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ORÇAMENTOS, PLANEJAMENTOS E CANTEIROS DE OBRAS |
Premoldados.
Elemento vazado. Construções.
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| Ano 03 . nº 23. 01/09/2003 |
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Nesta Edição
Inédito!
Novo Dicionário da Construcao Civil
Marketing
Empresarial: Rolha de Poço!!! Qualidade
Real: Realizar Diagnósticos, Uma Opção Inteligente de
Gerenciamento Ética e Educação: Rotina,
Automatismo e Cópia Meio Ambiente: Será tarde
demais? | | |
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| A Revista EngWhere apresenta
... |
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Novo
Dicionário da Construção Civil |
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Diccionario, no eres tumba, sepulcro,
féretro túmulo, mausoleo, sino
preservacion, fuego escondido, plantación de
rubies perpetuidad viviente de la
esencia, granero del idioma.
PABLO NERUDA, "Oda al Diccionario" | Broxa - Em Portugal é o pincel grande, de
pêlos ordinários, empregado em caiação e noutros tipos
de pintura pouco apurada. No Brasil a broxa foi
desmoralizada.
Barrote - Do
francês barrot - Viga de madeira
utilizada em construções de fino acabamento.
Pontalete (SP) e perna-manca (Norte).
Cachimbo - O oficial que é incumbido de
chefiar, ou cachimbar, uma pequena
turma de ajudantes ou de outros oficiais,
sem o status e o salário do Encarregado
ou do Feitor. O artefato é muito
útil tanto para Gato, que
gosta de gastar pouco, como para
o funcionário, que gosta de sonhar
muito.

Carpintopedreiro - O carpinteiro
que acumula as funções de pedreiro.
Pode também ser chamado de pedrocarpinteiro
que não prejudica o entendimento.
Civil - Cortês, polido: "Andei com eles [os tropeiros] freqüentemente
e achei-os sempre comunicativos e
civis." (Afonso Arinos, Histórias
e Paisagens).
Construções - Nome que os leigos
dão aos serviços. Engenheiro tem que
falar é obra! Como
é que é? Está obra sai ou não sai?
Cornograma - Gráfico cheio
de pontinhas, ou cornos, que esquematiza
a execução de um trabalho. É utilizado
para melhorar o andamento da obra
e surte o mesmo efeito que o ferrão
para fazer os bois andarem mais rápido.
Desgastado - Engenheiro orelha-seca
com mais de 15 anos no ramo.
Desorganização - Nome mais
apropriado destas chamadas "Organizações"
existentes por aí.
Elemento vazado - Como o próprio
nome diz quer dizer elemento vazado,
entretanto - e como o muito óbvio
não é coisa de gente normal - a expressão
deve ser preterida, até que se arranje
outra, pelo sonoroso cobogó.
Engenheiro de obras feitas
- Pessoa que se mete a opinar a respeito
de tudo quando sua opinião não é ou
já não é necessária. Coordenador de
obra.
Estraguiário - O estudante
que resolve mostrar serviço dentro
das empresas.
Fiêti - Marca de equipamentos
concorrente da Caterpila.
Gambiarra - Foram inventadas
pelos engenheiros eletricistas com
aquele rosário de lâmpadas para iluminar
provisoriamente um local e, por extensão
e com muito sucesso, passou a rotular
tudo o que é feito às pressas ou sem
caráter definitivo, como a Transamazônica.
Gata Safada - Empreiteira da
Construção Civil. Construtora.
Gatinha - Subempreiteira da
Gata e sem o status desta. Gato.
Jump - Matéria da Ética Profissional
- Dar ordens ou instruções a indivíduo
com cargo diferente do imediatamente
inferior na escala hierárquica. Receber
estas ordens; passar informações a
outrem e omití-las do superior imediato.
Atravessar o orgasmograma. Acreditam alguns que excessões poderiam
ser abertas com os chefes de consumada
chatice, omitindo-lhes informações,
mas não: as excessões se tornariam
regra geral.
Massa - Como todo mundo sabe
é a forma reduzida de argamassa. Taponaram
os barbacãs com massa e o muro de
arrimo ruiu.
Massa gorda - Diferentemente
do que se imagina é a argamassa rica
em cimento: O matacão entalou na massa gorda.
Obras-de-arte corrente - São
os bueiros, pontilhões, etc., ao longo
da rodovia. Tendo muito pouco de obra,
nada de arte e nem de corrente, o
termo serve para diferenciar das obras-de-arte
especiais, que são as pontes, os viadutos
e os túneis da rodovia.
Orelha-seca - Todos os que
trabalham ou trabalharam em obra.
Peão.
Orgasmograma - Representação
gráfica que indica as inter-relações
de chefia dentro da empresa, ou seja,
quem está por cima de quem. Quanto
mais alto estiver posicionado o indivíduo
maior será o salário, e menos costuma
trabalhar.
Parede cega - É, apenas, uma
parede que não tem portas, janelas
ou outra abertura. Parede.
Pé direito
Segundo o Aurélio é o pilar ou muro
sobre o qual assenta um arco, uma
abóbada, ou uma armação de madeira
ou de cantaria: "os pés-direitos,
transformados em colunas agrupadas,
atiravam-se para o alto a sustentar
o peso formidável das arcadas em místico
trifólio." (Inglês de Sousa...). Já
trifólio, também pelo Aurélio:
4.Geom. Anal. Podária da tricúspide
em relação a um ponto do seu eixo
de simetria, entre o vértice e a cúspide.
Enquanto cúspide é: 7. Geom.
Numa curva, ponto duplo em que as
duas tangentes são coincidentes; ponto
duplo em que o hessiano é nulo.
Hessiano, como todo mundo sabe,
é: 1. Determinante funcional que envolve
as derivadas segundas de uma função
de diversas variáveis. Ora! Determinante,
derivadas segundas, função e variáveis
são termos colegiais que não valem
a perda do tempo.
Cuidado, portanto, ao procurar o significado
destes verbetes em outros dicionários.
Só o Novo Dicionário é desenrolado.
Pegão - Lusitanismo - Encontro (nas cabeceiras
das pontes): "Se
de fato reassentou praça [Camões]
àquela altura, os três anos de serviço,
sob o ponto de vista cronológico,
ajustam-se como pegões duma ponte
ligando margem a margem na sua vida."
(Aquilino Ribeiro, Luís de Camões).
Pré-formado - Segundo Platão
é o bolo que vai para o forno moldado
com as próprias mãos sem necessitar
de forma e não tem, pois, nada a ver
com Engenharia.
Traquitana - Coisa, pessoa
ou invenção desengonçada. Palavra
de ampla significação utilizada para
rotular o que se acha a meio caminho
entre o trem bão e o trem ruim, sem
ser nenhum destes. Forma elegante
de troço (ó).
Trincar o capacete - Quebrar
a cabeça, amalucar, embirutar: Com
esta o estraguiário vai trincar o
capacete do Chefe.
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Ênio
Padilha .MARKETING EMPRESARIAL |
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Rolha
de Poço!!!
Ênio
Padilha Engenheiro, escritor e palestrante. Formado
pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial
na UFPR, em 1996/97. Escreve regularmente e seus artigos
são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do
país. eniopadilha@uol.com.br
Acho que
já escrevi, em outro artigo, que eu era
da equipe de atletismo de Florianópolis,
lá pela primeira metade da década de 1980,
corria os 800 metros (1min54s21) e os 1500
metros (3min58s02). O atletismo foi, durante
dez anos, minha grande paixão.
Em 1984,
havia uma jovem atleta gordinha que insistia em ser corredora.
Ela era uma garota bacana, esforçada e teimosa, mas,
francamente, não dava para a coisa. Era baixinha,
desengonçada, lerda e (talvez a coisa mais grave) muito gorda.
Tanto que os mais maldosos a chamavam pelo maledicente apelido
de "Rolha de Poço". Eu, particularmente, que era um
"entendido" e raramente errava um diagnóstico ou prognóstico,
não tinha nenhuma dúvida: a baixinha não tinha nenhum futuro.
E, verdade seja dita, todos (treinadores, professores, atletas
experientes...) concordavam comigo, sem pestanejar. A baixinha
não levava jeito pra corrida. Cedo ou tarde iria
desistir.
Vou
encurtar a conversa: no sábado, dia 9 de agosto de 2003, a
baixinha ganhou a medalha de ouro na maratona dos Jogos Pan
Americanos de Santo Domingo, com a brilhante marca de
2h39min53s.
Sim,
senhores. Estamos falando de Márcia Narloch. A catarinense que
escreveu seu nome no atletismo do Brasil. Nos últimos quinze
anos correu e venceu maratonas no mundo inteiro. Participou de
dois jogos Olímpicos (e já está classificada para Atenas em
2004), enquanto nós (os que não acreditamos, em nenhum
momento, no seu sucesso) somos ilustres e medíocres
desconhecidos.
Como ela
conseguiu isso tudo ? Fé em si mesma, resistência ao desprezo
alheio, disciplina, determinação... e todas as outras virtudes
que você puder lembrar.
Nesses
últimos dez anos, de vez em quando encontro com amigos,
ex-atletas, que presenciaram os primeiros anos de treinamento
de Márcia Narloch. É sempre uma cena patética. Nenhum de nós
consegue entender direito como é que "aquilo" conseguiu se
transformar "nisso".
Mas os que
conhecem Márcia mais de perto sabem que ela enfrentou seus
dragões com a obstinação dos predestinados e lutou mais (muito
mais) que qualquer atleta.
Quando
comecei a escrever este artigo, meu objetivo era o de
registrar o reconhecimento do meu erro de avaliação em relação
à Márcia (um pedido formal de desculpas).
Mas agora
vou adiante: conheci muitos atletas olímpicos que nasceram com
dons especiais e características naturais para se tornarem
grandes campeões. Reverenciamos a esses grandes atletas, mas
não podemos deixar de considerar que, nos seus grandes
resultados, tem muita coisa que eles já receberam de Deus.
Seus corpos já nasceram diamantes. Só precisavam ser
lapidados.
Márcia
Narloch não nasceu com um diamante. Nasceu com uma pedra
ordinária, que ninguém dava nenhum valor. Ela teve de
descobrir o valor da pedra e, pela alquimia de muito
treinamento e uma determinação inacreditável, transformá-la
neste diamante que todos conhecemos agora.
Parabéns,
Márcia Narloch, pelas suas medalhas e pelas suas
conquistas.
Desculpe a
todos nós por não percebermos o valor, que não estava nas suas
pernas e sim na sua cabeça e no seu
coração.
E muito obrigado por mostrar a todos nós
o verdadeiro espírito dos grandes atletas.
Leia outros artigos no
site do Especialista: http://www.eniopadilha.com.br>
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DESENHANDO ORGANOGRAMAS
Para dominar uma Matéria é fundamental conhecer suas
mais remotas origens. Assim, para entender
de organogramas e saber como desenhá-los, o
mais rudimentar deles deverá ser ponderado:
o do Cacique e seu relacionamento com
o resto da tribo, seus comandados. A função
de Feiticeiro poderá ser pensada mais
para frente que é lição complicada.
Regra básica: não é permitido que uma
função fique sob o comando direto
de outras duas pois Ninguém
pode servir a dois senhores. (Jesus
Cristo)
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Alertamos aos demandantes e processadores de
plantão que o termo Revista tem aqui o sentido de
chanchada. | | | |
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| Emails
Recebidos |
Agenda,
Memos & CI's |
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RETRATAÇÃO Não conheço os detalhes da "PENDENGA"
entre a EngWhere e a Cetenco, mas tenho que admitir que essa
"retratação" está ótima! Tem valor literário, sim,
senhor. Espero que tudo acabe bem, para o bem da
Engenharia, que não pode e não deve abrir mão da valiosa
contribuição da EngWhere... Um abraço Ênio
Padilha
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EngWhere Aqui &
Agora |
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Outra inovação do
EngWhere |
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. Aprenda a operar o EngWhere no próprio Site
em alguns
minutos. |
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Próximo Número |
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01/10/03 |
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. Construções
. Marketing Empresarial
. Qualidade Real . Ética e
Educação
. Premoldados e o elemento
vazado | | |
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EngWhere
. O Software do Engenheiro |
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Versão Profissional
035 3535-1759 | |
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O EXPURGO DOS
NÓS CEGOS Estando um dos patriarcas às vésperas de guerrear
com um inimigo muitas vezes superior em número de homens,
e em desesperadas preces pelas colinas de Jericó, ouviu, vindo
do alto, o Conselho Salvador: De manhã ao beberem da
fonte, separe aqueles que despreocupadamente emborcam toda a
face dentro da água para se saciar, dos que, precavidos,
colhem a água com uma da mãos, enquanto seus olhos vigiam
atentos se há inimigos nas redondezas, e cerque-se somente
destes se quiser vencer a batalha!
Está certo que naquele tempo não existia
tanto desemprego e era mais fácil dispensar
os não produtivos, mas a passagem é
definitiva: os Nós Cegos sempre atrapalharam.
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Luís
Renato Vieira . QUALIDADE
REAL |
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Realizar Diagnósticos, Uma Opção Inteligente de Gerenciamento
Luís Renato
Vieira Diretor da empresa Qualidadereal Cons. e
Assessoria S/C Ltda. Empresa especializada em implantação
de sistemas da qualidade e gestão ambiental.
qualidadereal@ig.com.br
Saber onde
estamos e onde queremos chegar com nossa empresa é desejo de
todos os empresários e gerentes de uma maneira geral. E
isto é possível saber realizando um diagnóstico da
empresa. Pretendemos com este texto, dar algumas
orientações para se organizar um diagnóstico gerencial. A
condução e a organização do diagnóstico gerencial deve ser
centrado no ciclo do planejamento, execução, verificação e
ações necessárias para melhoria continua, este ciclo vocês
devem conhece-lo como ciclo do PDCA (Plan, Do, Check, Action).
Propomos usar o ciclo de melhoria contínua, pois entendemos
que desta forma, a organização cria uma condição especial, a
de realizar periodicamente um diagnóstico gerencial. A Alta
Administração da organização deve escolher uma equipe com um
coordenador para este processo, geralmente, empresas de
pequeno porte a tarefa da coordenação é realizada pelo "dono"
da empresa. Sugerimos que o coordenador deste processo de
diagnóstico elabore um fluxograma das tarefas, levando em
consideração os seguintes tópicos: No Planejamento
determinar os assuntos para serem discutidos, fixando datas,
levantar indicadores da empresa e se possível do concorrente,
determinando responsabilidades para cada elemento da
equipe. Na execução do diagnóstico a equipe deve realizar
debates, levando em consideração os indicadores da empresa
(produtividade, reclamações de clientes, entre outros). É
nesta fase que a equipe elabora um plano de melhoria com metas
fáceis de serem cumpridas e com os recursos
necessários. Quando a equipe verificar todos os elementos
disponíveis deve ser realizado um relatório aprovando as ações
propostas, recomendações, metas que a equipe sugeriu. A
aprovação dos recursos é fundamental para o sucesso do
diagnóstico empresarial (os recursos podem ser financeiros ou
recursos humanos). O relatório deve ser assinado pelo "dono"
da empresa. Próximo passo a equipe vai verificar a eficácia
das propostas sugeridas na fase de execução do diagnóstico. Um
ponto a verificar é a melhoria nos indicadores da
empresa. Para completar o ciclo de melhoria continua, o
coordenador da tarefa de realizar o diagnóstico, cobrará da
equipe as ações necessárias para melhorar os indicadores da
empresa, comprovar a utilização dos recursos planejados e se
necessário reunir a equipe novamente para rever o plano
inicial. A velocidade de giro do ciclo de melhoria contínua
utilizada neste processo depende do tamanho e necessidade da
empresa. O autor deste texto sugere que se elabore um
calendário anual para realização do diagnóstico
gerencial.
Empresas com Sistema de Garantia da Qualidade,
podem incluir a realização do diagnóstico
como um procedimento de planejamento da
qualidade.
Leia outros artigos sobre
Qualidade no site do Especialista:
http://www.milenio.com.br/qualidadereal
Fone/Fax.: (41) 336-0921 | | |
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Paulo
Sertek . ÉTICA E
EDUCAÇÃO |
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Rotina, Automatismo e Cópia
Engº Paulo Sertek Engenheiro Mecânico,
Licenciado em Mecânica e Especialista em Gestão de Tecnologia
e Desenvolvimento Professor de Cursos de Pós-Graduação em
Ética nas Organizações e Liderança Pesquisador em Gestão de
Mudanças e Comportamento Ético nas Organizações
Assessor empresarial para desenvolvimento
organizacional
Portal educativo
Os projetos rotineiros produzem o efeito de
endurecimento da inteligência. Ser criativo resulta do
aprendizado da arte do saber produtivo. Saber produtivo é
projetar. Sem projetos de inovação, permanecemos numa condição
de esclerose ou de fixação funcional. Aplica-se a mesma idéia
às medianias. Ideal das médias.
Mediocridade!
Projeto é a possibilidade escolhida dirigida
para a execução. Há uma intencionalidade efetiva e operativa
num projeto no sentido real da palavra "pro-jecto" "lançar"
como se lança uma flecha ao alvo.
Sabe-se
que decorre do desejo, por exemplo de atingir o cume de uma
montanha, a coordenação das operações intelectivas, volitivas
e afetivas que transformam tudo em busca desta realização. A
atitude vital de procura visualiza aquilo que eram só pedras e
dificuldades em caminhos e meios de acesso. Veja que o caminho
não existe, ele é descoberto pela inteligência criadora.
Transforma a meta em idéia poderosa., Luminosa. Visão! Esta
visão leva a "inventio" inventar é encontrar, "eureka" é um
feliz encontro. Este encontro só se dá com a pessoa que sabe
esperar ativamente como o caçador que conhece os hábitos da
sua presa e a espera.
Os projetos transfiguram as próprias operações
mentais. Elas enriquecem-se, ampliam as
possibilidades de uma realidade percebida.
Desenvolve-se então uma percepção inteligente,
um olhar inteligente, uma memória inteligente....
uma inteligência criadora.
Uma
inteligência criadora é capaz de muitos possíveis e por isso é
capaz de desenvolver realidades diferentes e surpreendentes. É
capaz de conduzir projetos. De acordo com Marina "o sujeito
inteligente dirige sua conduta mediante projetos e isto lhe
permite desenvolver-se e lançar-se em uma liberdade criadora"
. Vale a comparação: podemos escolher a via escura ou a via
iluminada. Somos livres. Experimentamos na via iluminada maior
liberdade de movimentos simplesmente porque enxergamos melhor.
Ser criativo corresponde ir pelo caminho de desenvolvimento de
muitos possíveis. Ver onde outros não vêem. Na criatividade há
uma expansão da própria liberdade!
Criar
supõem submeter as operações mentais a um projeto criador. Sem
projetos ou desejos de projetos, sem as provocações
construtivas e estímulos para sair da "zona previsível de
atuação" permanecemos numa zona de conforto e acomodamento.
Esclerose por antecipação!
A
capacidade de auto-estimulação para empreender novos projetos,
leva a pessoa sair da sua zona de desenvolvimento previsível,
para a da inovação.
Uma
primeira etapa; é a questão chave! Ter o projeto de ter
projetos. Experimente uma nova sensação; faça projetos... Sob
o influxo dos projetos, deste desejo vital, a inteligência
desdobra-se mais além do "estatisticamente possível ou
provável"!
Criatividade é a arte de projetar. Fruto
de uma ação intencional (voluntária, auto
determinada, forte e vigorosa). Toda ação
de intencionalidade criadora exige: projeto,
execução e avaliação. Quem é criativo deixa-se
possuir pelos projetos de valor: deixa-se
conduzir, arrastar, encantar, convencer,...
Quem é criador sabe que é preciso cultivar-se.
Tornar-se treinador de si próprio.
A primeira
componente da criatividade é a capacidade de elencar projetos,
priorizá-los e sair da fase dos sonhos e partir para o
"pro-jecto" lançar a flecha ao alvo! Fica claro que no início
exige-se o projeto de fazer projetos. O projeto só se define
com a meta com o objetivo. Onde é que se pretende chegar?. Há
uma visualização, um ver de longe. Nasce desta visualização se
é suficientemente inspiradora e atrativa as forças que ativam
as forças mentais, que motivam e dirigem a ação.
Há
possibilidades efetivas para estimular o crescimento do
processo criativo. Para isto é preciso conhecer os mapas da
"topografia criativa" e escolher os caminhos mais eficazes.
Alguns ingredientes: os temas ou âmbitos, o padrão de busca
empregado, os tipos motivacionais desenvolvidos, os
sentimentos otimizados e a absoluta necessidade de gestão das
restrições.
Conhecer
os mapas, motivar-se e empreender. Tarefa fácil? Não!
Acessível? Sim! É acessível a todos. Especialmente aos de
talento médio! Talvez estes; se forem constantes, cheguem mais
longe que o gênio em alguns rompantes de
criatividade.
Tudo
dependerá do desenvolvimento dos hábitos
criadores.
Chama
atenção a observação de Aristóteles na sua "Ética a Nicomaco":
"Somos em certo modo concausa de nossos hábitos e por ser como
somos nos propomos um fim determinado. Se cada um é em certo
modo causante do seu próprio caráter, também será em certo
modo do seu parecer". Somos em certa medida aquilo que
acabamos escolhendo e cultivando. O hábito criativo está em
nós e ele nos alimenta. Mas assim como há pessoas que têm
muitíssimo mau gosto e muitos gostam do que estes fazem, isto
só se pode atribuir à falta de cultivo dos gostos.
A observação inteligente, o juízo inteligente,
o desafio construtivo, o desejo de algo
novo e bom, favorece o desenvolvimento de
um modelo mental produtivo e criador que
propiciará as condições de "massa critica"
para utilizar todas as operações mentais
combinatórias, extrapoladoras, de inferência,
imitativas, etc.. que sejamos capazes.
Leia
outros textos sobre Ética e Educação no
site do Professor
tel. (41) 252.9500
CETEC -Consultoria
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Vilmar
Berna . MEIO
AMBIENTE |
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Será tarde
demais?
Jornalista
Vilmar Berna
Ambientalista de renome internacional e único brasileiro
homenageado pela ONU
com o Prêmio Global 500 Para o Meio
Ambiente, no ano de 1999.
Fundador do Jornal do Meio Ambiente.
http://www.jornaldomeioambiente.com.br
Se você é dessas pessoas, como eu, que detesta
reclamações, então pare de ler agora mesmo
este artigo, pois meu intuito aqui é reclamar.
Sei muito bem que em tudo existem vários
lados, que não há nada bom nem mau completamente,
por isso procuro viver positivamente, buscando
sempre nas situações e nas pessoas o que
há de bom e bonito.
Não se trata de rejeitar todo o mau e só
pretender o bem, por que acredito sinceramente
que carregamos dentro de nós igualmente
a capacidade de escolher o bem ou o mal
e o ideal é que cheguemos a um nível de
equilíbrio entre o mau e o bem a ponto de
nos tornarmos cada vez mais pessoas melhores,
felizes, amorosas sem que isso signifique
passar por cima dos outros, maltratar nossos
semelhantes ou mesmo os que não são semelhantes,
mas que, como nós, são passageiros neste
frágil e diminuto planetinha que mais parece
uma poeira cósmica perdida no espaço sideral.
Somos, acredito, o resultado de nossas escolhas.
E não escolher é o pior tipo de escolha
que podemos fazer, pois estaremos permitindo
que outras pessoas escolham por nós. Pode
até ser mais confortável, não ter que decidir
coisa algum e seguir o bando, como 'marias
vai com as outras'. Mas, por mais ridículo
que possa parecer esta idéia, é exatamente
isso que estamos fazendo quando aceitamos
sem questionar situações que são um atentado
contra a nossa natureza humana, e que nos
faz cada vez mais infelizes, impacientes
uns com os outros, irritados.
Então vou reclamar mais um pouco. Como deixamos
que as coisas chegassem a esse ponto? Como
iremos sair disso? Está cada vez mais impossível
ir a qualquer lugar hoje sem ter de enfrentar
engarrafamentos, agravado por um transporte
público que nos obriga a andar espremidos
como sardinhas em lata, ou falta de lugar
para estacionar, ou flanelinhas, ou o calor
insuportável das ilhas de calor em que se
transformaram nossas cidades.
A programação da TV aberta é um verdadeiro
atentado contra a dignidade humana, onde
quase que o tempo todo é mostrado o lado
feio, mau, violento, da nossa natureza,
onde o egoísmo, a falta de solidariedade,
a esperteza, a ambição e o pior de nós é
elevado como valor a ser perseguido, onde
o dinheiro parece ter transformado tudo
em mercadoria e, dependendo de quanto você
tem no bolso, pode comprar tudo: amor, felicidade,
Deus.
A programação das rádios ou é dominada pelas
igrejas que utilizam um espaço que deveria
ser de todos para falar para um segmento
da sociedade, ou pelas gravadoras que tentam
nos convencer que a criatividade acabou
e que só existem uns poucos artistas e umas
poucas 'músicas de trabalho' que temos de
escutar repetidamente.
A falta de segurança tem feito mais mal
a todos nós que o roubo de uma carteira
ou carro. Nos roubou a confiança no outro.
Nas grandes cidades as pessoas passam umas
pelas outras sem um sorriso, como se cada
um que se aproximasse fosse uma espécie
de bandido em potencial, e nem adianta ser
uma mulher bonita, por exemplo, ou um senhor
bem vestido, pois os estelionatários são
pessoas exatamente assim, muito simpáticos
e envolventes. Ou seja, cada vez mais, as
pessoas não são dignas de confiança, até
que provem o contrário.
Os shows musicais parecem feitos para surdos.
Invariavelmente o som é tão alto que mal
conseguimos ouvir a voz dos artistas. Pode
ser uma estratégia para que as pessoas não
consigam se ouvir uma as outras, a fim de
se suportarem melhor.
No cinema parece que só os EUA produzem
filmes no mundo, e sequer conseguem ser
muito criativos, pois de uma forma ou de
outras as histórias são sempre uma variação
qualquer de heróis individuais lutando contra
o sistema, onde sempre se dá um jeitinho
de tremular uma bandeira americana em algum
ponto.
Como ambientalista costumo dizer que detesto
ter razão, pois quando chegam a me dar razão,
geralmente é por que é tarde demais.
* Autor de Possível Ser Feliz , Parábola da
Felicidade, O Desafio do Mar entre outros (Editora
Paulus). Vilmar é editor do Jornal do Meio
Ambiente.
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Distribuição
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ou distribuída, parcial ou completa, também
pelas seguintes Newsletters, Sites e Grupo,
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17 de julho de 2000, seu principal diferencial é a
qualidade das informações que veicula e o destaque para o
olhar social, nas questões ligadas direta ou indiretamente à
construção: www.obracadabra.com.br Grupo Premoldados
- Lista de Discussão voltada especialmente para o
Setor de Lajes tipo Volterrana e Treliçadas, Sistemas
Estruturais Pré-fabricados e Artefatos de Cimento.
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