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ARQUITETURA, ENGENHARIA, CONSTRUÇÃO CIVIL
     Ano 06 • nº 62 • 01/06/07
Nesta Edição

Linha Direta: Miscelânea
Marketing Empresarial: Serviço de Arquitetura e Engenharia Não é Fácil!
Profissional: As "Pílulas" de Frei Galvão

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  Linha Direta . MISCELÂNEA

O famigerado, odiado, incompreendido, inadmissível Lucro!

O Lucro, ou Bonificação, para quem sabe orçar obra (diferentemente, pois, do que pensam os que teimam em utilizar softwares de segunda linha, omissos quando o assunto é BDI), cabe muito bem na casa dos 5 a 6%, dependendo da cara do freguês.
Nos orçamentos abrangentes (isto é, bem feitos, completos e confiáveis), em que são considerados todos os custos da obra, desde os riscos até os resfriados dos peões, não há porque adotar taxa maior, pois insidirá inclusive sobre o riscos e os resfriados dos peões.
Isto mesmo: as faltas ou a improdutividade com os resfriados, e outros males, deverão estar diluídas nos índices de produtividade ou nos encargos sociais, e o lucro da empresa deverá incidir sobre tudo isto, independentemente do que ocasionou, já que construtora não é casa de saúde. Os 5 % estarão, pois, de muito bom tamanho.
Na verdade a questão única é saber orçar direito, pois até para a cara do freguês (incluindo sua disponibilidade em oferecer os projetos completos, em sua capacidade de pagamento, histórico de obras executadas, ética nas medições, na elaboração dos contratos e nos prazo que quer a obra, e até no tamanho de seu olho gordo sobre as multas, etc.) podem ser criados índices a serem (cabivelmente) lançados entre as taxas de risco do empreendimento.


Revista nº 61
Uma grande dúvida que eu tenho?
Adoro Engenharia. Vou Fazer. Por enquanto sou Técnico em Edificações, o que me dá habilitação! Mas me formar pra que se o Mercado de Trabalho não absorve os profissionais recém-formados?
O que faço? O Mercado em geral (não apenas na Engenharia) precisa mudar! O que fazer? Onde ir?
Porque aqui no Brasil existe esta dúvida cruel?
Lhano Martins, SC

Lhano
Porque não experimenta Arquitetura? Particularmente achamos uma profissão ótima!
Abraços


Atenção! Isto não é o nosso blá-blá-blá de sempre

A dica a seguir é de importância fundamental para o tocador de obra: deve-se, incessantemente, anotar os endereços e telefones dos bons funcionários de todas as suas obras (de oficiais para cima). Sempre que iniciar um novo serviço dê-lhes a preferência, estejam onde estiverem, e nunca perca o contato. Cuide de, estando alguns deles desempregados e sabendo de alguém necessitando de seus serviços, não pestanejar em indicar-lhes. Não perca a oportunidade de criar sua própria equipe ganhando pontos e consolidando sua amizade com ela (e amizade aqui é sinônimo de admiração recíproca). Assim, quando precisar de tocar obra pra lá de Bagdá, eles estarão prontos para abandonar o que estiverem fazendo para acompanhá-lo. Por outro lado, dispondo de uma mesma equipe suas obras terão cada vez menos problemas de adaptação, de rotatividade, o pessoal estará cada vez mais produtivo, e a qualidade sob controle. Mas atenção! A dica só vale para quem não é sacana com o peão, que jamais o seguiria novamente por mais que insistisse.



Revista 61 - II
É, meu amigo. Temos que conviver durante a nossa permanência nesse mundo de lágrimas com tantas discrepâncias... Mas ninguém vai conseguir corrigir o mundo. Talvez a única razão para que possamos seguir em frente seja a nosa paixão inequivocada, irrecorrível, inafiançável, definitiva e desinteressada pela profissão da ENGENHARIA.
Os que sabem ENGENHEIRAR não costumam bajular e não conseguem mercantilizar o seu trabalho. Resta o exemplo de Rui Barbosa, sobre o Triunfo das Nulidades...
Abraços a todos verdadeiros profissionais!
Augusto Oliveira, JPA-PB



• Gabriel: BDI de 33% nem que a vaca tussa. Tenho calculado entre 70% (obras maiores) e 130% (obras pequenas, ate 2,5 mi). Muitas empresas que se dizem sérias pedem assim, dando a entender (só não se sabe para quem) que quanto menor for o BDI exigido, mais barata ficará a obra. Pode ser também que estejam procurando firmas que não sabem orçar (aos montes na Praça e nas privadas) e estariam induzindo para que errem para menos. Evidentemente que depois não terminarão a obra, poderão até quebrar e dar prejuizo a quem as contratou nestas bases. Seria, assim, aquela antiga procura pelo lucro fácil atolando a mão no bolso alheio. A grande maioria dessas "jogadas de orçamento", que parecem burras, é para encobrir corrupção, mas esta não: parece que é burrice mesmo. A regra é clara: pratique Engenharia! Orce a obra calculando certo, jamais estime o BDI que é perfeita e facilmente calculável (como mostramos acima em muitos casos é maior que o orçamento propriamente dito e jamais poderia ser relegado a chutes tão simplórios), depois faça a máscara da forma que estão querendo e exiba, gloriosamente, um BDI de 33%. Não perca a oportunidade de elogiá-los pelo bem que, com isto, "prestam à Nação". Tanto os corruptos quanto os incompetentes adoram os cínicos. Entretanto fique atento: 1. Certifique-se que não haverá nenhuma pegadinha. Por exemplo, se for obra que promete muitos serviços extra-contratuais você correrá o risco de ter que executá-los a preço de banana, com o tal BDI, e tornar-se um sério candidato a se perfilar entre as empresas que quebram (cujos donos se vêem aos montões pelas esquinas reclamando do Lula, mas sem se tocar que o Lula, coitado, não é professor de orçamento e não tem culpa nenhuma de não terem sabido orçar, embora seja o grande culpado por este medonho estado de coisas que se vê por aí). 2. Por via das dúvidas, não achando brechas, após o orçamento concluído é bom elevar os preços unitários dos serviços iniciais da obra e abaixar na mesma proporção os que serão executados no final. Já que irá quebrar que seja pelo menos com o bolso cheio de jabá, mas isto já é uma outra história.

Amado, muito obrigado pelo seu parecer foi de grande valor. Sds, Gabriel Sarmento, AP

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  Ênio Padilha . MARKETING EMPRESARIAL

Serviço de Arquitetura e Engenharia Não é Fácil!

Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.
Formado pela UFSC, em 1986, especializou-se em Marketing Empresarial na UFPR, em 1996/97.
Escreve regularmente e seus artigos são publicados, todas as semanas, em diversos jornais do país.
eniopadilha@uol.com.br

Os serviços de Engenharia e Arquitetura são, em última análise, INFORMAÇÃO. Obter, processar e produzir informações depende de um treinamento intelectual que é obtido através de muitos anos de estudos intensos. A maioria das pessoas, cerca de 99,5 % da população (atenção: isto não é um chute. É uma estimativa muito realista!) não faz a menor idéia de como funciona a cabeça de um engenheiro ou de um arquiteto.

Por isso muitos engenheiros e arquitetos reclamam: “o cliente não sabe valorizar o meu trabalho”.
Evidente que não! As pessoas valorizam o que conhecem. Dão sempre mais valor ao conhecimento compartilhado (uma música faz mais sucesso não por ser a mais bem feita ou mais difícil de ser executada. Pelo contrário: quanto mais fácil de ser cantada e executada por qualquer um, mais sucesso ela fará).

Muitos colegas engenheiros e arquitetos pensam que certas conclusões são óbvias ou que a capacidade de abordar corretamente certos problemas e propor soluções racionais é uma coisa natural. Que qualquer um poderia fazer aquilo. Mas a verdade é que a maior parte dos problemas de Arquitetura ou de Engenharia podem ser resolvidos por qualquer um (qualquer um que tenha estudado tanto quanto se estuda para ser um engenheiro ou arquiteto).

Nosso folclore profissional não cansa de reproduzir histórias de engenheiros que fazem projetos em papel-de-pão, guardanapos de restaurantes ou toalhas de papel em festas. Basta alguém fazer uma pergunta um pouco mais difícil ou desafiadora que baixa o espírito do engenheiro resolvedor e a solução se faz... na maioria das vezes... de graça!

Um dos muitos pecados de marketing cometidos por engenheiros e arquitetos Brasil à fora é justamente o de dizer que “isto é fácil de resolver” diante do problema apresentado pelo cliente.

É um veneno! (existem coisas que não devem ser ditas para um cliente durante a negociação de um serviço. A menos, é claro, que você esteja querendo fazer um mau negócio). Muitos profissionais pensam que dizendo ao cliente que um determinado problema é fácil de resolver estão transmitindo confiança e, conseqüentemente, aumentando as chances de fechar o negócio. Mas não é verdade. Quando você diz “isto é fácil de resolver” você está desvalorizando o seu trabalho e reduzindo as chances de fazer um bom negócio.

A noção de “fácil” e difícil” é muito relativa. O que é muito fácil para uns pode ser dificílimo para outros. Um problema de engenharia ou de arquitetura pode ser fácil de resolver para um arquiteto ou para um engenheiro, que teve um treinamento muito sólido e profundo. Para a pessoa comum (o potencial cliente) aquilo continua sendo um “bicho de sete cabeças).

Não devemos “enfeitar o bicho” para valorizar o produto. Não precisamos criar dificuldades inexistentes, apenas para impressionar o cliente. Mas devemos manter a avaliação do problema no nível de entendimento do cliente. Afinal, é ele que vai pagar pela solução.

É preciso dar atenção ao nível de percepção que o cliente tem do produto. No mercado, a coisa não é o que é. É aquilo que é percebido. Desenvolver habilidades de comunicação (falar, ouvir, ler, escrever...) pode ser (e geralmente é) um fator determinante para o sucesso profissional.

Leia outros artigos no site do Especialista: http://www.eniopadilha.com.br

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  Adilson Luiz Gonçalves . PROFISSIONAL

As "Pílulas" de Frei Galvão

Adilson Luiz Gonçalves
Engenheiro, Professor Universitário e Articulista.
algbr@ig.com.br

Costumo brincar com meus alunos, que eu sou engenheiro de corpo e alma, pois faço cálculos até no rim...
Pois é, os cálculos renais fazem parte de minha vida desde 1990, quando tive minha primeira crise. Descobri, então, que era capaz de fazer contorções que pasmariam os iogues mais experientes.
No pronto socorro, recebi solidariedade e uma dose “cavalar” de analgésicos. A radiografia revelou uma manchinha branca, imediatamente identificada pelo urologista, que me anunciou um futuro sombrio, a começar por uma dieta que parecia tirar todo o prazer de comer, e recomendou que eu me entupisse de líquido. Dias depois expeli uma “pedrinha” de 2 mm: a vilã do suplício!
A segunda crise demorou 7 anos, mas foi reconhecida com “um pé nas costas”, o que, às vezes, ajuda a suportar a dor. Descobriram, então, que minha “especialidade” era oxalato de cálcio, e alertaram que eu deveria evitar molho de tomate industrializado e derivados de leite. Logo eu, que adoro massas à bolonhesa, queijos, iogurtes, coalhada seca... “E evite o estresse, também!”, como se desse para incluir trabalho e governos nas terapias...
Assim, conformado, continuei a encontrar pedras no caminho, todas de baixo calibre, em intervalos cada vez mais curtos. Até que tive duas crises no espaço de uma semana, todas aos sábados e domingos. E nada de expelir pedra... Foi marcada uma consulta com o urologista, para abril.
Só que o calvário recomeçou no último sábado, embora com um “atenuante”: a pedra deu toda a pinta de que chegara ao p..., o que indicava que ela estaria pronta para sair, com seus 2 a 3 mm de praxe. Mas ela se recusava, com direito a insuportáveis, constantes, mas, improdutivas idas ao banheiro. Decidi, no entanto, não penalizar minha família com mais um fim de semana sem sair. Assim, combinamos jantar e ouvir música com amigos.
Ao ver a cara com que eu voltava do sanitário, uma amiga, enfermeira, sentenciou que a situação poderia piorar se eu não fosse logo ao médico. A sorte é que o grupo que tocava no restaurante era ótimo, e ajudava a distrair do incômodo. Um dos músicos veio à nossa mesa e, quando agradeci pela “terapia”, brincou: “Beatles é ótimo para isso!”. Não sei de onde fui tirar ironia para concordar, mas dizer que naquelas circunstâncias melhor seria Rolling Stones (eu precisava desesperadamente que aquela pedra rolasse...).
No domingo, apelamos para o chá de “quebra-pedra”, mas eu não conseguia beber mais nada, pois o “tanque” estava cheio, e a pedra entupia a “torneira”.
Minha cunhada, médica, prognosticou que talvez fosse necessária uma internação para removê-la. No entanto, avisou que, a pedido de minha sogra, passaria no Mosteiro da Luz, em São Paulo, e traria algumas pílulas para mim: as “pílulas” de Frei Galvão, o frade franciscano que será canonizado quando o Papa Bento XVI vier ao Brasil.
Minha sogra já nos havia contado que, devido a um tombo, minha esposa ficara “atravessada” no útero. Ela tomou as “pílulas” e o parto foi normal, para admiração do obstetra. No meu caso, recordou que a primeira cura relatada por seu uso fora relacionada a cálculo renal. Parecia um “santo remédio”!
Tomei as “pílulas”, três minúsculos papéis com uma inscrição em latim, e fiz as preces indicadas. Isto por volta das 22:00 de domingo.
Coincidência ou não, tive uma noite de sono tranqüilo e, no final da manhã do dia seguinte expeli um “meteorito” assustadoramente pontiagudo, de 13 mm de comprimento por 7 a 8 mm de diâmetro.
Placebo? Acaso? Chá de “quebra-pedra”? Conjunção de fatores e terapias?
Caros amigos: francamente eu não me importo nem um pouquinho com isso. Mas, cá entre nós: Graças a Deus, coincidência ou não, valeu, Frei Galvão...

Fones: (13) 32614929 / 97723538

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