Como que por castigo (talvez da deusa Ethica) aqueles festeiros mal se tornaram engenheiros: não sabem argumentar, discutir ou trocar as idéias mais bobinhas. O que menos têm, aliás, é idéia própria.

Seu único assunto é falar mal do Lula. Mas por não terem nenhum conhecimento de causa, repetem as papagaiadas da Veja.
Aliás, ao falar da Veja, se passam por intelectuais, num ridículo de fazer papagaio de circo achar graça.
Coisas infantis são ventiladas (burro velho não troca idéia, burro velho ventila), como, confundir Ética com Política, afirmar que os palestinos judiam dos norte-americanos, que a ditadura (e a falta de liberdade) é bom para todos, etc.

Principalmente não tem opinião formada sobre tudo que a Mídia omite ou disfarça diariamente na televisão.
Assim, se perdem no trivial: um elogio a alguém, para eles, é abstração. A Cultura é ofensa grave e humilhante. O menor dos erros, de qualquer um, é vitória coletiva.
Não sabem sequer votar, embora sendo mineiros.
Tudo isto em quem carrega 70 anos de idade no lombo (burro não faz anos, burro carrega idade).

Possivelmente deterioram o restante do grupo, em absoluta mudez cataléptica (talvez também forçados a participar), mas contribuindo para a inutilidade coletiva.
É incrível a união de 200 engenheiros que não conseguem fazer absolutamente nada pela Engenharia, pelo Estado, pela Ética, pelo Próximo. Sequer caridade.

Baseados em nosso Código de Ética, estamos requisitando os diplomas dos organizadores da FENG71 para picotar em praça pública e jogar nas privadas de (seu odiado) PT (desde que o PT concorde com tamanha imundície).

Não é simples ser Engenheiro. Mesmo se esforçando, trabalhando duro, sendo consciencioso, generoso e justo, já é difícil; imagine optando pela cafajestagem, a desonestidade, a mentira e o engodo ao colega desde os primórdios de suas (obscuras) carreiras.

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A Democracia Capenga

Haveria democracia sem Oposição, sem Imprensa, com TSJ e Congresso desgastados?
Do jeito que caminham as coisas acabaremos com o Pastor Marcos Pereira - o tarado da Baixada - ganhando a eleição para Presidente.

William Shakespeare
AGOSTO
2013

Sutil Diferença

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

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A Revista nas Redes Sociais

Acompanhe-nos

As novidades e os textos mais importantes já veiculados na Revista EngWhere estão sendo lançados nas Redes Sociais.

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Alguns juízes são absolutamente incorruptíveis. Ninguém consegue induzi-los a fazer justiça.
- Bertolt Brecht
Rubem Braga
NOVEMBRO
1956

O Telefone

Honrado Senhor Diretor da Companhia Telefônica:

Quem vos escreve é um desses desagradáveis sujeitos chamados assinantes; e do tipo mais baixo: dos que atingiram essa qualidade depois de uma longa espera na fila.

Não venho, senhor, reclamar nenhum direito. Li vosso Regulamento e sei que não tenho direito a coisa alguma, a não ser a pagar a conta. Esse Regulamento, impresso na página 1 de vossa interessante Lista (que é meu livro de cabeceira), é mesmo uma leitura interessante que recomendo a todas as almas cristas que tenham, entretanto, alguma propensão para orgulho e soberba. Ele nos ensina a ser humildes; ele nos mostra quanto nós, assinantes, somos desprezíveis e fracos.

Aconteceu por exemplo, senhor, que outro dia um velho amigo deu-me o prazer de me fazer uma visita. Tomamos uma modesta cerveja e falamos coisas antigas – mulheres que brilharam outrora, madrugadas dantanho, flores doutras primaveras. Ia a conversas quente e cordial ainda que algo melancólica, tal  soem ser as pérolas vadias de cumpinchas velhos – quando o telefone tocou. Atendi. Era alguém que queria falar ao meu amigo. Um assinante mais leviano teria chamado o amigo para falar. Sou, entretanto, um severo respeitador do Regulamento; em vista do quê comuniquei ao meu amigo que alguém queria lhe falar, o que infelizmente eu não podia permitir; estava, entretanto, disposto a tomar e transmitir qualquer recado. Irritou-se o amigo, mas fiquei inflexível, mostrando-lhe o artigo 2 do Regulamento, segundo o qual o aparelho instalado em minha casa só pode ser usado “pelo assinante, pessoas de sua família, seus representantes ou empregados”.

Devo dizer que perdi o amigo, mas salvei o Respeito ao Regulamento; dura lex sed lex; eu sou assim. Sei também (artigo 4) que se minha casa pegar fogo terei de vos pagar o valor do aparelho – mesmo se esse incêndio (artigo 9) for motivado por algum circuito organizado pelo empregado da Companhia com o material da Companhia. Sei finalmente (artigo 11) que se, exausto de telefonar do botequim da esquina a essa distinta Companhia para dizer que meu aparelho não funciona, eu vos chamar e vos disser, com lealdade e com as únicas expressões adequadas, o meu pensamento, ficarei eternamente sem telefone, pois “o uso de linguagem obscena constituirá motivo suficiente para a Companhia desligar e retirar o aparelho”.

Enfim, senhor, eu sei tudo; que não tenho direito a nada, que não valho nada, não sou nada. Há dois dias meu telefone não fala, nem ouve, nem toca, nem tuge, nem muge. Isso me trouxe, é certo, um certo sossego ao lar. Porém amo, senhor, a voz humana; sou uma dessas criaturas tristes e sonhadoras que passam a vida esperando que de repente a Rita Hayworth me telefone para dizer que o Ali Khan morreu e ela está ansiosa para gastar com o velho Braga o dinheiro de sua herança, pois me acha muito simpático e insinuante, e confessa que em Paris muitas vezes se escondeu em uma loja defronte do meu hotel só para me ver entrar ou sair.

Confesso que não acho coisa tão provável: o Ali Khan ainda é moço e Rita não tem o meu número. Mas é sempre doloroso pensar que se tal coisa acontecesse eu jamais saberia – porque meu aparelho não funciona. Pensai nisso, senhor: pensai em todo potencial tremendo de perspectivas azuis que morre diante de um telefone que dá sempre sinal de ocupado – cuém, cuém, cuém – quando na verdade está quedo e mudo na minha modesta sala de jantar. Falar nisso, vou comer; são horas. Vou comer contemplando tristemente o aparelho silencioso, essa esfinge de matéria plástica; é na verdade algo que supera o rádio e a televisão, pois transmite não sons nem imagens, mas sonhos errantes no ar.

Mas batem à porta. Levanto o escuro garfo do magro bife e abro. Céus, é um empregado da Companhia! Estremeço de emoção. Mas ele me estende um papel: é apenas um cobrador. Volto ao bife, curvo a cabeça, mastigo devagar, como se estivesse mastigando meus pensamentos, a longa tristeza de minha humilde vida, as decepções e remorsos. O telefone continuará mudo; não importa: ao menos é certo, senhor, que não vos esquecestes de mim.

Coletado no site Centenário de Rubem Braga


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E-mails Enviados & Recebidos
ABRIL
2013

Horas Extras
Olá, tudo bem?
Gostaria de saber o que é melhor, contratar um novo funcionário ou pagar horas extras aos já contratados?
. Luiz Ribeiro (Facebook)


. Luiz Ribeiro

No último estudo que fizemos a respeito, há uns 5 anos, concluímos ser mais econômico fazer horas extras e antecipar o prazo da obra, do que deixar de fazê-las.
Já a comparação que sugere, varia de obra para obra, e os parâmetros que pesam não são facilmente mensuráveis, como os abaixo relacionados, que não esgotam o assunto:

A favor das horas extras:
1. Mais de 80% do valor da obra, em média, corresponde aos custos indiretos que incidirão com muito maior intensidade sobre os novos contratados. Algumas destas despesas (como alojamento, transporte, refeições, EPIs, chefia, etc.) poderão ter custo 0 (zero), quando diluídos sobre as horas adicionais.
Além disto, com um efetivo menor, a obra fica mais administrável (e produtiva).

2. Em alguns casos as contratações são inviáveis: por exemplo, os operadores de equipamentos únicos fazendo 2 horas extras por dia, ficariam ociosos ao repartir 8+2 = 10 horas de trabalho do dia para os 2 cumprirem.
Guardadas as devidas proporções nem dá para comparar as horas extras de um operador, com a contratação de um segundo equipamento (com operador) para "economizar" horas extras de funcionário.

3. O peão, que recebe quase que o mesmo salário em diferentes empresas, entende como questão de qualidade (e estabilidade) a obra que adota horas extras.
Não que goste, mas por necessidade: se tiver filhos, as horas extras serão um ato humanitário, quando não a viabilização dos prazos e da própria obra.


Contra as horas extras (além do custo unitário maior):
1. O maior argumento contrário às horas extras é a desorganização da obra. Uma bagunça em que os operários ganham para não trabalhar.
Na realidade, em obras assim, trabalham muito pouco durante o dia e quase nada no apagar das luzes. Neste caso, mesmo que o problema não seja das horas extras, é preferível evitá-las, mesmo não sendo a contratação de novos funcionários a salvação da pátria.

2. As horas extras não podem (e não devem) ser obrigatórias, causando dificuldades em sua escala.
Ainda a administração (bagunçada) precisa aprender a não depender delas incondicionalmente.

3. Em qualquer condição, entretanto, inclusive de produtividade, segurança, administração, humanidade, etc., são inconvenientes horas extras em excesso.
Assim, procure evitar, por exemplo, horas extras aos domingos, muito mais caras e nem tão essenciais.

Conclusão:
O texto, mais opinativo que conclusivo, tendendo empiricamente à adoção de horas extras, tem como argumentação final que o preferível é adotar os critérios ou costumes empregados nas demais obras da região, e que o valor financeiro da diferença não é significativo frente aos benefícios ou conflitos com os funcionários produtivos da obra.

. R. E.


. Luiz Ribeiro
Muito obrigado pela informaçao...no meu caso eu trabalho numa fabrica de sapatos...mas a burocracia é a mesma...no entanto com essas informaçoes vou ajudar a minha empresa a nao aumentar a folha em quase 20.000 reais...obrigado mesmo...

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Paschoini Contabilidade & Assessoria
AGOSTO
2013

Simples Nacional

Nas operações de crédito, cujos mutuários sejam pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional, em que o valor seja igual ou inferior a R$ 30.000,00 (trinta mil reais) e observado o disposto no artigo 45, inciso II, do Regulamento do IOF, as alíquotas são de 0,00137% (sobre o somatório dos saldos devedores) ou 0,00137% ao dia, conforme o caso.

Como os empréstimos são parametrizados pelos funcionários dos bancos é importante que o tomador de crédito, optante pelo Simples, fique atento a esta possibilidade de benefício, para que não seja enquadrado na regra geral de tributação do IOF.

Declaração de Optante

Para efeito de reconhecimento da aplicabilidade da alíquota reduzida, a instituição financeira, responsável pela cobrança e recolhimento do IOF, exige declaração, em duas vias, de que o mutuário se enquadra como pessoa jurídica sujeita ao regime tributário de que trata a Lei Complementar 123/2006, e que o signatário é seu representante legal e está ciente de que a falsidade na prestação desta informação o sujeitará, juntamente com as demais pessoas que para ela concorrem, às penalidades previstas na legislação criminal e tributária, relativas à falsidade ideológica e ao crime contra a ordem tributária.

Tulio Paschoini

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No MSN

Para bom entendedor, meia palavra bos...

Ênio Padilha . MARKETING EMPRESARIAL
07
JULHO
2010

Odeio Política

Esta frase (do título) soa como música para os ouvidos dos políticos matreiros, espertos e desonestos.

É verdade!

Se você pensa que o fato de você detestar a política e desprezar os políticos aborrece os poderosos, você está muito enganado. Isto é tudo o que eles querem: eleitores ignorantes e omissos. Cidadãos de terceira categoria, que abrem mão dos seus direitos de interferir nos destinos da sua própria vida, deixando esse trabalho para os outros. Os que gostam de política. Na verdade, os que perceberam que a política é a mãe de todos os problemas e de todas as soluções.

Pense em qualquer problema que você esteja enfrentando: falta de dinheiro, falta de saúde, falta de trabalho, falta de oportunidades, impostos muito caros, comida muito cara, falta de escolas... qualquer coisa. E tente provar que algum desses problemas não começou em uma decisão (ou omissão) de algum político. Tente provar que, no fundo, no fundo, a culpa não é dos que, como você, "odeiam política" e permitem, por omissão, que políticos despreparados ou mal intencionados estejam hoje decidindo o que vai acontecer com você e com a sua família.

Durante uma campanha política a gente pode perceber como esse desprezo à política beneficia os piores candidatos, os mais despreparados, os mais fracos.

O nível das propagandas, o baixo padrão das abordagens, os bate-bocas intermináveis, que têm como objetivo apenas chamar atenção e desviar o interesse de coisas realmente importantes... mostram claramente como o eleitor omisso e desinteressado determina o tom da campanha.

A imensa quantidade de eleitores que "odeiam política" acaba criando as condições necessárias para a proliferação dos candidatos que não estão nem um pouco interessados em discutir problemas e soluções da política. Eles querem apenas se eleger. De preferência, sem se comprometer com coisa alguma. Para isso, nada melhor do que eleitores desinformados e apáticos.

É isso. A campanha política, como qualquer campanha, é feita pelos políticos, para os eleitores. E, se os eleitores "não querem saber de política..." dá-lhe fofoca, dá-lhe intriga, bate-boca, calúnias, processos judiciais, disputas pessoais, amantes, preferências sexuais e outras bobagens sem importância, mas tão ao gosto dos eleitores
Enfim, a campanha política, que deveria ser um momento de teses, antíteses e sínteses, vira um circo onde a única atração são os palhaços no picadeiro se apresentando para os palhaços da platéia.

Vira um jogo com "torcidas" e "apostadores". Vira uma gincana onde o eleitor quer "tirar uma vantagem imediata e pessoal" abrindo mão de "obter uma vantagem permanente e coletiva".

Mas, como em todo jogo, no fim surgem os vencedores e os perdedores. Os vencedores são os políticos eleitos, geralmente os que conseguiram atravessar esse mar de iniquidades no qual os eleitores omissos permitem que uma campanha política se transforme.

Quanto aos perdedores...

Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do país.
Leia outros artigos no site do Especialista: www.eniopadilha.com.br eniopadilha@uol.com.br
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"Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data."
- Luis Fernando Veríssimo
Adilson Luiz Gonçalves . COMPORTAMENTO
06
DEZEMBRO
2012

Culpa de Niemeyer

Sim! Oscar Niemeyer é culpado de muitas coisas. Culpa que permanecerá por muitos anos, sem se perder nas areias do tempo, até porque a areia era uma de suas matérias-primas indispensáveis.

Culpado e réu confesso, com provas por toda parte!

Foi ele quem imaginou e esboçou com traços minimalistas, ícones urbanos e os espalhou por cidades, estados e países. Alguém duvida disso?

Foi ele quem trouxe a sensualidade à arquitetura brasileira, incorporando-lhe as curvas femininas mais brejeiras.

Junto com Lúcio Costa, "modernizaram" a paisagem urbana! E, unidos à Burle Marx, criaram um novo conceito de cidade, admirada por todos os que a conhecem: Brasília!

Sua culpa foi tão evidente, que a humanidade a desapropriou para si, incorporando-a a seu patrimônio.

Do pilotis ao "Plano-Piloto", pilotaram o Modernismo muito além do que seu mestre, Corbusier poderia imaginar, talvez por terem um país inteiro para construir e o incentivo de quem tinha a pressa de ver "cinquenta anos em cinco"...

Niemeyer, não contente em registrar seus planos em papel e mostrá-los sem medo a quem pedisse ou quisesse, ainda cooptou outros para ajudá-lo a realizá-los.

Arquitetou sonhos impossíveis para oferecê-los, como desafios ladinos, a quem pudesse concretizá-los: "A arquitetura exprimirá sempre o progresso técnico e social do país em que é realizada".

A engenharia brasileira aceitou seus desafios e buscou soluções técnicas inéditas, tão inovadoras quando o arrojo de seus traços. Quantas noites de sono ele não deve ter tirado de seus calculistas? Quantas enxaquecas ele não deve ter provocado? Será que era proposital, para arrumar clientes para seu irmão neurologista, Paulo?

Ladeado por cúmplices tão visionários quanto ele; "provocado" por governantes; abstratamente apaixonado pelo concreto, ao ponto de desafiar a Física sem nenhum pudor, Niemeyer, deixou marcas de sua "culpa criativa" onde pode, exigindo que ela ficasse bem visível.

Sua única contradição era se dizer ateu, tendo projetado alguns dos mais emblemáticos templos do Século XX, com formas tão surpreendentes quanto polêmicas.

É... A arte está acima de qualquer preconceito ou discurso. E não existe coisa mais divinamente humana do que a arte!

No entanto, a maior de suas culpas foi ter sido pródigo não apenas em ideias, mas também em dias: 104 anos e ainda queria projetar mais!

Niemeyer, por fim, foi culpado por contrariar os que o respeitavam e partir para outros projetos... O que será que ele vai "arquitetar" agora?

Provavelmente não terá dificuldades para executar. Afinal, dizem que o céu está cheio de engenheiros...

Niemeyer é culpado de tudo isso! Só não o culpem, jamais, pelo que corruptos têm feito entre as nem sempre quatro paredes e sob os imensos e abertos vãos que ele projetou...

Adilson Luiz Gonçalves
Engenheiro, Professor Universitário e Articulista.
Leia muitos outros artigos no site do Professor
Fones: (13) 32614929 / 97723538
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A Droga da Internet
Há 7 Anos na Revista...
OUTUBRO
2006

O Planejamento

O Planejamento quando elaborado pelo próprio pessoal envolvido na execução da obra, tem:

  • Menor custo;
  • Mais chance de funcionar, ou, maior garantia de retorno do investimento;
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Três pessoas são capazes de guardar um segredo, se duas delas estiverem mortas.
- Benjamin Franklin
Vilmar Berna . PARA O JORNAL DO MEIO AMBIENTE
SETEMBRO
2009

Favelização Planejada

Em qualquer cidade do mundo, especialmente nas dos países chamados em desenvolvimento, existem bairros urbanizados e as favelas, estas implantadas contra a vontade dos governos e das leis, sem planejamento, sem saneamento básico, sem infra-estrutura urbana. Alguns governantes preferem tratar do assunto como se fosse simplesmente um caso de polícia, como se desse para ter um guarda atrás de cada árvore. Deveriam desenvolver políticas públicas de urbanismo e uso do solo que contemplassem também aqueles que precisam morar mas estão fora do mercado, isto é, não dispõem de recursos para comprar ou alugar um lugar nos bairros urbanizados. As pessoas não ocupam locais insalubres e sujeitos a deslizamentos, sem infra-estrutura, por maldade ou simples desejo de enfrentar as leis ou afrontar os governantes. Na maioria quase absoluta, fazem isso por que não têm alternativa de comprar ou alugar um lugar melhor para morar.

Claro que o processo de invasão de áreas não-edificantes conta ainda com outros 'aliados', como especuladores imobiliários que usam a necessidade dos mais pobres como pano de fundo para ocupar essas áreas. Uma vez consolidada a posse, o especulador compra os direitos do 'invasor' e no lugar do casebre humilde constrói uma bela residência que vende em seguida por um bom preço. Também existem políticos e candidatos a cargos eletivos sem escrúpulos que distribuem lotes em áreas não-edificantes como se fôssem suas, em troca de votos, criando um fato social de difícil solução a não ser a legalização da invasão. E, ainda, tem o crime organizado, que cria uma espécie de área de segurança em torno de seus esconderijos e como forma de proteger suas atividades criminosas, promovem a doação de lotes em áreas não-edificantes às comunidades pobres, que se tornam eternamente agradecidas por isso, atuando como 'olheiros' para o caso da polícia resolver invadir o lugar.

E assim a sociedade vai perdendo suas áreas de mananciais, florestas, margens de rios e lagos, costões rochosos, etc.

Alguns políticos, urbanistas e planejadores urbanos costumam ignorar o fato que, para cada novo empreendimento de luxo que é construído, surgirá em algum ponto próximo dali uma comunidade pobre 'não planejada', onde vão morar os empregados da construção civil e as empregadas domésticas, porteiros, etc. Ou os urbanistas acham que pessoas que ganham um ou dois salários mínimos vão concordar em perder mais da metade do salário todo mês em transporte para morar longe do local de trabalho?

Assim, as favelas não ocorrem por um acaso. Elas são 'fabricadas' nas pranchetas dos planejadores e administradores públicos e privados, nas leis de políticos, no momento em que dividem as cidades apenas em duas partes: áreas para o mercado e áreas não edificantes, sem prever uma terceira parte, destinada às pessoas que precisam morar, mas estão fora do mercado e precisam de terra de graça, ou a preços simbólicos. Claro, alguns poderão protestar que isso seria um tipo de socialismo e que não tem cabimento dar terra de graça para ninguém. Mas é preciso avaliar o que sai mais barato. Dar terra antes, em locais adequados, ou ter de gastar mais depois para levar infra-estrutura em comunidades de baixa renda instaladas de qualquer jeito em áreas de riscos, insalubres e de difícil acesso, como encostas íngremes, margem de lagoas, áreas de proteção ambiental ou de mananciais ou a montante destes, etc.

Vilmar Sidnei Demamam Berna: Escritor e jornalista ambiental
- Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente e Prêmio Verde das Américas
- Editor da Revista do Meio Ambiente, do www.portaldomeioambiente.org.br e do boletim Notícias do Meio Ambiente publicados pela REBIA
- Rede Brasileira de Informação Ambiental
vilmar@rebia.org.br
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