História da Engenharia Civil -
Origens: A Engenharia Militar
Marketing Empresarial: Comunicação
Não-Verbal Qualidade Real: Ecoeficiência Ética e Educação: Estudo de Caso: Anderson
P. Meio Ambiente: Onde Estão
os Ambientalistas?
História
da Engenharia Civil .
AS ORIGENS
A Engenharia Militar
Antes de meados do século
XVIII, os trabalhos de construção
em grande escala eram realizados por engenheiros
Militares. Naquele século, começou-se
a usar o termo engenharia civil ou de
transportes para designar os trabalhos
de Engenharia efetuados com fins não-militares.
A engenharia mecânica se consolidou como ramo independente
no século XIX; posteriormente,
o mesmo aconteceu com a engenharia de
minas.
Canção da Engenharia Letra:
Ayrélio de Lira Tavares
Música: Hildo Rangel
Texto-chave
Quer na paz, quer na guerra, a Engenharia
Fulgura, sobranceira, em nossa história
Arma sempre presente, apóia e guia
As outras Armas todas à vitória.
Nobre e indômita, heróica e secular
Audaz, na guerra, ao enfrentar a morte,
Na paz, luta e trabalha, sem cessar,
Pioneira brava de um Brasil mais forte.
O castelo lendário, da Arma azul-turquesa
Que a tropa ostenta, a desfilar, com galhardia
É um escudo de luta, é o brasão da grandeza
E da glória sem fim, com que forja a defesa
E é esteio, do Brasil, a Engenharia.
Face
aos rios ou minas, que o inimigo
Mantém, sob seu fogo, abre o engenheiro
A frente para o ataque e, ante o perigo,
Muitas vezes, dos bravos é o primeiro.
Lança pontes e estradas,
nunca falha,
E em lutas as suas glórias ressuscita,
Honrando, em todo o campo de batalha,
As tradições de Villagran Cabrita.
O
castelo lendário, da Arma azul-turquesa
Que a tropa ostenta, a desfilar, com galhardia
É um escudo de luta, é o brasão da grandeza
E da glória sem fim, com que forja a defesa
E é esteio, do Brasil, a Engenharia.
Acredite
que não disponho, aqui, de um oficial de Engenharia...
Não pode imaginar meu desespero, quase direi minha
raiva, por não ter comigo um bom oficial de Engenharia.
- Napoleão em carta a Carnot, Ministro da Guerra
A arma de Engenharia divide-se em duas vertentes:
Engenharia de Construção e Engenharia
de Combate. A Engenharia de Construção,
em tempo de paz, colabora com o desenvolvimento
nacional, de forma a construir ferrovias,
pontes, barragens, estradas de rodagem
e diversas outras obras. A Engenharia
de Combate apóia as armas-base, de forma
a facilitar o deslocamento das tropas
amigas. Com isso, repara pontes e estradas,
e elimina os obstáculos à progressão,
dificultando assim o movimento do inimigo.
- Portal da Engenharia Militar http://www.xingu.eng.br
No Nordeste
Logística
A
participação dos Batalhões de Engenharia
de Construção nos programas de obras públicas,
por ocasião das secas cíclicas que assolam o nordeste,
tem propiciado assistência às populações
flageladas. Paralelamente a esse trabalho, os batalhões
constroem novas estradas e mantêm em melhores condições
as existentes.
- Desentrincheirado do Portal
da Engenharia Militar
Ciência
militar. Conjunto de operações
desenvolvidas em apoio às unidades
de combate. Compreende a consecução,
manutenção, transporte do pessoal
militar, provisões e equipamentos.
- In Enciclopédia Encarta.
Você sabia...
Que o
maior viaduto ferroviário das Américas, sendo
também o 2º mais alto do mundo , foi construído
pela Engenharia Militar na Ferrovia Passo Fundo - Roca Salles,
no Rio Grande do Sul, com 509m de comprimento e 143 m de altura?
Que os 47 Km de pontes e viadutos rodoviários e ferroviários
construídos até hoje pela Engenharia Militar,
correspondem a três pontes Rio Niterói?
Que a Engenharia Militar já construiu mais de 11.000
Km de estradas, o que supera a ligação rodoviária
entre Lisboa - Paris - Londres - Bruxelas - Amsterdã
- Berlim - Praga - Viena - Budapeste - Sofia - Belgrado -
Atenas - Zurique - Milão - Roma (10.100 Km)?
Que os 1.200 açudes construídos pelos quatro
Batalhões de Engenharia de Construção
no Nordeste, se colocados em todas as cidades nordestinas
do Maranhão a Alagoas daria a média de um açude
por município?
Que o maior túnel ferroviário do Brasil, e também
o 2º da América do Sul , foi construído
pelo 1º Batalhão Ferroviário , no Tronco
Sul, com quase 3 Km de extensão?
Que a Engenharia Militar já construiu até hoje
52 Km de túneis ferroviários , o equivalente
à distância do Eurotúnel , que liga a
cidade de Calais na França à cidade de Dover
na Inglaterra , construído sob o Canal da Mancha?
Que os 3.500 Km de ferrovias construídas
pela Engenharia Militar por intermédio,
praticamente , de seus dois Batalhões
Ferroviários equivale a 15% de toda
a malha ferroviária nacional, e correspondem
à distância aproximada entre
Recife e Porto Alegre?
A Engenharia Militar de Construção
Extratos
da exposição de Arno Mario Muller sobre as atividades
desenvolvidas pela
Engenharia de Construção do Exército
Brasileiro para a FERROESTE
por ocasião da 3ª Reunião Técnica
- Via Permanente
promovida pela RFFSA SR/5 em Cascavel de 27 a 29/07/94.
O
Emprego da capacidade técnica militar na Engenharia
Civil não é nenhuma excentricidade brasileira,
pelo contrário, países do assim chamado "primeiro
mundo" a empregam nos dias atuais em projetos, execução
e fiscalização de grandes obras de interesse
nacional. O Corpo de Engenheiros dos Estados Unidos da América
do Norte é um exemplo acabado dessa afirmação,
basta lembrar os inúmeros manuais técnicos sobre
os mais diversos assuntos da Engenharia por ele editados.
Os laboratórios de pesquisa por ele mantidos, particularmente
o "Waterways Experiment Station" localizado em Vicksburg
- Mississipi que emprega mais de 1500 pessoas.
Em nosso País, durante o período colonial atuaram
2 categorias de profissionais da área de engenharia:
os Oficiais Engenheiros e os Mestres Pedreiros. Estes, também
chamados mestres de risco eram os que projetavam e construíam
as edificações em geral (casas, igrejas, etc.).
Todo o conhecimento dos mestres, sem nenhuma base científica
era transmitido verbalmente de geração à
geração.
Os oficiais engenheiros eram oficiais do Exército português
cuja principal função era realizar obras de
Engenharia. Embora nem todos tivessem algum curso regular
de engenharia, eram as únicas pessoas com um certo
conhecimento sistemático da arte de construir.
Observe-se que em toda a Europa a arte de construir baseada
em princípios científicos a não puramente
empíricos, nasceu dentro dos exércitos. Com
a invenção da pólvora e das armas de
fogo, e o desenvolvimento da artilharia, tornou-se imperiosa
uma completa modificação das obras de fortificação
que, particularmente a partir do Século XVII, passaram
a exigir profissionais habilitados para o seu planejamento
e execução. A necessidade de construir obras
que proporcionassem boa defesa contra os projetis dos canhões,
a necessidade de construção de estradas, pontes
e portos para fins militares forçou o surgimento dos
oficiais engenheiros e a criação de corpos especializados
de engenharia nos exércitos. Tal se deu na França
em 1716 e em Portugal em 1763. É por isso que em todos
os países os primeiros profissionais de engenharia
com algum conhecimento científico foram oficiais do
exército. Em dicionário da língua portuguesa
editado em 1789 a palavra "engenheiro" era definida
como: "o que se aplica à engenharia, faz engenhos
ou máquinas bélicas para o ataque ou defesa
de praças, que sabe de fortificações,
da arte de tirar planos, medir geométrica ou trigonometricamente,
... o que faz quaisquer máquinas".
Principalmente a partir do Século XVIII o governo de
Portugal passou a dar muita importância aos engenheiros
no Brasil, muitos dos quais vieram a ocupar posições
de destaque. Alguns foram chefes militares de valor, citando-se
dentre eles o patrono do Quadro de Engenheiros Militares,
Cel. Ricardo Franco de Almeida Serra.
Aos oficiais engenheiros eram atribuídas as seguintes
missões no período colonial:
- Obras de defesa, no litoral, contra os ataques de outras
nações e de piratas e ao longo das fronteiras,
acompanhando e consolidando a expansão territorial
promovida pelos bandeirantes.
- Demarcação de fronteiras, levantamento de
itinerários.
- Ensino, para formação de engenheiros no Brasil.
- Obras civis diversas: construções civis, estradas,
serviços públicos.
O Real Corpo de Engenheiros foi criado em 1792 e o seu Batalhão
de Engenheiros foi encarregado de realizar missões
técnicas em Portugal e nas colônias. No mesmo
ano foi criada a Real Academia de Artilharia, Fortificações
e Desenho, embrião das Escola Politécnica, Escola
Nacional de Engenharia, Academia Militar de Agulhas Negras
e Instituto Militar de Engenharia.
Com a Independência em 1822 grande número de
oficiais portugueses optou pela nacionalidade brasileira,
passando a constituir o Imperial Corpo de Engenheiros, nos
mesmos moldes do Real Corpo de Engenheiros de Portugal.
Em 1855 foi criado o Batalhão de Engenheiros, com a
missão de executar trabalhos técnicos e planejar
o seu emprego adaptado às necessidades das operações
militares. Este Batalhão foi reorganizado em 1880,
recebendo a tarefa de construir rodovias e ferrovias estratégicas,
linhas telegráficas e obras de interesse público.
A Arma de Engenharia só seria criada efetivamente em
1908 quando da reorganização do Exército.
Desta época em diante cresceu a participação
da Engenharia Militar na construção de rodovias
e ferrovias, com a criação de várias
unidades que foram encarregadas da efetivação
de ligações terrestres, principalmente no sul
e oeste do País.
Após a 2ª guerra mundial o esforço foi
direcionado para o Nordeste. Ali os engenheiros de construção
receberam a missão de implantar estradas, construir
casas, perfurar poços, construir açudes e outros
trabalhos técnicos. Em 1955 foi criado o 1º Grupamento
de Engenharia de Construção para coordenar as
ações dos quatro batalhões existentes.
A partir de 1962 a Amazônia tornou-se foco das atenções
do Governo Federal. A impossibilidade de atingir todas as
áreas adequadamente por via fluvial tornou necessária
a abertura de estradas através da floresta. Progressivamente
cinco batalhões foram implantados na área sob
a coordenação do 2º Grupamento de Engenharia
de Construção.
O 1º BFv é a unidade de engenharia de construção
mais antiga do Exército Nacional, é oriundo
da reorganização das "forças arregimentares"
do Exército promovida em 1888 na qual o Batalhão
de Engenheiros foi dividido em 1º BFv e 1º BF Cmb.
O 2º BFv foi criado em 1934.
Essas duas unidades estão atualmente
atuando no Paraná, fora de suas sedes,
na construção da FERROESTE.
Os
2 textos acima foram gentilmente enviados (a pedido nosso)
pelo Cel Engº Fernando Antonio.
Atrás da fatídica
mesa está sentado Você!
No caminho
do trabalho, onde você passa todo dia cedo, alguns pedreiros
estão reformando uma loja que, apesar das obras, continua
em funcionamento.
A ferragem da nova marquise, inopinadamente você observa,
está sendo posicionada bem no fundo da laje.
- Epa! Dirá você despertando. Com certeza cairá
na cabeça de alguém tão logo seja descimbrado.
Qual será, então, sua atitude?
a) Você desce do carro e respeitosamente informa ao
proprietário que estão correndo o risco de trincar
o capacete, ou
b) Macaco velho, e avesso a intromissão
na vida alheia, não querendo meter
a mão em cumbuca ou se complicar com
obra irregular, sem engenheiro responsável,
sabiamente continua seu caminho para cumprir
com suas obrigações diárias,
e resolver seus próprios e suficientes
problemas.
Ênio Padilha
. MARKETING EMPRESARIAL
Comunicação
Não-Verbal
Ênio Padilha Engenheiro,
escritor e palestrante. Formado pela UFSC, em 1986,
especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em
1996/97. Escreve regularmente e seus artigos são
publicados, todas as semanas, em diversos jornais do
país. eniopadilha@uol.com.br
Na relação
com outras pessoas, muita coisa é dita
antes mesmo que você pronuncie uma única
palavra.
São os efeitos da comunicação não-verbal.
Daqueles elementos que fazem parte da comunicação
quando você não está utilizando palavras
(nem escritas nem faladas).
São as coisas que você tem em si mesmo.
O seu peso, a sua altura, a sua forma física. A sua
maneira de vestir. A maneiro como você corta e cuida
dos seus cabelos. A maquiagem (para mulheres), a barba (para
homens), as unhas (para todos). A maneira de andar, a desenvoltura
a gesticulação, a fisionomia, o olhar...
Todas essas coisas fazem parte da transmissão de coisas
a respeito de você e de sua personalidade.
Todas essas coisas fazem parte da transmissão de informações
e respeito de você e de sua personalidade.
E as pessoas que decidem. O seu público alvo. Elas
tem essa inteligência especial para observar, para registrar
e para processar essas informações todas em
uma fração de tempo.
Naqueles 3 a 5 segundos em que você se aproxima de alguém
todas essas informações já foram transmitidas
para o cérebro da pessoa com quem você vai conversar.
Daí a importância em ficar atento em perceber
e corrigir eventuais problemas na nossa comunicação
não verbal.
E não adianta aprender meia dúzia de pequenos
truques desses que são ensinados em livrinhos de auto-ajuda.
É preciso analisar cada um desses elementos e buscar,
com determinação e disciplina, a correção
dos problemas, na raiz.
Porque você precisa EFETIVAMENTE se melhorar. (e não
apenas aprender a fingir bem).
Quando você se melhora , você tem condições
de transferir, para os elementos da sua comunicação
não verbal, esses progressos que você obteve
dentro de si próprio.
O público. As outras pessoas. Jamais
irão acreditar em uma coisa que é
falsa na nossa personalidade. Sabe porque?
Porque nós mesmos não estamos
acreditando. E é preciso que a gente
acredite que é bom, que é eficiente,
que é competente para poder esperar
que outras pessoas também acreditem
nisso.
Leia outros artigos no
site do Especialista: http://www.eniopadilha.com.br
Coluna do
Pimpão
ESTÁTUAS EQUESTRES
Pouca gente sabe desta! A estátua
equestre em praça pública
montando-se em cavalo é homenagem
permitida somente a militares. Se
uma das patas do cavalo estiver levantada
trata-se de um herói nacional.
Se as 2 patas estiverem levantadas
foi morto em batalha.
Atenção
urbanistas! Tem Capital de
Estado homenageando Duque
de Caxias sobre cavalos que
não levantam a pata
como manda o figurino.
Emails Recebidos
Agenda,
Memos & CI's
Revista Nº 24
Parabéns pela Revista.
Carlos Alberto
Olá
Sou aluno de Engenharia Civil em Araraquara - SP , gostaria
de parabenizar a revista , pelo exelente trabalho que vem
prestando aos profissionais desta area. Sempre que tenho duvidas
em materias , consulto a revista , e sempre obtenho boas respostas.
Thiago.
Próximo Número
01/12/03
. Casa&Construção,
C&C, A&C, Edificações
e Viadutos: História da Engenharia
. Marketing Empresarial
. Qualidade
Real
. Ética e Educação
. Casaeconstrucao
PARTICIPE
DA REVISTA ENGWHERE
Envie-nos seus textos, artigos, comentários,
dicas, notícias, novidades e experiência, para
inserção nas próximas edições da
Revista.
Envie cópia deste exemplar a outros
profissionais e amplie nossa comunidade.
Se você não é ainda assinante da Revista,
e gostaria de recebê-la mensalmente em seu
email assine já.
EngWhere
.
Orçamento de Casa e Construção,
Pontes e Viadutos
Versão
Profissional
035
3535-1759
Coluna do
Borduna
REINVENTANDO A REGRA DE TRÊS Se 2 poceiros demoram 2 dias para
escavar um poço, 4 poceiros demorarão
4 dias para escavar o mesmo poço.
O RAQUITISMO EXAUSTIVO DOS ENGENHEIROS
NEURASTÊNICOS DO LITORAL(*)
Uma
boa talagada de pinga no boteco da esquina faz mais
por uma obra que um compêndio de Administração:
a obra só deslancha se a Chefia não tiver
medo do Peão, e manter com ele relações
de amizade.
* Parodiando Euclides da Cunha, escritor brasileiro
-1868-1909 - que recebeu formação científica
em matemática e física na escola militar.
Abandonou a carreira militar em 1888, retornando poucos
anos depois. Em seguida, deixou-a definitivamente, dedicando-se
à engenharia e ao jornalismo.
Em 1909, um mês após prestar
concurso e ser aprovado para a cátedra
de Lógica do Colégio Pedro
II, Euclides da Cunha tentou alvejar o
oficial do exército Dilermando
de Assis, amante de sua mulher, e acabou
morrendo com um tiro no coração.
Anos mais, um dos filhos de Euclides tentou
vingá-lo e morreu na mira da arma
do mesmo Dilermando de Assis.
Luís Renato Vieira . QUALIDADE
REAL
Ecoeficiência
Luís Renato
Vieira Diretor da empresa Qualidadereal Cons. e
Assessoria S/C Ltda. Empresa especializada em implantação
de sistemas da qualidade e gestão ambiental.
qualidadereal@ig.com.br
Empresas que se preocupam com
o meio ambiente, já conhecem o termo
"Ecoeficiência", mudando
a visão das industrias para uma visão
de desenvolvimento sustentável.
Mas afinal o que é ecoeficiência?
Ecoeficiência é produzir com eficiência,
voltado a satisfação do cliente, mas com a
preocupação de reduzir a poluição
e minimizar os impactos ambientais proporcionados pela atividade
da empresa.
A evidência que uma organização demonstra
que sua produção é voltada a ecoeficiência
é a implantação de Sistema de Gestão
Ambiental e/ou um Sistema de Gestão Integrada entre
a qualidade e a gestão ambiental.
Empresas certificadas ISO 14001 ou que possuam um sistema
de Gestão Ambiental e/ou Sistema de Gestão
Integrada, estabelecem e tem o comprometimento com uma Política
Ambiental e se comprometem com objetivos, metas e programas
ambientais. A racionalização do uso de recursos
naturais faz parte desses objetivos, metas e programas ambientais
e leva as organizações a adquirir de empresas
que não são poluidoras ou estão preocupadas
com a minimização da poluição.
Um exemplo clássico desta preocupação
é a utilização de fontes alternativas
de energia. Utilizar energia solar no lugar de energia elétrica,
gás natural no lugar de combustíveis à
base de petróleo.
Utilizar alimentos sem agrotóxicos também
é um indicativo de ecoeficiência nas empresas
que prestam serviços de alimentação
industrial. (em casa também podemos ser "ecoeficientes"
separando o lixo que não é lixo).
Nós como consumidores podemos exercer uma forte pressão
sobre produtores de bens que poluam o meio ambiente e passar
a adquirir daqueles que não poluem ou procuram preservar
o meio ambiente.
A obrigação de fabricar, comercializar e distribuir
produtos seguros e saudáveis deve ser prática
comum nas empresas "ecoeficientes", afinal saúde
não tem preço. A contaminação
causa estragos na saúde do ser humano, dos animais
e das empresas. (Recentemente uma empresa situada na região
metropolitana de Curitiba, deixou vazar para o rio Belém,
afluente do rio Iguaçu, uma certa quantidade de óleo
e foi multada em R$ 1 milhão de reais, valor superior
ao seu patrimônio).
Falando um pouco de ambiente de trabalho,
afinal é nele que passamos boa
parte do nosso tempo, um programa da qualidade
com base nos 5S (seiri/utilização,
seiton/ordenação, seiso/limpeza,
seiketsu/saúde e shitsuke/autodisciplina)
ajuda a mantê-lo de uma forma "ecoeficiente",
afinal higiene e limpeza é fundamental
para manter a saúde dos funcionários
e da própria empresa. Fornecedores
da organização que possuem
um programa de 5S é potencialmente
um fornecedor ecologicamente correto,
estes fornecedores devem ser incentivados
à implantar um Sistema de Gestão
Ambiental.
"Devemos lembrar que se não houver um equilíbrio
entre a emissão de poluentes e
o que se produz, a biodiversidade estará
de tal forma comprometida que o meio ambiente
não terá a capacidade de
absorver os poluentes alterando a qualidade
de vida".
Leia outros artigos sobre
Qualidade no site do Especialista http://www.milenio.com.br/qualidadereal
Fone/Fax.: (41) 336-0921
Paulo Sertek . ÉTICA
E EDUCAÇÃO
Estudo de Caso:
Anderson P.
Engº Paulo Sertek Engenheiro Mecânico,
Licenciado em Mecânica e Especialista em Gestão de Tecnologia
e Desenvolvimento Professor de Cursos de Pós-Graduação em
Ética nas Organizações e Liderança Pesquisador em Gestão de
Mudanças e Comportamento Ético nas Organizações Assessor
empresarial para desenvolvimento
organizacional psertek@xmail.com.br
Várias
matérias do terceiro ano do curso de engenharia mecânica
requerem muitos trabalhos fora de aula para o desenvolvimento
de projetos industriais. Os alunos entram em contato com cálculos
e desenhos de equipamentos, máquinas, instalações,
etc. Prof. Roberto A. leciona há anos uma das
matérias correspondentes a esta série. Está
cada vez mais convencido que precisa logo no início
do ano insistir com todos os alunos num elemento básico
de engenharia: planejar. Planejar as atividades correspondentes
a todos os projetos previstos durante o ano. Seria um grande
passo se conseguíssemos um processo educativo disciplinado. Anderson P. é aluno do terceiro ano. Vem com
um ótimo desempenho escolar desde o primeiro ano. Ficou
bastante empolgado em participar de um concurso promovido
por uma entidade internacional visando o desenvolvimento de
um mini-carro. De acordo com as informações
da secretaria da entidade organizadora participariam grupos
de alunos provenientes das principais universidades do país.
Dentre os prêmios para os melhores colocados havia uma
oferta de programas de viagens ao exterior, estágios
em empresas de outros países, etc. Anderson conseguiu a adesão de vários
colegas de turma para a realização do projeto.
Esse concurso motivava pelos benefícios que poderia
trazer a todos. Nestas alturas também o brilho do empreendimento
atraía bastante. Mesmo que não conseguissem
ficar entre os melhores, teria valido a pena a experiência
de encarar um desafio.
Num dos intervalos de aula, Anderson aborda o Prof.
Roberto A. Anderson: Venho tendo dificuldades sérias para
distribuir e coordenar os trabalhos do grupo. Alguns tem mais
iniciativa, outros menos, há muitos assuntos que pesquisar... Roberto: Quantos alunos estão participando do
projeto? Anderson: Quinze. Roberto: É muita gente. Principalmente tendo
em conta que todos estão aprendendo a desenvolver projetos.
Como foram divididas as tarefas? Anderson: Alguns estão desenvolvendo a carroceria,
outros a motorização e outro subgrupo a suspensão
e as rodas. Como temos não só que desenvolver
os desenhos e estudos, mas também construir um protótipo
e testá-lo, precisamos fazer cotação
de preços de fornecedores de peças, etc. Roberto: Como estão conseguindo resolver o problema
de recursos financeiros?
Anderson: Abrimos uma conta corrente, em que todos depositamos
uma quantia suficiente para os gastos do desenvolvimento do
protótipo. Sem contar que é bem possível
o patrocínio de vários fabricantes de componentes
automotivos, a título de divulgação dos
seus produtos. Roberto: Onde está encontrando mais dificuldades? Anderson: Estou liderando a equipe. Vejo dificuldade
em coordenar os trabalhos; não domino o assunto, preciso
estudar e pesquisar antes de dar qualquer passo. Nós
não estamos preparados para trabalhar em equipe. Há
com freqüência conflitos de idéias, diretrizes,
etc. Sem contar que qualquer semana de provas na escola desestrutura
o pessoal.
Notava-se em algumas aulas, que os conflitos cresciam no grupo
de trabalho; era freqüente que Anderson sofresse alguma
indireta, piada maldosa, criticas pelas costas de colegas
do grupo de trabalho. Anderson desde o ano passado estava namorando Júlia;
mas ultimamente a situação andava muito mal
entre eles. Muitas vezes Anderson chegava atrasado
aos encontros sem contar os inúmeros canos por causa
de projetos, aulas, provas, etc. Não era de se esperar
outra coisa; Júlia tomou a iniciativa e desfez o namoro.
Anderson ficou chateado por ter se fechado tentando
resolver os seus problemas e não soube dividir com
os outros as suas dificuldades.
Na escola conseguiu administrar a situação das
várias matérias, apesar de faltar com muita
freqüência. Precisava desenvolver ao mesmo tempo
um projeto da matéria do Prof. Roberto, mas
para isso seria necessário que tivesse um Micro Pentium
III e um aplicativo que não havia na escola. Alguns
dos seus colegas tinham esta facilidade, mas Anderson
não quis se rebaixar para pedir ajuda. Deu um jeito
à duras penas e foi desenvolvendo o projeto como dava.
Nesta altura o relacionamento com o Prof. Roberto tornou-se
pouco transparente. Anderson não queria de nenhuma
forma ficar com uma má imagem diante do professor.
As dificuldades que encontrava no seu projeto ele as adiava
e deixava para ver mais a frente. Por uma infelicidade; a
poucos dias da entrega do projeto Anderson suspeita
que teria anotado algum dado errado, por ter pego às
pressas. Procurou o Prof. Roberto: as suspeitas converteram-se
num fato. Nesta altura, não teria tempo suficiente
para refazer todos os cálculos, desenhos, etc...
Depois da correção dos projetos Prof. Roberto
verificou que entre os reprovados encontrava-se o Anderson.
Fez uma revisão do projeto com mais calma, ele precisava
de 7,5 e tirou 3,5. Realmente não havia mais o que
fazer pois tinha errado muitas coisas no projeto. Prof. Roberto
manteve a nota 3,5. Anderson ao saber da sua nota, resolveu
fazer uma tentativa de ganhar a compaixão
do professor: alegou que seu erro tinha
sido uma infelicidade no momento da consulta
dos dados de projeto, que o critério
de correção tinha sido muito
rigoroso. A seguir lembrava ao professor
que o fato de ficar na matéria dele
reteria outras matérias do ano seguinte
e lhe prejudicaria num momento em que tinha
uma oferta de estágio fenomenal...
Prof. Roberto manteve a sua posição
e Anderson foi reprovado.
Leia outros textos sobre Ética e Educação no
site do Professor
tel. (41) 252.9500 CETEC -Consultoria
Vilmar
Berna . MEIO
AMBIENTE
Onde Estão
os Ambientalistas?
Jornalista Vilmar Berna Ambientalista de
renome internacional e único brasileiro homenageado pela
ONU com o Prêmio Global 500 Para o Meio Ambiente, no
ano de 1999. Fundador do Jornal do
Meio Ambiente. http://www.jornaldomeioambiente.com.br
Muitos dos ambientalistas que, tradicionalmente, denunciavam
os governos e as empresas pela falta de política
ambiental, hoje, desempenham cargos nos mesmos governos
e até em empresas. Tornaram-se secretários
de meio ambiente de prefeituras ou técnicos de
departamento ambientais em empresas. Outros ambientalistas
profissionalizaram-se e, hoje, verticalizam e focalizam
suas ações no desenvolvimento de projetos
específicos, lançando sombras sobre as
demais questões que não estejam diretamente
relacionadas com o objeto de seus projetos.
O movimento ambientalista nunca foi uma organização
de massa. Caracteriza-se mais pela ação
de pequenos grupos e indivíduos isolados. Com
a agravante de ter uma baixa renovação.
Assim, quando seus melhores quadros passam a atuar para
governos e empresas, ou quando a ação
profissional se concentra em poucos alvos, a causa ambientalista
parece que fica mais órfã. Os problemas
ambientais continuam aí, cada vez mais graves.
Estão faltando ambientalistas que os denunciem.
Muita gente tem se empenhado em defender
a natureza. Só que ainda é
pouco. É preciso que mais e
mais pessoas se cons-cientizem da
importância dessa tarefa, não
só se preocupando em não
deixar ninguém poluir ou destruir
a natureza, como também se
esforçando para modificar os
hábitos e comportamentos que
levam ao desperdício de recursos
naturais ou prejudicam o meio ambiente.
Confúcio disse, há cerca de
5 mil anos, que se alguém quisesse
mudar o mundo, teria de começar por
si próprio, pois mudando a si próprio,
sua casa mudaria. Mudando sua casa, a rua
mudaria. Mudando a rua, o bairro mudaria.
Mudando o bairro, mudaria o município
e assim por diante, até mudar o mundo.
Novidades no
Site Atenção
Usuário do EngWhere: clique no
link para baixar o arquivo 200cpus.zip (153KB)
com 190 novas composições de preços e seu
Armazém com 2400 insumos, colhidas
no Site da Prefeitura de São Paulo
e já convertidas para os bancos de
dados do EngWhere, ou então visite a página Dicas
e Facilidades para o Usuário: www.engwhere.com.br/software/dicas.htm
Distribuição A Revista
está sendo eventualmente publicada ou distribuída, parcial ou
completa, também pelas seguintes Newsletters, Sites e Grupo,
em parceria:
Crea Notícias - Toda Semana em seu email:
pesquisas, eventos e notícias. Para assiná-la já cliqueaqui
informando seu nome. Ótima publicação do CREA MT. Outdoor da Engenharia
:: A sua bilioteca virtual de Engenharia Civil - 100%
Gratuita Programas, artigos técnicos, apostilas e
biblioteca para AutoCad.
Cliqueaqui para assinar já o Maill
List do Portal, ou faça-lhe uma visita:http://www.outeng.com
Obracadabra- Na internet desde
17 de julho de 2000, seu principal diferencial é a qualidade
das informações que veicula e o destaque para o olhar social,
nas questões
ligadas direta ou indiretamente à construção: Grupo Premoldados
- Lista de Discussão voltada especialmente para o
Setor de Lajes tipo Volterrana e Treliçadas, Sistemas
Estruturais Pré-fabricados e Artefatos de Cimento.
Para participar já clique em http://br.groups.yahoo.com/group/premoldados
EngWhere Orçamentos Ltda® - Todos os direitos reservados
Rua José Urbano, 180 - São Tomás de Aquino 37960-000 - Minas Gerais - 0**35 3535-1759 Softwares para Profissionais e Empresas de Engenharia e Arquitetura